Bahia 2 x 3 Atlético-MG: Galo vence de virada e é campeão brasileiro de 2021

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Hulk, Diego Costa e Arana comemoram segundo gol do Galo no Mineirão (Foto: Divulgação/Atlético-MG)

No dia do aniversário de 301 anos de Minas Gerais, uma conjuração mineira tinha que dar certo. A liberdade veio, ainda que tardia, para os milhares de atleticanos espalhados em todo mundo. O Galo abriu as asas sobre nós e voltou a transformar o Brasil em seu terreiro.

Cantou alto, esporou, bicou os adversários. Numa espera que fez com que muitos atleticanos não conseguissem presenciar desse plano. Alvinegros que sonharam, dentro desses 50 anos de espera comemoram em outra dimensão, mas são representados pelos parentes que testemunham no plano terrestre a libertação de uma condenação que insistiu em pairar sobre o torcedor do Galo.

No Brasil, um crime prescreve com 30 anos. Que pecado o atleticano cometeu por ser condenado a 50? Talvez, amar demais. Nunca se amou tanto. A cada ano na fila, o amor aumentava. Os recordes de públicos, as médias de presenças de torcedores nos estádios, as vendas de camisas, os consumos de produtos, o apoio incondicional são provas disso.

Um amor que cura cada ferida por conta das inúmeras decepções, ano após ano. Ser atleticano é possuir um amor que resiste ao tempo e às dores. Às injustiças e a própria incompetência.

Mas, antes de tudo, o amor atleticano é o amor da resistência. Resiste a todos os tipos de intempéries. Torcer contra o vento não é fácil. Vento é dádiva criada por Deus. Talvez por isso, esse meio século tenha sido um corretivo aplicado por Ele para que saibam valorizar as coisas boas que o vento traz. Não pode chover o tempo todo. O sol sempre vem em algum momento. E o vento trouxe a brisa leve dos campeões.

CAMpeão! Aliás, bicampeão! A provocação dos adversários terá que mudar. Mesmo que eles ignorem o Bi da Conmebol. O ‘Galo sem bi’ deixa as mesas redondas, as rodas de boteco, os bate-papos de esquina para dar lugar ao ‘Galo ganhô’.

Nesta noite, ganhou do Bahia, depois de 18 anos, em terras baianas. E o que são 18 anos perto de quem aguarda meio século?! Nem mesmo os gol de Keno (2) e Hulk foram capazes de soltar o grito entalado há cinco décadas. Ressabiado, calejado pelo tempo, o atleticano esperava o fim para a apoteose. e ainda teve que sofrer no último ato ao sair com 2 a 0 contra, gols de Luiz Otávio e Gilberto.

O apito final de Flávio Rodrigues de Souza soou como uma corrente se arrebentando. O atleticano amou, sofreu, se iludiu, mas resistiu e se libertou. O dia 2 e dezembro de 2021 não só mais é o aniversário de 301 anos de Minas Gerais. É o dia da Inconfidência alvinegra. Daqui a 300 anos se lembrarão que os inconfidentes Cuca, Hulk, Arana, Everson, Zaracho e Cia. libertaram uma nação.

Então, se você é atleticano e chegou até aqui nesse texto, vai uma dica: se livre das amarras que o impediram de dizer para o mundo que torces para o melhor do Brasil e solte o grito ‘O GALO É BICAMPEÃO BRASILEIRO’.

Bahia 2 x 3 Atlético

Motivo: 32ª rodada do Campeonato Brasileiro 2021

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)

Gols: Luiz Otávio e Gilberto (B); Hulk, Keno (2) (A)

Cartões amarelos: Arana, Sasha (A); Lucas Mugni (B)

Bahia

Danilo Fernandes; Nino Paraíba, Conti, Luiz Otávio e Matheus Bahia; Mugni, Patrick e Rodriguinho; Rossi, Gilberto (Rodallega) e Raí. Técnico: Guto Ferreira

Atlético

Everson; Mariano, Nathan Silva, Alonso e Arana; Tchê Tchê, Zaracho (Igor Rabello) e Nacho (Sasha); Keno (Dodô), Hulk e Vargas (Nathan). Técnico: Cuca

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