Começa nesta quarta-feira (28) o Campeonato Brasileiro 2026 e a Rádio Nacional transmite, a partir das 21h15, todas as emoções do confronto entre São Paulo e Flamengo. O ponta pé inicial da partida acontece às 21h30, direto do MorumBIS, em São Paulo.
O Tricolor Paulista, que vive uma crise extracampo, recebe o atual dono do título do Brasileirão. Mas o duelo marca o encontro de duas equipes em baixa, já que o Rubro-Negro vive um drama no Campeonato Carioca, correndo o risco real de disputar o quadrangular do rebaixamento no estadual.
A transmissão da Rádio Nacional inicia com a faixa Show de Bola Nacional e contará com uma equipe completa para levar ao público todas as informações do confronto e do campeonato. A narração será de Luciana Zogaib, os comentários ficam por conta de Rodrigo Ricardo, com reportagem de Marcelo Smigol. Por fim, Bruno Mendes comanda o plantão da rodada.
A transmissão da partida entra no ar para parte da rede em AM e OC, além da FM no Rio de Janeiro, no Alto Solimões e parceiros da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A Nacional FM nas demais praças segue com o conteúdo musical. O ouvinte pode ficar ligado nas produções preferidas pelo dial, no app Rádios EBC e no site da emissora. Os áudios ainda estão disponíveis em tempo real por streaming nas duas plataformas.
Sobre o Campeonato Brasileiro
O Campeonato Brasileiro é a liga de futebol profissional entre clubes do Brasil, sendo a principal competição no país. Por meio da disputa, são indicados os representantes brasileiros para a Copa Libertadores da América (junto ao campeão da Copa do Brasil).
Vinte clubes participam do torneio. No decorrer da temporada, cada time joga duas vezes contra os outros (em um sistema de pontos corridos), uma vez em seu estádio e a outra no de seu adversário, em um total de 38 jogos.
As equipes recebem três pontos por vitória e um por empate. Os clubes são classificados pelo total de pontos, depois pelo saldo de gols e, em seguida, pelos gols marcados. Em caso de empate entre dois ou mais times, os critérios de desempate são: maior número de vitórias; maior saldo de gols; maior número de gols pró; confronto direto; menor número de cartões vermelhos recebidos; e menor número de cartões amarelos recebidos.
Cobertura esportiva da Nacional
Esporte que é paixão do povo brasileiro, o futebol é um dos destaques da programação da Rádio Nacional, emissora pública referência em transmissões de partidas no país há décadas. Os jogos das principais competições e as notícias mais importantes têm espaço nas jornadas esportivas diárias.
Os torcedores podem ficar ligados pelo rádio, site ou streaming para acompanhar as emoções das disputas entre os maiores clubes brasileiros. Antes e depois dos confrontos, o ouvinte se informa sobre a preparação das equipes e a repercussão do placar nas ondas da Nacional. A análise sobre os resultados da rodada ainda ganha janela diária para um rico debate em produções consagradas no radiojornalismo esportivo.
A equipe da Rádio Nacional reúne craques da crônica esportiva. São produtores, jornalistas e apresentadores que buscam o diferencial da notícia. Além de informar o público nas ondas do rádio, o time também faz bonito na telinha da TV Brasil. Os profissionais realizam o programa Stadium, de segunda a sexta, às 12h30, e de terça a sexta, às 18h30.
Serviço
Campeonato Brasileiro 2026 – São Paulo x Flamengo – Quarta-feira, dia 28/1, a partir das 21h15, na Rádio Nacional RJ, AM, OC e AS + RNCP e Parceiros
A vereadora Brisa Bracchi (PT) disse que não vai baixar a cabeça e se mantém confiante na continuidade do seu mandato, após a Câmara Municipal de Natal decidir prosseguir com o processo de cassação contra a parlamentar e rejeitar o arquivamento recomendado pela Comissão Especial Processante. A votação terminou com 15 votos contra o arquivamento, nove favoráveis, três abstenções e duas ausências.
Os parlamentares votaram se iriam acatar ou não a recomendação da Comissão Especial Processante, que se manifestou pelo arquivamento do caso. Como a sugestão foi rejeitada, o processo volta a tramitar dentro do prazo legal de 90 dias, contado a partir da notificação da vereadora, ocorrida em 5 de dezembro. A vereadora segue com o mandato durante o processo.
Logo após a votação, Bracchi foi até a galeria da Câmara conversar com apoiadores. Ela atribui o processo à perseguição política e disse que a maioria da Casa preferiu acompanhar “um projeto radical da extrema direita”.
“Foi uma votação mais acirrada. Acho que isso é fruto da opinião da sociedade estar cada vez mais conosco. As pessoas entenderam que se trata de uma perseguição política, entenderam que a Câmara Municipal de Natal deveria estar discutindo outras questões que são de fato relevantes para a nossa cidade”, apontou.
“Infelizmente, a maioria dos vereadores preferiu continuar tendo mais responsabilidade com um projeto radical da extrema direita do que responsabilidade com o povo de Natal. Mas se tem uma coisa que nós temos certeza é que a gente não vai abaixar a cabeça e que a gente vai continuar mobilizado, organizado e garantindo que esse mandato aqui vai continuar na Câmara Municipal de Natal”, discursou.
Brisa Bracchi foi notificada do novo processo em 5 de dezembro de 2025, e desde aquele dia iniciou-se oficialmente o período de até 90 dias para a conclusão da análise do pedido de cassação. Em 7 de janeiro, a Comissão Especial responsável por analisar o pedido de cassação optou por arquivar o processo na Comissão e encaminhar para análise exclusiva na Comissão de Ética da Casa. Por 2 votos a 1, a maioria votou por encerrar o processo aberto em novembro passado, entendendo que não havia fundamento jurídico que sustente a continuidade do processo de cassação. Com isso, o relatório pelo arquivamento foi encaminhado para apreciação do plenário da Casa.
Samanda Alves (PT), aliada de Brisa e presidenta da Comissão Especial, disse que uma das razões para que fosse pedido o arquivamento é que há também um processo no Conselho de Ética da Câmara.
“Não pode ter duas instâncias analisando os mesmos fatos. A gente aponta também que isso vai de encontro ao que diz o Regimento Interno da Casa. Então, é nesse sentido que a gente propõe que esse processo seja finalizado e que ele continue no Conselho de Ética e se a Casa achar que convém alguma punição à vereadora Brisa, que assim o faça. Mas não na comissão especial, que só prevê a cassação ou não. E está muito claro, não só para os vereadores, como também para toda a sociedade potiguar, que a vereadora não cometeu nenhuma ilicitude que justifique uma possível cassação do seu mandato”, defendeu, antes da sessão.
Relator do processo na Comissão Especial, Daniell Rendall (Republicanos) foi questionado antes da votação pela imprensa sobre rumores de que haveria uma articulação por parte do líder do Governo na Casa e do prefeito Paulinho Freire (União) para que o processo tivesse continuidade. De modo breve, ele negou. Rendall foi diretor na Secretaria Municipal de Educação (SME) até 2024, antes de ser eleito parlamentar. “Desconheço totalmente qualquer articulação. Da minha parte eu não conheço essa articulação”, disse.
Em seguida, o parlamentar foi questionado se ele próprio conversou com alguns dos colegas para que seguisse sua opinião a favor da perda de mandato de Brisa. Existiram alguns vereadores que conversaram comigo, porém eu me ative apenas na parte do relatório. No relatório a gente não fala sobre o mérito do processo. A gente simplesmente analisou a defesa da vereadora Brisa, analisou a acusação do vereador Matheus Faustino e chegamos no relatório preliminar de que os indícios são para haver a investigação. Por isso, o nosso relatório foi para que houvesse o prosseguimento do processo”, justificou.
Fabrício Bruno, um dos advogados que compõem a defesa de Brisa Bracchi, conversou com a Agência SAIBA MAIS nesta segunda (26) e sustentou que não houve cometimento de infração político-administrativa ou de qualquer ato de improbidade. Ele diz que a vereadora destinou suas emendas para um evento cultural da cidade, da mesma forma que outros parlamentares fazem. “Não é da gestão da vereadora acompanhar essa emenda. Como a gente demonstrou no outro processo, a Funcarte, inclusive, esteve no local, visitou e não viu irregularidades, até mesmo porque o evento não tinha conotação político-partidária, como quer alegar o denunciante”, afirma Fabrício Bruno.
“Então, considerando que não houve ato de improbidade, que não há infração político-administrativa e tão somente a destinação para um evento cultural da cidade, entendemos que a vereadora não cometeu nenhum ilícito, especialmente a ponto de cassar o seu mandato, um mandato com mais de 6 mil votos na cidade”, continuou.
Histórico
Após a Câmara Municipal de Natal anunciar no dia 25 de novembro o arquivamento do processo de cassação de Brisa, o vereador Matheus Faustino (União) apresentou novo pedido contra a parlamentar. Ele alegou que houve infrações político-administrativas e quebra de decoro parlamentar por parte da vereadora.
A denúncia contém os mesmos elementos que motivaram a denúncia anterior, ou seja, de que a vereadora petista organizou, articulou e promoveu o evento “Rolé Vermelho” com o uso de emenda parlamentar.
A Câmara tentou votar a cassação de Brisa em novembro, mas a Justiça barrou as sessões por descumprimento do prazo legal para apresentação da defesa. Já no dia 25 do mês passado, a Presidência da Câmara comunicou oficialmente o arquivamento do processo após o prazo máximo de 90 dias se esgotar sem que houvesse votação do relatório final pelos vereadores.
Matheus Faustino, então, apresentou um novo pedido, que foi aceito pela Casa no dia 26. Brisa também denunciou Faustino por quebra de decoro parlamentar, apontando que o vereador afirmou publicamente, em inúmeras ocasiões e sem qualquer prova, que teria ocorrido “venda de sentença” por parte de magistrados do Poder Judiciário potiguar em decorrência de decisões relativas ao processo de cassação contra ela. A Câmara, neste caso, arquivou o pedido. Brisa tem sustentado desde o início que o processo contra si se trata de perseguição política.
Saiba Mais Natal: vereadores votam sobre arquivamento do processo contra Brisa nesta terça (27) Comissão vota por arquivar processo de cassação contra Brisa Brisa apresenta defesa em processo e reafirma que sofre perseguição política
No meio da tarde desta quarta-feira (28), a cotação do ouro no mercado internacional seguia a trajetória de alta, atingindo recordes de valorização. A onça troy, unidade de medida padrão para metais preciosos, equivalente a 31,1035 gramas, era negociada em torno de US$ 5.280, cerca de R$ 27,5 mil. Por volta das 15h, chegou a alcançar US$ 5.326, até então a maior cotação já alcançada pelo ouro à vista.
O recorde é mais uma face da escalada do preço do metal, que apresenta disparada, principalmente nos últimos 12 meses, quando se valorizou em mais de 90%.
Esta semana, pela primeira vez, a cotação superou o marco de US$ 5 mil. Só em 2026, a valorização gira em torno de 22%.
Uma das principais regras da economia é a lei da oferta e procura. De forma direta, significa que quanto mais agentes econômicos buscam por um produto – ou ativo, como no caso do ouro – maior o preço negociado. Ou seja, o comportamento da cotação indica que o interesse pelo metal está em alta.
Tarifas impostas pelo presidente Donald Trump são principal gatilho para a incerteza global – Foto : Reuters/Carlos Barria/Arquivo/proibida reprodução
Um comportamento semelhante é percebido no preço da prata. Em um ano, a onça troy passou de US$ 30 para o recorde de US$ 115. Na tarde desta terça-feira (27), era negociada perto de US$ 112.
A Agência Brasil conversou com especialistas para entender os motivos que levaram à subida do preço de negociação dos metais no mercado internacional.
Não coincidentemente, a escalada do ouro fica flagrante a partir de janeiro de 2025, mês em que Donald Trump tomou posse como presidente dos Estados Unidos. À época, a onça troy do ouro era vendida a US$ 2,7 mil. De lá para cá, o preço quase dobrou.
Efeito Trump
O economista Rodolpho Sartori, da agência classificadora de risco de crédito Austin Rating, explica que a subida dos metais é reflexo de uma conjuntura atual “recheada de incertezas”.
Ele lembra que o ouro, mais destacadamente, e a prata, são tidos historicamente como reservas de valor. Reserva de valor é um ativo ou mercadoria que preserva o poder de compra ao longo do tempo.
Na visão dele, o principal gatilho para a incerteza global é a política econômica do presidente Donald Trump.
“Com as tarifas e o protecionismo quase mercantilista, já é por si só um rompimento com o livre comércio que os EUA sempre defenderam”, disse à Agência Brasil.
Sartori acrescenta como elemento gerador de incerteza as “truculências externas”.
“Ameaças a países, até mesmo aos parceiros comerciais, ampliam a desconfiança na figura de Trump”, avalia.
Desde que reassumiu a Presidência, Trump tem seguido uma agenda que, sob a alegação de proteger interesses americanos, impõe tarifas a parceiros comerciais, que ficou conhecida como tarifaço.
A professora de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-RJ) Gecilda Esteves acrescenta como fator de turbulência geopolítica a cobiça de Trump pela Groenlândia.
O presidente dos EUA tem pressionado e ameaçado a Dinamarca e outros países europeus para obter controle da ilha gelada no Ártico.
“Isso abalou, de fato, a confiança entre os Estados Unidos e a Europa, gerando um receio de novas guerras comerciais na gestão do presidente Trump”, disse.
Ela acrescenta que o conflito entre Ucrânia e Rússia, que caminha para o sexto ano, também agrava o cenário de turbulência.
“O mercado começa a entender que existe um risco geopolítico real e imediato, e o ouro e a prata, obviamente, sobem”, sustenta.
Conflito entre a Ucrânia e a Rússia agrava o cenário de turbulência – Foto: Serviço de Emergência da Ucrânia/Divulgação via Reuters
Busca por estabilidade
Nesse pano de fundo, o ouro e a prata experimentam a corrida de investidores e governos pela segurança de seus patrimônios. Rodolpho Sartori aponta que eles tentam “se proteger em metais”.
“Os metais podem até ser vistos como investimento, mas aquele tipo de investimento que busca trazer menos volatilidade [forte oscilação] para a carteira. Neste cenário é proteção mesmo”, afirma.
Apesar de figurarem como compradores de ouro ao lado de grandes investidores profissionais, os bancos centrais não são apontados como os responsáveis pela disparada do preço do ouro, na opinião do economista.
“Bancos centrais, inclusive o brasileiro, têm ampliado suas reservas em ouro. Todavia, não considero que seja isso que está fazendo o ouro ‘explodir”, avalia.
Para ele, o movimento é derivado do mercado de investidores, que tem buscado metais para diversificar investimentos e fugir dos riscos da conjuntura atual.
Ouro experimenta a corrida de investidores e governos pela segurança de seus patrimônios – Foto: ReutersAngelika Warmuth/Proibida reprodução
“Evidentemente a mudança de postura dos bancos centrais ao redor do globo é extremamente relevante em termos de economia política, mas não inflaria o preço do ouro sozinho. A demanda por ouro aumentou também por parte dos investidores”, pontua.
A professora Gecilda Esteves, do Ibmec-RJ, avalia que governos, representados por bancos centrais, têm aumentado o apetite por metais “para diversificar as suas reservas com propósito de reduzir a dependência de moedas fiduciárias [sem lastro, ou seja, garantidas pela confiança]”.
“São ativos que têm valor intrínseco. Não é uma moeda fiduciária, não depende de nenhum governo para garantir sua viabilidade e sua potência econômica”, explica.
“É o porto seguro, uma apólice de seguro contra qualquer colapso de sistema financeiro ou inflacionário”, diz.
Reserva brasileira
Aqui no Brasil, o Banco Central (BC) aumentou a quantidade de ouro nas reservas internacionais, espécie de colchão de segurança contra crises e choques externos.
Em janeiro de 2025, o BC tinha 129,7 toneladas de ouro nas reservas, quantidade que saltou para 172,4 toneladas em dezembro, segundo dado mais recente. O crescimento foi de 33%.
Em valores financeiros, o país tinha US$ 11,7 bilhões em ouro em janeiro de 2025, valor que subiu para US$ 23,9 bilhões em dezembro, ou seja, mais do que dobrou. Os valores não levam em conta a inflação do período, calculada em cerca de 4,5%.
A valorização reflete tanto o aumento no número de toneladas quanto na apreciação da cotação do ouro no mercado internacional.
Dessa forma, o ouro, que respondia por 3,6% das reservas em janeiro de 2025, passou a representar 6,7% dos mais de US$ 358 bilhões que o país tinha em dezembro.
Banco Central aumentou as reservas brasileiras com ouro – Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Rentabilidade
A professora do Ibmec-RJ pontua que a pressão de alta do ouro leva para os investidores um elemento mais além da segurança do patrimônio.
“Quando o ouro rompe a barreira histórica dos US$ 5 mil, deixa de ser só uma proteção e passa a ser um componente de rentabilidade [lucro] extremamente agressivo na carteira, em um cenário de incerteza global”, explica.
Reflexo no dólar
Ao mesmo tempo em que turbulências geopolíticas elevam a procura pelo ouro, a moeda americana, o dólar, passa por uma desconfiança, conforme explica a professora.
“O preço do ouro acaba funcionando como um termômetro da saúde do dólar. Quando o ouro sobe, está denunciando que existe desconfiança na moeda americana”, diz.
Para ilustrar a perda de força do dólar, o economista Sartori detalha que quando Trump assumiu em janeiro de 2025, o DXY, indicador que mede o desempenho do dólar perante uma cesta de moedas estrangeiras (real não está incluído), beirava 110 pontos. Atualmente ronda os 96 pontos.
“Parece claro que há alguma desconfiança em relação ao dólar. Acho cedo para pontuar uma desdolarização ou uma perda de hegemonia da moeda, mas de fato, há desconfiança”, avalia.
Aqui no Brasil, a desvalorização foi sentida no mercado de câmbio. Nos últimos 12 meses, o dólar recuou 11%. Só em 2026, a desvalorização está em cerca de 5,5%.
Na terça-feira, a moeda fechou negociada a R$ 5,20, menor patamar em 20 meses.
Dólar passa por uma desconfiança nas economias mundiais – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
Mais fatores
Além dos fatores conjunturais que levaram à escalada do ouro, o economista Rodolpho Sartori indica um fator estrutural. Citando um estudo do economista Robin Brooks, da Brookings Institution, em Washington, Sartori entende que muitos países têm dívidas bastante elevadas, o que pode estar influenciando a percepção dos agentes econômicos sobre a sustentabilidade da dívida pública.
“Por consequência, tem ocorrido alguma diversificação no destino de investimentos para além das moedas. Muitos metais preciosos têm se valorizado recentemente”, explica.
A professora Gecilda Esteves acrescenta ainda que há uma busca de proteção contra uma possível correção (queda) no mercado de capitais, como bolsas de valores, com “a possível bolha de inteligência artificial [IA], que já começou a dar estresses no início deste ano”. Há o receio de que empresas de IA estejam supervalorizadas, na iminência de sofrerem queda abrupta de preço das ações.
Confira também as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
A operação para desarticular um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em procedimentos licitatórios na área da saúde no Rio Grande do Norte, que tem como um dos alvos o prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo, Allyson Bezerra (União), apreendeu R$ 219 mil em dinheiro segundo o balanço final divulgado pela Polícia Federal às 13h26 desta terça-feira (27). O valor estava dividido em sete locais de busca. Além disso, 20 celulares, 17 outras mídias (como pen drive e computador) e dois veículos também foram apreendidos ao todo. Em vídeo publicado após a ação, Allyson revelou que a PF apreendeu em sua casa um celular, um notebook e dois HDs pessoais.
Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais autorizadas pela Justiça Federal, em diferentes cidades do estado. As diligências incluem o cumprimento de ordens judiciais em Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha.
Fotos: PF/Divulgação
Além de Allyson, também foram alvo de mandados de busca da PF o vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (PSD) — que deve assumir a Prefeitura em abril quando Allyson renunciar para concorrer ao Governo do RN —, o prefeito de São Miguel, Leandro do Rego Lima (União), o Prefeito de Paraú, Júnior Evaristo (PP) e a chefe de gabinete de José da Penha, que é irmã do prefeito. Outro endereço visitado pela PF foi a casa do irmão do prefeito de São Miguel.
Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos à rede pública de saúde, envolvendo empresas com sede no RN que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados. Relatórios de auditorias da CGU apontam falhas na execução contratual, como indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço nos produtos adquiridos.
A PF informou que os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas, em apurações que ainda se encontram em fase de aprofundamento e coleta de provas.
Prefeito nega envolvimento e politiza ação da PF
Em nota divulgada à imprensa, Allyson Bezerra afirmou que não há qualquer fato que o vincule pessoalmente à investigação, tendo os mandados judiciais sido deferidos com base em diálogos envolvendo terceiras pessoas (leia a nota completa ao final).
Já em uma publicação na tarde desta terça, o prefeito compartilhou nas redes sociais uma manchete do UOL (“Prefeito de Mossoró alvo da PF lidera pesquisa e é maior ameaça ao PT no RN). Politizando a operação, escreveu que “o Brasil tá vendo o que estão tentando fazer com o que o povo construiu.”
Mais cedo, em vídeo divulgado também nas redes sociais, o prefeito divulgou um pronunciamento em tom político, no qual associa a investigação ao calendário eleitoral e à sua projeção nas pesquisas para o Governo do Estado — Allyson é pré-candidato ao Executivo do RN.
Na fala, o prefeito afirma que recebeu os agentes “com cordialidade”, que teve celulares, notebook e HDs apreendidos e que confia na Justiça. Ao mesmo tempo, sustenta que o inquérito teria origem em 2023 e que só agora, “em ano eleitoral”, seu nome teria sido citado, sugerindo uma suposta tentativa de desgaste político. “Eu não poderia esperar passar por esse ano sem que nada fosse feito contra mim”, declarou, em referência direta ao cenário de 2026.
Leia a nota completa da defesa de Allyson Bezerra:
NOTA À IMPRENSA – DEFESA DO PREFEITO ALLYSON BEZERRA
A defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, vem a público esclarecer que, na data de hoje, foi cumprido mandado judicial de busca e apreensão no âmbito de investigação. A apuração conduzida pelas autoridades federais tem como objeto central contratos firmados entre municípios do Rio Grande do Norte e empresas de medicamentos, envolvendo fatos ocorridos em diferentes entes municipais, e não se confunde com a atuação pessoal do chefe do Poder Executivo de Mossoró. Pelo que já se teve acesso, não há qualquer fato que vincule pessoalmente o prefeito Allyson Bezerra, tendo a medida sido deferida com base em diálogos envolvendo terceiras pessoas. O cumprimento da medida cautelar decorre de decisão judicial proferida em fase investigativa, sem qualquer juízo de culpa, sendo importante destacar que o prefeito Allyson Bezerra não foi afastado de suas funções e não sofreu qualquer medida pessoal restritiva. Desde o primeiro momento, o prefeito colaborou integralmente com a diligência, franqueando acesso às informações solicitadas, em respeito às instituições e à legalidade, convicto de que a apuração técnica e imparcial dos fatos demonstrará a correção de sua conduta. Como medida preventiva e de fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência, ainda em dezembro de 2023, o prefeito Allyson Bezerra editou o Decreto nº 6.994/2023, que tornou obrigatória a utilização do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica – Hórus como sistema oficial de controle de estoque e dispensação de medicamentos no âmbito da Prefeitura de Mossoró, além de atribuir à Controladoria Geral do Município a responsabilidade direta pela fiscalização e acompanhamento de sua correta utilização. A defesa reafirma a confiança no trabalho das autoridades, nas garantias constitucionais, na preservação da presunção de inocência. O prefeito Allyson Bezerra segue exercendo normalmente suas funções, com foco na gestão pública, na transparência administrativa e no interesse da população de Mossoró.
CAIO VITOR R. BARBOSA e FRABRÍZIO FELICIADO Advogados
Saiba Mais Prefeito de Mossoró politiza ação da PF e fala em “perseguição” PF mira desvios na saúde no RN; prefeito de Mossoró entre alvos
Depois de encerrar 2025 acima de R$ 8,6 trilhões e em nível recorde, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá chegar ao fim deste ano entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Tesouro Nacional, que apresentou o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública para 2026.
O plano apresenta metas para a dívida pública para este ano. Assim como no ano passado, o governo criou um espaço para diminuir a fatia de títulos prefixados (com taxas de juros fixas e definidas antecipadamente) e aumentar a participação dos papéis corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia). Isso ajudaria a atrair os investidores aos títulos vinculados à Selic, que estão no maior nível em quase dois anos.
No ano passado, o PAF originalmente previa que a Dívida Pública Federal poderia encerrar 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões. Em setembro, o PAF foi revisado para que o indicador fechasse 2025 entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões.
Composição
Segundo o documento, a DPF deverá encerrar 2026 com a seguinte composição:
Títulos vinculados à Selic: de 46% a 50%, atualmente está em 48,3%;
Títulos corrigidos pela inflação: de 23% a 27%, atualmente está em 25,9%;
Títulos prefixados: de 21% a 25%, atualmente está em 22%;
Títulos vinculados ao câmbio: de 3% a 7%, atualmente está em 3,8%.
Os números não levam em conta as operações de compra e venda de dólares no mercado futuro pelo Banco Central, que interferem no resultado.
Os títulos corrigidos por taxas flutuantes aumentam o risco da dívida pública, porque a Selic pressiona mais o endividamento do governo quando os juros básicos da economia sobem. Quando o Banco Central reajusta os juros básicos, a parte da dívida interna corrigida pela Selic aumenta imediatamente.
Em tese, os papéis prefixados trazem mais previsibilidade. Isso porque os juros desses títulos são definidos no momento da emissão e não variam ao longo do tempo. Dessa forma, o Tesouro sabe exatamente quanto pagará de juros daqui a vários anos, quando os papéis vencerem, e os investidores tiverem de ser reembolsados. No entanto, os títulos prefixados têm taxas mais altas que a da Selic e aumentam o custo da dívida pública em momentos de instabilidade econômica.
Prazo
O Plano Anual de Financiamento também abriu uma margem para aumentar o prazo da DPF. No fim de 2025, o prazo médio ficou em 4 anos. O PAF estipulou que ficará entre 3,8 e 4,2 anos no fim de dezembro. O Tesouro divulga as estimativas em anos, não em meses. Já a parcela da dívida que vence nos próximos 12 meses encerrará 2025 entre 18% e 22%. Atualmente, está em 17,5%.
Segundo o Tesouro, o governo tem dois mecanismos de segurança para garantir a capacidade de financiamento em caso de crise econômica que não permita ao Tesouro lançar títulos no mercado. Em primeiro lugar, o governo tem reservas internacionais suficientes para pagar os vencimentos da dívida pública externa em 2026, que totalizam R$ 33,3 bilhões. Além disso, tem um colchão de R$ 1,187 trilhão para cobrir 7,33 meses dos vencimentos da dívida pública interna.
Por meio da dívida pública, o Tesouro Nacional emite títulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada, definida com antecedência.
As rádios públicas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) registraram, em 2025, um dos melhores desempenhos de audiência de sua história recente. Os resultados foram apurados pela Kantar IBOPE Media, confirmando o fortalecimento da Rádio Nacional e da Rádio MEC como referências consolidadas da radiodifusão pública brasileira em 2025.
A Rádio Nacional FM de Brasília alcançou, em 2025, a maior participação de mercado já registrada desde o início da série histórica em 2010. Com 1,49% de share, porcentagem do total de ouvintes da praça, a emissora mantém uma curva contínua de crescimento: os anos de 2023, 2024 e 2025 concentram três das quatro melhores performances da rádio nos últimos 15 anos, com participações de 1,36%, 1,42% e 1,49%, respectivamente.
A Nacional FM do Rio de Janeiro também apresentou crescimento, consolidando o desempenho da faixa estendida: o número de ouvintes por minuto cresceu 49% entre 2024 e 2025. Em Recife, onde a Nacional atua em parceria com a Empresa Pernambuco de Comunicação (EPC), a rádio também teve aumento na audiência: 17% na comparação entre o último quadrimestre de 2024 e o mesmo período de 2025.
Já em São Paulo, o último quadrimestre de 2025 registrou um crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2024, confirmando a tendência de ampliação de público contínuo da emissora na maior praça do país.
MEC amplia alcance e consolida expansão da rede
Na MEC FM de Brasília, a audiência cresceu 59% na comparação entre o quarto trimestre de 2024 e o de 2025, refletindo o fortalecimento da emissora na capital federal.
A MEC FM do Rio de Janeiro também manteve trajetória positiva em 2025, com aumento no número de ouvintes por minuto em relação ao ano anterior. Além disso, os anos de 2024 e 2025 representam os melhores resultados da emissora desde 2012 em participação de mercado.
Rejuvenescimento do público
Um dos principais destaques da pesquisa foi a identificação de rejuvenescimento do perfil do público. Nas quatro praças pesquisadas, a Nacional foi a rádio com maior afinidade junto ao público de 15 a 24 anos entre todas as emissoras mensuradas pela Kantar, evidenciando o processo de rejuvenescimento da marca e sua crescente conexão com as novas gerações.
Em Belo Horizonte, a MEC se destacou como a rádio com maior afinidade junto ao público de 15 a 24 anos, indicando elevado potencial de consolidação da emissora em uma nova e estratégica praça.
Comunicação pública fortalecida
“Os resultados confirmam o fortalecimento do projeto de radiodifusão pública da EBC, fundamentado na diversidade de conteúdos, na inovação editorial, na valorização da cultura brasileira e na ampliação do acesso à informação de qualidade”, avalia o gerente-executivo de Rádios, Thiago Regotto.
“O desempenho registrado em 2025 consolida as rádios Nacional e MEC como plataformas estratégicas da comunicação pública brasileira, ampliando seu papel na formação cultural, na democratização da informação e na promoção da cidadania”, conclui.
Fonte: Kantar IBOPE Media | EasyMedia | DFE, GRJ, GSP, REC e BHZ | #OPM, SHT%, Afin% | Bancos de dados 2024–2025
O prefeito de Mossoró e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União), amanheceu o dia com a Polícia Federal em sua casa. O chefe do Executivo, o vice-prefeito e nomes de outros municípios são alvos de uma operação que investiga um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em procedimentos licitatórios na área da saúde no RN. Ao longo do dia, o prefeito se defendeu e politizou a ação da PF. Entre antigos e novos aliados, houve silêncio nas redes sociais.
O ex-senador José Agripino, presidente do União Brasil no estado, é um dos principais entusiastas da pré-candidatura de Allyson ao governo, ocupando espaço de forma recorrente na mídia para falar sobre conjuntura política e defender o nome do prefeito ao Governo estadual. No Instagram, Agripino costuma compartilhar com seus mais de 32 mil seguidores registros em reuniões políticas, eventos sociais e familiares. Em 15 de janeiro, por exemplo, publicou uma foto ao lado de Allyson, do deputado estadual Kleber Rodrigues e da vice-prefeita de Macaíba, Raquel Rodrigues. “Bem acompanhado”, escreveu. Também fez três publicações desde esse dia — a última foi no sábado (24). Até o fechamento desta reportagem, não publicou nada sobre a operação envolvendo Allyson.
A senadora Zenaide Maia (PSD) é outra aliada de Allyson. Embora seja vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional, a parlamentar costura um rompimento com o PT a nível local e deve estar no palanque da oposição em outubro — ela, concorrendo à reeleição, e Allyson a governador. Em 15 de janeiro, por exemplo, estiveram juntos na inauguração do Hospital Municipal de Mossoró. Assim como a senadora, também a acompanha no apoio a Allyson o esposo de Zenaide e prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado. Em 25 de dezembro, ao comemorar os resultados de uma pesquisa eleitoral, Calado escreveu que “a parceria política e administrativa da senadora Zenaide com o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra é aprovada pelo povo potiguar e está refletindo nas pesquisas de intenção de voto”. Nesta terça (27), tanto Zenaide quanto Jaime fizeram novas publicações nas redes sociais. Ela postou um vídeo na participação de uma obra entregue em São Gonçalo, e ele distribuiu parabéns e divulgou obras do município nos Stories do Instagram, mas o casal não se posicionou a respeito da operação da Polícia Federal.
Já o vice-governador Walter Alves (MDB) comunicou em 19 de janeiro a aliança com o grupo do prefeito de Mossoró e o rompimento com o PT potiguar — Walter, inclusive, já indicou o nome para vice de Allyson em outubro, o deputado estadual Hermano Morais, que está de saída do PV e vai se filiar ao MDB. A última publicação de Walter nas redes sociais foi na quinta-feira (22), em que falou sobre o início das obras de duplicação da BR-304. Sobre a operação da Polícia Federal que envolve Allyson Bezerra, não houve pronunciamento nas redes sociais.
Entre os dois nomes principais que devem enfrentar Allyson na eleição para governador em outubro, apenas Cadu Xavier (PT) se pronunciou. O secretário da Fazenda do RN disse que a operação da PF merece atenção de todos e afirmou que gerir recursos públicos requer compromisso, zelo e honestidade.
“Tenho orgulho de gerir as finanças do estado há 7 anos, no governo da professora Fátima, pautado por esses princípios. Que o prefeito e demais investigados tenham o direito de prestar os devidos esclarecimentos e apresentar suas defesas. Fraudes em contratos da Saúde é, além de crime, totalmente desumano”, escreveu Cadu.
Álvaro Dias (Republicanos), governadorável pelo campo bolsonarista, não se pronunciou, embora tenha feito publicação nas redes sociais nesta tarde para falar de obras quando era prefeito de Natal e compartilhar imagens de uma entrevista.
Allyson é pré-candidato a governador e será substituído no comando da prefeitura em abril pelo vice, Marcos Medeiros (PSD). Nas redes sociais, até a publicação dessa reportagem, Medeiros não havia se pronunciado oficialmente sobre a operação — compartilhou apenas nos Stories do Instagram o vídeo em que Allyson se defende. A posição foi a mesma adotada por outros aliados do prefeito, como o líder do Governo na Câmara, vereador Alex do Frango (PSD), e o presidente da Casa, Genilson Alves (União).
A operação deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União nesta terça teve o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios. Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais. De acordo com balanço divulgado pela PF às 18h11, foram apreendidos R$ 251.502,00 em espécie, distribuídos em sete locais de busca, além de 33 aparelhos celulares, 34 mídias diversas (pen drives e computadores), quatro veículos e 114 documentos.
As investigações apontam indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados. Auditorias identificaram falhas na execução contratual, incluindo indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço. As diligências incluem o cumprimento de ordens judiciais em Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha. Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e por fraudes em contratações administrativas.
Pedido de CEI em Mossoró
A vereadora Plúvia Oliveira (PT), de Mossoró, reuniu a oposição da Câmara Municipal de Mossoró nesta terça e propôs a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o prefeito Allyson Bezerra (União). O grupo de oposição vai realizar uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (28), às 9h na Câmara, para apresentar o documento da CEI que está sendo elaborado pela equipe jurídica da parlamentar.
Mais cedo, em entrevista, Plúvia lembrou que em 2025 também apresentou o pedido de uma outra CEI para apurar possíveis irregularidades em processos licitatórios e na execução de obras públicas no período de 2021 a 2025, incluindo indícios de superfaturamento e cobrança indevida de propinas. O pedido, contudo, foi arquivado pela bancada de situação.
A vereadora Marleide Cunha (PT), também da oposição local, exigiu que o prefeito seja investigado. “Que seja investigado o prefeito, que seja investigado a fundo as obras no município, os contratos aqui em Mossoró, porque uma coisa todo mundo aqui sabe, que é muito estranho o uso do dinheiro público em diversas situações aqui. Dinheiro público é para ser usado em benefício do povo e não em benefício próprio, em benefício de alguns amigos e amigas. Portanto, que seja feita toda a investigação e quem cometer o crime que vá para cadeia”, disse.
Saiba Mais Operação da PF que envolve Allyson Bezerra apreendeu R$ 219 mil em sete locais Prefeito de Mossoró politiza ação da PF e fala em “perseguição” PF mira desvios na saúde no RN; prefeito de Mossoró entre alvos
As inscrições gratuitas para o Programa Universidade para Todos (Prouni) do primeiro semestre de 2026 podem ser realizadas até as 23 horas e 59 minutos desta quinta-feira (29).
A consulta às vagas oferecidas pelas instituições privadas de ensino superior está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Prouni.
Os candidatos podem pesquisar as vagas de interesse por curso, turno, instituição de ensino e município de oferta.
O programa do Ministério da Educação (MEC) oferece bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de nível superior em instituições de ensino privadas. O público-alvo são brasileiros sem diploma de nível superior.
Inscrições
Os candidatos ao processo seletivo devem se inscrever gratuitamente somente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Prouni, com login da plataforma Gov.br.
São requisitos para inscrição que o candidato tenha completado o ensino médio; participado de edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 e/ou de 2025; obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não tenha zerado a prova da redação. A pré-seleção ao Prouni vai considerar a melhor média de notas do candidato em uma das duas edições do Enem.
No caso das bolsas integrais, é necessário que a renda familiar bruta mensal por pessoa não exceda o valor de 1,5 salário mínimo. Já para bolsas parciais, é preciso que a renda familiar bruta mensal por pessoa não exceda o valor de três salários mínimos. Em 2026, um salário mínimo vale R$ 1.621.
O Prouni reserva bolsas a pessoas com deficiência e aos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos. No momento da inscrição, o candidato poderá optar por concorrer a bolsas destinadas à implementação de políticas afirmativas, desde que cumpra as condições legais.
Bolsas disponíveis
Esta edição do Prouni (1º/2026) disponibilizará 594.519 bolsas, representando a maior oferta da história do Prouni, sendo 274.819 bolsas integrais (de 100%) e 319.700 bolsas parciais (de 50%).
Do total de vagas ofertadas, quando considerada a modalidade de cursos, 393,1 mil das bolsas são para cursos a distância e 16.408 para a modalidade semipresencial. As demais (184.992) bolsas são para cursos presenciais.
Em relação ao tipo de graduação, as bolsas estão distribuídas em 328.175 são bolsas para bacharelado, 253.597 são para cursos tecnológicos e 12.747 para licenciaturas.
Os cursos de administração (63.978) e ciências contábeis (41.864) somam o maior número de bolsas ofertadas pelas faculdades privadas.
Resultados
De acordo com o edital, são realizadas duas chamadas dos participantes pré-selecionados. O resultado da primeira chamada do Prouni 1/2026 será divulgado em 3 de fevereiro na página eletrônica do processo seletivo. A segunda chamada será divulgada em 2 de março.
O resultado da primeira chamada será divulgado na página do Prouni na internet.
Para saber sobre os critérios de classificação dos candidatos, acesse aqui.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a América Latina e o Caribe só resolverão seus problemas caso os enfrentem de forma conjunta. Nesta quarta-feira (28), durante a abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, no Panamá, Lula destacou os ativos políticos e econômicos que podem, via integração regional, favorecer todos os países, tornando-os mais relevantes no cenário mundial.
“Seguir divididos nos torna todos mais frágeis”, discursou o presidente durante a sessão de abertura do fórum, ao citar as “credenciais econômicas, geográficas, demográficas, políticas e culturais excepcionais” que os países latino-americano e caribenhos têm “para aspirar a uma presença relevante no contexto mundial”.
Lula ponderou que, para atingir esses objetivos, é fundamental que as lideranças regionais estejam comprometidas com mecanismos institucionais e que “articulem de forma equilibrada os distintos interesses nacionais de nossa região”.
Segundo Lula, falta às lideranças regionais convicção sobre os benefícios de adoção de um projeto mais autônomo de inserção internacional. Nesse sentido, sugeriu que os países da região levem em consideração as riquezas inexploradas que poderão garantir uma inserção competitiva na ordem global.
“Dispomos de ativos de ordem política e econômica que podem conferir materialidade ao impulso integracionista”, argumentou o presidente ao enumerar, entre esses ativos, o potencial energético relacionado às reservas de petróleo e gás, a hidroeletricidade, os biocombustíveis, e a energia gerada a partir das matrizes nuclear, eólica e solar.
O presidente citou também como ativos o fato de a região contar com a maior floresta tropical do planeta; e as variadas condições de solo e clima e os avanços científicos e tecnológicos para a produção de alimentos.
“Reunimos também recursos minerais abundantes, inclusive minérios críticos e terras raras, essenciais para a transição energética e digital”, disse o presidente brasileiro ao afirmar que “minerais críticos e as terras raras só têm sentido se for para enriquecer os nossos países, e se tivermos coragem de construir parcerias, gerando riqueza, emprego e desenvolvimento em nossos países”.
Lula lembrou que, juntos, os países da região formam um mercado consumidor com mais de 660 milhões de pessoas. Além disso, disse que não há conflitos graves entre os países participantes do fórum; e que, predominantemente, todos governo foram eleitos democraticamente.
“A América Latina e o Caribe são únicos. Cabe a nós assumir que a integração possível é a que estará calcada na pluralidade de opções. Guiados pelo pragmatismo, podemos superar divergências ideológicas e construir parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região. Essa é a única doutrina que nos convém”, afirmou.
“Não há nenhuma possibilidade de qualquer país da América Latina, sozinho, achar que vai resolver os problemas. Temos 525 anos de história. Muitas vezes a colonização não estará na interferência de outro, mas na formação cultural que o nosso o povo teve. Precisamos mudar de comportamento. Vamos criar um bloco. Um bloco que possa dizer que a gente vai acabar com a fome em nossos países”, concluiu.
Por ser convidado especial, o presidente brasileiro foi o segundo a discursar, logo após o presidente do país anfitrião, José Raúl Mulino. A expectativa é que Lula retorne ao Brasil ainda hoje, ao final do dia.
O Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe seguirá até o dia 30.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), afirmou nesta terça-feira (27) que as investigações da Polícia Federal sobre um suposto esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos da saúde no estado devem avançar “com independência, rigor e aprofundamento”, diante da gravidade das denúncias que motivaram a operação deflagrada em diversas cidades potiguares, incluindo Mossoró.
Em entrevista ao programa Tamo Junto, na rádio Universitária, a governadora ressaltou que acompanha o caso pela mídia local, regional e nacional e classificou as suspeitas como “gravíssimas”, sobretudo por envolverem uma área sensível como a saúde pública. “Desvio de recursos públicos deve ser considerado um ato criminoso, seja de qual natureza for, imagine na área da saúde”, afirmou.
Fátima destacou ainda a importância da atuação autônoma dos órgãos de controle e investigação, em especial da Polícia Federal, e defendeu que o processo transcorra com serenidade, respeito ao devido processo legal e garantia do direito de defesa às pessoas investigadas. Ao mesmo tempo, frisou que a sociedade espera que a apuração “vá fundo”. “A investigação tem que ir até o fim, com firmeza, com independência, dentro da lei e com o devido respeito ao processo legal”, declarou.
A manifestação da governadora ocorre no contexto da operação que apura indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, a partir de auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontaram possíveis casos de não entrega de medicamentos, fornecimento inadequado e sobrepreço, além de suspeitas de fraudes em procedimentos licitatórios. Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, com a apreensão de dinheiro, equipamentos eletrônicos, mídias e veículos, conforme balanço divulgado pela Polícia Federal.
Entre os alvos da ação está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que divulgou pronunciamento e nota à imprensa associando a operação ao calendário eleitoral e negando envolvimento pessoal nas irregularidades, sustentando que os mandados teriam sido autorizados com base em diálogos de terceiros. Em vídeo e publicações nas redes sociais, o gestor afirmou confiar na Justiça, mas sugeriu motivação política na deflagração da investigação.
A fala da governadora contrasta com a tentativa de politização do episódio. Ao enfatizar a autonomia da Polícia Federal e dos órgãos de controle, Fátima Bezerra desloca o debate para o campo institucional e para a centralidade do interesse público, sobretudo quando estão em jogo recursos do Sistema Único de Saúde. Sua posição reforça que a apuração não deve ser tratada como disputa eleitoral, mas como resposta do Estado a indícios técnicos levantados por auditorias e chancelados pelo Judiciário.
A Agência Saiba Mais segue acompanhando os desdobramentos da operação e o avanço das investigações, bem como as repercussões políticas e institucionais no Rio Grande do Norte.