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    Hermano confirma convite para vice de Allyson, suspeito de receber propina

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    Hermano confirma convite para vice de Allyson, suspeito de receber propina
    Organograma da propina da “Matemática de Mossoró”. Foto: Reprodução

    Após a sessão solene que marcou a abertura oficial dos trabalhos na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), realizada na manhã de terça-feira (3), o deputado estadual Hermano Morais (PV) confirmou que foi convidado para ser o vice na chapa encabeçada pelo pré-candidato a governador e prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União), alvo de busca e apreensão em sua casa, na semana passada, durante a Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).

    “Fui convidado [para ser candidato a vice-governador], estou no momento de transição partidária, retornando para o MDB. Estou aguardando ainda a oficialização da pré-candidatura do prefeito Alisson de Mossoró, que deve ocorrer nos próximos dias”, disse o parlamentar, sem comentar as acusações que pesam sobre o pré-candidato do União Brasil.

    A operação da PF e da CGU teve como objetivo desarticular um suposto esquema criminoso voltado de desvio de recursos públicos e fraudes em procedimentos licitatórios na área da saúde na Prefeitura de Mossoró. As investigações tiveram início em 2023.

    Organograma da propina da “Matemática de Mossoró”. Foto: Reprodução

    Allyson Bezerra é suspeito de ser um dos beneficiários do esquema de distribuição de propina que foi batizado de “Matemática de Mossoró” pela Polícia Federal.

    A expressão refere-se especificamente a um percentual de 15% de propina que seria cobrado da empresa Dismed, pivô do esquema desarticulado pela PF e pela AGU, para facilitar os pagamentos dos contratos de fornecimento de medicamentos firmados com a Prefeitura de Mossoró.

    O modus operandi da propina foi revelada através de uma escuta ambiental instalada pela Polícia Federal no escritório da Dismed. Nas conversas gravadas, o sócio da Dismed, o empresário Oseas Monthalggan Fernandes Costa, explica a um interlocutor como funcionava a “Matemática de Mossoró”.

    A Prefeitura de Mossoró, segundo a transcrição da conversa que consta na decisão judicial que autorizou a operação, havia emitido uma ordem de compra de medicamentos no valor de R$ 400 mil. No entanto, a empresa entregou apenas o equivalente a R$ 200 mil. A diferença seria distribuída entre os participantes do esquema.

    Saiba Mais: Acusado de receber propina, Allyson nega ter controle sobre gastos de Mossoró

    Investigações da PF apontam que Allyson teria recebido um repasse de R$ 60 mil

    Allyson Bezerra com empresário Oseas Monthalggan, sócio da empresa Dismed. Foto: Reprodução Redes Sociais

    O prefeito Allyson Bezerra, ainda de acordo com as interceptações, receberia um repasse de R$ 60 mil, equivalente a 15% do contrato da Prefeitura de Mossoró com a Dismed.

    “Olhe, Mossoró, eu estudando aqui como é a Matemática de Mossoró. Tem uma ordem de compra de R$ 400 mil. Desses 400, ele entrega R$ 200 mil. Tudo a preço de custo. Dos 200, ele vai e pega 30%. Então, aqui ele comeu R$ 60 mil. Fica R$ 140 mil. Ele ganha R$ 70 mil e R$ 60 mil é meu. Dos R$ 130 mil, nós temos que pagar R$ 100 mil a Allyson e a Fátima, que é 10% de Fátima e 15% de Allyson. Ficou só R$ 30 mil pra empresa”, diz o sócio da Dismed em um dos diálogos obtidos pela PF.

    A PF não identificou quem seria Fátima citada na conversa, mas as apurações apontam para uma funcionária da Prefeitura de Mossoró.

    Prefeitura de Mossoró pagou R$ 13,5 milhões à Dismed entre 2021 e 2025

    Sede da Dismed em Mossoró. Reprodução/Google Street View

    Entre 2021 e 2025, a empresa pivô do suposto esquema recebeu cerca de R$ 13,5 milhões em contratos de venda de medicamentos firmados com a Prefeitura de Mossoró.

    “O volume de recursos públicos envolvidos, somado ao volume de dinheiro em espécie sacado pelas empresas, por si só, já constituiria circunstância digna de suspeita acerca da licitude da relação mantida com o ente municipal”, afirmou a PF ao justificar o pedido de busca e apreensão contra o prefeito Allyson Bezerra.

    Durante a operação, foram apreendidos na casa do prefeito, em um condomínio de luxo em Mossoró, um celular, um laptop e HDs externos.

    A suspeita do pagamento de propina exposta nas escutas, segundo a Polícia Federal, é reforçada pela proximidade entre o sócio da Dismed e o prefeito Allyson Bezerra.

    A PF cita em seu relatório que os dois mantêm uma “proximidade política” e usa como exemplo uma foto publicada nas redes sociais.

    “Durante a captação ambiental, seu nome foi mencionado pelos sócios Oseas e Moabe acerca de esquemas de pagamentos de propina envolvendo contratos com a prefeitura de Mossoró”, registra a PF em trecho do relatório da Operação Mederi.

    Além de Mossoró, as fraudes também teriam ocorrido nos municípios potiguares de José da Penha, São Miguel, Serra do Mel, Paraú e Tibau. Foram cumpridos, ainda, mandados em Natal e Upanema.

    O que dizem as defesas dos investigados

    A defesa da Dismed e de Oseas, em nota, afirmou que está “confiante de que o esclarecimento técnico e documental demonstrará a inexistência de qualquer conduta criminosa”.

    No dia da operação, o prefeito mossoroense publicou um vídeo se defendendo das acusações nas redes sociais. Allyson Bezerra tentou politizar a investigação, atribuindo a ação ao fato de ser pré-candidato a governador.

    “Agora, ano eleitoral e em que o nome da gente aparece na primeira posição, nosso nome foi citado e houve essa investigação. Vou enfrentar com muita fé, coragem e integridade de entregar tudo o que me for solicitado. Faço questão de que toda investigação seja conduzida com total rigor da lei. Confio na Justiça”, disse, sem, no entanto, falar sobre sua proximidade com o sócio da empresa citada como pivô do suposto esquema.

    Fonte: saibamais.jor.br

    Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia

    © Divulgação/ONG Viva Rio

    Há cerca de quatro anos, a designer Ligia Emanuel da Silva abriu um pequeno negócio em um território potiguara, na cidade de Rio Tinto, litoral norte da Paraíba. Foi durante a pandemia da covid-19 que ela teve a ideia de produzir e vender acessórios e adornos baseados na cultura, estética e ancestralidade africanas.

    A partir de uma maleta de miçangas da mãe, nasceram as primeiras peças do Entorno Acessórios.

    “Eu já fazia para mim e passei a fazer para adornar outros corpos”, revelou à Agência Brasil.

    “Os adornos se fundamentam em saberes tradicionais, especialmente com o trabalho manual, com as miçangas e com os arames”, descreve.

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    Com um perfil na rede social para fazer divulgação de seu negócio, a paraibana trabalha sozinha e, além de motivação econômica, enxerga na atividade empreendedora um fator cultural que resulta em um ato político.


    Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia.
Foto: Ligia Emanuele/Arquivo pessoal
    Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia.
Foto: Ligia Emanuele/Arquivo pessoal

    Ligia Emanuel da Silva abriu um pequeno negócio em Rio Tinto, litoral norte da Paraíba – Foto: Ligia Emanuele/Arquivo pessoal

    “Quando a gente se adorna com os nossos símbolos, nossos elementos estéticos-culturais, a gente articula um discurso sobre quem somos e de onde viemos”, define.

    Marco da pandemia

    Ligia ilustra um dado presente em uma pesquisa sobre empreendimentos que funcionam nas favelas brasileiras: 56% dos negócios começaram a funcionar a partir de fevereiro de 2020, quando a pandemia da covid-19 deu sinais pelo Brasil.

    O levantamento aponta que 12% dos negócios foram abertos entre fevereiro de 2020 e abril de 2022, período que engloba os momentos mais críticos da crise sanitária. E 44% foram estabelecidos a partir de maio de 2022, quando terminou o estado de emergência em saúde.

    A pesquisa foi realizada pelo instituto Data Favela, ligado à Central Única das Favelas (Cufa), uma organização sem fins lucrativos. O levantamento foi encomendado pela VR, empresa de serviços financeiros e benefícios em alimentação.

    Para Cleo Santana, uma das responsáveis do Data Favela, o fato de a maioria dos negócios terem sido iniciados após o surgimento da pandemia tem a ver com a crise econômica vivenciada no momento.

    “Muitas pessoas perderam seus empregos e precisaram se reinventar e buscar novas formas de manter as necessidades básicas próprias e de sua família”, disse à Agência Brasil.

    “Por que não tornar aquela torta que era feita nas festas de família em um produto cuja venda traz renda para dentro de casa?”, exemplifica.

    “É a capacidade de se reinventar”, completa.

    Perfil dos negócios

    O Data Favela entrevistou 1 mil empreendedores de favelas em todo o Brasil, em outubro e novembro de 2025, para traçar um perfil dos donos de negócios das comunidades do país.

    O levantamento identificou que 23% tinham faturamento de até um salário mínimo da época (R$ 1.518), enquanto 28% arrecadavam entre um e dois mínimos, no máximo. Ou seja, praticamente metade (51%) faturava até R$ 3.040. Na outra ponta, apenas 5% tinham receita superior a R$ 15,2 mil.

    O mundo da contabilidade evidencia que faturamento não é sinônimo de lucro. A pesquisa revela que 57% dos estabelecimentos gastam até R$ 3.040 por mês para manter o negócio.

    De acordo com o Data Favela, “leva a supor que os gastos são equivalentes ao que essas pessoas faturam mensalmente”.


    Rio de Janeiro (RJ), 13/08/2025 - CUFA Instituto Data Favela. Lucas Costa/Divulgação
    Rio de Janeiro (RJ), 13/08/2025 - CUFA Instituto Data Favela. Lucas Costa/Divulgação

    Data Favela entrevistou 1 mil empreendedores de favelas em todo o Brasil – Foto: Lucas Costa/Divulgação

    Investimento de partida

    Os pesquisadores identificaram que 37% dos empreendedores de favelas precisaram de capital inicial de até R$ 1.520 para abrir o negócio. Para 23%, o valor chegou no máximo a R$ 3.040. Apenas 9% dos entrevistados citaram recursos financeiros superiores a R$ 15,2 mil.

    Na hora de saber de onde veio o capital inicial, mais da metade (57%) citou economias pessoais ou da família. Outras fontes comuns sinalizadas são indenização trabalhista (14%), dinheiro extra (14%) e empréstimo em banco (13%).

    Administração

    Praticamente seis em cada dez (59%) empreendedores de favelas administram o negócio apenas com anotações em um caderno, 13% simplesmente não registram nada, 24% utilizam planilhas e 4% algum outro meio.

    Na hora de promover o produto ou serviço, 58% o fazem pelo WhatsApp; 75%, pelo Instagram, como a Lígia; e 41%, pelo Facebook, e 3% estão no iFood. Os pesquisadores identificaram que 34% dependem exclusivamente da propaganda boca a boca.

    As principais áreas de negócios dos estabelecimentos em favelas são alimentação e bebidas (45%), moda (12%) e beleza (13%) e artesanato (8%).

    Motivação

    O Data Favela perguntou aos empreendedores o que levou a abrir o próprio negócio. No topo das respostas figuram desejo de independência (45%), seguido por necessidade econômica (29%), falta de emprego (26%), oportunidade (18%) e tradição familiar (7%).

    Para a diretora de Marketing da VR, Karina Meyer, a pesquisa mostra que “para muitos, empreender não foi uma escolha planejada, mas uma necessidade imposta pela falta de oportunidades no mercado formal de trabalho ou pela urgência de gerar renda”.


    Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia.
Foto: entorno_acessorios/Instagram
    Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia.
Foto: entorno_acessorios/Instagram

    Na hora de promover o produto ou serviço, 58% o fazem pelo WhatsApp e 75%, pelo Instagram – Foto: entorno_acessorios/Instagram

    Os pesquisadores buscaram informações sobre os principais desafios enfrentados pelos empreendedores de favela. A maioria citou falta de capital (51%) e dificuldade de acesso ao crédito (25%).

    Karina Meyer, da VR, assinala que “ferramentas como crédito, soluções de gestão de negócio e digitalização de processos são primordiais para construir uma economia mais forte e sustentável nas favelas”.

    Mais destaques da pesquisa:

    • 5% dos donos de negócios em favela moram no “asfalto”, ou seja, fora de comunidade
    • 21% recebem o programa assistência Bolsa Família
    • 5% são aposentados
    • 19% conciliam o negócio com algum emprego, sendo 9% com carteira assinada
    • 40% são formalizados, sendo 36% microempreendedor individual (MEI)
    • o meio de recebimento mais comum é o pix (91%), seguido de perto pelo dinheiro em espécie (85%)
    • parcela dos que aceitam cartões não chega a 30%, sendo o cartão de crédito (28%) à frente do de débito (25%)
    • 22% aceitam vender fiado

    Economia das favelas

    De acordo com o Data Favela, as comunidades brasileiras movimentam R$ 300 bilhões por ano. 

    Cleo Santana, do Data Favela, destaca o papel dos negócios nas comunidades para desenvolver esses territórios.

    “Conforme um negócio nasce, surgem oportunidades locais de emprego, mesmo que informais, ajudando a movimentar a economia local”, explica.

    “Pequenos empreendedores tendem a comprar no local, fortalecendo outros pequenos empreendedores”, enfatiza.


    Rio de Janeiro - A Central Única das Favelas (Cufa) lança o CUFA Card, para facilitar a vida de empreendedores e consumidores das favelas e periferias com benefícios financeiros e, assim, movimentar a economia local. Na foto os embaixadores
    Rio de Janeiro - A Central Única das Favelas (Cufa) lança o CUFA Card, para facilitar a vida de empreendedores e consumidores das favelas e periferias com benefícios financeiros e, assim, movimentar a economia local. Na foto os embaixadores

    Empreendedores das favelas e periferias movimentam R$ 300 bilhões por ano – Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

    Censo

    O Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou que 8% dos brasileiros moram em favelas. Eram 16,4 milhões de pessoas de um universo de 203 milhões de habitantes, quatro anos atrás. 

    O IBGE apontou 12.348 favelas em 656 municípios Brasil afora.

    Os pretos (16,1%) e os pardos (56,8%) representam 72,9% dos moradores de comunidades. As mulheres são 51,7% das habitantes dessas áreas.



    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Conab prevê colheita recorde de café com crescimento de 17,1% em 2026

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    © REUTERS/Jose Roberto Gomes

    A produção brasileira de sacas beneficiadas de café pode ser recorde e subir 17,1% em 2026, de acordo com projeção divulgada nesta quinta-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Segundo o 1º Levantamento da Safra de Café em 2026, o volume produzido deve somar 66,2 milhões de sacas beneficiadas, superando o ciclo anterior, de 2025.

    “Se confirmado o resultado, este será um novo recorde na série histórica da Companhia, ultrapassando a safra de 2020, quando foram colhidas 63,1 milhões de sacas”, informou a Conab.

    Mais terra e produtividade

    O crescimento se deve a fatores como o aumento de 4,1% na área usada para a produção, também em relação ao ano passado. A estimativa é que 1,9 milhão de hectares sejam plantados na atual temporada.

    A Conab projeta ainda elevação de 12,4% na produtividade em relação à safra passada, com uma colheita de 34,2 sacas por hectare.

    De acordo com a companhia, a melhora da produtividade se deve às condições climáticas mais favoráveis e à adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras.

    Arábica e conilon

    Com relação à produção de café arábica, a colheita estimada é de 44,1 milhões de sacas – aumento de 23,3% na comparação com o ciclo 2025.

    “Essa elevação é atribuída ao crescimento de área em produção, às condições climáticas mais favoráveis e à bienalidade positiva”, detalhou a companhia.

    A expectativa é também de aumento na colheita do café tipo conilon. A safra estimada é de 22,1 milhões de sacas, o que representa alta de 6,4% na comparação com a produção obtida em 2025.

    De acordo com a Conab, se confirmada essa projeção, será estabelecido novo recorde, motivado pelo crescimento da área em produção e das condições climáticas mais favoráveis até o momento.

     

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Transcidadania qualifica pessoas trans e travestis com foco no mercado de trabalho

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    Transcidadania qualifica pessoas trans e travestis com foco no mercado de trabalho

    A certificação da Turma Jacqueline Brasil do Programa Municipal Transcidadania 2025 reuniu 28 pessoas trans e travestis que concluíram o percurso formativo voltado à qualificação profissional, à permanência educacional e à inclusão social. A solenidade aconteceu no auditório do SESC Cidade Alta e integrou a programação alusiva ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro.

    Ao longo de 2025, os participantes passaram por um conjunto de ações formativas que resultaram na conclusão de sete cursos de capacitação em diferentes áreas, com foco na preparação para o mercado de trabalho e no fortalecimento da autonomia. A proposta do Transcidadania é enfrentar as barreiras históricas de acesso à educação e ao emprego formal vivenciadas pela população trans, oferecendo condições concretas para a inserção profissional.

    Durante o ciclo formativo, 28 pessoas foram qualificadas profissionalmente e concluíram o programa aptas a ingressar ou se reposicionar no mercado de trabalho. A certificação marca o encerramento dessa etapa e simboliza o reconhecimento de trajetórias construídas em meio a desafios sociais, econômicos e ao preconceito ainda presente no cotidiano.

    Entre os depoimentos, a formanda Stephany Victoria destacou o impacto direto da iniciativa em sua vida profissional. Segundo ela, o programa possibilitou acesso a múltiplas formações e abriu caminhos para a atuação no mercado.

    “Através do programa Transcidadania, hoje eu tenho cinco cursos de maquiadora. Já trabalho na área como maquiadora profissional. Também me ajudou a ter outros conhecimentos. Foram sete cursos de capacitações em diversas áreas, para que essas pessoas possam estar prontas, preparadas para o mercado de trabalho. A gente enfrenta muitos desafios e sabe que, infelizmente, os preconceitos ainda são grandes”, relatou.

    A coordenadora do Programa Transcidadania, Leila Maia, destacou o aspecto humano e transformador da experiência, reforçando o vínculo construído ao longo do percurso formativo:

    “Da mesma forma que acolhi, fui acolhida. Tenho muito orgulho de vocês. Nunca desistam dos seus sonhos. Vocês já mostraram que são capazes”, afirmou ela durante a cerimônia.

    O Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que apenas cerca de 25% das pessoas trans em idade ativa possuem vínculo formal de emprego, índice inferior ao da população geral. A desigualdade é ainda mais acentuada entre mulheres trans, cuja taxa de inserção no mercado formal não chega a 21%. No Nordeste, o cenário é mais crítico, a participação formal fica abaixo de 18%, refletindo a combinação entre discriminação, baixa escolarização forçada por exclusões históricas e menor oferta de políticas de inclusão.

    Além da certificação da edição 2025, já estão previstos novos avanços para o próximo ano. Segundo a Secretaria Municipal de Direitos Humanos (SEMIDH), que coordena o programa, para 2026, a iniciativa será ampliada, com a inclusão de acompanhamento psicossocial para as bolsistas e a continuidade do foco na qualificação profissional. Também foi anunciado o edital para a recomposição do Conselho LGBT de Natal, criado em 2019, fortalecendo os espaços de participação social e controle das políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+.

    A certificação da Turma Jaqueline Brazil reforça o papel do Transcidadania como uma política pública estruturante, voltada não apenas à formação técnica, mas à promoção da cidadania.

    SAIBA+
    TransformAÇÃO: Pau dos Ferros forma primeira turma de mulheres trans e travestis
    SUS passa a garantir nome social de pessoas trans e travestis em todos os atendimentos

    Fonte: saibamais.jor.br

    Fies 2026: inscrições para o 1º semestre terminam nesta sexta-feira

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    © Tomaz Silva/Agência Brasil

    Os estudantes que desejam concorrer a um financiamento das mensalidades do curso superior em uma faculdade privada podem se inscrever no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2026, até às 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (6), horário de Brasília.

    O programa do Ministério da Educação (MEC) oferece financiamento para estudantes cursarem a educação superior em instituições privadas que aderiram ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

    Inscrição

    A inscrição gratuita deve ser feita exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior com login na plataforma Gov.br. É preciso também informar um e-mail pessoal válido.

    O candidato poderá se inscrever em até três opções de curso e alterar suas escolhas até o fim do prazo de inscrição. O MEC esclarece que a pré-seleção será para apenas uma das opções de curso, turno, local de oferta e instituição de educação superior.

    Ao fazer sua inscrição no processo seletivo do Fies do primeiro semestre de 2026, o candidato deverá obrigatoriamente informar seu perfil (etnia/cor, se é ou não quilombola, se é ou não pessoa com deficiência, se concluiu ou não o ensino superior).

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    Vagas

    O Ministério da Educação (MEC) ofertará mais de 112.168 vagas para financiamento em 2026, sendo 67.301 vagas para o primeiro semestre, em 1.421 universidades, faculdades e centros universitários, para 19.834 cursos.

    As vagas que eventualmente não forem ocupadas nesta edição serão ofertadas no segundo semestre.

    Quem pode se inscrever

    Os candidatos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, poderão se inscrever no Fies, desde que tenham obtido média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos e não tenham zerado a prova de redação.

    Também é necessário possuir renda bruta familiar mensal por pessoa de até três salários mínimos (R$ 4.863, em 2026).

    No caso das vagas destinadas às pessoas com deficiência (PCD), os candidatos deverão comprovar a sua situação por meio de laudo médico, com o código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).  

    Classificação

    A classificação no processo seletivo do Fies será realizada de acordo com a ordem decrescente das notas obtidas pelos candidatos no Enem, por tipo de vaga, grupo de preferência e modalidade de concorrência. Ainda serão priorizados os candidatos que:

    • não concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil;
    • não concluíram o ensino superior, foram beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado;
    • concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil;
    • concluíram o ensino superior, foram beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado.  

    Fies Social

    O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

    Os pré-selecionados que cumprirem as regras do Fies Social poderão solicitar a contratação do financiamento integral, com cobertura de até 100% dos encargos educacionais.

    Caso a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada de ensino superior identifique divergência na renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação. 

    Resultado

    Conforme o edital do Fies, o resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado em 19 de fevereiro.

    Os estudantes pré-selecionados deverão acessar o Fies Seleção para complementar sua inscrição entre os dias 20 e 24 de fevereiro.

    Lista de espera

    Os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

    A pré-seleção na lista de espera ocorrerá de 26 de fevereiro a 10 de abril.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Arquivos de caso Epstein citam recrutamento de mulheres no RN

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    Arquivos de caso Epstein citam recrutamento de mulheres no RN
    Imagem: reprodução

    Arquivos do caso Epstein liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos cita o possível agenciamento de mulheres no Rio Grande do Norte pelo bilionário norte-americano. Num e-mail datado de janeiro de 2011 é possível ler uma conversa entre o magnata e uma mulher que pede dinheiro para tirar o passaporte de uma menina e levá-la até Nova Iorque. Ela pergunta a Epstein como proceder, diz que a jovem nunca viajou e não fala inglês, que vem de uma cidade pequena nos arredores de Natal e é de uma família muito simples e pobre. A mulher ainda diz enviar uma foto da jovem tirada na véspera do Ano Novo e que ele vai adorá-la.

    Imagem: reprodução

    No documento analisado pela Agência SAIBA MAIS, a recrutadora diz estar na casa da mãe em Natal e manda um número de telefone para que o bilionário possa ligar. O número foi colocado em sigilo pelo Departamento de Justiça norte-americano. O contato de Epstein em Natal diz que vai verificar quanto custarão a passagem, o visto e o passaporte.

    Já em um outro email, uma mulher que mantém contato com Epstein diz que teve um final de semana com a mãe em Pipa e envia fotos.

    Imagem: reprodução

    Jeffrey Epstein era um bilionário norte-americano condenado por comandar uma rede de tráfico sexual. As investigações apontam que o magnata abusou de meninas menores de idade durante o início dos anos 2000. Ele foi preso em 2019, mas morreu um mês depois. As autoridades concluíram que ele tirou a própria vida na prisão.

    A acusação diz que Epstein pagava em dinheiro para que meninas fossem até imóveis de propriedade do bilionário e praticassem atos sexuais. As meninas também eram pagas para recrutar outras garotas com a mesma finalidade. Segundo o governo dos Estados Unidos, Epstein abusou de mais de 250 meninas menores de idade.

    Jeffrey Epstein foi investigado a primeira vez em 2005, na Flórida, por abuso sexual contra garotas menores de idade. Na ocasião, ele alegou que os encontros foram consensuais e que achou que as jovens tinham 18 anos. Em 2008, Epstein se declarou culpado pelo crime de exploração de menores e fechou um acordo que previa 13 meses de prisão e pagamento de indenização às vítimas. Mas, em fevereiro de 2019, um juiz da Flórida argumentou que o acordo era ilegal. Em julho, Epstein foi acusado criminalmente de abusar de menores e comandar uma rede de exploração sexual. Ele morreu em agosto do mesmo ano.

    Após sua morte, as acusações foram retiradas contar Epstein, mas os procuradores do caso disseram que poderiam indiciar outras pessoas envolvidas. Já os advogados das vítimas afirmaram que procurariam indenização junto aos tribunais.

    Epstein e Donald Trump I Foto: Davidoff Studios/Getty Images

    Os documentos afirmam que nem toda citação nos documentos tem relação com os crimes dos quais Epestein foi acusado. Os documentos divulgados revelam nomes conhecidos nas correspondências com o magnata, como Bill Clinton, Bill Gates, Donald Trump e Elon Musk. Também há referências ao Brasil e ao recrutamento de brasileiras.

    No dia 30 de janeiro deste ano, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou mais de 3 milhões de páginas, 2 mil vídeos e 180 mil imagens de arquivos relacionadas à investigação do caso Epstein.

    Fonte: saibamais.jor.br

    Segurança, moradia, saúde são maiores demandas de moradores de favelas

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    © Tânia Rêgo/Agência Brasil

    As favelas brasileiras reúnem uma população majoritariamente jovem, negra, trabalhadora e com projetos concretos de futuro. Por outro lado, vivem com desafios estruturais persistentes em áreas que vão da educação à segurança. Essa é a realidade apresentada na pesquisa Sonhos da Favela, feita pelo Data Favela nas cinco regiões do Brasil, com ênfase no Rio de Janeiro e em São Paulo.

    O estudo se baseia em 4.471 entrevistas realizadas com maiores de 18 anos, todos moradores de favela, entre os dias 11 e 16 de dezembro de 2025. O objetivo principal dos organizadores é convidar população e o poder público a conhecer e a enfrentar as negligências que impactam a vida nas favelas.

    Dignidade e bem-estar básico estão entre as principais aspirações. Ao projetarem o futuro da família para 2026, o desejo por uma casa melhor lidera os planos (31%), seguido pela busca por uma saúde de qualidade (22%), entrada dos filhos na universidade (12%) e segurança alimentar (10%).

    “O Data Favela acredita que mapear pensamentos, experiências e vivências de moradores de favela é, antes de tudo, um ato de reconhecimento e reparação. Favela não é só ‘problema’ ou ‘estatística’. É também espaço onde existe inteligência coletiva, cultura, empreendedorismo, inovação, verdadeiras estratégias para prosperar”, analisa a copresidente do Data Favela Cléo Santana.

    “Ouvir quem vive a favela todos os dias muda o centro da narrativa: não se trata apenas de ‘falar sobre’, mas de construir dados com as pessoas, a partir do que elas consideram urgente, possível e necessário. Isso tem impacto direto na forma como políticas públicas são desenhadas, como empresas se relacionam com esses públicos e como a imprensa retrata as periferias”, complementa.

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    Rio de Janeiro (RJ), 02/11/2025 - Rua Santa Celinha, ao lado da praça São Lucas, no Complexo da Penha. zona norte da Cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 02/11/2025 - Rua Santa Celinha, ao lado da praça São Lucas, no Complexo da Penha. zona norte da Cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Complexo da Penha, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Perfil sociodemográfico

    A maior parte dos entrevistados é formada por adultos entre 30 e 49 anos (58%). Jovens de 18 a 29 anos somam 25%, enquanto pessoas com mais de 50 anos correspondem a 17%. Cerca de 60% são mulheres e 75% de todos os entrevistados se identificam como heterossexuais.

    Oito em cada dez se identificam como negros (49% se declaram pardos, 33% se declaram pretos). Brancos são 15%.

    Sobre graus de escolaridade, 8% têm ensino fundamental completo; 35%, ensino médio completo; 11%, ensino superior completo; e 5%, pós-graduação.

    Cerca de 60% ganham até um salário mínimo mensalmente. Na sequência, 27% recebem de R$ 1.521 a R$ 3.040, enquanto 15% do total reúne faixas acima de R$ 3.040.

    Três em cada dez afirmaram ter um trabalho com a carteira assinada (ocupados), 34% estão informais (entre aqueles que não possuem a carteira assinada e os que fazem bicos), 17% estão desempregados (desocupados) e 8% estão fora da força de trabalho (entre aposentados e estudantes).

    No geral, 56% dos entrevistados afirmam não receber nenhum tipo de benefício do governo, como auxílio gás, aposentadoria ou pensão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), tarifa social de energia elétrica, seguro-desemprego. Entre os que recebem algum benefício, o mais citado é Bolsa Família/Auxílio Brasil (29%).

    Infraestrutura territorial

    Em relação à infraestrutura territorial, os moradores foram questionados sobre as principais mudanças que desejariam nos seus territórios em 2026. As respostas mais frequentes foram: saneamento básico (26%), educação (22%), saúde (20%), transporte (13%) e meio ambiente (7%).

    Sobre as opções que possuem nas comunidades ligadas à esporte, lazer e cultura, 35% afirmaram ser ruim ou muito ruim, e 32% afirmaram ser regular.

     


    Imagem de riacho com falta de saneamento básico e uma criança passando em favela do Complexo da Maré
    Imagem de riacho com falta de saneamento básico e uma criança passando em favela do Complexo da Maré

    Falta de saneamento básico no Complexo da Maré – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Desafios de raça e gênero

    Cerca de 50% dos entrevistadores afirmam que a cor da pele impacta nas oportunidades de trabalho, enquanto 43% dizem que a cor da pele não impacta.

    Sete em cada dez afirmam que a violência doméstica/feminicídio é o principal desafio que as mulheres enfrentam dentro da favela, seguido da dificuldade com emprego e renda (43%) e apoio no cuidado com os filhos (37%).

    Quando perguntados sobre qual política pública consideram mais urgente para as mulheres, as respostas mais frequentes foram: programas de inserção no mercado de trabalho (62%), campanhas de educação contra o machismo (44%), delegacias e serviços com atendimento 24h (43%) e o cuidado com a saúde da mulher (39%).

     


    Comunidade de Paraisópolis.
    Comunidade de Paraisópolis.

    Favela de Paraisópolis, na capital paulista – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    Segurança pública

    Os moradores das favelas também foram perguntados sobre quais instituições confiam que irão protegê-los contra a violência. As respostas incluem Polícia Militar (27%), Polícia Civil (11%) e facção da minha favela (7%). A opção com mais votos, no entanto, foi “nenhuma delas” (36%).

    Quando perguntados sobre a presença da polícia dentro da favela, o silêncio é significativo, segundo os pesquisadores: 24% optaram por não responder, enquanto outros 25% afirmam que a presença não altera a sensação de segurança. Uma parcela de 13% sente medo e insegurança com a presença policial. Por outro lado, 22% se sentem mais seguros com o policiamento no território.

    “Um dado simbólico da pesquisa é o que revela que o maior desejo é poder ir e vir com tranquilidade [47%], mostrando dessa forma que o futuro ainda é pensado a partir da sobrevivência e do medo. Pesquisas como essa funcionam como um megafone para ampliar a voz que a favela já tem”, explica a copresidente do Data Favela Cléo Santana.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Mulheres em situação de rua passam a ter fórum nacional de enfrentamento

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    Mulheres em situação de rua passam a ter fórum nacional de enfrentamento

    É de conhecimento público o alarmante quadro de violência contra a mulher, que resulta na morte de quatro mulheres a cada dia no Brasil, segundo os dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Essa situação é ainda mais grave para as mulheres em situação de rua, também, por falta de monitoramento. Para tratar esse e outros problemas, o Governo Federal criou o Fórum Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres em Situação de Rua ou Trajetória de Rua em sua Diversidade. De caráter consultivo, a proposta é articular e integrar políticas públicas voltadas para o setor.

    “A violência contra a mulher é uma coisa assustadora. O Fórum é focado em integrar as políticas públicas, fortalecer a proteção e o combate à violência contra a mulher que, historicamente, é invisibilizada. Temos representantes do Ministério da Mulher, mas a maioria das integrantes são mulheres com trajetória de rua, ninguém melhor do que quem vivencia ou vivenciou para falar das políticas públicas ou da falta delas”, avalia Sueli Oliveira, da coordenação Nacional do Movimento População de Rua e coordenadora do Coletivo Marias em Movimento.

    A criação do Fórum foi formalizada no dia 30 de janeiro deste ano através da portaria interministerial dos Ministérios das Mulheres e dos Direitos Humanos e da Cidadania. Com participantes do governo e da sociedade civil, a iniciativa vai funcionar, inicialmente, pelo período de dois anos.

    É uma forma de garantir que essas mulheres participem de tudo, da formulação das políticas que as afetam, assegurando as necessidades reais vivenciadas por elas no dia a dia nas ruas, promover a produção de estudos e estatísticas. Atua também como um eixo de acesso aos direitos básicos, como saúde, justiça e moradia, já que com a moradia, as outras políticas chegam”, acredita Sueli.

    Caberá ao colegiado elaborar diretrizes, estratégias e ações integradas, o aprimoramento da Rede de Atendimento e Proteção às Mulheres em Situação de Violência, além do incentivo à produção de estudos, pesquisas e dados que subsidiem a formulação e o monitoramento de políticas públicas. O Fórum deve se reunir duas vezes ao ano com apoio técnico e administrativo das secretarias nacionais dos dois ministérios.

    Esse é um mecanismo novo que construímos com muita luta. Não dá para elaborar políticas específicas sem dialogar com essas mulheres. A política não é de cima para baixo, mas de baixo para cima. Muitas vezes uma ação não dá certo, essas mulheres não são ouvidas e aí muitas vezes não dá certo e acabam nos culpabilizando por isso, mas não dá certo porque não foi construído conosco e sim para nós”, justifica Sueli.

    Não há dados exatos sobre o número de mulheres em situação de rua no Brasil. A estimativa é de que há 365 mil pessoas em situação de rua em todo o país, mas não se sabe quantas são mulheres. No Rio Grande do Norte, a estimativa é de mais de duas mil pessoas.

    O que não vai faltar é argumento para lutar por políticas públicas, já se construiu muito, mas o que acontece é que nossos governantes fecham os olhos e essas políticas não chegam às pessoas. Não temos dados específicos sobre a população em situação de rua, lutamos para que o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] conte a população de rua, temos dados do CadÚnico. A estimativa hoje é de mais de 365 mil pessoas em situação de rua, embora a maioria ainda seja homem. Esse número aumentou mais de dez vezes em uma década, principalmente, no pós pandemia. Mulheres enfrentam maiores riscos de violência na rua, principalmente, a violência sexual, a dificuldade para manter a higiene e a maternidade. O que sabemos é que é forte a presença de mulheres negras e migrantes”, projeta a Coordenadora Nacional do Movimento População de Rua.

    Saiba +

    Fonte: saibamais.jor.br

    Rio ganha mais um espaço de desfile na área central da cidade

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    © Vladimir Platonow/Agência Brasil

    O carnaval de rua do Rio ganha mais um local de desfile no centro da cidade com a criação do Circuito Bira Presidente,  na Avenida Chile, entre sábado (14) e terça-feira (17) deste mês. Batizado em homenagem ao fundador do bloco Cacique de Ramos, o Circuito Bira Presidente destaca a diversidade do carnaval de rua, reunindo blocos tradicionais, coletivos culturais, manifestações afro-brasileiras e grupos que representam diferentes territórios da cidade.

    “Batizar a Avenida Chile como Circuito Bira Presidente é uma forma de reconhecer a importância dos blocos e da cultura popular na construção do Carnaval carioca. A programação reúne tradições, ancestralidade e diferentes expressões culturais que mantêm viva a identidade do Rio”, disse o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.

    A homenagem a Bira Presidente, foi oficializada por meio de um decreto da prefeitura do Rio, escolhendo a Avenida Chile por ser o percurso tradicionalmente feito pelo Cacique de Ramos. 

    Ao ocupar a Avenida Chile com uma programação intensa e diversa, a iniciativa reforça a vitalidade da cultura carnavalesca e evidencia o papel da cidade como um dos principais polos de festas populares do mundo, onde tradição e inovação caminham lado a lado.

    A concentração será na Avenida Almirante Barroso com a Rua México

    Sábado (14)

    Federação Blocos Grupo 2

    20h Quilombo Baixada

    20:50 Resistentes Lapa

    21:40 Moc. Manguariba

    22:30 Raízes da Tijuca

    23:20 Amigos do Tinguá

    00:10 Mocidade Mineira

    1h Do China

    1:50h Diamante

    2:40h Indep. Nova América

    Domingo (15)

    Liberj – Blocos de Embalo

    16h Engata no Centro

    16:30 Pagodão Beco de Pilares

    17h Unidos de Benfica

    17:30 Pagodão de Madureira

    18h Vai Quem Quer Catumbi

    18:30 Turma do Gato

    19h Bohêmios de Irajá

    19:30 Acadêmicos da Botija

    21h Cacique de Ramos

    Segunda (16)

    Liberj – Blocos de Embalo

    16h Vinil Social

    16:30 Gigante dos Mares

    17h Ninho Cobras do Arsenal

    17:30 Xodó da Piedade

    18h Cervejeiros

    18:30 Bohêmios São Cristóvão

    19h Banda da Folia

    19:30 Confraria da Bebidinha

    21h Cacique de Ramos

    Terça (17)

    Liberj – Blocos de Embalo

    15h Alegria de Quintino

    15:20 Imperadores do Samba

    15:40 Chorou Cuíca

    16h Foliões do Rio

    Blocos Afro

    16h30 Afoxé Filhas de Gandhi

    – Afoxé Filhos da Paz

    – Afoxé Raízes Africanas

    – Afro Zimbawê

    – Afro Tafaraogi

    – Afro Lemi Aiyó

    – Afro Olodumaré

    20h Afro Orunmila

    21h Cacique de Ramos

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Feira reúne artistas e produção independente em Natal

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    Feira reúne artistas e produção independente em Natal

    A primeira Feira Estipe de Verão acontece no próximo sábado (7), das 10h às 18h, no Duas Estúdio, em Ponta Negra, reunindo arte, brechós, produção gráfica, comida e música em uma proposta que articula economia criativa e arte contemporânea em Natal. Idealizada pelo Estipe, espaço independente voltado à experimentação e ao fortalecimento da cena artística local, a feira marca uma nova frente de atuação do projeto, ampliando o diálogo com públicos diversos e criando oportunidades de circulação e renda para artistas e produtores independentes.

    Segundo membra fundadora Maria Sucar, a realização da feira era um desejo antigo do grupo. “A feira era um projeto que queríamos fazer desde o início do Estipe. O espaço Duas tem um histórico de feiras que foi muito relevante pro cenário cultural natalense por anos, então sabíamos que era possível utilizar o espaço dessa forma e que há o interesse da população nesse tipo de atividade. Decidimos finalmente botar pra frente e começar a construir esse projeto esse ano”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais.

    A Feira Estipe de Verão reúne mais de 10 expositores, com produções que vão de bazares e brechós a artes gráficas e comida. O evento também contará com bar e DJ set pensado para criar um ambiente de convivência ao longo do dia.

    A iniciativa dialoga com outras ações do Estipe, como os Ateliês Abertos e as leituras de portfólio, que priorizam o encontro, a troca e o fortalecimento coletivo. “A feira está bem direcionada em alguns dos nossos maiores objetivos enquanto projeto, que é conhecer outros artistas, utilizar o espaço para ampliar essas vozes e movimentar coletivamente o cenário. Sempre pensamos em como usar o espaço e o projeto para auxiliar de alguma forma a formação e difusão dos artistas de Natal e a feira com certeza traz não apenas a visibilidade, como o apoio financeiro”, explica Maria.

    SAIBA+ Ateliê aberto fomenta produção artística contemporânea de Natal

    Dentro do campo da arte contemporânea e da economia criativa, a feira surge como um ponto de aproximação entre linguagens e públicos. A proposta inicial é trabalhar com um formato mais tradicional de feira, mas com planos de expansão. “Começamos com a ideia de fazer uma feira em moldes mais tradicionais, para podermos nos estabelecer no imaginário. Como pretendemos fazer uma vez por mês, temos muitas ideias para expandir a feira em um ambiente de difusão não apenas de produtos, mas de ideias e habilidades”, aponta.

    Apesar de o Estipe ser formado por artistas contemporâneos, o grupo reconhece os limites desse nicho na cidade e aposta na feira como ferramenta de mediação cultural. “Gostaríamos de utilizar a feira para aproximar um público mais geral para o espaço, oferecendo futuramente cursos, conversas e apresentações. É um espaço que busca ocupar essas duas áreas que por vezes dizem ser tão diferentes, a economia criativa e a arte contemporânea, justamente para conciliar nosso objetivo de difusão de ideias com o propósito de formação de público para essas ideias.”

    A criação de espaços de circulação e venda é vista como estratégica em um contexto de precarização do trabalho artístico. “Os artistas natalenses são financeiramente desamparados. A maioria depende de editais de auxílio à cultura que, apesar de muito importantes, são demorados e não garantem dinheiro entrando na conta. Feiras como essa ajudam os artistas a encontrar formas independentes de fazer dinheiro com a própria arte”, ressalta Maria. A ideia é que, no futuro, algumas edições sejam direcionadas a formatos específicos, como feiras gráficas voltadas à produção contemporânea.

    Aberta ao público, a Feira Estipe de Verão se propõe a ser um espaço de encontro, descoberta e apoio à produção local. “A expectativa é que a feira seja um momento descontraído para conhecer e apoiar artistas locais, atingindo também públicos não tão familiares com a arte contemporânea. A feira é para todo mundo, com diversos produtos e trabalhos à disposição, para passar um dia tranquilo recheado de arte e cultura”, finaliza Maria Sucar.

    Serviço
    Feira Estipe de Verão
    Data: Sábado, 7 de fevereiro
    Horário: das 10h às 18h
    Local: Duas Estúdio
    Endereço: Rua Praia de Diogo Lopes, 2197, Ponta Negra, Natal

    SAIBA+
    Diálogo e criação: leitura de portfólios com inscrições abertas para artistas visuais em Natal
    Setembro de Segunda Mão: moda sustentável com brechós, criadores e ativistas



    Fonte: saibamais.jor.br