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Direita do RN ainda busca definição de candidato ao governo

O ano de 2026 mal começou oficialmente, mas as articulações com vistas às eleições de outubro seguem firmes desde o ano passado. Além da indefinição do vice-governador Walter Alves (MDB) sobre assumir ou não o Executivo estadual em abril, outra dúvida que paira é sobre a escolha do candidato que vai representar o campo da direita na disputa. Pelo União Brasil, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, segue com seu projeto, mas o grupo formado por Paulinho Freire (União), Styvenson Valentim (PSDB), Álvaro Dias (Republicanos) e Rogério Marinho (PL) quer ter um candidato próprio; os dois últimos postulam a cadeira de governador. 

Embora seja do mesmo partido do prefeito de Mossoró, Paulinho Freire já definiu que não apoiará Allyson caso ele concorra ao governo. O prefeito tem citado seu compromisso com Rogério e Álvaro, e quer retribuir o apoio que recebeu quando correu a prefeito de Natal em 2024. Ele deixou isso claro em entrevista à rádio 96 FM, na última terça-feira (30).

“Quando eu fui candidato a prefeito, eu recebi apoios importantes na minha eleição. Foi de Rogério, de Styvenson, de Álvaro, e nós formamos um grupo para a minha eleição. E eu venho tentando que esse mesmo grupo possa sair junto de novo nessa eleição, junto com o União Brasil, com todos os partidos que fizeram parte da minha coligação. Infelizmente, talvez, praticamente isso não vai dar certo. E aí eu tenho que me posicionar. Eu vou ter que me posicionar. Claro que eu tenho que levar em conta aqueles que me ajudaram, aqueles que estiveram comigo na minha eleição”, afirmou.

O cenário embolado, até o momento, tem contribuído para Allyson, líder nas pesquisas com 36,5% segundo levantamento do instituto DataSensus divulgado em 24 de janeiro. Rogério Marinho apareceu em segundo, com 28,1%, e Cadu Xavier (PT) somou 6,6%. O nome de Álvaro Dias não foi incluído na pesquisa.

A seu favor, Dias conta com a popularidade de ter comandado a principal máquina municipal do Rio Grande do Norte. Ele ficou na Prefeitura a partir de abril de 2018 — quando assumiu com a renúncia de Carlos Eduardo Alves —, foi reeleito ainda no primeiro turno em 2020 e concluiu em 2024 elegendo seu sucessor no segundo turno, Paulinho Freire. 

Já Rogério Marinho tem projeção de envergadura nacional. Antes de ser eleito senador em 2022 com mais de 700 mil votos, foi ministro do Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro e, antes, deputado federal. 

Embora mantenha até o momento sua pré-candidatura a governador, o senador também tem sido visto como o “homem forte” da pré-campanha de Flávio Bolsonaro a presidente pelo PL. De acordo com a CNN Brasil, é no potiguar que se concentra a articulação para o que seria o programa de governo de Flávio, com as ideias para economia, educação, dentre outros temas. Ainda segundo a CNN, o senador e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro conversam diariamente. À Rogério também é atribuído um ativo importante, que é a base e interlocução no Nordeste. Com a dedicação que tem sido dada à pré-campanha de Flávio, a imprensa já começa a circular a possibilidade de Rogério focar na campanha a presidente de Flávio e abrir caminho para Álvaro ser o candidato do grupo em outubro. 

Ao Estado de São Paulo em 22 de dezembro, o próprio senador reconheceu a participação na construção da pré-candidatura de Flávio.

“Neste primeiro momento, nós estamos ajudando o nosso candidato a presidente nesse trabalho interno. Não só de contatos, mas também de formação de palanques em cada Estado, com partidos que convergem conosco. Mesmo com a impossibilidade da candidatura do presidente Bolsonaro, a estratégia permanece a mesma, de fazermos uma bancada consistente e maiúscula aqui no Senado da República”, disse.

O grupo formado por Paulinho, Styvenson, Álvaro e Rogério só deve tomar uma decisão no final de fevereiro ou começo de março. No início de dezembro, Dias também admitiu que pode mudar de partido, saindo do Republicanos, caso isso ajude na composição de chapa para 2026. 

“Se houver necessidade, e se for um desejo de todos os que compõem esse grupo, nós podemos analisar”, afirmou, em entrevista ao programa Central RN. 

Ele também admitiu que, caso Rogério mantenha a postulação ao governo, pode recuar para ser candidato a senador. 

“Se for, não haverá problema. Nós poderemos rever a nossa posição, a nossa postura e assumir outra postulação como uma possível pré-candidatura ao Senado”.

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Fonte: saibamais.jor.br

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