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    RN amplia ações institucionais no enfrentamento à intolerância religiosa

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    RN amplia ações institucionais no enfrentamento à intolerância religiosa

    Celebrado em fevereiro, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa reforça a defesa da liberdade de crença e do respeito às diferentes manifestações religiosas, direitos assegurados pela Constituição Federal. A data também chama atenção para práticas de discriminação e violência motivadas pela fé, que ainda atingem indivíduos e comunidades em diversas regiões do país.

    No campo jurídico, o enfrentamento à intolerância religiosa é respaldado por legislações específicas. Em âmbito nacional, a Lei nº 7.716/1989 tipifica como crime o racismo, a injúria racial e a discriminação, incluindo atos praticados contra pessoas ou grupos em razão de sua religião, origem ou etnia. A legislação estabelece que intolerância não é opinião, mas crime.

    No Rio Grande do Norte, esse compromisso foi reforçado com a sanção da Lei Estadual nº 12.605/2025, que reafirma que racismo, injúria racial e discriminação são crimes previstos em lei. As ações no estado são articuladas pela Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, responsável por coordenar políticas voltadas à promoção da igualdade racial, da diversidade religiosa e dos direitos humanos.

    Além do marco legal, o estado conta com uma estrutura especializada para acolhimento e investigação dessas ocorrências. A Delegacia Especializada de Combate a Crimes de Racismo, Intolerância e Discriminação atua na apuração das denúncias, no apoio às vítimas e na responsabilização dos autores, integrando a rede estadual de proteção.

    A Semjidh também atua por meio da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial, que desenvolve políticas públicas, ações educativas e articulação com a sociedade civil. Para Giselma Omilê, coordenadora da área, a existência de uma secretaria estruturada é decisiva para garantir avanços no enfrentamento às discriminações. “O Rio Grande do Norte tem uma secretaria organizada para discutir e enfrentar o racismo, a intolerância religiosa e outras formas de discriminação. A Coordenadoria atua de forma integrada, garantindo a participação social por meio do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial e desenvolvendo ações como o programa Igualdade Racial nas Escolas, que leva esse debate para o ambiente educacional”, afirma.

    A coordenadora também destaca os avanços trazidos pela legislação estadual. “A Lei nº 12.605 estabelece a obrigatoriedade de órgãos públicos e privados afixarem cartazes informando que racismo, injúria racial e discriminação racial são crimes previstos em lei. O não cumprimento acarreta multa, e os valores arrecadados são revertidos para os órgãos de promoção da igualdade racial”, explica.

    Dados recentes indicam que a intolerância religiosa tem avançado também no Nordeste, acompanhando a tendência de crescimento observada em todo o país. Em Pernambuco, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos registrou 184 ocorrências relacionadas à liberdade religiosa em 2025, um aumento de 24,3% em relação ao ano anterior e superior a 200% na comparação com 2023. Na Paraíba, o crescimento foi ainda mais expressivo: o Disque 100 contabilizou 62 denúncias de intolerância religiosa em 2025, número 244% maior do que o registrado em 2024.

    No Rio Grande do Norte, não há dados públicos consolidados e divulgados oficialmente com recorte estadual específico sobre esse tipo de violação, o que dificulta a mensuração precisa da dimensão do problema no estado. Mesmo assim, o cenário regional aponta para uma escalada grande das ocorrências, sobretudo contra religiões de matriz africana, reforçando a necessidade de políticas de enfrentamento à discriminação.

    Segundo Giselma Omilê, a implementação da medida já está em andamento no âmbito do Governo do Estado. “Já iniciamos a fixação dos cartazes na Secretaria de Segurança e em espaços de cultura e lazer, como o Teatro Alberto Maranhão. Também contamos com a colaboração do Conselho de Igualdade Racial, que tem contribuído para a articulação com as unidades territoriais tradicionais, que são espaços fundamentais no enfrentamento ao racismo”, finaliza.

    Como denunciar?

    O Disque 100 é um dos principais canais de denúncia para violações de direitos humanos. Além da ligação telefônica, o serviço oferece atendimento via WhatsApp (61) 99611-0100, Telegram (buscando por “direitoshumanosbrasil”), videochamada em Libras e pelo site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

    SAIBA+
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    Fonte: saibamais.jor.br

    Poupança tem retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro

    © Marcello Casal JrAgência Brasil

    O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em janeiro, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 23,5 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Banco Central (BC).

    No mês passado, foram aplicados R$ 331,2 bilhões, contra saques da ordem de R$ 354,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,4 bilhões. O saldo da poupança é pouco mais de R$ 1 trilhão.

    Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.

    Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. Em julho do ano passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC interrompeu o ciclo de aumento de juros após sete altas seguidas na Selic e, desde então, vem mantendo a taxa em 15% ao ano.

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    O objetivo da autoridade monetária é garantir que a meta da inflação, de 3%, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

    Em dezembro, a alta no preço dos transportes por aplicativo e das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,33%, acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país acumular alta de 4,26% em 2025.

    Na ata da reunião do Copom, o BC confirmou que começará a reduzir os juros no próximo encontro do colegiado, em março. Entretanto, a autarquia não indicou a magnitude do corte e esclareceu que os juros continuarão em níveis restritivos.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Mulher é presa após arremessar gata do 12º andar de prédio em Curitiba

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    © Polícia Civil do Paraná

    Uma mulher foi presa em flagrante, nessa quinta-feira (5), após jogar uma gata do 12º andar de um prédio no centro de Curitiba, no Paraná.

    Segundo informações do delegado Guilherme Dias, moradores do prédio ouviram os miados da gata e, quando olharam pelas janelas de seus apartamentos, viram o animal sendo jogado para fora.

    O delegado informou que, segundo o neto da mulher, ela “não gosta de gatos e agressões contra o animal eram frequentes”. As testemunhas chamaram a polícia, que prenderam a suspeita em flagrante.

    A gatinha conseguiu sobreviver, mas sofreu traumatismo crânio encefálico, contusão pulmonar e hemorragia severa na região da bexiga. O animal está  recebendo atendimento veterinário na Organização Não Governamental Força Animal.

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    Maus-tratos

    No dia 27 de janeiro, o cão comunitário Abacate foi morto por um tiro de arma de fogo na cidade de Toledo, também no Paraná. A polícia ainda procura o suspeito.

    Em Santa Catarina, a polícia registrou o caso do cachorro Orelha, agredido por adolescentes na Praia Brava no dia 4 de janeiro. Ele morreu no dia seguinte.

    A investigação levou a polícia a pedir a internação de um dos jovens envolvidos e também houve o indiciamento de três parentes dos suspeitos.

     

     

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Foi-se o Bloquinho? realiza baile em Ponta Negra e celebra legado de Gilberto Gil

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    Foi-se o Bloquinho? realiza baile em Ponta Negra e celebra legado de Gilberto Gil

    Em seu terceiro ano consecutivo, o Foi-se o Bloquinho? volta a ocupar as ruas de Natal no Carnaval de 2026 reafirmando uma proposta que combina festa, cultura popular e posicionamento político. O bloco desfila mais uma vez em Ponta Negra e promove, no próximo sábado (7), a partir das 17h, o tradicional baile carnavalesco no Ô Fuxico Bar, localizado na Rua Praia do Sagi, 2074, em frente à Árvore de Natal do bairro. A programação reúne frevo, samba e música popular brasileira, com expectativa de público em torno de 200 foliões.

    Criado em 2024 por militantes de movimentos sociais, o Foi-se o Bloquinho? surgiu do desejo de vivenciar o carnaval de rua como espaço de encontro, engajamento e diálogo. Para Jan Varela, um dos coordenadores do bloco, o crescimento ao longo das edições é perceptível. “O amadurecimento é visível em vários níveis. O Foi-se o Bloquinho? nasceu formado por militantes do movimento social que buscavam uma forma de viver o carnaval de rua de Natal, envolver mais pessoas e promover um espaço de diálogo”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais. Segundo ele, o carnaval sempre foi entendido pelo grupo como sinônimo de participação e mobilização. “Hoje, no terceiro ano, o bloco tem identidade consolidada, público fiel e uma proposta clara”, completa.

    Jan destaca ainda que a experiência acumulada ajudou a aprimorar a organização e a relação com a cidade. “Aprendemos a dialogar melhor com a cidade e seus atores e, principalmente, a entender que o carnaval também é espaço de escuta, formação simbólica, disputa de ideias e construção coletiva”, avalia.

    A edição de 2026 tem como tema o legado de Gilberto Gil, escolha que, segundo os organizadores, dialoga diretamente com a identidade política e cultural do bloco. Arthur Varela explica que o artista representa uma síntese entre música, pensamento crítico e liberdade. “Gil representa como poucos a junção entre cultura popular, pensamento político e liberdade criativa. Sua obra atravessa mais de seis décadas defendendo a democracia, a diversidade e a soberania cultural”, afirma. Para ele, a homenagem também funciona como posicionamento. “Escolhê-lo como tema é afirmar que o Foi-se o Bloquinho? bebe dessa mesma fonte, entendendo a cultura como instrumento de transformação social, sem dogmatismo, com alegria e inteligência.”

    A curadoria musical reflete essa proposta ao reunir frevo, samba e MPB. A programação começa com a Banda Vinil Elétrico, que apresenta clássicos do carnaval brasileiro, seguida por uma orquestra de frevo que percorre as ruas de Ponta Negra. Arthur explica que as escolhas musicais partem da memória afetiva da folia. “O critério principal é promover uma escuta direta da rua e da memória do carnaval brasileiro. O frevo e o samba fazem o corpo se mover, enquanto a MPB traz reflexão, poesia e contexto social”, diz. “A ideia é provocar uma experiência que faça dançar e pensar ao mesmo tempo.”

    Levar o bloco às ruas envolve desafios estruturais importantes. Jan Varela aponta que o principal deles é garantir a viabilidade de uma festa gratuita e aberta. “O maior desafio é o financiamento para fazer uma festa sem bilheteria, com qualidade e num ambiente confortável”, explica. Segundo ele, a venda de camisas é o principal instrumento de arrecadação para custear músicos, equipe de apoio e logística. “Por sermos um bloco de rua com perfil progressista, precisamos oferecer a melhor experiência possível aos foliões, e o apoio de empresas e entidades tem sido fundamental”, ressalta.

    Além da questão financeira, Jan destaca um desafio político-cultural. “Existe também o desafio de ocupar a rua sem cair na lógica do ‘mais do mesmo’, mostrando que é possível fazer carnaval com identidade, organização, posicionamento e profissionalismo, mesmo com recursos limitados”, afirma.

    Os valores progressistas e democráticos do Foi-se o Bloquinho? se expressam, segundo os organizadores, na prática da festa. “Eles aparecem na forma como o bloco se organiza e se apresenta: um espaço plural, aberto, sem exclusões, que respeita as diferenças e valoriza a diversidade”, afirma Jan. “Isso está no repertório, na linguagem visual, na convivência entre as pessoas e na defesa explícita da democracia e da cultura popular.”

    Para Arthur Varela, a expectativa é que o público leve mais do que a lembrança da festa. “Esperamos que nosso baile seja um momento de reafirmação de que a cultura popular é poderosa e que é possível defender ideias democráticas com alegria, afeto e criatividade”, diz. “Que as pessoas saiam com a sensação de pertencimento e com a certeza de que o Brasil que queremos construir também passa pela música, pela festa e pelo encontro no meio do povo.”

    Serviço
    Baile do Foi-se o Bloquinho?
    7 de fevereiro, sábado, a partir das 17h
    Local: Ô Fuxico Bar

    SAIBA+
    Carnaval 2026: ensaios e prévias de blocos já movimentam Natal; confira



    Fonte: saibamais.jor.br

    Blocos contam expectativa para estrear no carnaval do Rio

    © Forro da Taylor/Divulgação

    Entre os 462 blocos autorizados a desfilar no carnaval do Rio de Janeiro pela Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur), 35 vão reunir foliões pela primeira vez. Neste ano, o carnaval de rua da cidade teve o recorde de 803 blocos inscritos e deve atrair cerca de 6 milhões pessoas, entre moradores e turistas, que vão ocupar ruas, praças e avenidas em todas as regiões da cidade.

    Um desses novos blocos autorizados pela Riotur é o Forro da Taylor. O fundador, Igor Conde, conta que o bloco surgiu como uma rodinha de amigos músicos forrozeiros em outubro de 2017.

    Igor morava com dois sanfoneiros na Rua Taylor, em Santa Teresa, e resolveram fazer, aos domingos, uma rodinha de forró descontraída com os amigos. A roda foi enchendo de gente, acabou virando um evento e começou a reunir 1,5 mil na Praça Glauce Rocha, perto da Rua Taylor, e passaram a descer Santa Teresa em cortejo.

    Daí, conta Igor, surgiu o Cortaylor, o cortejo do Forró da Taylor, que começou a desfilar no carnaval em 2022 de forma não oficial em Santa Teresa. No ano passado, o local foi o Aterro do Flamengo.

    “Este ano, para a gente poder oficializar o bloco, temos que fazê-lo parado, no palco. Será no Largo de São Francisco, no centro, no Sábado de Carnaval (14), a partir das 8h”, contra Igor, que canta e toca zabumba com mais seis músicos.

    O músico destaca que o grupo foi incorporando músicas de carnaval e do repertório pop.

    “A gente toca os maiores sucessos do Brasil e internacional em ritmo de forró pé de serra. Nosso jeito de tocar músicas de sucesso em formato de forró é irreverente. A gente chama de um novo gênero musical, de forró xucado, meio bagunçado, carioca”, diz Igor.

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    Blocos não oficiais

    Fundadora do bloco Treme Treme, a percussionista e produtora Gabi Assis destaca que a temática é pagode baiano e funk carioca.

    “A ideia é fazer todo mundo dançar. O nome é provocativo, o Treme Treme vem do rebolar, do verão, do carnaval. O repertório é pensado em músicas dançantes. Nosso bloco também é conhecido pelas coreografias. A gente tem um corpo de baile formado por bailarinos profissionais, que faz a linha de frente com uma performance”, conta Gabi.

     O bloco, que faz parte do carnaval não oficial, começou a ser organizado em 2024, pois a ideia era sair em 2025, mas não foi possível. Os ensaios começaram em junho de 2025, geralmente na Praça da Harmonia, na Saúde. São 25 integrantes entre músicos e dançarinos.

    “Vamos desfilar em cortejo dia 7 de fevereiro a partir das 16h. O local será ou na região portuária ou na Prainha da Glória, no Posto 0, no Aterro do Flamengo”, acrescenta Gabi.

    Fundador do bloco Alto Astral, Thadeu Marinho conta que o grupo é uma manifestação cultural que não faz parte do roteiro oficial da Riotur.

    “São músicas felizes, como Acordei Feliz, do Charlie Brown, Final Feliz, do Jorge Vercilo. A gente também tem perna de pau, apresentações circenses. Somos 60 integrantes”, diz.

    O Alto Astral começou os ensaios em outubro de 2025 no Aterro do Flamengo aos fim de semana entre 14h e 15h.

    “A gente vai tocar parado este ano. O local da apresentação será divulgado na véspera para não encher demais. Será no sábado de carnaval, dia 14”, afirma Thadeu.

    Esse não é o primeiro bloco fundado por Thadeu. Em carnavais passados, também foi obra dele o bloco chamado Nova Bad, que só tocava músicas tristes. Mesmo com o “baixo astral”, o bloco foi encerrado porque estava ficando muito lotado, contou.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Lula dá régua e compasso ao povo brasileiro

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    Lula dá régua e compasso ao povo brasileiro

    “A única coisa que eu não discuto é a soberania do meu país”. Essa frase do presidente Lula é a síntese do pensamento de um líder democrático e popular que não abre mão da autonomia de um Estado independente na hora de governar seu próprio povo, sem se submeter às pressões externas de países estrangeiros.

    O presidente Lula usou a entrevista concedida, nesta quinta-feira (5), à jornalista Daniela Lima, do portal UOL, para passar vários recados e mensagens.

    2026 é um ano eleitoral-chave para o Brasil por vários motivos, entre os quais eu destacaria o avanço da extrema direita no mundo e a ofensiva interna que vivemos nos últimos meses, com ataques de parlamentares brasileiros lesa-pátrias pedindo a potências internacionais que retaliem os produtos nacionais e até invadam nosso território.

    Lula mostrou nesta entrevista por que o Brasil precisa dele por mais quatro anos. Um estadista com um discurso ainda mais afiado e consciente do papel estratégico que possui como líder de um país em reconstrução.

    A mensagem de Lula é clara também quanto à urgência de elegermos, para o Legislativo, deputados e senadores alinhados com esse perfil político popular voltado para atender as reais necessidades do país.  

    Economia

    Ao longo da conversa com o UOL, Lula deixa claro que os números da economia brasileira nos três primeiros anos do governo do PT são demolidores para qualquer candidato de oposição que venha disputar a Presidência da República contra ele em outubro:

    “É um país que tem o maior aumento do salário mínimo, o maior aumento da massa salarial, a menor inflação contínua da história em quatro anos. Um país que tem a Bolsa crescendo continuamente, que recebeu, só no mês de janeiro, R$ 26 bilhões de investimentos externos. Um país que tem a maior concentração de população economicamente ativa. Um país que é respeitado pela China, pelos Estados Unidos”, disse.

    Uma das conquistas mais celebradas pelo nosso governo em 2025, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, também foi exaltada como promessa de campanha cumprida e, principalmente, por alcançar milhões de brasileiros que nunca tiveram acesso a esse benefício:

    “A questão do Imposto de Renda é uma novidade extraordinária, porque é a primeira vez na história que quem ganha até R$ 5 mil não vai pagar. Uma professora que ganha R$ 5 mil vai ter um ganho de R$ 4,8 mil por ano. É como um 14º salário”, lembrou.

    Escala 6 x 1

    Na área social, Lula reafirmou também o compromisso do governo em defender o fim da escala 6 x 1, cuja Proposta de Emenda à Constituição (PEC) tramita no Senado Federal.

    Tenho acompanhado esse debate de perto no Congresso Nacional como um dos deputados que votou a favor do projeto original e venho atuando há meses na mobilização da sociedade, especialmente no Rio Grande do Norte, para que a população pressione os demais parlamentares da bancada potiguar na defesa dessa pauta. Aliás, Lula foi bem claro ao dividir com o Congresso a tarefa de aprovar o projeto:

    “Essa não é uma tarefa só do governo. O governo tem que estabelecer uma discussão com o Congresso. Vamos estabelecer discussão com o empresariado e com os trabalhadores e fazer aquilo que é possível. O dado concreto é que está na hora de a gente fazer uma mudança na jornada para que o povo tenha mais tempo de estudar, de pensar”, afirmou.

    Temas sensíveis

    Lula respondeu a todas as perguntas, algumas mais sensíveis, como questionamentos sobre as investigações do Banco Central relacionadas às denúncias envolvendo o Banco Máster, possivelmente a maior fraude bancária da história do país. Ele também não fugiu das indagações sobre a situação da Venezuela ou a CPI mista do INSS, escândalo descoberto pelos órgãos de controle do governo do PT envolvendo suspeitas de corrupção iniciadas no governo Bolsonaro.

    A entrevista de Lula ao UOL mostrou a lucidez de um presidente que governa para todos, sem distinção ou preferência ideológica. Um estadista incansável na missão de recuperar um país devastado por administrações trágicas num passado recente.

    Em “Aquele Abraço”, Gilberto Gil usa a metáfora “régua e compasso” para dizer que a Bahia lhe deu as ferramentas necessárias para driblar os desafios da vida.

    Lula é esse instrumento da arquitetura imaterial brasileira que transforma a régua e o compasso em esperança num Brasil ainda mais promissor.

    Assista a entrevista completa do presidente Lula

    Fonte: saibamais.jor.br

    Rainha do rock, Rita Lee será padroeira da liberdade na Mocidade

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    © Marco Senche/Wikimedia Commons

    “Eu bato samba de guitarra/ Eu gosto tanto de café/ Quanto de Coca-Cola… Existem sempre os dois lados da questão”, diz a letra de Tum Tum, um samba aparentemente improvável composto por Rita Lee e pelo parceiro de vida e de música Roberto de Carvalho. A canção está registrada no álbum Santa Rita de Sampa (1997).

    A cantora e compositora paulistana (1947-2023), batizada de Rainha do Rock no Brasil, é o enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, que traz o título Rita Lee, a padroeira da liberdade.

    >> Enredos das escolas de samba contam a história não oficial

    >> Conheça os enredos das escolas do Grupo Especial do Rio em 2026

    >> Acompanhe a cobertura do carnaval na Agência Brasil

    Se samba e rock podem parecer à primeira vista (ou audição) água e azeite, o convite a todos da Mocidade trata de deixar tudo bem misturado.

    “Chega mais, Rita. Vem para o templo do samba fazer um monte de gente feliz. Bota esse povo para cantar tuas músicas de letras afiadas, irreverentes, bem-humoradas, divertidas. Alegremente carnavalescas. Teu “rockcarnaval”. Baila. Como se baila na tribo. Desbaratina. Lança teu perfume na avenida”, roga a sinopse pela qual a escola apresentou o enredo à sua comunidade.

    Segundo a Mocidade, Rita Lee foi um “sopro libertário” e seu “roque enrow” serviu como “um deboche lisérgico [alucinante] que refrescou e mudou a cena musical no país.”

    A veia disruptiva da homenageada da escola de Padre Miguel deixa a agremiação em sintonia com as demais escolas de samba em desfiles que reverenciam quem quebrou barreiras e mudou paradigmas.

    Ópera rock 

    O samba não é um gênero musical de todo estranho à Rita Lee, como mostrou Tum tum. Antes dessa composição, ela gravou com João Gilberto Joujoux e Balangandãs, de Lamartine Babo. Compôs ainda, com Roberto de Carvalho, o samba Brasil é com S, também cantada com João Gilberto.

    Rita também gravou Samba do Arnesto (Adoniran Barbosa e Alocin) com Demônios da Garoa e até fez a marchinha de carnaval Frou frou, com Roberto de Carvalho. Além disso, gostava muito de Carmem Miranda e pode ser ouvida imitando “a pequena notável” em I like you so much.

    Independentemente do gênero musical, atributos de Rita Lee fazem dela um bom enredo, avalia Marcelo Misailidis, responsável pela coreografia da comissão de frente da Mocidade Independente de Padre Miguel.

    “Ela foi uma pessoa que teve uma postura contestadora. Alguém muito lúcida e atenta às questões que realmente interessavam”, descreve à Agencia Brasil. “Uma mulher fascinante”

    Tarimbado no Sambódromo do Rio de Janeiro, Marcelo Misailidis tem formação no balé clássico e sabe que um desfile de escola de samba pode fazer tributos a uma roqueira, pois a Marques de Sapucaí é a avenida onde se cruzam diversas expressões artísticas.

    “Os desfiles de escola de samba são uma grande ópera a céu aberto. Eles obedecem toda a característica de narrativa como há em uma ópera ─ como um enorme espetáculo de grandes cenários e elencos gigantescos. Com essa densidade toda, os desfiles envolvem trabalho musical, artístico e cenográfico, [composição] indumentária e dança”.

    Santa Rita


    Rio de janeiro (RJ), 21/01/2026 - Renato Lage e o compositor Roberto de Carvalho. Foto: roberto_de_carvalho/Instagram
    Rio de janeiro (RJ), 21/01/2026 - Renato Lage e o compositor Roberto de Carvalho. Foto: roberto_de_carvalho/Instagram

    Renato Lage e o compositor Roberto de Carvalho, viúvo de Rita Lee. Foto: roberto_de_carvalho/Instagram

    A escolha de Rita Lee como enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel foi anunciada em 22 maio do ano passado, Dia de Santa Rita de Cássia, considerada santa dos casos impossíveis. O desfile é preparado pelo carnavalesco Renato Lage, que já venceu quatro carnavais do grupo especial das escolas de samba do Rio, três deles com a Mocidade.

    Ao todo, 13 sambas foram apresentados à escola. Em etapas eliminatórias e com participação da comunidade, o samba escolhido (em setembro) foi o assinado Jeffinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrósio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax. A letra do samba recomenda “quem foge ao padrão vence a regra”.

    O principal intérprete na avenida será Igor Vianna. Estreante na escola, ele segue o pai Ney Vianna (1942-1989), que cantou para a Mocidade Independente de Padre Miguel nos anos 1970 e 1980, e foi campeão com a escola no carnaval de 1985 no desfile “Ziriguidum 2001”.

    A Mocidade é a primeira agremiação a desfilar na segunda noite de apresentações das escolas do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro (segunda-feira, 16/2). A agremiação venceu os carnavais de 1979, 1985, 1990, 1991, 1996 e 2017.

    O músico Roberto de Carvalho, viúvo de Rita Lee, promete estar com a família na avenida desfilando na Mocidade. Em visita à escola à época dos preparativos no ano passado, ele desejou “que tudo seja perfeito, de acordo com o astral que eu sinto aqui no rolé na Mocidade de Padre Miguel”, como registrou a escola e ele replicou em seu perfil no Instagram.

    Conheça os enredos e a ordem dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro

    1º dia – domingo (15/2)

    • Acadêmicos de Niterói – Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil;
    • Imperatriz Leopoldinense – Camaleônico;
    • Portela – O Mistério do Príncipe do Bará;
    • Estação Primeira de Mangueira – Mestre Sacacá do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra.

    2º dia – segunda-feira (16/2)

    • Mocidade Independente de Padre Miguel – Rita Lee, a Padroeira da Liberdade;
    • Beija‑Flor de Nilópolis – Bembé do Mercado;
    • Unidos do Viradouro – Pra Cima, Ciça;
    • Unidos da Tijuca – Carolina Maria de Jesus.

    3º dia – terça-feira (17/2)

    • Paraíso do Tuiuti  – Lonã Ifá Lukumi;
    • Unidos de Vila Isabel – Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África;
    • Acadêmicos do Grande Rio – A Nação do Mangue;
    • Acadêmicos do Salgueiro – A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Cerimônia abre Olimpíada de Inverno MIlão-Cortina 2026 nesta sexta

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    © Reuters/Fabrizio Bensch/Proibida reprodução

    Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina começam oficialmente nesta sexta-feira (6) na Itália, com a realização da cerimônia de abertura, a partir das 16h (horário de Brasília), no Estádio San Siro, em Milão. Maior medalhista olímpica do Brasil, a ginasta Rebeca Andrade conduzirá a bandeira olímpica ao lado de outras sete personalidades também convidadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e a organização dos Jogos. Os porta-bandeiras da delegação brasileira serão os atletas Nicole Silveira (skeleton) e Lucas Pinheiro Braathen (esqui alpino).

    A festa de abertura ocorrerá simultaneamente nas cidades de Predazzo, Livigno e Cortina d’Ampezzo. Ao longo da cerimônia, estão programadas apresentações de grandes nomes da música internacional, como os cantores Andrea Bocelli e Laura Pausini -ambos italianos –, Mariah Carey (Estados Unidos) e o pianista chinês Lang Lang, integrante da Orquestra Filarmônica de Viena.

    A Olimpíada de inverno reúne mais 3 mil atletas de 90 países, nos próximos 15 dias. Entre eles, estarão 14 brasileiros que representarão o país em cinco das 16 modalidades do evento: bobsled, esqui alpino, esqui cross-country, skeleton e snowboard. Algumas modalidades – curling, hóquei no gelo e snowboard –  iniciaram as disputas antes mesmo da abertura dos Jogos, na última quarta (4).

    O Brasil tem chances de levar uma medalha inédita nos Jogos de Inverno, após Lucas Pinheiro Braathen, Nicole Silveira e Pat Burgener (snowboard) subirem ao pódio em etapas da Copa do Mundo, na atual temporada, iniciada em novembro. Até hoje, o melhor resultado da história foi obtido há uma década pela carioca Isabel Clark, que ficou na nona colocação no snowboard cross, durante os Jogos de Turim (Itália).  

    Os primeiros brasileiros a estrear em Milão-Cortina Jogos serão Bruna Moura, Eduarda Ribera e Manex Silva, que disputarão as provas classificatórias de esqui cross-country (corrida de velocidade), a partir das 5h15 (horário de Brasília), na cidade de Tesero. Já as últimas competições serão com os atletas do bobsled 4-man (Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira),  na cidde de Cortina d’Ampezzo, a partir das 6h de 22 de fevereiro, dia do encerramento dos Jogos.

    Agenda do Brasil em Milão-Cortina

    TERÇA-FEIRA (10)

    5h15 – Esqui Cross-Country — Sprint feminino (prova classificatória) – Bruna Moura, Eduarda Ribera

    5h55 – Esqui Cross-Country — Sprint masculino (classificatória) – Manex Silva

    QUARTA (11)

    15h30 e 16h27 – Snowboard Halfpipe — Classificação masculina (descida 1 e 2) – Pat Burgener, Augustinho Teixeira

    QUINTA (12)

    9h – Esqui Cross-Country — 10 km feminino (técnica livre) – Bruna Moura, Eduarda Ribera

    SEXTA (13)

    7h45 – Esqui Cross-Country — 10 km masculino (técnica livre) – Manex Silva

    12h e 13h48 – Skeleton — Descidas 1 e 2 (feminino) – Nicole Silveira

    15h30 – Snowboard Halfpipe — Final masculina (3 descidas)

    SÁBADO (14)

    6h e 9h30 – Esqui Alpino — Slalom gigante masculino  (descidas 1 e 2) – Lucas Pinheiro Braathen

    14h e 15h44 – Skeleton — Descidas 3 e 4 (feminino) – Nicole Silveira

    SEGUNDA (16)

    6h e 7h57 – Bobsled 2-man — Descidas 1 e 2 – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

    6h e 9h30 – Esqui Alpino — Slalom masculino – descidas 1 e 2 – Lucas Braathen

    TERÇA (17)

    15h e 17h05 –  Bobsled 2-man — Descidas 3 e 4 – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

    QUARTA (18)

    5h45 – Esqui Cross-Country — Sprint por equipes femininas (classificatória) – Eduarda Ribera e Bruna Moura

    6h e 9h30 – Esqui Alpino — Slalom feminino – descidas 1 e 2 – Alice Padilha

    SÁBADO (21)

    6h e 7h57 – Bobsled 4-man — Descidas 1 e 2 – Brasil – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

    DOMINGO (22)

    6h e 8h15  Bobsled 4-man — Descidas 3 e 4 – Brasil – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

    * duplas e quartetos ainda serão definidos



    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Aposta de São Gonçalo (RJ) leva prêmio de R$ 141 milhões da Mega

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    © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO

    Uma aposta de São Gonçalo (RJ) acertou as seis dezenas do concurso 2.969 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (5). O vencedor irá receber o prêmio de R$ 141.844.705,71.

    Os números sorteados foram: 01 – 02 – 05 – 14 – 18 – 32

    172 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 26.187,86 cada.

    10.322 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 719,30 cada. 

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    O próximo concurso irá distribuir um prêmio de R$ 40 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado no sábado (7). 


    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Advogada argentina tem prisão decretada, no Rio, por injúria racial

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    A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e decretou a prisão preventiva da turista argentina e influenciadora Agostina Paez por ofensas racistas no dia 14 de janeiro último contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio.

    A decisão é da 37ª Vara Criminal do Rio. A pedido do Ministério Público, a justiça já tinha proibido a denunciada de deixar o país, reteve seu passaporte e determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

    Discordância

    De acordo com a ação penal, Agostina “estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de negro, de forma ofensiva, com o propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor”.

    Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, a denunciada dirigiu-se à caixa do bar e a chamou de “mono” (macaco, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.

    Segundo a denúncia, Agostina voltou a praticar novas ofensas racistas após sair do bar. Na calçada em frente ao estabelecimento, proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários do bar.

    No documento, a promotoria destacou que os relatos das vítimas foram corroborados por declarações de testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento do bar e outros registros produzidos no momento dos fatos.

    Rejeição

    Também foi rejeitada “a versão apresentada pela denunciada de que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas, especialmente diante do fato de que uma das turistas tentou impedir Agostina de continuar com as ofensas, o que evidencia a consciência da acompanhante quanto à reprovabilidade da conduta”.

    O crime de racismo – previsto no artigo 2º-A, caput, da Lei nº 7.716/89 – prevê pena de prisão de dois a cinco anos. 

    Fonte: Agência Brasil de Noticias