Dos 69 reservatórios monitorados pelo Governo do Estado, 33 estão com volume abaixo dos 20% segundo o relatório mais recente do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), de 29 de dezembro. Ao todo, os reservatórios acumulam 2.015.063.742 metros cúbicos de água, o que equivale a 38,08% da capacidade total de armazenamento.
Atualmente, apenas três reservatórios estão acima de 80% de sua capacidade, é o caso da Lagoa de Boqueirão, em Touros, da Lagoa de Pium, em Nísia Floresta e da Lagoa do Jiqui, em Parnamirim. Dentre os principais mananciais, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, entre Assú e Itajá, a maior do Rio Grande do Norte, está com 45% da capacidade, já Oiticica, em Jucurutu, está com 14%.
O volume de água dos reservatórios no final de 2025, no comparativo com o final de 2024, teve uma queda significativa. Enquanto no final de 2025 foi registrado um acúmulo de 2.015.063.742 metros cúbicos de água, o que equivale a 38,08% da capacidade total de armazenamento, no final de 2024 os reservatórios operavam com 1,61 bilhão de metros cúbicos, o equivalente a 67,97% da capacidade de armazenamento.
“Um dos motivos foi que tivemos uma quadra chuvosa menor. Isso teve reflexo em todos os reservatórios do Rio Grande do Norte afetando, principalmente, as regiões do Seridó e Alto Oeste. Tivemos uma recarga menor, o que refletiu em vários reservatórios secos, como o Itans [em Caicó] que está, praticamente, sem ganhar água nos últimos anos. Outro fator é que acrescentamos à nossa reserva total a Barragem de Oiticica, com cerca de 700 milhões de metros cúbicos e ela ainda não ganhou água. Então, apesar de estar recebendo água da transposição do São Francisco, ainda é uma água pouca, de cerca de 13% a 14%. Mas, é uma água importante porque temos garantido a perenização do rio ao longo de todo o Rio Grande do Norte, de Jardim de Piranhas até a Barragem de Oiticica e, a partir daí, temos liberado essa água até a confluência da Armando Ribeiro, o que garante abastecimento para os agricultores e as cidades nesse entorno”, contextualiza Auricélio Costa, Diretor Técnico do Igarn.
O Seridó e o Alto Oeste apresentam as situações mais preocupantes. No Seridó, os reservatórios somam apenas 14% da capacidade total. O açude Gargalheiras, como é mais conhecida a barragem Marechal Dutra, em Acari, está com 48% da capacidade, valor ainda inferior aos 74% registrados no mesmo período do final do ano de 2024. Já no açude Dourado, em Currais Novos, a situação é ainda mais crítica, com o volume acumulado abaixo dos 14%.
“Para lidar com isso, o Governo do Estado tem intensificado a conclusão de adutoras, como o Projeto Seridó que, quando for concluído, vai amenizar e muito a situação dos municípios porque além do reservatório local, eles terão a possibilidade de receber água da transposição através das adutoras. Também temos a Adutora do Agreste em andamento, além da intensificação na perfuração de poços tubulares, do abastecimento via carro pipa e o uso de dessalinizadores”, explica Auricélio.
Ao todo, dos 69 reservatórios monitorados, três estão com a capacidade acima dos 80%, outros três estão entre 60% e 80%, 12 estão com capacidade entre 40% e 60%, 17 estão com volume entre 20% e 40% e 33 abaixo dos 20%.
Fonte: saibamais.jor.br




