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    vereadores votam sobre arquivamento do processo contra Brisa nesta terça (27)

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    Natal: vereadores votam sobre arquivamento do processo contra Brisa nesta terça (27)

    A Câmara Municipal de Natal realiza nesta terça-feira (27) uma sessão extraordinária para analisar o pedido de arquivamento do processo de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT). Os parlamentares vão decidir se acatam ou não a recomendação da Comissão Especial Processante, que se manifestou pelo arquivamento do caso. Se a maioria dos vereadores aceitar a recomendação, o processo será encerrado. Caso a sugestão seja rejeitada, o processo volta a tramitar dentro do prazo legal de 90 dias, contado a partir da notificação da vereadora, ocorrida em 5 de dezembro. Em qualquer um dos cenários, não há risco de perda de mandato nesta terça-feira.

    Brisa Bracchi foi notificada do novo processo em 5 de dezembro de 2025, e desde aquele dia iniciou-se oficialmente o período de até 90 dias para a conclusão da análise do pedido de cassação. Em 7 de janeiro, a Comissão Especial responsável por analisar o pedido de cassação optou por arquivar o processo na Comissão e encaminhar para análise exclusiva na Comissão de Ética da Casa. Por 2 votos a 1, a maioria votou por encerrar o processo aberto em novembro passado, entendendo que não havia fundamento jurídico que sustente a continuidade do processo de cassação. Com isso, o relatório pelo arquivamento foi encaminhado para apreciação do plenário da Casa.

    Wlademir Capistrano, advogado e ex-juiz eleitoral, explica que a Comissão Processante possui dois estágios. “Primeiro, ela analisa se recebe ou não a denúncia para dar encaminhamento à denúncia. Se ela der prosseguimento, ela abre a fase de instrução para o vereador apresentar defesa, produzir prova. Aí depois disso ela emite um parecer final dizendo se a acusação é procedente ou improcedente”. Foi este estágio já cumprido, quando o grupo formado por Samanda Alves (PT) e Tárcio de Eudiane (União) divergiu do relator, Daniell Rendall (Republicanos), e indicou a improcedência.

    “No caso da primeira comissão, o parecer era pela procedência da acusação. Nesse caso agora, a comissão, na primeira fase, já opinou pelo arquivamento da denúncia. Ela nem abriu a fase de instrução. Isso significa que o plenário vai analisar agora se acata ou não o parecer da Comissão que opinou pelo arquivamento da denúncia. Se por acaso o plenário acatar o parecer da Comissão, aprovar o parecer da comissão, a denúncia simplesmente é arquivada. Se o plenário entender que não vai acatar o parecer da comissão, aí ele vai rejeitar o parecer e mandar a denúncia prosseguir. Nesse caso, o processo tem que voltar para a comissão processante para ela abrir a instrução”, aponta.

    Fabrício Bruno, um dos advogados que compõem a defesa de Brisa Bracchi, sustenta que não houve cometimento de infração político-administrativa ou de qualquer ato de improbidade. Ele diz que a vereadora destinou suas emendas para um evento cultural da cidade, da mesma forma que outros parlamentares fazem.  “Não é da gestão da vereadora acompanhar essa emenda. Como a gente demonstrou no outro processo, a Funcarte, inclusive, esteve no local, visitou e não viu irregularidades, até mesmo porque o evento não tinha conotação político-partidária, como quer alegar o denunciante”, afirma Fabrício Bruno. 

    “Então, considerando que não houve ato de improbidade, que não há infração político-administrativa e tão somente a destinação para um evento cultural da cidade, entendemos que a vereadora não cometeu nenhum ilícito, especialmente a ponto de cassar o seu mandato, um mandato com mais de 6 mil votos na cidade”, continua.

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    Fonte: saibamais.jor.br

    Dino dá prazo para estados e municípios explicarem emendas para Perse

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    © Antonio Augusto/STF

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta terça-feira (27) que estados e municípios prestem contas em até 30 dias sobre os beneficiários finais de emendas parlamentares aplicadas no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). 

    O não envio das informações no prazo estipulado “ensejará a adoção de medidas coercitivas cabíveis, sem prejuízo da apuração da responsabilidade dos agentes públicos omissos”, alerta o ministro. 

    Dino é relator de uma série de ações sobre emendas parlamentares, incluindo as chamadas emendas Pix, transferências diretas aos cofres de estados e municípios por indicação de algum parlamentar. Em 2022, o Supremo decidiu que tais emendas são inconstitucionais e impôs uma série de critérios de transparência e rastreabilidade como condição para a liberação dos recursos. 

    Como responsável da ação, Dino agora supervisiona a regularização de emendas parlamentares que ainda não permitiam identificar os beneficiários finais do dinheiro. Nesse contexto, desde março do ano passado o ministro busca mais informações a respeito das emendas aplicadas no Perse, mas sempre esbarrando na falta de informações por parte dos municípios e estados.

    A não apresentação de relatórios já cobrados anteriormente “compromete deveres básicos de transparência e rastreabilidade dos recursos oriundos de emendas parlamentares”, escreveu o ministro na decisão desta terça-feira. 

    O ministro destacou ainda que, das informações já recebidas, algumas dão conta de renúncias fiscais que chegam a R$ 34 milhões para uma única empresa. Diante disso, a omissão dos municípios e estados envolvidos em apresentar esclarecimentos é “circunstância que se revela ainda mais grave diante dos vultosos valores envolvidos a título de renúncia fiscal, os quais impactam diretamente o equilíbrio das contas públicas e a própria capacidade de planejamento estatal”. 

    Em março, Dino havia determinado ao Ministério do Turismo e à Advocacia-Geral da União (AGU) que colhessem todas as informações necessárias para garantir a rastreabilidade e a transparência das emendas direcionadas ao Perse. Os órgãos responderam, contudo, que não poderiam cumprir a decisão, pois não haviam recebido os relatórios necessários dos entes subnacionais. 

    O Perse foi criado no contexto da pandemia da covid-19, que paralisou o setor de eventos. Por meio do programa, foram concedidas isenções fiscais para as empresas do ramo. Após o fim da emergência sanitária, entretanto, o governo precisou entrar em disputa com o Congresso para descontinuar o programa.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Atores mirins compartilham experiência na Mostra de Tiradentes

    © Leo Fontes/Universo Produções

    A sessão na praça da Mostra de Cinema de Tiradentes, no domingo (25), reuniu público de todas as idades para a exibição de Pequenas Criaturas, longa da diretora Anne Pinheiro Guimarães. Ambientado em Brasília nos anos 1980, o filme acompanha uma mãe e dois filhos que chegam à capital sem saber se o pai irá retornar, em um drama familiar marcado pelo olhar infantil e pela atmosfera de um tempo anterior às redes sociais.

    No elenco, Carolina Dieckmann interpreta Helena, a mãe de André e Dudu, vividos pelos jovens atores Theo Medon e Lorenzo Mello. O filme conta ainda com a participação de Letícia Sabatella, que esteve em Tiradentes para divulgar o longa. 

    Após elogios da crítica e prêmio de melhor filme no Festival do Rio, Pequenas Criaturas terá estreia internacional na próxima semana no Festival de Cinema de Gotemburgo, na Suécia, onde concorre ao Prêmio Ingmar Bergman.


    Tiradentes (MG), 25/01/2026 - Theo Medon, Lorenzo Melo e Letícia Sabatela na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto: Leo Fontes/Universo Produções
    Tiradentes (MG), 25/01/2026 - Theo Medon, Lorenzo Melo e Letícia Sabatela na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto: Leo Fontes/Universo Produções

    Theo Medon (E), Lorenzo Melo (C) e Letícia Sabatela na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes – Foto: Leo Fontes/Universo Produções

    Conhecido do grande público pela novela As Aventuras de Poliana, Theo Medon, hoje com 16 anos, soma mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais. Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que o cinema ampliou seu olhar sobre a profissão.

    “Eu não me considero um influencer, eu me considero um ator. As redes sociais são consequência do trabalho. Tento usá-las para divulgar o que faço e para espalhar cultura para a minha geração, porque muita gente não tem acesso a festivais, filmes e a esse universo”, disse.

    Atuando desde os 6 anos, Theo descreve a relação com o trabalho como algo natural. “Eu não lembro direito como era a minha vida antes de ser ator. Isso está enraizado em mim. Tento não diferenciar o Theo artista do Theo de casa. Essa leveza só existe porque tenho uma base familiar muito forte, que me protege das pressões do mercado”, disse.

    Sobre a experiência em Pequenas Criaturas, ele destacou o mergulho nos anos 1980. “Foi uma imersão total. A direção de arte é um dos pontos altos do filme. Tudo era de verdade, das fitas do quarto do André ao figurino. Isso te transporta para aquele tempo”, contou. 

    Para ele, a ausência de celulares muda completamente a vivência juvenil. “Hoje o André teria mais ferramentas para se isolar. Naquela época, ele precisava sair, conhecer pessoas. Isso transforma”, avalia.

    Theo também relaciona o momento do filme com a visibilidade recente do cinema brasileiro no exterior. “O Brasil está vivendo um momento bonito, com o cinema sendo visto lá fora, com o Oscar, com nossos artistas ganhando projeção. Ir para Gotemburgo agora é levar a nossa Brasília, o nosso idioma, a nossa ginga. E mostrar que o cinema também é lugar para os jovens.”

    Para Lorenzo Mello, de 9 anos, a sessão na praça marcou sua primeira experiência no cinema. “Foi muito emocionante me ver naquela tela gigante. Eu nunca imaginei que estaria ali”, disse o ator mirim, que vive Dudu. 

    Depois do filme, ele conta que passou a assistir a outras produções pensando “em como tudo é feito por trás das câmeras”.


    Tiradentes (MG), 25/01/2026 - Exibição do filme Pequenas Criaturas na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto: Leo Lara/Universo Produções
    Tiradentes (MG), 25/01/2026 - Exibição do filme Pequenas Criaturas na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Foto: Leo Lara/Universo Produções

    Exibição do filme Pequenas Criaturas na 9ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes – Foto: Leo Lara/Universo Produções

    A experiência em Tiradentes também foi acompanhada de perto pelas mães dos atores, que falaram à Agência Brasil sobre os desafios e aprendizados de ver os filhos tão jovens no audiovisual.

    Rachel Wanderley, mãe de Lorenzo, diz que Pequenas Criaturas foi a estreia do filho no cinema. “Nunca imaginei chegar onde estamos chegando. Não temos ninguém na família ligado à área e tudo isso é muito novo”, afirmou. 

    Segundo ela, o filme abriu espaço para conversas importantes em casa. “Não é um filme infantil. Algumas situações geraram perguntas, e tudo foi conversado antes, durante e depois. Isso também faz parte da experiência.”

    Já Simone Fernandes, mãe e empresária de Theo Medon, avalia que o mercado brasileiro ainda precisa avançar no cuidado com o infantojuvenil. “Quando o Theo começou, tudo era novo para a gente. Percebi que não havia um olhar estruturado para os jovens talentos. Trabalhar com criança exige responsabilidade, e isso assusta, mas o retorno artístico é enorme”, disse.

    Para Simone, a presença em festivais e sessões gratuitas é fundamental para a formação de público. “Ver o filme numa praça, com a família inteira, é muito simbólico. O cinema fica mais próximo, menos distante. As pessoas passam a se enxergar ali, seja na frente ou atrás das câmeras.”

    Com sessões abertas e uma programação diversa, a Mostra de Tiradentes reafirma seu papel na democratização do acesso ao cinema. Pequenas Criaturas deixa a cidade histórica mineira levando consigo não apenas a memória afetiva de uma infância nos anos 1980, mas também o debate sobre a presença, o cuidado e o futuro dos jovens no cinema brasileiro, agora projetado para o mundo.

    Confira a programação completa no site oficial da mostra.

    * A repórter viajou a convite da organização do evento

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Trabalhadores do Mercado da Redinha rejeitam cobrança de couvert artístico

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    Trabalhadores do Mercado da Redinha rejeitam cobrança de couvert artístico

    Uma denúncia de cobrança de couvert artístico e de aluguel de mesas e cadeiras durante shows musicais no Mercado Público da Redinha fez com que o Procon Natal visitasse o local na última quinta-feira (22). O órgão fixou cartazes nos boxes com os avisos de proibição da prática e alertou que os permissionários poderiam sofrer sanções mais severas se desobedecessem ao Código de Defesa do Consumidor. No Mercado, entretanto, uma trabalhadora diz que a cobrança foi feita por poucos garçons e que a propagação da informação como foi feita prejudicou os comerciantes, que também são contrários à cobrança.

    Ozeni Florêncio é uma das permissionárias que vivem do trabalho no Mercado da Redinha. Ela própria diz que é favorável às ações do Procon no local e reconhece que houve situações pontuais de cobrança de couvert por alguns garçons, mas diz que os demais comerciantes não podem “pagar por erro de outras pessoas”. 

    “Eu mesma, quando eles [Procon] chegam aqui, parabenizo a todos que estão aqui. É a gente que quer. Eles todos os dias estão aqui com a gente porque não é mentira, não. Está acontecendo. E a Semsur sabe quem é, é só penalizar o box que está fazendo isso, simples. Não pode radicalizar a situação e a gente vir pagar por erro de outras pessoas”, diz.

    Os shows musicais no Mercado são oferecidos pelo Sesc de forma gratuita e ajudam a atrair mais público ao local. Já as mesas e cadeiras são cedidas pela Prefeitura. Em entrevista à TV Tropical na quinta-feira (22), a diretora do Procon Natal, Dina Perez, explicou a situação.

    “Nós estamos recebendo dos consumidores denúncias referentes tanto à cobrança de couvert como das mesas e das cadeiras. O Mercado Municipal da Redinha é público, o evento que acontece às sextas-feiras e aos sábados também é público. Então, os permissionários não podem cobrar. Isso aqui é vedado por lei, a cobrança do couvert artístico, das mesas e das cadeiras que são cedidas pela Prefeitura do Natal”. 

    Para Ozeni Florêncio, houve uma generalização da situação, que não representa a maioria dos trabalhadores. “A gente não sabe de que bar são esses garçons, mas a Semsur já tá sabendo que tá tendo umas irregularidades em alguns boxes. Então eles, pela Semsur, tinham que estar fiscalizando, e não ela dar essa nota dizendo que a gente, as proprietárias, estavam cobrando isso aí”.

    Na tarde desta segunda-feira (26), quando conversou com a reportagem, Ozeni disse que estava com seis mesas com clientes sentados no Mercado inteiro, e disse que a divulgação da ação do Procon da forma como foi feita “repercutiu bastante”.

    Mercado reaberto temporariamente

    O Mercado da Redinha foi reaberto temporariamente em 22 de dezembro e segue assim até 22 de fevereiro — é a terceira vez em que isso acontece. Ele também ficou aberto entre 26 de dezembro de 2024 e 26 de janeiro de 2025. Depois, foi reaberto em 07 de fevereiro dentro do Festival Boteco Natal e, só depois de vários protestos dos antigos permissionários, foi mantido em funcionamento até 09 de março, considerado período de alta estação. 

    O Mercado da Redinha foi interditado pela Prefeitura do Natal para reformas em abril de 2022 e, desde então, os trabalhadores do antigo espaço também foram impedidos de trabalhar no local. Eles têm recebido um auxílio no valor de R$ 1.200 para se manter enquanto não podem retomar as atividades. 

    Ao todo, a Prefeitura do Natal investiu R$ 30 milhões na reforma do empreendimento. Com a mudança, o Mercado da Redinha passou a ter sete restaurantes e 33 boxes, além de um deck panorâmico com vista para o Rio Potengi e para o mar.

    Justiça

    Em março do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública para exigir a participação da comunidade da Redinha nas decisões sobre as obras e intervenções no Complexo Turístico da Redinha. O MPF apontou que a Prefeitura do Natal aprovou a concessão da gestão da área à iniciativa privada através de uma Parceria Público Provada (PPP), mas sem consultar a população, como ribeirinhos, pescadores artesanais, marisqueiras, barraqueiros e pequenos comerciantes, historicamente vinculados ao território.

    Em maio, a Prefeitura do Natal publicou o resultado do processo de escolha da empresa responsável pela elaboração dos estudos técnicos-financeiros, jurídicos e ambientais que irão embasar a concessão do Complexo Turístico da Redinha através de PPP. Mas, em julho, o MPF obteve liminar determinando a realização de consulta prévia, livre e informada (CPLI) à comunidade tradicional local sobre o Complexo Turístico da Redinha.

    A decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) é a primeira na história do Rio Grande do Norte a reconhecer o direito de uma comunidade tradicional a decidir sobre intervenções em seu território. O MPF recorreu ao TFR 5 após a Justiça Federal no RN ter negado o pedido de liminar original, em maio deste ano.

    Como será 

    A concessão do Complexo Turístico da Redinha será válida por 25 anos. Pelo projeto aprovado pelos vereadores da Câmara Municipal de Natal, em agosto do ano passado, o vencedor do edital terá de garantir o retorno dos antigos permissionários com contratos iniciais de quatro anos, prorrogáveis por mais quatro. A lei também estabelece um escalonamento nos valores de locação para essas pessoas, oferecendo isenção no primeiro ano e descontos progressivos nos anos subsequentes: desconto de 75% no segundo ano, de 50% no terceiro ano e, caso renovada, 25% de desconto no quarto ano, 12,5% de desconto no quinto ano e, por fim, 5% de desconto no sexto ano. 

    Além disso, o concessionário será responsável por fornecer todo o enxoval necessário para os permissionários, incluindo cutelaria, eletrodomésticos e mobiliário. 

    A empresa vencedora também terá a obrigação de manter, no mínimo, o percentual de 10% das unidades locáveis dos boxes e quiosques por comerciantes domiciliados na praia da Redinha; aplicar 10% das receitas líquidas acessórias à concessão no melhoramento do bairro através de obras e serviços previamente aprovados pela Prefeitura do Natal; e manter o percentual de 30% de todos os funcionários contratados pela concessionária, ainda que por meio de terceirização, de moradores do bairro da Redinha.

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    Fonte: saibamais.jor.br

    Lula vai ao Panamá participar do Fórum Econômico da AL e Caribe

    © Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca, nesta terça-feira (27), para o Panamá onde participa como convidado especial do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.

    Entre os temas a serem debatidos pelos líderes da região estão infraestrutura e desenvolvimento, inteligência artificial, comércio, energia, mineração e segurança alimentar. 

    A viagem está marcada para esta tarde e a previsão é de que Lula chegue à Cidade do Panamá às 16h30 (18h30 no horário de Brasília).

    O brasileiro será o segundo a discursar no fórum, depois do presidente do país anfitrião, José Raúl Mulino, na manhã desta quarta-feira (28). Na sequência, os chefes de visitarão uma das eclusas do Canal do Panamá, para foto oficial.

    Na agenda de Lula, também há a previsão de reuniões bilaterais e encontros com outros presidentes que também participam do evento. Equador, Guatemala, Bolívia, Chile e Jamaica já confirmaram presença.

    Com o presidente panamenho, Lula deve assinar um acordo de cooperação tratando de investimentos, expansão comercial e logística entre os países. O Brasil é o 15º maior usuário do Canal do Panamá. Sete milhões de toneladas de produtos brasileiros exportados passam por lá.

    O intercâmbio entre os dois países aumentou 78% no último ano, chegando a US$ 1,6 bilhão, com destaque para as exportações brasileiras de petróleo e derivados.

    O Panamá comprou recentemente quatro aviões Super Tucanos da Embraer, tornando-se o oitavo país da América Latina e Caribe a comprar a aeronave brasileira.

    O Brasil tem um estoque de US$ 9,5 bilhões no Panamá, que é o sétimo maior destino de investimentos brasileiros no exterior. O Panamá também foi o primeiro país da América Central a se associar ao Mercosul.

    A previsão é de que Lula retorne ao Brasil ainda na quarta-feira, mas o fórum continua até quinta (29). Mais de 2,5 mil líderes políticos, empresários e acadêmicos participam do evento.

    *Colaborou Pedro Peduzzi

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Musicadelphia estreia série sobre cena underground da Filadélfia

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    Musicadelphia estreia série sobre cena underground da Filadélfia

    A série documental Musicadelphia será lançada nesta quarta-feira (28), às 19h, no Figa Bar & Cultura, em Natal. O evento é gratuito e contará, além da exibição dos episódios, com show da banda Bico do Cabugi e uma jam session aberta ao público.

    Dirigido por Jaya Pereira, o documentário investiga a cena musical underground da cidade de Filadélfia, nos Estados Unidos, a partir do olhar de uma estudante potiguar em intercâmbio acadêmico. Entre performances, encontros e paisagens sonoras, a obra constrói um retrato afetivo da cidade, destacando a música como linguagem de pertencimento, troca cultural e conexão entre territórios.

    O projeto teve início em 2015, durante a disciplina Making Documentaries, na Temple University, e se desenvolveu de forma orgânica com o registro de artistas e grupos independentes da Filadélfia. Após o retorno da diretora ao Brasil, em 2016, novas gravações ampliaram o diálogo entre culturas, incluindo encontros com o músico Gregg Mervine, fundador da West Philadelphia Orchestra, que à época residia na Paraíba e colaborava com artistas da cena nordestina, como Chico Correa e o grupo Pife Perfumado.

    Ao longo dos anos, o material passou por diferentes formatos até ser retomado, em 2020, como uma websérie. Em 2025, Musicadelphia chega à sua versão final após ser contemplado pela Lei Paulo Gustavo, com investimento em pós-produção, mixagem, colorização, finalização e recursos de acessibilidade.

    “É nostálgico revisitar esse material depois de tanto tempo guardado. Ele carrega não só uma fase da minha trajetória, mas também encontros, afetos e experiências que continuam ecoando. Poder retomar e finalizar esse projeto hoje só é possível graças às leis de incentivo à cultura”, afirma a diretora Jaya Pereira.

    Entre os desdobramentos contemporâneos abordados na série está a Philly Roda, projeto liderado por Gregg Mervine que reúne músicos dos Estados Unidos e do Brasil em rodas de choro e samba na Filadélfia, reafirmando a força da música brasileira como prática coletiva e instrumento de intercâmbio cultural.

    Os episódios completos de Musicadelphia estão sendo lançados no YouTube, enquanto trechos e bastidores podem ser acompanhados nas redes sociais do projeto.

    Fonte: saibamais.jor.br

    Governo de Minas vai multar Vale por vazamentos de água

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    © Defesa Civil de Congonhas

    O governo de Minas Gerais se manifestou nessa segunda-feira (26) sobre os vazamentos em duas minas da Vale na cidade de Congonhas, no interior do estado. O primeiro problema ocorreu no domingo (25), na mina de Fábrica e o segundo na segunda-feira (26) na mina de Viga. Não houve feridos.

    Em comunicado, o governo local informou que atua desde domingo na região da mina de Fábrica “para atendimento da ocorrência envolvendo uma estrutura na área de atuação da mineradora Vale”.

    Segundo a nota, foram identificados danos ambientais “decorrentes do carreamento de sedimentos e assoreamento de cursos d´água afluentes do Rio Maranhão”.

    Frente à situação, o governo estadual, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), determinou que a empresa “cumpra imediatamente uma série de medidas emergenciais, incluindo ações de limpeza do local afetado, assim como o monitoramento do curso d´água atingido”.

    A Vale também terá de apresentar um plano de recuperação ambiental para limpeza das margens, desassoreamento e outras medidas necessárias à recuperação do curso da água.

    Além dessas determinações, a empresa será multada por causar poluição e degradação de recursos hídricos e também por não ter comunicado o acidente em até duas horas a partir da ocorrência. 

    O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, enviou ofício nessa segunda-feira (26) à Agência Nacional de Mineração (ANM) cobrando uma solução imediata para o extravasamento de água na mina Viga. Em seu ofício, Silveira diz que, para a solução do problema, pode haver até a “interdição da operação, se preciso for, a fim de garantir a segurança das comunidades locais e a proteção do meio ambiente”.

    O ministro também pede uma investigação para apurar as responsabilidades pelo vazamento. O ministério já havia se manifestado no domingo, quando houve a primeira ocorrência na mina de Fábrica.

    Sala de crise

    Os vazamentos nas minas da Vale levaram à criação de uma sala de crise com a participação das defesas civis de Congonhas e de Ouro Preto e também da Coordenadoria de Estado de Defesa Civil (Cedec), do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, da Secretaria do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Congonhas e do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG).

    Vale

    Em nota divulgada ontem, a Vale disse que os vazamentos “foram contidos” e que ninguém ficou ferido. Também informou que as populações e comunidades próximas “não foram afetadas”.

    A empresa afirmou ainda que ocorreu apenas o vazamento de água com sedimentos e que não houve “carreamento de rejeitos de mineração”.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Prévia da inflação oficial de janeiro perde força e fica em 0,20%

    © Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A conta de luz mais barata foi um dos fatores que ajudaram a prévia da inflação oficial de janeiro perder força e fechar em 0,20%. Em dezembro, o índice havia ficado em 0,25%.  

    Com o resultado do primeiro mês de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula 4,5% em 12 meses, limite máximo da meta de inflação do governo. Em dezembro, o acumulado era 4,41%.

    Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

    Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, dois apresentaram recuo na média de preços na passagem de dezembro para janeiro: 

    • Habitação: -0,26% 
    • Transportes: -0,13% 
    • Educação: 0,05% 
    • Vestuário: 0,28% 
    • Despesas pessoais: 0,28% 
    • Alimentação e bebidas: 0,31% 
    • Artigos de residência: 0,43% 
    • Comunicação: 0,73%
    • Saúde e cuidados pessoais: 0,81% 

    Dentro do grupo habitação, a conta de luz recuou 2,91%, sendo o preço que mais puxou a média da inflação do mês para baixo – impacto de -1,2 ponto percentual (p.p.).  

    A explicação está na mudança da bandeira tarifária, determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou de amarela para verde.  

    Em dezembro estava em vigor a bandeira amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos. Já em janeiro, a verde não tem custo adicional para os consumidores.  

    Avião e ônibus 

    No grupo transportes, a queda foi influenciada principalmente pela passagem aérea, que ficou 8,92% mais barata, em média.

    Também exerceram impactos os ônibus urbanos (-2,79%). Em Belo Horizonte, por exemplo, a adoção da tarifa zero aos domingos e feriados derrubou a passagem em 18,26%.  

    Já os combustíveis subiram 1,25% e contribuíram para a inflação, com as altas de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel.  

    No caso da gasolina, o impacto representou 0,05 p.p., o maior de todo o IPCA-15. 

    Para o próximo mês, no entanto, a expectativa é de recuo, uma vez que a Petrobras, maior produtora de gasolina no país, anunciou recuo de 5,2% no preço do combustível vendido às distribuidoras, a partir desta terça-feira. 

    Alimentos 

    O preço dos alimentos e bebidas subiu 0,31% em janeiro, representando aceleração em relação ao 0,13% de dezembro.  

    A alimentação no domicílio interrompeu uma sequência de sete meses de queda, subindo 0,21%. As maiores influências foram: 

    • tomate (16,28%); 
    • batata-inglesa (12,74%); 
    • frutas (1,65%); 
    • carnes (1,32%).  

    Na outra ponta, leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%) impediram inflação maior. 

    Prévia x mês fechado

    O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.   

    A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026.  

    Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

    O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, do Rio de Janeiro, de Salvador e São Paulo). Já o IPCA, pesquisa em 16 localidades (acrescenta Aracaju, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Vitória). O IPCA cheio de janeiro será divulgado em 10 de fevereiro. 

    Matéria ampliada às 10h08 e às 10h22.

     

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    PF mira desvios na saúde no RN; prefeito de Mossoró entre alvos

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    PF mira desvios na saúde no RN; prefeito de Mossoró entre alvos

    A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), uma operação destinada a desarticular um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em procedimentos licitatórios na área da saúde no Rio Grande do Norte. Entre os alvos dos mandados está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), cuja gestão já vinha sendo alvo de denúncias de irregularidades.

    Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais autorizadas pela Justiça Federal, em diferentes cidades do estado. As diligências incluem o cumprimento de ordens judiciais em endereços ligados ao prefeito Allyson Bezerra e a atuação de equipes da Polícia Federal em municípios como Mossoró, Natal, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha.

    Segundo as investigações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos à rede pública de saúde, envolvendo empresas com sede no RN que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados. Relatórios de auditorias da CGU apontam falhas na execução contratual, como indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço nos produtos adquiridos.

    A PF informou que os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas, em apurações que ainda se encontram em fase de aprofundamento e coleta de provas.

    Allyson Bezerra já vinha sendo alvo de denúncias

    Ao longo dos últimos anos, a gestão de Allyson Bezerra foi alvo de denúncias públicas e de apurações conduzidas por órgãos de controle, especialmente o Ministério Público.

    Em 2025, um empresário de Mossoró relatou ao Ministério Público suposta cobrança de propina em contratos públicos, mencionando percentuais que teriam sido desviados de obras e serviços municipais, com a citação de pagamentos de até 4% a intermediários e, segundo a acusação, ao próprio prefeito. As denúncias foram objeto de procedimentos judiciais e de debate público, envolvendo decisões sobre a divulgação de áudios com tais alegações e os limites da liberdade de imprensa.

    Procedimentos instaurados por órgãos de controle também apontaram suspeitas de direcionamento em licitações e de subcontratações irregulares de obras e serviços, com investigações e análises em diferentes estágios no Ministério Público Estadual e Federal.

    Além disso, pedidos de apuração formal já geraram controvérsias na Câmara Municipal de Mossoró e na Justiça local, com discussões sobre competência investigativa, prerrogativa de foro e a atuação das instituições de controle diante das denúncias envolvendo o chefe do Executivo municipal.

    Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Mossoró não havia divulgado posicionamento oficial sobre a operação da Polícia Federal ou sobre as suspeitas apontadas. A Agência Saiba Mais segue acompanhando o caso e apurando desdobramentos junto aos órgãos de controle e à Justiça.

    Fonte: saibamais.jor.br

    Anvisa suspende venda de sal grosso e pó para decoração

    © Reprodução Ecommerce/Internet

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e o uso do pó para decoração da marca Sugar Art, produzido pela Madi Comércio e Indústria de Artigos para Festas e Artesanatos Ltda.

    A Anvisa determinou ainda o recolhimento do produto. Em nota, a agência informou que o pó para decoração contém materiais plásticos, tornando o produto impróprio para consumo.

    Outro item alvo de ação fiscal e que deve ser recolhido é o Sal Grosso Iodado (Ervas Finas) da marca Globo, fabricado pela Brasisal Alimentos Ltda. O produto também teve a sua comercialização, distribuição e consumo suspensos.

    A agência informou que a medida afeta apenas o lote 004/24 do sal grosso fabricado pela empresa, com vencimento em 30 de outubro de 2026. De acordo com o Laboratório Central de Saúde Pública do Rio de Janeiro, o lote citado foi reprovado no teste de determinação de iodo. 

    “O iodo deve ser adicionado ao sal de cozinha, para evitar a deficiência desse elemento no organismo, que pode levar ao bócio (aumento da tireoide). A falta de iodo também pode ocasionar vários problemas ao desenvolvimento do feto, durante a gestação, entre outros problemas”, destacou o comunicado.

    A Anvisa orienta que consumidores que já tenham adquirido o produto entrem em contato com a empresa por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) 0800 585 0303. 


    Fonte: Agência Brasil de Noticias