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    Toffoli: decisão sobre instância do caso Master sairá após inquérito

    © ASCOM/STF

    O gabinete do ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta quinta-feira (29) uma nota em que busca esclarecer detalhes sobre as investigações.

    Em um de seus principais pontos, o texto afirma que o eventual envio do caso para a primeira instância da Justiça Federal somente será decidido após a Polícia Federal concluir a apuração. 

    “Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal.” 

    A competência do Supremo para conduzir as investigações é um dos pontos controversos em torno do processo.

    O caso chegou à Corte após a PF ter encontrado uma menção ao nome de um deputado federal entre documentos apreendidos, mas que até o momento não resultaram em suspeita de ilícito. 

    Segundo a nota, o texto divulgado “esclarece principais andamentos” do inquérito sobre o Master, que apura irregularidades e possíveis fraudes nas negociações de compra do banco pelo BRB, instituição financeira pública do Distrito Federal (DF). 

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    Sigilo máximo

    Outro ponto que causou polêmica foi o fato de Toffoli ter declarado sigilo máximo sobre o caso, medida que foi determinada dias depois de ele ter viajado em um jatinho particular no qual também estaria o advogado de um dos diretores investigados do Master. 

    O comunicado destaca que o sigilo “já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau”, e que foi mantido “a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações”. 

    “Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento”, acrescenta a nota. 

    Pressão

    O ministro tem sido alvo de pressões cada vez maiores para deixar a relatoria do caso. Em especial, após decisões que foram consideradas incomuns, como a determinação de que materiais apreendidos fossem enviados ao Supremo, em Brasília, mesmo antes de serem periciados pela PF. 

    Também foram publicadas reportagens sobre um fundo ligado ao Master que teria adquirido a participação de familiares de Toffoli, incluindo dois irmãos, em um resort no Paraná. O ministro ainda não se manifestou sobre o episódio.

    A decisão sobre a permanência do caso Master no Supremo depende, em um primeiro momento, da decisão do próprio ministro Dias Toffoli. 

    Leia abaixo a íntegra do comunicado divulgado pelo gabinete do ministro:

    Nota do Gabinete do Ministro Dias Toffoli

    Gabinete esclarece principais andamentos do caso Master no STF

    1.⁠ ⁠O Ministro Dias Toffoli foi escolhido, por sorteio, para ser o relator da operação Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal em 28 de novembro de 2025;

    2.⁠ ⁠No dia 3 de dezembro de 2025, após o exame preliminar dos autos, houve a determinação, em caráter liminar, para que o processo fosse remetido ao Supremo Tribunal Federal, mantidas e validadas todas as medidas cautelares já deferidas, bem como o sigilo que já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau, a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações;

    3.⁠ ⁠Da análise preliminar dos documentos, o Ministro relator verificou, em 15 de dezembro de 2025, a absoluta necessidade da realização de diligências urgentes, não só para o sucesso das investigações, mas também como medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam, determinando, no prazo inicial de trinta dias, a oitiva dos principais investigados para esclarecer, em detalhes e com apresentação dos respectivos documentos, as denúncias em apuração;

    4.⁠ ⁠Na mesma oportunidade, houve a determinação de oitiva dos dirigentes do Banco Central do Brasil sobre questões de sua atribuição envolvendo as atividades do Banco Master e de possíveis desdobramentos envolvendo outras instituições financeiras;

    5.⁠ ⁠As oitivas dos presidentes dos bancos envolvidos no caso e do diretor do Banco Central responsável pela fiscalização das instituições ocorreram no dia 30 de dezembro de 2025, inclusive com a acareação, que se mostrou necessária, entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa;

    6.⁠ ⁠Após o exame do material contido nos autos e com parecer favorável do Procurador-Geral da República, foi julgada parcialmente procedente a reclamação, para reconhecer a competência da Suprema Corte a fim de supervisionar as investigações que envolvem a operação Compliance Zero, decisão contra a qual não foi apresentado recurso;

    7.⁠ ⁠No curso do processo, todos os pedidos de reconhecimento de nulidades formulados pelas defesas dos investigados, inclusive por violação de prerrogativa de foro, foram rejeitados, assim como foi indeferido um pedido de composição amigável entre as partes apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro;

    8.⁠ ⁠Aberto o inquérito policial correspondente, que corre em sigilo em razão de diligências ainda em andamento, foram ouvidos alguns investigados pela autoridade policial entre os dias 26 e 27 de janeiro de 2026. A autoridade policial pediu a prorrogação do prazo para a conclusão das investigações por mais sessenta dias, o que foi deferido;

    9.⁠ ⁠Paralelamente à operação Compliance Zero, outras operações foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal, dentre as quais, uma realizada na cidade do Rio de Janeiro, que foi prontamente devolvida à primeira instância, e outra efetivada em São Paulo por determinação da Suprema Corte, trazida ao Supremo Tribunal Federal por iniciativa direta da Procuradoria-Geral da República;

    10.⁠ ⁠Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento;

    11.⁠ ⁠Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal.

     

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Paulinho veta projeto que estabelecia obrigatoriedade de bibliotecas em escolas

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    Paulinho veta projeto que estabelecia obrigatoriedade de bibliotecas em escolas

    O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), vetou integralmente ainda em dezembro um projeto de lei que tornava obrigatória a implantação de bibliotecas nas instituições de ensino público municipal. 

    O texto, de autoria da ex-vereadora e atual deputada estadual Divaneide Basílio (PT), foi subscrito por Brisa Bracchi (PT) e Daniel Valença (PT). A proposta determinava que toda escola da rede pública do município deveria obrigatoriamente implantar e manter sua biblioteca, dando preferência às demandas oriundas dos conteúdos curriculares de suas respectivas séries, módulos, ciclos e etapas.

    O texto foi aprovado em primeira discussão em 11 de novembro, numa sessão plenária acompanhada por estudantes, bibliotecários e professores do curso de Biblioteconomia da UFRN, e em segunda discussão em 13 de novembro. Já o veto foi assinado em 5 de dezembro.

    O prefeito justificou que o projeto é inconstitucional, por adentrar indevidamente na esfera de competência privativa do chefe do Poder Executivo Municipal. 

    “Embora apresente linguagem de caráter educativo, o texto cria obrigações administrativas concretas para órgãos da Administração (especialmente a SME), definindo tarefas, atribuições,metas, modelos de organização, responsabilidades funcionais e exigências operacionais que configuram verdadeira política pública educacional. A implantação, estruturação física, aquisição de acervo, contratação de profissionais habilitados, organização dos serviços de biblioteconomia,ações pedagógicas, planejamento orçamentário e operacionalização de sistemas são providências que integram o núcleo de gestão administrativa, cuja definição compete privativamente ao Poder Executivo”, diz trecho da justificativa.

    Em publicação nas redes sociais, o Comitê Norte-Rio-Grandense de Bibliotecários (CNRB) criticou o veto e disse que “o atual prefeito posiciona-se contra políticas públicas voltadas à melhoria da educação.”

    “Ademais, a Prefeitura de Natal segue ignorando a presença de bibliotecários em seu quadro de servidores. Todas as escolas devem possuir bibliotecas — e isso é garantido pela Lei Federal nº 14.837/2024. As bibliotecas, quando funcionam de forma articulada ao Projeto Político-Pedagógico, contribuem significativamente para o desempenho dos estudantes”, diz o posicionamento.

    Presença de bibliotecário e acesso à internet

    A matéria determinava que a presença do profissional da Biblioteconomia também seria obrigatória, sendo o responsável por gerenciar, organizar, desenvolver serviços e produtos de informação e realizar atividades pedagógicas e culturais em conjunto com os professores e estudantes .

    Outras designações, como sala e ou cantinhos de leitura, não substituiriam a obrigatoriedade da biblioteca, que deveria funcionar em todos os turnos do funcionamento da escola, ser integrada ao projeto político pedagógico e dispor de regulamento próprio.

    O texto original de Divaneide também apontava que o local deveria dispor de acesso à internet e computadores para o serviço técnico e para a pesquisa dos usuários, devendo promover o conhecimento sobre o patrimônio cultural, histórico e artístico, bem como valorizar a cultura e a literatura local e regional.
    A escola que mantivesse o funcionamento pleno da biblioteca deveria ter uma maior compensação na distribuição dos recursos públicos, objetivando a sua manutenção e qualidade.

    Saiba Mais
    Bibliotecas passarão a ser obrigatórias em escolas de Natal

    Fonte: saibamais.jor.br

    PGR dá aval a escolas cívico-militares paulistas, mas não a pagamentos

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    © Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) favorável ao programa de escolas cívico-militares do estado de São Paulo, afirmando ser irregular somente o pagamento de extra previsto aos policiais militares que atuem nas instituições de ensino.

    Para Gonet, o artigo da lei que cria uma nova compensação financeira aos policiais que atuem como monitores ou na gestão das escolas é inconstitucional, por não ter indicado fonte de custeio para o gasto criado nem apresentado estimativas de impacto financeiro. 

    Pela legislação, policiais inativos podem ganhar até R$ 6 mil de compensação pelo trabalho de monitoria em tempo integral, valor que pode ser maior para funções de gestão. 

    Em relação às escolas cívico-militares em si, Gonet repetiu a opinião que já havia dado em relação a programas de outros estados, como do Paraná, e afirmou que a legislação paulista não viola a Constituição ou as leis ao prever a atuação da Polícia Militar dentro das escolas estaduais e municipais de São Paulo. 

    “Do cotejo das normas impugnadas, infere-se não ter o legislador paulista instituído regras sobre currículos, conteúdos programáticos, metodologia de ensino ou modo de exercício das atividades docentes, que caracterize invasão do campo constitucionalmente afeto à União, relativo à edição de leis sobre diretrizes e bases da educação nacional”, escreveu o procurador-geral.

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    Gonet observou ainda que a legislação prevê que o programa somente será adotado por cada escola após consulta à comunidade escolar, não havendo uma imposição por parte do Estado. 

    A manifestação foi enviada ao Supremo na última terça-feira (27), no âmbito de uma ação aberta pelo PSOL em maio de 2024. O processo tramita sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. 

    O parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) diverge do da Advocacia-Geral da União (AGU), que se manifestou contrária à constitucionalidade do programa de escolas cívico-militares em São Paulo.

    Para a AGU, a legislação paulista invade a competência do exclusiva da União para legislar sobre educação, pois institui “modelo educacional que extrapola os parâmetros definidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”. O órgão também argumenta que a atividades de militares em unidades da educação básica é incompatível com a finalidade das instituições militares.

    Não há prazo definido para que o tema vá a julgamento pelo plenário do Supremo.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Governo debate combate ao antissemitismo com foco na educação

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    © Foto: Valdenio Vieira / SEAUD-PR

    Representantes do Poder Executivo e de diferentes segmentos da comunidade judaica reuniram-se nesta quarta-feira (28), no Palácio do Planalto, para discutir estratégias de enfrentamento ao antissemitismo no Brasil, com ênfase no papel da educação como instrumento fundamental para a prevenção dos crimes de ódio e o fortalecimento da democracia.

    O encontro reuniu pesquisadores de universidades de cinco estados, rabinos, representantes de instituições como o Museu do Holocausto de Curitiba e de movimentos sociais, entre eles, Judeus pela Democracia e Casa do Povo, além de diversos integrantes do governo federal.

    O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou a importância do diálogo e da construção de propostas concretas para enfrentar todas as formas de discriminação e ódio. Segundo ele, a contribuição da comunidade judaica ao desenvolvimento do país é ampla e histórica, abrangendo áreas como ciência, cultura, medicina e atividade empresarial.

    “Vamos trabalhar para que a gente possa avançar ainda mais, prestando não apenas justiça à comunidade judaica, mas principalmente promovendo valores que são essenciais à civilização”, afirmou.

    A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ressaltou que o combate ao antissemitismo integra o compromisso do governo Lula de enfrentar todas as formas de preconceito e discriminação. Ela lembrou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro presidente brasileiro a fazer uma visita de Estado a Israel, em 2010, e que a diplomacia brasileira defende a paz e a coexistência de dois estados soberanos, Israel e Palestina. 

    Já a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, destacou a relação direta entre a preservação da democracia e o enfrentamento às manifestações de ódio, alertando para os riscos que a intolerância representa às instituições democráticas.

    Para o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Claudio Lottenberg, a iniciativa do governo ocorre em um momento crítico, marcado pelo crescimento do antissemitismo em diversas partes do mundo. Ele classificou o encontro como essencial para dar visibilidade ao problema e reforçar a necessidade de ações articuladas entre Estado e sociedade civil.

    No encontro, entre os diversos pontos levantados, a educação e a importância do trabalho no combate aos crimes de ódio estiveram no centro dos debates. A ministra Gleisi Hoffmann destacou que políticas educacionais abrangentes são fundamentais para enfrentar o cenário atual de intolerância. “Uma proposta educacional pode ser ampla e transformadora”, afirmou, ressaltando que a reunião já estava prevista desde o ano anterior e não foi motivada por episódios recentes.

    A professora da Universidade de São Paulo, escritora e historiadora Lilia Schwarcz, que participou de forma remota, reforçou que a educação é uma das ferramentas mais eficazes no combate ao antissemitismo. Para ela, embora a denúncia e a judicialização sejam fundamentais, são insuficientes sem políticas educacionais estruturadas. “A educação é uma força poderosa no sentido de produzir de letramento”, afirmou, ao criticar o fato de o tema aparecer de forma pontual nos currículos escolares, geralmente restrito ao estudo do Holocausto no ensino fundamental.

    Segundo Lilia Schwarcz, o enfrentamento ao antissemitismo deve ser entendido como um desafio da democracia brasileira, e não apenas como uma questão que afeta a comunidade judaica. Ela defendeu a ampliação do debate nas escolas e a articulação com o Ministério da Educação para a construção de políticas públicas baseadas na empatia e no reconhecimento da diversidade.

    O Brasil mantém compromisso histórico com o repúdio ao antissemitismo e a todas as formas de discriminação étnica, racial e religiosa. Esse posicionamento está amparado na Constituição Federal de 1988, que garante a liberdade religiosa, e na Lei nº 7.716/1989, que criminaliza práticas de discriminação e preconceito.

    Além da legislação nacional, tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) e a Convenção Internacional contra a Discriminação Racial (1965), reforçam o arcabouço jurídico de combate ao antissemitismo e outras formas de discriminação. 

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    RN tem 172 espécies ameaçadas de extinção

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    RN tem 172 espécies ameaçadas de extinção
    Scarus trispinosus_budião azul – Foto: Kendall Clements

    Há 172 espécies da fauna silvestre nativa ameaçadas de extinção no Rio Grande do Norte, segundo levantamento realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema). Para elaborar o documento, o Idema contou com a colaboração de pesquisadores da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte), Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido), entre outras instituições, que avaliaram, com base em dados científicos disponíveis, diferentes grupos da fauna silvestre, como insetos (libélulas e borboletas), peixes de ambientes continentais, estuarinos e marinhos, crustáceos, anfíbios, répteis, incluindo tartarugas marinhas, aves e mamíferos marinhos. 

    As espécies avaliadas foram enquadradas nas categorias Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU), conforme critérios compatíveis com os adotados pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), ajustados às especificidades ecológicas, territoriais e socioambientais do Rio Grande do Norte.

    No ambiente costeiro e marinho encontram-se “Criticamente em Perigo” o peixe-serra (Pristis pectinata), o tubarão-martelo (Sphyrna lewini), o mero (Epinephelus itajara), a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus). Já na fauna terrestre e continental, figuram espécies como a ararajuba (Primolius maracana), o gavião-de-pescoço-curto (Leptodon forbesi), a jacucaca (Penelope jacucaca), a ema (Rhea americana) e a perereca-da-caatinga (Pseudopaludicola jaredi).

    Para quem trabalha com pesquisa, [a lista] é o primeiro passo para definirmos outras ações. Ter essa catalogação é importante para subsidiar tomadas de decisão, ampliar o conhecimento acadêmico sobre conservação e biodiversidade e apoiar pesquisadores em vários campos de atuação. Essa portaria representa um marco para a gestão ambiental do RN, porque transforma o conhecimento científico em instrumento de decisão, garantindo mais segurança jurídica, mais transparência e, principalmente, mais cuidado com a nossa biodiversidade”,  relata o coordenador de Fauna do Idema, Marcelo da Silva.

    Scarus trispinosus_budião azul – Foto: Kendall Clements

    Além de instituir oficialmente a lista, a Portaria estabelece diretrizes para proteção, conservação, manejo e recuperação da fauna silvestre, com objetivos que incluem subsidiar o licenciamento ambiental, apoiar ações de fiscalização e controle, fomentar pesquisas científicas, fortalecer a educação ambiental e embasar políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade.

    Pela primeira vez, o Rio Grande do Norte passa a contar com uma Lista Oficial das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, construída a partir de critérios científicos e alinhada às diretrizes nacionais e internacionais de conservação. Estamos falando de 172 espécies da nossa fauna, que vivem em ambientes terrestres, aquáticos, costeiros e marinhos, e que agora passam a ter prioridade nas ações de proteção, no licenciamento ambiental, na fiscalização e nas políticas públicas do Estado”, aponta o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt.

    Com a lista, as espécies classificadas nas categorias de ameaça passam a ser consideradas prioritárias para ações de conservação no estado. A normativa também prevê restrições à captura, perseguição, transporte, comercialização e destruição de habitats, salvo nos casos devidamente autorizados pelo órgão ambiental competente, como pesquisas científicas, ações de manejo, programas de reprodução e atividades de educação ambiental.

    A lista também deve ser obrigatoriamente considerada nos processos de licenciamento ambiental conduzidos pelo Idema. A identificação de espécies ameaçadas em áreas de empreendimentos poderá resultar na exigência de estudos ambientais específicos, adoção de medidas mitigadoras e compensatórias, imposição de condicionantes ou, quando inviável a mitigação, na recusa do pedido.

    Com essa iniciativa inédita, o Idema fortalece a valorização da biodiversidade potiguar e a produção de informações técnicas qualificadas, fundamentais para a conservação da fauna e o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Norte”,  acrescenta Farkatt.

    O documento será atualizado periodicamente, a cada quatro anos, ou sempre que novos dados científicos relevantes indicarem a necessidade de revisão.

    Para conferir a lista completa de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção do RN, CLIQUE AQUI.

    Fonte: saibamais.jor.br

    Atividade urbana concentrou maioria do trabalho escravo em 2025

    © Wellyngton Souza/Sesp-MT

    O balanço do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) das operações em 2025 apontam que 2.772 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho análogo à escravidão. Pela primeira vez, a maior parte dos trabalhadores, 68%, exerciam atividade nos centros das cidades.

    “O trabalho escravo contemporâneo não está restrito a uma atividade econômica específica. Embora tradicionalmente haja mais resgates no meio rural, em 2025 o número de trabalhadores resgatados no meio urbano foi maior”, explica a coordenadora-geral de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravidão e do Tráfico de Pessoas, Shakti Borela.

    O setor da construção civil foi onde houve o maior número de resgate, com 601 casos em obras de alvenaria e outros 186 em construções de edifícios e prédios. Outras atividades que também registraram muitos resgates foram a administração pública com 304 casos, o cultivo de café, com 184, e a extração e britamento de pedras e outros materiais para construção, com beneficiamento associado, com 126 resgates.

    De acordo com o MTE, a maior parte dos trabalhadores resgatados têm idade na faixa etária de 30 a 39 anos, são homens e com baixa escolaridade. Entre os resgatados, 83% se autodeclaram negros (pretos ou pardos).

    Para a diretora do Departamento de Fiscalização do Trabalho, Dercylete Loureiro, esse perfil revela trajetórias marcadas por vulnerabilidades históricas, que expõem essa parte da população a condições análogas à escravidão por décadas.

    Os estados que mais registraram resgate foram Mato Grosso, com 607; Bahia, 482; Minas Gerais, 393, e São Paulo, com 276 trabalhadoras e trabalhadores resgatados.

    Direitos

    Após as operações, todos os trabalhadores puderam acessar o direito legal ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três parcelas no valor de um salário mínimo e foram encaminhados aos serviços públicos, como os de assistência social. De acordo com o Ministério do Trabalho, foi garantido o pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias às vítimas.

    Ao todo foram realizadas pelos auditores-fiscais 1.594 ações de combate ao trabalho análogo à escravidão em 2025, que além dos resgates também assegurou direitos trabalhistas a mais de mais de 48 mil trabalhadores e trabalhadoras.

    Denúncias

    Para denunciar violações de direitos dos trabalhadores não é necessário se identificar, qualquer pessoa pode acessar de forma anônima pela internet, pelo telefone 158 ou pelo Disque 100.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    a criminalização da luta por moradia no RN

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    Quando o Estado pune a pobreza: a criminalização da luta por moradia no RN

    A derrubada, pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, do veto da governadora Fátima Bezerra ao Projeto de Lei nº 53/2024 marca um dos mais graves retrocessos democráticos recentes no estado. O que se aprovou não é apenas uma lei. É a institucionalização da punição à pobreza. É a tentativa explícita de transformar em infração administrativa aquilo que a Constituição reconhece como direito fundamental: a moradia, e, portanto, a legitimidade de lutar por ela quando o Estado a nega.

    Ao vetar o projeto, a governadora apontou o óbvio jurídico: trata-se de uma norma flagrantemente inconstitucional. Ainda assim, a maioria dos deputados decidiu avançar na construção de um arcabouço legal que, na prática, criminaliza movimentos sociais e famílias que ocupam imóveis ociosos para sobreviver.

    A partir de agora, no Rio Grande do Norte, quem participa de ocupações urbanas poderá sofrer sanções administrativas antes mesmo de qualquer julgamento. Entre elas: perda de acesso a programas sociais estaduais; impedimento de inscrição em programas habitacionais; e até a proibição de tomar posse em cargos públicos conquistados por concurso. Ou seja: o Estado passa a usar a fome, o desemprego e a exclusão como instrumentos de coerção política.

    É a lógica perversa da punição por ser pobre. Castiga-se por não aceitar a rua como destino. Castiga-se por ousar reivindicar um direito constitucional.

    Do ponto de vista jurídico, o absurdo é ainda maior. A Constituição é clara ao afirmar que somente a União pode legislar sobre direito penal. Estados não podem criar, ainda que disfarçadas de “sanções administrativas”, punições que tenham natureza penal e efeito de estigmatização social. Além disso, o texto constitucional estabelece que a propriedade deve cumprir função social. Um imóvel vazio em meio a milhares de famílias sem teto não é expressão de direito, é expressão de privilégio.

    O que essa lei faz é inverter completamente a lógica constitucional: protege-se o abandono, pune-se a necessidade. Defende-se o patrimônio improdutivo, criminaliza-se a sobrevivência. Em vez de enfrentar o déficit habitacional, a especulação imobiliária e a existência de milhares de imóveis ociosos em Natal e no interior, opta-se por perseguir quem luta para morar.

    Não é coincidência. É escolha política. A elite potiguar prefere punir o pobre a enfrentar a pobreza. Prefere silenciar os movimentos sociais a enfrentar os interesses do mercado imobiliário. Prefere criminalizar a ocupação a cumprir a Constituição.

    A história brasileira ensina aonde isso leva. Sempre que a ordem jurídica foi usada para sufocar os que lutam por direitos, abriu-se caminho para o autoritarismo. A criminalização da luta por moradia dialoga diretamente com a tradição de repressão aos trabalhadores, aos camponeses, aos sem-teto, aos sem-terra, aos que ousam dizer que a dignidade não é mercadoria.

    No Rio Grande do Norte, o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) constrói, há mais de 20 anos, uma trajetória legítima de defesa do direito à moradia. Mais de mil famílias já conquistaram teto, cidadania e dignidade por meio dessa organização. Não se trata de “invasão”, mas de resistência. Não se trata de crime, mas de afirmação de direitos.

    “Enquanto morar for um privilégio, ocupar é um direito.” A frase não é slogan vazio. É síntese de uma realidade social brutal: num país marcado pela desigualdade estrutural, a ocupação é, muitas vezes, a única forma concreta de acessar um direito que o Estado historicamente negou.

    Derrubar o veto e sancionar essa lei é declarar guerra aos pobres. É dizer, sem rodeios, que no Rio Grande do Norte lutar por direitos pode custar comida, teto e trabalho. É transformar políticas públicas em instrumentos de chantagem social. É institucionalizar o medo.

    Mas a história também ensina outra coisa: direitos nunca foram concedidos sem luta. Eles sempre foram conquistados contra a resistência das elites. A criminalização de hoje é a prova de que a luta é necessária. E de que ela incomoda.

    A luta por moradia não será silenciada por leis injustas. Não será intimidada por sanções ilegais. Não será apagada por decretos que tentam transformar necessidade em delito.

    Enquanto houver imóveis abandonados e famílias nas ruas, haverá ocupação. Haverá organização. Haverá resistência.

    Porque lutar não é crime. Crime é transformar a pobreza em alvo do Estado. Crime é usar a lei para proteger privilégios e punir a dignidade. Crime é rasgar a Constituição em nome da propriedade sem função social.

    E contra isso, não há neutralidade possível. Ou se está do lado do direito à vida digna, ou se está do lado da criminalização dos que lutam para sobreviver.

    Fonte: saibamais.jor.br

    Mega-sena pode pagar prêmio de mais de R$ 100 milhões nesta quinta

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    © Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O concurso 2966 da Mega-Sena tem prêmio estimado em R$ 102 milhões para quem acertar as seis dezenas que serão sorteadas a partir das 21h desta quinta-feira (29), no Espaço da Sorte, em São Paulo. 

    As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet.

    A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 6. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta e maiores as chances de ganhar.

    O sorteio tem transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube.

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    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Incêndio destrói empresas e creche na zona leste de São Paulo

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    © Divulgação/Corpo de Bombeiros

    O fogo tomou conta de uma fábrica de colchão na madrugada desta quinta-feira (29), no Jardim Helena, na zona leste de São Paulo. Não houve feridos.

    O Corpo de Bombeiros, que foi acionado às 2h31, enviou 12 viaturas para o local e 37 agentes atuaram na ocorrência. O fogo se espalhou e atingiu uma oficina mecânica, que também ficou destruída, e uma academia, que foi parcialmente atingida e corre risco de desabamento. O fogo chegou ainda a uma creche.

    No momento os bombeiros fazem o trabalho de rescaldo.

     

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Congonhas confirma terceiro vazamento em mina, em menos de uma semana

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    © Prefeitura de Congonhas/Divulgação

    A cidade de Congonhas, região central de Minas Gerais, confirmou na noite desta quinta-feira (28) um terceiro vazamento de água no estado em menos de cinco dias.

    Desta vez, o acidente foi identificado no dique de Fraile, na mina Casa de Pedra, que pertence à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

    Os dois vazamentos anteriores, um no domingo (25) e outro na segunda-feira (27), ocorreram em áreas controladas pela mineradora Vale.

    Segundo a prefeitura de Congonhas, o novo problema foi identificado durante os trabalhos de fiscalização nos outros dois vazamentos: 

    “[Foi identificado] carreamento de resíduos por enxurrada, decorrentes de deficiências nos sistemas de drenagem das vias internas da mineradora”.

    Ainda de acordo com a prefeitura o material foi em direção ao Rio Maranhão e, apesar do vazamento, não houve rompimento de estruturas.

    O órgão municipal considerou o incidente como um ‘dano ambiental moderado’. A prefeitura disse ainda que notificou a CSN para que tome providências.

    A Agência Brasil entrou em contato com a CSN, que não se posicionou até a publicação deste texto.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias