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    Pra não dizer que não falei de Fred…

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    Uma pequena homenagem a um cara gigante

    Pra mim, não é fácil falar de Fred. Porque não tenho certeza de que qualquer coisa que eu escreva sobre ele vai traduzir exatamente o que sinto e trazer a fidelidade e o reconhecimento ao significado da existência dele nesse mundo, e pra ruma de gente a quem, como eu, ele concedeu o privilégio de sua amizade.

    Desde o seu encantamento em janeiro de 2025, às vésperas do aniversário dele (era 30 ou 31 de janeiro? Nunca lembrei direito e dava os parabéns nos 2 dias, na dúvida), que eu tento, sem sucesso, rascunhar um texto em homenagem a esse cara massa, que, no início, me odiava, sem nem mesmo me conhecer 🤦🏼‍♀️🤣.

    Essa história é engraçada, e eu lembro com muito carinho. Nosso Fred era mesmo impliquento, e guardava ranços nem sempre justificáveis, mas sempre compreensíveis. Ele disse que me odiava por causa das pessoas com quem eu andava. “Não é possível que essa menina seja gente boa como dizem”, revelou uma vez, depois que “o jogo virou”.

    Mas como é que o jogo virou? Cara, depois que me separei do pai da minha filha, voltei a morar em Natal, e tinha poucas amizades, já que fui pra Brasília logo depois de formada e fiquei 6 anos por lá. Aos poucos fui saindo, na medida das possibilidades de vida social de uma mãe solteira de criança pequena estudando pra concurso e cuidando da mãe doente, que acabou se encantando em julho de 2008, depois que um câncer a consumiu.

    Saiba Mais: Jornalista Fred Luna tem morte cerebral confirmada

    Carolina Villaça e Fred Luna nos embalos de uma noite qualquer / Foto: cedida

    Fred estava sempre nessas festas, nas rodas de novos velhos amigos, e eu o cumprimentava sem nem imaginar esse “ódio” que ele sentia. E foi num Carnaval em Olinda que tudo mudou. Acho que em 2009, já no primeiro ano de concursada, finalmente estava livre pra sair pra onde eu quisesse, e foi quando recebi o convite inusitado e irrecusável de passar o Carnaval em Olinda com uma galera que eu conhecia bem poucas pessoas, num motel “de respeito” no pé da cidade. Kkkkkk.

    Cheguei foi tarde lá, numa sexta de Carnaval, e muita gente já tava dormindo, numa cama enorme que dava pra umas dez pessoas. Me aboletei ao lado de Fred, e o póbi disse que acordou no outro dia de ressaca, e o primeiro rosto que viu era daquela menina que ele “odiava”. Imagine a cena. Começou a passar mal, e eu e Mariana nos disponibilizamos a ajudar. Apesar do entojo que ele tinha de mim, sem que eu soubesse, comprei água de côco, cuidei dele durante as subidas e descidas naquelas ladeiras, e no final do dia estávamos melhores amigos de infância! Kkkkkk.

    A partir daquele dia, não desgrudamos mais. Foi o melhor Carnaval das nossas vidas! E fico feliz e grata por também ter conseguido passar com ele o último Carnaval da vida dele, em Beagá. Eu não estava muito bem de saúde, pressão alta e muito cansaço, passei mal e perdi muito bloquinho massa, mas fui tratada como uma rainha por ele e Emeve , sempre preocupados que eu ficasse bem. Lembro que ele achou que eu ia morrer e falou: “Mulher, imagina só! Como que eu ia dar uma notícia dessas pra Marina?”

    Me sinto extremamente privilegiada por hoje saber o quanto ele me amava e também à minha filha. Porque, Fred, cara: eu sempre vou te amar, viu, bicho impliquento e lindo?

    Fonte: saibamais.jor.br

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