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    Cine-Cidade Discola ocupa o Centro Histórico de Natal com cinema e música

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    Cine-Cidade Discola ocupa o Centro Histórico de Natal com cinema e música

    A Rua João Pessoa, no Centro Histórico de Natal, será tomada por cinema, música e ações de memória no dia 31 de janeiro com a realização do Cine-Cidade Discola. Em frente ao antigo Cine Nordeste, no entorno da Discol + Lado B, o evento propõe uma ocupação cultural ao longo de todo o dia, com programação gratuita que inclui sessões de cinema ao ar livre, rodas de conversa, discotecagem e atividades voltadas à vivência do espaço urbano. A iniciativa busca reafirmar o Centro Histórico como território vivo de encontros, permanência e produção cultural, articulando passado e presente a partir do cinema e da música.

    A partir das 9h, o espaço passa a funcionar como espaço de convivência, reflexão e troca, reunindo som, imagem e história em uma programação que segue até a noite. O Cine-Cidade Discola aposta na rua como lugar de experiência cultural e destaca a memória dos antigos cinemas de rua, além da importância do patrimônio histórico no cotidiano contemporâneo da cidade.

    Ao longo do dia, das 10h às 18h, a trilha sonora da ocupação fica por conta da discotecagem de Carlota Nogueira, Dan Cunha e Augusto Ribeiro. A programação formativa começa às 10h com a roda de conversa “A Cidade em Cartaz: Memórias dos Cinemas de Rua”, que propõe um mergulho na história da exibição cinematográfica em Natal. Pouca gente sabe, mas a cidade já contou com mais de 50 cinemas de rua, tema central do debate que abre o evento.

    ”Nossa maior expectativa é ver essa rua cheia de vida, de movimento e de gente, é trazer atenção pra esse espaço que tem tanta história e significado, é reafirmar o centro histórico como local de encontro e também de permanência. Esperamos que as pessoas venham aproveitar o evento do início ao fim, que curtam muita música com as discotecagens na Discol, que a gente consiga conversar e discutir nossa memória e o patrimônio da nossa cidade, e que todo mundo fique encantado com a ideia de cinema na rua, de cinemas de rua e que os filmes passem também essa mensagem da gente olhar cada vez mais pra Cidade que a gente vive, pra sua história e pros centros”, fala Gabriela Almeida, da organização do evento.

    Durante toda a programação diurna, o Urban Sketchers Natal convida o público a desenhar e registrar o Centro Histórico, estimulando a observação atenta, o afeto e a criação a partir da paisagem urbana.

    Às 18h, a 1ª Sessão, intitulada Sessão Compacto: A Cidade em Curtas, exibe os filmes Mundo 01, da Casa da Praia Filmes, A Maré, da Rabico Produções, e Cidade Sempre Nova, da Casa Quatro Seis. As produções potiguares apresentam diferentes olhares sobre a cidade, suas transformações e formas de existir.

    Já às 19h30, a 2ª Sessão, Sessão Long Play: Onde o Cinema Mora, traz o longa-metragem Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho. O filme, que percorreu importantes festivais internacionais e integrou a lista de pré-seleção do Brasil para o Oscar, é considerado uma das obras mais relevantes do cinema brasileiro recente. A exibição no Cine-Cidade Discola acontece com autorização da Vitrine Filmes, distribuidora oficial do longa no país. Confira a programação completa:

    O Cine-Cidade Discola conta ainda com a parceria do projeto Aqui Já Existiu Cinema, iniciativa dedicada à pesquisa e difusão da memória dos cinemas de rua e da história da exibição cinematográfica em Natal.

    O projeto Cine-Cidade Discola é uma realização da Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Sistema Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal.

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    Fonte: saibamais.jor.br

    BC aperta regras de provedores de TI para instituições financeiras

    © Marcello Casal JrAgência Brasil

    O Banco Central (BC) promoveu ajustes na regulamentação dos Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) que atuam no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). As mudanças alteram uma resolução editada em setembro de 2025, que trata do credenciamento e da atuação dessas empresas.

    Segundo o BC, a iniciativa tem como objetivo aperfeiçoar dispositivos da norma vigente, tornando os requisitos mais completos, claros e objetivos. As alterações também tornam o processo de credenciamento mais rigoroso, alinhando as exigências aplicáveis aos PSTI às práticas já adotadas em outros segmentos regulados.

    Principais mudanças da resolução

    Capital social e patrimônio líquido

    O Banco Central poderá exigir, a qualquer momento, valores de capital social e patrimônio líquido superiores aos apresentados no credenciamento inicial, reforçando a capacidade financeira dos provedores.

    Requisitos de credenciamento

    Houve ajustes nos critérios de reputação e capacidade técnica dos administradores, alinhados a outros setores regulados, além da inclusão de definições sobre controle acionário e de novos mecanismos de análise de conformidade.

    Governança e gestão de riscos

    A norma reforça as exigências de governança corporativa, controles internos e compliance, com obrigação de elaboração anual de relatórios e adoção de mecanismos de rastreabilidade.

    Descredenciamento

    Os procedimentos foram simplificados, tornando o processo mais objetivo e ágil em situações de descumprimento das regras.

    Prestação de informações ao BC

    Ampliação das obrigações de comunicação, incluindo alterações societárias e substituição de administradores.

    Medidas cautelares

    Inclusão de novas hipóteses que autorizam o BC a adotar medidas preventivas, como nos casos de ausência prolongada de diretor responsável.

    Adaptação

    O período para implementação das mudanças foi ampliado de quatro para oito meses, permitindo uma transição mais segura e previsível.

    O Banco Central informou ainda que, durante o período de adequação, as instituições que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN) por meio de PSTI continuam sujeitas ao limite de R$ 15 mil por transação via Pix e TED, conforme as Resoluções BCB 496 e 497, até que o credenciamento do provedor seja concluído.

    Na avaliação do BC, o aprimoramento das regras fortalece a segurança, a eficiência e a transparência na atuação dos PSTI, contribuindo para um ambiente mais confiável, com redução de riscos operacionais e cibernéticos e maior estabilidade do sistema financeiro e de pagamentos do país.

    Elo vulnerável

    A decisão ocorre na mesma semana em que o Banco do Nordeste (BNB) foi alvo de um ataque hacker. O incidente levou a instituição a suspender o Pix, após o desvio de recursos de uma conta-bolsão, instrumento que reúne recursos de vários usuários em uma única conta, sem identificação individualizada dos titulares.

    Desde o ano passado, ataques a prestadores de serviços terceirizados têm se tornado mais frequentes no sistema financeiro, por representarem um elo potencialmente mais vulnerável da cadeia tecnológica. Esse tipo de estratégia permite aos criminosos contornar camadas robustas de proteção dos grandes bancos ao explorar falhas em sistemas integrados.

    O reforço na regulação ocorre em um contexto de aumento dos investimentos em cibersegurança por parte das instituições financeiras, impulsionado tanto pela digitalização dos serviços quanto pelo crescimento do Pix como principal meio de pagamento do país. 

    No ano passado, o BC suspendeu do sistema Pix diversas empresas que atendiam a bancos e endureceu as regras de segurança para instituições de pagamento.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Ministério da Saúde diz que vírus Nipah não ameaça o Brasil

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    © Ruslanas Baranauskas/Divulgação

    O Ministério da Saúde explicou nesta sexta-feira (30) que o vírus Nipah, que teve dois casos confirmados na província indiana de Bengala Ocidental, na Índia, tem potencial baixo de causar uma nova pandemia e não representa uma ameaça para o Brasil.

    A avaliação é a mesma divulgada pela Organização Mundial da Saúde em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira. 

    A autoridade sanitária do governo brasileiro esclareceu que o último dos dois casos confirmados na Índia foi diagnosticado em 13 de janeiro, e que, desde então, foram identificados 198 contatos dos casos confirmados. Todos foram monitorados e os testes tiveram resultados negativos para a doença. 

    “Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais”, esclareceu o Ministério da Saúde. 

    O ministério afirmou que mantém no Brasil protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). 

    O Nipah já foi identificado outras vezes no Sudeste da Ásia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ele foi descoberto em 1999, em um surto entre criadores de porcos na Malásia, e é detectado com regularidade em Bangladesh e na Índia.

    Consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, o professor de infectologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) Benedito Fonseca explicou, em entrevista à Agência Brasil, que a incidência na Índia está ligada à presença de uma espécie de morcegos que serve de hospedeiro para o vírus, que por isso é classificado como zoonótico. 

    Esses morcegos, que não vivem no continente americano, se alimentam de frutas e de uma seiva doce que também são consumidas por seres humanos e animais domésticos nesta época do ano, e isso causa a contaminação. Também há relatos de que secreções de pessoas infectadas podem transmiti-lo.

    “Os vírus [zoonóticos] normalmente têm uma relação muito íntima com o seu reservatório. E esse morcego tem uma distribuição grande na Ásia, mas não tem distribuição nem na Europa nem nas Américas. Acredito que o potencial pandêmico, de uma distribuição no mundo todo, é pequeno”, avaliou Fonseca. 

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Daniel Menezes denuncia “tentativa de intimidação” por parte de Styvenson

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    Daniel Menezes denuncia

    O editor do portal O Potiguar, Daniel Menezes, afirmou nesta sexta-feira (30) que foi processado pelo senador Styvenson Valentim (PSDB). O motivo foi a publicação de reportagens sobre a destinação a execução de emendas parlamentares classificadas como RP-9, modalidade que ficou conhecida nacionalmente como “orçamento secreto”. 

    As matérias foram publicadas em 2025. O orçamento secreto consistiu no uso das emendas do relator-geral do orçamento para inclusão de novas despesas públicas ou programações no projeto de lei orçamentária anual da União, sem que se pudesse identificar com precisão o parlamentar que requereu a providência, o montante da despesa que o beneficiou e a destinação final do recurso. 

    Em 2022, o orçamento secreto foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por violar os princípios constitucionais da transparência, da impessoalidade, da moralidade e da publicidade por serem anônimas, sem identificação do proponente e clareza sobre o destinatário.

    Duas das reportagens publicadas por Daniel Menezes tinham como título “Orçamento secreto: Styvenson apadrinhou liberação de emenda para asfalto de baixa qualidade no RN que virou alvo da CGU”, publicada em 21 de maio de 2025, e “TCU diz que emenda apadrinhada por Styvenson gerou asfaltamento em Santa Cruz/RN em 2021 com ‘falta de priorização de aplicação’ e ‘situação potencial de desperdício de recursos públicos’”, publicada em 25 de maio do mesmo ano.

    Em pronunciamento no Instagram, Menezes classificou a ação judicial como uma tentativa de perseguição e disse que se trata também de tentar intimidar para paralisar novas matérias.

    “As matérias de O Potiguar são baseadas em documentos oficiais e na imprensa nacional. Eu nunca disse que o senador roubou, nunca disse que ele enriqueceu, nunca disse que ele participou de licitação ou escolheu empresa. Isso simplesmente não existe no que eu escrevi”, afirmou Daniel Menezes. 

    O editor do portal explicou que o termo “orçamento secreto” foi utilizado por diferentes veículos locais, nacionais e órgãos oficiais. 

    “Durante anos, ninguém sabia quem eram os autores das emendas RP9. Isso muda quando o ministro Flávio Dino, do STF, decide que as obras só poderiam continuar se houvesse transparência, ou seja, o parlamentar precisava se identificar como autor ou apoiador da emenda. Após essa decisão, o próprio Congresso Nacional faz uma comunicação pública aos parlamentares. Ela pede que deputados e senadores indiquem quais emendas RP9, de 2020 a 2022, contam com seu apoiamento, para que possam continuar sendo executadas. Para isso, o Congresso abre um sistema chamado Registro de Apoio às Emendas Parlamentares. É nesse registro que o senador envia um ofício, em abril de 2025, pedindo a liberação de uma emenda de 2020, com objeto de pavimentação. Isso não é opinião, isso é documento”, continuou Daniel Menezes.

    Segundo o blogueiro, a Controladoria Geral da União (CGU) investigou obras de asfaltamento feitas com recursos dessas emendas e apontou problemas como baixa qualidade e superfaturamento. 

    “A apuração é sobre a obra e a execução administrativa, não é sobre enriquecimento pessoal de parlamentar. Eu nunca disse que fosse. Quando eu digo que um parlamentar apadrinhou a emenda, eu estou dizendo que ele é autor ou apoiador do recurso. Isso é um fato político e administrativo. Não é uma acusação criminal. O próprio senador costuma dizer que as emendas dele rendem porque não tem roubo, e faz ilações genéricas sobre outros parlamentares.”

    Procurada para um posicionamento, a assessoria do senador Styvenson Valentim afirmou que o processo tramita em segredo de Justiça, razão pela qual é proibida a divulgação e o acesso de terceiros ao seu conteúdo, conforme legislação nacional.



    Fonte: saibamais.jor.br

    Dólar sobe para R$ 5,24 após indicação de Trump ao BC dos EUA

    © REUTERS/Yuriko Nakao/Proibida reprodução

    Em um dia de ajustes no mercado financeiro, o dólar subiu e a bolsa caiu após a indicação do futuro presidente do Banco Central dos Estados Unidos. Mesmo assim, a moeda estadunidense fechou janeiro com a maior queda em sete meses, e a bolsa de valores teve o melhor mês em pouco mais de cinco anos.

    O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (30) vendido a R$ 5,248, com alta de R$ 0,054 (+1,03%). A cotação abriu próxima da estabilidade, mas passou a subir após o presidente Donald Trump indicar Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense).

    Apesar da alta desta sexta, o dólar caiu 4,4% em janeiro, o melhor desempenho mensal desde junho do ano passado. Apenas nesta semana, a divisa recuou 0,73%.

    O mercado de ações teve um dia de perdas. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 181.364 pontos, com baixa de 0,97%. O indicador chegou a subir no início da tarde, mas recuou, influenciado tanto por fatores internos como externos.

    Mesmo com o recuo desta sexta, a bolsa brasileira encerrou janeiro com alta de 12,56%. Esse foi o melhor desempenho em um mês para o Ibovespa desde novembro de 2020, quando o indicador começava a recuperar-se da pandemia de covid-19.

    Fatores internacionais dominaram as negociações. A indicação de Warsh, ex-diretor do Fed, para presidir a instituição elevou o dólar em todo o planeta, reduzindo a perda de valor da moeda estadunidense nas últimas semanas. Isso porque o futuro comandante do Fed é conhecido do mercado financeiro e, até recentemente, demonstrava posturas conservadoras em política monetária.

    No caso da bolsa, além do mercado externo, as negociações foram influenciadas pela realização de lucros, quando investidores aproveitam a valorização recente das ações para vender papéis e embolsar os ganhos.

     

    * com informações da Reuters


    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Tesouro Nacional lança novo título público em março

    © Joédson Alves/Agência Brasil

    Um novo título público será lançado em março pelo Tesouro Nacional. Chamado de Tesouro Reserva, o novo título será indexado à taxa básica de juros Selic e pretende atrair mais investidores ao Tesouro Direto, informou nesta sexta-feira (30) o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

    “O Tesouro Reserva vai entrar junto com a nova plataforma do Tesouro Direto, que vai rodar 24×7, ou seja, vai estar disponível 24 horas por dia, nos sete dias da semana, justamente para dar acesso principalmente para as camadas mais populares da população e que, durante o dia, não têm tempo ou condições de ter acesso a isso”, explicou.

    Durante evento realizado na tarde desta sexta-feira na B3, na capital paulista, Ceron revelou que o investidor do Tesouro Reserva vai poder fazer aplicações a partir de R$ 1. O vencimento do papel será de 3 anos, mas o resgate pode ser feito a qualquer momento, sem descontos.

    “Para começar bem, justamente para esse público que quer rentabilidade, mas também quer segurança, já que não quer colocar o seu dinheiro guardado em risco, estamos lançando o Tesouro Reserva. Ele é uma taxa flutuante, mas sem marcação do mercado. Ele não vai ter risco de ter uma flutuação no preço. O investidor vai poder resgatar no momento em que ele quiser, 24 horas por dia, sete dias por semana. Ele vai poder comprar ou vender [o título] e não terá oscilação de preço. Ele também vai poder aplicar a partir de R$ 1. São títulos de R$ 10, mas a partir de R$ 1 ele poderá fazer uma aplicação”, explicou.

    O título já está em funcionamento para um grupo restrito de clientes do Banco do Brasil, em fase de testes, mas a partir de março, adiantou o secretário, estará aberto para investidores em geral.

    Atualmente, o Tesouro Direto conta com pouco mais de 3 milhões de investidores ativos. Com o novo título, a intenção é ampliar esse número de investidores e também poder oferecer uma nova modalidade de investimento – mais simples e mais segura. 

    “Hoje, infelizmente, muitos brasileiros são induzidos a fazer uma aplicação, sem fazer uma escolha consciente. Dar a opção para o cidadão poder fazer a sua escolha é um ato de cidadania”, disse Ceron. 

    O secretário chamou a atenção para o momento em aplicações de ativos. “Estamos vendo o que está acontecendo nesse momento com problemas de aplicações em ativos que são de risco e, muitas vezes, as pessoas nem sabiam disso. É muito importante que as pessoas façam escolhas conscientes e que tomem suas decisões. As que querem segurança com rentabilidade ou as que querem tomar mais riscos, que façam isso de forma consciente”, disse.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Empresa ligada a presidente do Banco Master pagou por projeto de Fábio Faria no RN

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    Empresa ligada a presidente do Banco Master pagou por projeto de Fábio Faria no RN

    Uma investigação do UOL coloca o ex-ministro das Comunicações do governo Jair Bolsonaro e ex-deputado federal pelo Rio Grande do Norte, Fábio Faria, no centro do debate envolvendo o presidente do Banco Master. Uma empresa vinculada ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira, comprou 90% de um projeto de energia eólica pertencente a Faria. A negociação envolveu um valor total de R$ 67,5 milhões e teve como parte do pagamento a entrega de um apartamento de alto padrão avaliado em R$ 50 milhões, localizado na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo.

    A reportagem é assinada por Amanda Rossi, do UOL em São Paulo, e pela colunista Natália Portinari, do UOL em Brasília. Segundo a apuração, o negócio foi fechado em fevereiro de 2024, pouco mais de um ano após Fábio Faria deixar o ministério. Pela legislação brasileira, ex-ministros permanecem enquadrados como Pessoas Politicamente Expostas (PEP) por até cinco anos após o fim do mandato, o que não configura ilegalidade, mas exige maior rigor e transparência nas operações financeiras, conforme determina resolução do Coaf.

    De acordo com o UOL, a empresa que adquiriu as cotas foi a Super Empreendimentos e Participações, apontada em investigações da Procuradoria-Geral da República como instrumento de desvio patrimonial do Banco Master para Daniel Vorcaro. À época da negociação, a Super era dirigida por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que participou dos trâmites finais do acordo com Fábio Faria. Zettel foi preso e solto em janeiro deste ano, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero.

    Os documentos apresentados pelo ex-ministro à reportagem indicam a assinatura de um contrato de cessão de quotas sociais, que previa a divisão societária da Fazenda São Pedro Geradora de Energia SPE, com 90% para a Super e 10% para Faria. No entanto, dois anos após a negociação, a alteração societária não foi registrada nem na Junta Comercial do Rio Grande do Norte nem na Receita Federal. A empresa segue oficialmente registrada apenas em nome de Fábio Faria, com capital social declarado de R$ 1.000, caracterizando, segundo o UOL, um contrato de gaveta.

    O projeto eólico está localizado no Rio Grande do Norte, em uma área pertencente à família de Fábio Faria há pelo menos três gerações. A previsão inicial era de geração de 240 megawatts, com possibilidade de expansão para mais 132 MW. Apesar da localização estratégica, próxima ao litoral e a parques eólicos já em funcionamento, o empreendimento enfrenta um entrave estrutural: a falta de capacidade da rede elétrica para escoar a energia produzida.

    Relatórios do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), citados pela reportagem, indicam sobrecarga no sistema de transmissão entre o Ceará e o Rio Grande do Norte, além de congestionamento nas linhas que levam energia do Nordeste para o Sul e Sudeste. Esse cenário levou o ONS a negar a conexão de novos projetos, situação que já era conhecida e constava em laudo contratado por Fábio Faria em 2022. Especialistas ouvidos pelo UOL afirmam que não há previsão de obras de transmissão capazes de reverter esse quadro no médio prazo.

    Antes da venda para a empresa ligada a Vorcaro, o projeto foi oferecido a outros investidores, sem sucesso. Houve tentativas anteriores de desenvolvimento com a Pacific Hydro, entre 2009 e 2014, e com parceiros chineses, que também não avançaram.

    Como parte do pagamento pela venda, a Super ofereceu um apartamento de 818 metros quadrados, com cinco suítes, sete banheiros e 11 vagas de garagem, em um edifício com apenas 16 unidades, próximo ao Clube Pinheiros e ao Shopping Iguatemi. O imóvel não chegou a ser transferido oficialmente para o nome de Fábio Faria. Em setembro, ele foi revendido por R$ 54 milhões a uma empresa do Grupo Esfera, do empresário João Camargo. Do total, R$ 24 milhões foram pagos à vista, e os R$ 30 milhões restantes parcelados em doze prestações mensais de R$ 2,5 milhões.

    A reportagem destaca que a Super já foi usada em outras aquisições imobiliárias de alto valor relacionadas a Daniel Vorcaro e que, desde 2021, adquiriu 19 imóveis, somando mais de R$ 300 milhões. O investimento no projeto eólico do ex-ministro é o primeiro da empresa no setor de energia, apesar de sua atividade registrada ser a de holdings não financeiras. Dois anos após a negociação, não houve qualquer avanço no desenvolvimento do empreendimento.

    O que diz Fábio Faria (nota na íntegra)
    “A venda do projeto eólico de 240 MW, com expansão para mais 132 MW, denominado Fazenda São Pedro Geradora de Energia SPE Ltda., foi realizada em fevereiro de 2024, cerca de dois anos atrás, período em que Fabio Faria já atuava no setor privado há mais de um ano, sem exercer qualquer cargo público.
    É importante ressaltar que Fabio Faria não conhecia nem teve qualquer interação com a adquirente das cotas do empreendimento durante o exercício de suas atividades políticas. As partes vieram a se conhecer cerca de um ano após o encerramento de sua atuação pública.
    O projeto eólico negociado tem origem em uma área de 9.661 hectares, adquirida em 1977 pelo empresário Osmundo Faria, localizada no litoral do Rio Grande do Norte. A partir dessa área, os herdeiros constituíram uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para o desenvolvimento de projetos de energia renovável, com foco na geração eólica. Após a realização de estudos técnicos, certificação dos ventos e obtenção das licenças e autorizações necessárias, o projeto atingiu estágio de maturidade que permitiu sua oferta ao mercado.
    Em fevereiro de 2024, foi negociada a venda da totalidade do projeto. Como resultado das tratativas, a Super Empreendimentos e Participações Ltda. adquiriu 90% dessa SPE, optando por manter um parceiro local estratégico, como é praxe em projetos de energia.
    A parte vendedora ancorou a proposta de valor do projeto eólico em pesquisa de mercado e em referências usuais do setor. O valor do ativo foi inclusive atestado por auditoria posterior. Como parte do pagamento previsto contratualmente, houve a entrega de um imóvel, recebido no primeiro semestre de 2024 e colocado à venda em seguida.
    Como a venda ocorreu antes do prazo contratual para eventual transferência definitiva para o nome do beneficiário, a parte recebedora participou da operação como anuente, com o recolhimento integral dos tributos incidentes, inclusive o ITBI.
    No que compete exclusivamente à parte vendedora, todas as obrigações fiscais decorrentes da operação foram devidamente apuradas, declaradas e cumpridas perante a Receita Federal, em conformidade com a legislação aplicável.
    Por fim, ressalta-se que não existe, nem nunca existiu, sociedade pessoal entre a parte vendedora e pessoas físicas alheias ao quadro societário da empresa compradora. A relação entre as partes limita-se, exclusivamente, à participação minoritária na SPE específica, nos termos estritamente definidos nessa operação empresarial.”

    A reportagem completa é assinada por Amanda Rossi e Natália Portinari pode ser lida no UOL:

    Fonte: saibamais.jor.br

    Polícia apura linchamento de jovem acusado injustamente de homicídio

    © Deivison Andrade de Lima/Facebook

    O jovem Deivison Andrade de Lima, de 23 anos, morreu na última segunda (26), em Ponta Grossa, no Paraná, uma semana depois de ter sido alvo de um linchamento.

    Ele foi acusado injustamente do assassinato de Kelly Cristine Ferreira de Quadros, de 42 anos. Kelly foi encontrada morta no dia 16 de janeiro, com sinais de agressão, e o responsável pelo crime foi preso e confessou o assassinato um dia após a agressão ao rapaz. 

    Deivison chegou a ser socorrido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ponta Grossa, mas não resistiu aos ferimentos causados pelo espancamento.

    Em entrevista à TVCI, emissora de televisão local, a mãe do jovem, Viviane Andrade, disse que ouviu do próprio filho que ele havia sido confundido com outra pessoa. Ela conta que, na noite do dia 18 de janeiro, recebeu uma ligação da UPA porque seu filho estava lá.

    “Quando eu cheguei, o meu filho ainda estava consciente e falou que três homens colocaram ele dentro de um carro e estavam levando ele para o matagal. E, na caminhada, eles falavam que ‘iam fazer com ele exatamente o que ele teria feito com essa moça’”

    Um dia depois do linchamento, um homem de 43 anos foi preso em flagrante pelo assassinato e confessou que teria matado a mulher com uma pedrada em função de um desentendimento. Os dois teriam feito uso de drogas.  

    Segundo o delegado que investiga o caso, Luis Timossi, o jovem não teve qualquer envolvimento com o homicídio

    “Deivison não teve envolvimento com a morte da mulher. Inclusive, no caso da Kelly, um outro suspeito foi preso pela prática deste homicídio e acabou por confessar o crime”, explicou Timossi. 

    A polícia abriu um inquérito para investigar a morte de Deivison, mas não confirma se já identificou os supeitos de envolvimento no linchamento, nem quantas pessoas participaram das agressões.  

    “Eu espero que a justiça encontre os culpados e que eles paguem na justiça o que eles fizeram para o meu filho. Que isso não fique impune”, pede Viviane.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    o legado de João Bosco para a cidade de Natal

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    O tambor que não silencia: o legado de João Bosco para a cidade de Natal

    O aposentado João Bosco Dantas, de 58 anos, partiu de forma abrupta, após desaparecer na manhã do dia 22, em Natal. Sua morte, ainda sob investigação, provocou forte comoção entre familiares, amigos e a comunidade cultural de Natal.

    Sua ausência, porém, não fez silenciar aquilo que ele construiu em vida. Músico, percussionista, ativista cultural e ambiental, João foi presença constante nas ruas, nos grupos percussivos e nas ações de cuidado com a cidade. Sereno no gesto e firme no compromisso, ensinou pelo exemplo que cultura também é afeto, que militância pode ser suave e que o cuidado com as pessoas, com a natureza e com a cultura popular é uma forma profunda de resistência coletiva.

    Reconhecido por sua vivência na cultura, João integrou diversos grupos percussivos da cidade, entre eles Pau e Lata, Folia de Rua e a Nação Zamberacatu, sempre com o mesmo nível de entrega. Também foi voluntário do projeto Arboriza Natal, defensor do meio ambiente, ciclista urbano e praticante de atividades ao ar livre, fazendo da cidade seu espaço cotidiano de convivência, aprendizado e atuação ambiental.

    Para Danúbio Gomes, músico, arte-educador e coordenador geral do grupo percussivo Pau e Lata, João se destacava pela serenidade e pela força de um jeito manso que contrastava com o porte físico imponente. “Ele era um ser muito potente na sua suavidade”, afirma. Essa postura se refletia nos ensaios e apresentações, onde João exercia uma pedagogia silenciosa, acolhendo novos integrantes, apoiando colegas com dificuldades e zelando tanto pelos instrumentos quanto pelas pessoas. “O João era o cara do cuidado. Ele nos ensinava sobre o cuidado, porque ele vivia cuidando”, resume Danúbio.

    Esse cuidado se manifestava em gestos simples e constantes: as garrafas de chá e café levadas aos ensaios, os bolos e broas compartilhados, a atenção ao bem-estar coletivo. Segundo Yago Caetano, batuqueiro do Pau e Lata e da Nação Zamberacatu, João era alegre, receptivo e dedicado, sempre disposto a aprender cada toque com afinco. Nas apresentações, se destacava pela animação e pelo sorriso fácil, além de compartilhar seus saberes ambientais, oferecendo mudas de plantas e incentivando práticas sustentáveis. Para ele, a dedicação de João permanece como referência para quem faz cultura popular no Rio Grande do Norte.

    A escolha de João por participar simultaneamente de diferentes grupos culturais expressava um compromisso ético com a valorização das manifestações populares locais. “Ele participava de todos na mesma intensidade, com o mesmo compromisso”, relembra Danúbio, citando como símbolo desse engajamento uma apresentação no Dia de Iemanjá, quando João tocou com todos os grupos na mesma noite, permanecendo no palco enquanto apenas trocava a camiseta entre uma formação e outra.

    Em nota oficial, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Fundação José Augusto (FJA), lamentou o falecimento de João Bosco, ressaltando uma trajetória marcada pelo altruísmo, pela generosidade e pela crença na transformação social por meio de ações solidárias. O velório ocorreu na tarde de 28 de janeiro, na sede da Fundação, no bairro do Tirol, reunindo diversos grupos percussivos da cidade em uma despedida coletiva marcada por homenagens. O sepultamento foi realizado na cidade de Caicó.

    João Bosco deixa um legado que ultrapassa o luto: o de uma vida dedicada ao cuidado, à partilha e à cultura popular. Seu tambor não silencia: permanece vibrando na cidade que ele ajudou a cuidar, tocar e transformar.

    Fonte: saibamais.jor.br

    Família cobra extradição de brasileiro detido pelo ICE nos EUA

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    © Hannah Silveira/Facebook

    A família do brasileiro Matheus Silveira, detido pelo ICE, o serviço de imigração e alfândega dos Estados Unidos, aguarda e pede explicações sobre a demora da extradição dele para o Brasil. Segundo a família, ele já tinha autorização para sair dos Estados Unidos, mas está preso desde novembro.

    Matheus foi transferido esta semana para um centro de detenção migratória no estado da Lousiana. Segundo a família, nem mesmo a advogada do jovem recebe informações sobre o caso.

    “O tratamento é horroroso, é desumano, ele fica lá perdido. A alimentação é péssima, é pouca, a gente têm que pagar pela comida. A ligação é muito cara e não pode ficar ligando porque tem que pagar. O combinado era para ele ir para esse outro centro de detenção próximo ao aeroporto e dois dias depois embarcar”, conta a mãe do Matheus, Luciana Santos de Paula 

    Matheus mora nos Estados Unidos desde 2019, e desde 2024 é casado com a americana Hanna Silveira, que é militar e advogada. O jovem foi preso por agentes do ICE, a polícia de imigração, logo depois da última etapa para receber o greencard. Já detido, ele desistiu do processo para conseguir o visto permanente e pediu a saída voluntária do país, mas até hoje não foi atendido.

    “Não era para ele estar passando por isso. O juiz determinou a saída dele do país. Se eles não querem ele lá, por que estão prendendo ele lá? É muito cruel isso. A gente não entende isso e ninguém dá uma explicação”, lamenta a mãe. 

    Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que presta assistência consular ao brasileiro e à família dele.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias