More
    Início Site Página 50

    Instituições federais no RN mantém déficit, apesar de recomposição de 1bi feita por Lula

    0
    Cortes nas universidades atingem UFRN e Ufersa em quase R$ 20 milhões 
    Imagem: reprodução Ufersa

    Apesar do Governo Lula ter liberado R$ 977 milhões para recompor o orçamento perdido pelas universidades e institutos federais com a votação dos parlamentares da Lei Orçamentária Anual (LOA), os valores repassados ainda não serão suficientes para tranquilizar os gestores.

    No caso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o corte anunciado foi de R$ 14,738,445,00, já a recomposição foi de R$ 11.214,518,00. Dessa forma, mesmo com a reposição do orçamento, sobressai um déficit de R$ 3.523,927,00.

    Foi muito importante o anúncio pelo governo federal da recomposição orçamentária para as universidades, porque o corte feito pelo Congresso na aprovação da Lei Orçamentária Anual inviabilizava o funcionamento básico dessas instituições. No entanto, é importante destacar que, mesmo com a recomposição, o orçamento das universidades tem valores do ano de 2025 corrigidos pela inflação do período. Este orçamento tem se mostrado insuficiente e é necessário que o país possa discutir um modelo de financiamento da educação superior que assegure previsibilidade e sustentabilidade”, sugere o reitor da UFRN, Daniel Diniz.

    No caso da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), a LOA 2026 foi aprovada com orçamento de R$ 67.219466 para a instituição, valor inferior ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026, que previa orçamento de R$ 72.271.859. Com a recomposição, ainda restará um déficit de R$ 3.941.764.

    As universidades públicas federais brasileiras lamentam profundamente a redução no orçamento aprovada pelo Congresso Nacional. Neste sentido, as entidades – e cada instituição individualmente – têm articulado junto à classe política a recomposição do orçamento a fim de garantir o pleno funcionamento de todas as atividades acadêmicas e de pesquisa. O anúncio da recomposição é um avanço que evidencia o compromisso e a sensibilidade do Governo com as nossas universidades”, avalia o reitor da Ufersa, Rodrigo Codes.

    Já no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 resultou em uma redução de R$ 7.356.337,00 nos recursos discricionários inicialmente previstos para a instituição, que totalizavam R$ 101.781.054,00 na Proposta de Lei Orçamentária (PLOA). Os cortes atingiram áreas estratégicas, incluindo ações de capacitação de servidores, modernização da estrutura física, pesquisa e extensão, assistência estudantil, suporte a estudantes com necessidades educacionais específicas e custeio institucional, que envolve despesas essenciais como água, energia elétrica, limpeza, combustíveis e contratos de serviços contínuos.

    Do montante reduzido, o Governo Federal já efetuou a recomposição integral de R$ 5.130.192,00 destinados ao custeio institucional e de R$ 1.215.131,00 referentes à assistência estudantil.

    Isso traz um certo alívio porque, com essa recomposição, conseguimos chegar ao final do ano sem muitos problemas. Claro que ela não é suficiente para que possamos ampliar algumas ações que consideramos importantes, porque com o advento das emendas parlamentares, hoje no Brasil há uma disparidade muito grande entre um Instituto e outros. Às vezes um Instituto consegue captar mais recursos via emenda de bancada, inclusive quatro institutos foram beneficiados com emenda de relator e isso cria um desequilíbrio entre as instituições. O ministro e o presidente ficaram de pesar numa outra recomposição. Foi um alívio não só para o Rio Grande do Norte, para todas as outras 40 coirmãs que fazem a rede e educação profissional”, esclarece José Arnóbio, reitor do IFRN.

    Ainda fica no déficit a recomposição de R$ 1.011.013,00, referentes a ações de capacitação de servidores, reestruturação física, pesquisa e extensão, bem como ao suporte de profissionais que atuam no atendimento a estudantes com necessidades educacionais específicas, como intérpretes de Libras, cuidadores e outros profissionais da educação inclusiva.

    Desde que Lula reassumiu o comando do Executivo, todo ano há essa complementação. Em 2023, o recurso que havia sido colocado na LOA era bem inferior ao que foi feito com a recomposição. Então, a recomposição aconteceu em 2023, 2024, 2025 e 2026. No mês de dezembro a gente já tinha uma sinalização por parte do Ministério da Educação, através de Camilo Santana, de que o presidente já havia se comprometido a fazer essa complementação. Eram mais de sete milhões cortados e para nossa felicidade houve o anúncio da recomposição”, explica Arnóbio.

    O reitor do IFRN também destacou o diálogo aberto que tem conseguido manter com o Governo Federal. Um canal que nem sempre esteve disponível.

    Desde 2023 temos dialogado, tivemos o espaço aberto entre os reitores dos Institutos Federais e o presidente e o ministro da Educação, é bom ressaltar isso porque há quatro ou sete anos atrás, isso era quase impossível”, acrescenta.

    Relembre

    Para 2026, apenas as universidades federais sofreram um corte de R$ 488 milhões em seus orçamentos, segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), após análise do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) aprovado pelo Congresso Nacional para 2026. 

    Na UFRN, o corte chegou a ser de 7,18%, o equivalente a R$14.738.445,00, com o orçamento passando de R$ 205.141.094,00 para R$ 190.402.649,00. Com a redução, o orçamento discricionário aprovado para a UFRN em 2026 ficou menor que o de 2025, que totalizou R$ 195.615.203,00.   

    Já na Ufersa, o corte no orçamento teve um impacto de cerca de R$ 5 milhões, com ênfase na Assistência Estudantil. 

    Brasil 

    Inicialmente, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para 2026 previa orçamento de R$ 6,89 bilhões para as 69 universidades federais. Mas, o projeto aprovado em dezembro de 2025 pelo Congresso Nacional deixou apenas cerca de R$ 6,43 bilhões para as instituições em 2026.  

    O principal alvo dos cortes é a assistência estudantil, responsável por programas que garantem a permanência dos estudantes de baixa renda na universidade. Além disso, o corte de 7,05% no orçamento discricionário atinge contas básicas, como água, luz, bolsas acadêmicas e compra de equipamentos. 

    Na época, a Andifes emitiu uma nota comentando a situação do orçamento das universidades federais, confira:

    A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) manifesta profunda preocupação com os cortes promovidos pelo Congresso Nacional no orçamento das Universidades Federais durante a tramitação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.

    De acordo com análise preliminar realizada pela Andifes, o orçamento originalmente previsto no PLOA 2026 para as 69 universidades federais sofreu um corte total de R$ 488 milhões, o que representa uma redução de 7,05% nos recursos discricionários das instituições. Esses cortes incidiram de forma desigual entre as universidades e atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior.

    A situação é ainda mais grave no que se refere à assistência estudantil, área estratégica para a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Apenas nessa ação, o corte alcançou aproximadamente R$ 100 milhões, o equivalente a uma redução de 7,3%, comprometendo diretamente a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914/2024, e colocando em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público.

    Os cortes aprovados agravam um quadro já crítico. Caso não haja recomposição, o orçamento das Universidades Federais em 2026 ficará nominalmente inferior ao orçamento executado em 2025, desconsiderando os impactos inflacionários e os reajustes obrigatórios de contratos, especialmente aqueles relacionados à mão de obra. O quadro se torna ainda mais preocupante diante de cortes semelhantes ocorridos nos orçamentos da Capes e do CNPq. Estamos, portanto, em um cenário de comprometimento do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Federais, de ameaça à sustentabilidade administrativa dessas instituições e à permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A restrição orçamentária também impõe entraves à continuidade do desenvolvimento científico e, portanto, à soberania nacional.

    A Andifes reconhece e valoriza o diálogo mantido com o Ministério da Educação, que tem demonstrado sensibilidade em relação à gravidade do cenário orçamentário. No entanto, reafirma que os cortes aprovados pelo Congresso Nacional exigem ações imediatas de recomposição, sob pena de comprometer o funcionamento regular das Universidades Federais e limitar o papel estratégico dessas instituições no desenvolvimento científico, social e econômico do país.

    A Andifes seguirá atuando de forma firme e articulada junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional em defesa da recomposição do orçamento das Universidades Federais e da pesquisa científica nacional, da valorização da educação superior pública e do cumprimento do compromisso constitucional do Estado brasileiro com a ciência, a educação e a redução das desigualdades sociais e regionais.

    Brasília, 22 de dezembro de 2025.

    Saiba +

    Fonte: saibamais.jor.br

    Oposição no DF pede impeachment de Ibaneis após citação por Vorcaro

    © José Cruz/Agência Brasil

    Partidos de oposição no Distrito Federal protocolaram um pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha, após ele ser citado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas investigações sobre a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).

    Os pedidos foram apresentados pelo PSB-DF e pelo Cidadania-DF e também pelo PSOL. As legendas apontam supostos crimes de responsabilidade relacionados à atuação do governo local em operações envolvendo o banco público. Os partidos afirmam que houve “atuação temerária” do Executivo, com risco ao erário e violação de princípios da administração pública.

    Entre os pontos citados estão a compra de títulos considerados de baixa qualidade e origem irregular, a criação de dívidas fora do orçamento, negociações sem transparência com o banqueiro e possível influência indevida do governador em decisões internas do BRB.

    O governador nega. Em declarações à imprensa nesta sexta-feira (23), Ibaneis afirmou que nunca tratou da operação BRB–Master com Vorcaro e que todas as negociações foram conduzidas por Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. Ele confirmou encontros sociais com o banqueiro, incluindo um almoço na casa de Vorcaro “organizado por um amigo em comum”, mas disse que não discutiu assuntos relacionados ao banco.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Ibaneis também afirmou que “tudo era conduzido” pelo ex-presidente do BRB, demitido após a deflagração de operações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público. Em 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master, transferências que são alvo de investigação por suspeita de gestão fraudulenta.

    “Em momento algum nas quatro vezes que o encontrei tratei de assuntos relacionados ao BRB–Master. Entrei mudo e saí calado. O único erro meu foi ter confiado demais no Paulo Henrique [Costa]”, disse Ibaneis Rocha.

    Acusações

    Segundo as investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, o Banco Master teria vendido ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes, numa tentativa de evitar a quebra da instituição privada, que enfrentava crise de liquidez. O caso resultou na liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro.

    O rombo estimado no BRB chega a R$ 4 bilhões. Segundo os jornais Folha de S.Paulo e Valor Econômico, o Banco Central (BC) determinou que o BRB faça um provisionamento (reserva para cobrir prejuízos) de pelo menos R$ 2,6 bilhões. Até agora, o BC não confirmou a informação.

    Ex-executivos das duas instituições foram intimados a prestar depoimento no fim de janeiro e início de fevereiro. As apurações indicam falhas graves de governança e possíveis ilícitos administrativos nas operações.

    Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Vorcaro afirmou à Polícia Federal ter conversado “algumas vezes” com Ibaneis sobre as negociações. A informação veio a público após acesso da publicação ao depoimento prestado pelo banqueiro à PF em 30 de dezembro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

    Situação das apurações

    As investigações indicam que, ao longo de 2025, o BRB tentou adquirir uma fatia relevante do Banco Master, iniciativa que contou com apoio do governo do Distrito Federal, acionista controlador do banco público, mas acabou barrada pelo Banco Central. Paralelamente, a Polícia Federal apura se o BRB comprou carteiras de crédito de alto risco da instituição privada, avaliando eventuais falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança.

    Em novembro, uma operação conjunta da PF e do Ministério Público afastou do cargo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, posteriormente demitido. Além das apurações conduzidas por esses órgãos e pelo Banco Central, a nova gestão do BRB e uma auditoria independente também analisam as transações, mas ainda não divulgaram conclusões oficiais.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Trabalhadores por aplicativo protestam em frente à Prefeitura de Natal

    0
    Trabalhadores por aplicativo protestam em frente à Prefeitura de Natal

    Motoristas e entregadores por aplicativo realizaram um ato público na manhã quinta-feira (22) em frente à Prefeitura de Natal. A manifestação foi uma resposta ao veto assinado pelo prefeito Paulinho Freire (União Brasil), que barrou integralmente o projeto de lei que obrigava as plataformas de transporte por aplicativo a criarem pontos de apoio para os trabalhadores por aplicativo.

    A mobilização foi organizada pela Associação de Trabalhadores por Aplicativo de Moto e Bike (Atamb) com apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Aplicativos de Transportes (Sintat).

    De acordo com Alexandre da Silva, presidente da Atamb, há anos a categoria luta por melhorias nas condições de trabalho. 

    “O poder público era para estar fazendo isso. Era para estar trazendo política pública para a nossa cidade, para nós trabalhadores, para a comunidade”, discursou ele.

    Silva disse que os pontos de apoio — uma promessa feita na campanha por Paulinho Freire — existem em diversas capitais do Nordeste, como Recife, João Pessoa e Fortaleza.

    “E porque aqui em Natal a gente não pode ter ponto de apoio? Porque aqui em Natal a gente não pode buscar também política pública para os trabalhadores? Porque aqui em Natal a gente não pode ter um trabalho digno, no qual o trabalhador saia de casa e tenha um lugar para descansar, para fazer sua refeição, para estar aguardando sua corrida em segurança?”, questionou.

    Em 24 de outubro de 2024, três dias antes do segundo turno das eleições, o prefeito da capital deu entrevista a uma rádio da cidade e disse que se comprometeu — enquanto ainda tinha o mandato de deputado federal — a mandar emenda para construir os pontos de apoio no município.

    “É importantíssimo para que ele [motorista] possa carregar seu celular, possa até ter um ponto de internet gratuito lá, para que possa utilizar o banheiro e se organizar. A gente pode fazer alguns pontos em Natal que sirvam de apoio aos motoristas. E eu me comprometi de mandar uma emenda para isso aí”, disse Paulinho na ocasião. 

    Carlos Cavalcanti, presidente do Sintat, também lamentou no ato público que o prefeito tenha optado pelo veto. 

    “Em Natal, o prefeito veta uma lei, uma iniciativa popular dos trabalhadores, uma iniciativa que melhoraria a vida de muitos trabalhadores. Nós somos quase 20 mil trabalhadores por aplicativo só nos carros. Chegamos a quase 15 mil trabalhadores só nas motos”, disse.

    O veto ainda será analisado pela Câmara Municipal, que pode mantê-lo ou derrubá-lo.

    Projeto prevê banheiros, área de descanso e pontos de recarga de celular

    O projeto vetado, de autoria da vereadora Samanda Alves (PT), previa a implantação de espaços com banheiros, salas de descanso, tomadas para carregamento de celulares, áreas para refeições e mais segurança para trabalhadores e trabalhadoras que passam horas nas ruas da cidade. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal, mas acabou barrada pelo Executivo, o que motivou a reação das entidades representativas do setor.

    Saiba Mais

    Prefeito de Natal veta projeto que garantia apoio a motoristas de aplicativo

    Trabalhadores de aplicativo poderão ter pontos de apoio em Natal

    Fonte: saibamais.jor.br

    SP: quem tomou vacina fracionada da febre amarela deve completar ciclo

    © Vagnerstos

    Atendendo a uma recomendação do Ministério da Saúde, as pessoas que vivem em São Paulo e que no ano de 2018 tomaram dose fracionada da vacina contra a febre amarela devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber a dose padrão e completar o esquema vacinal.

    A vacinação com dose fracionada, que correspondia a um quinto da dose padrão, foi adotada em 2018 de forma excepcional em São Paulo por causa de uma emergência em saúde pública relacionada à doença. Ela tem validade limitada contra a doença, estimada em oito anos.

    Essa estratégia foi utilizada para o controle imediato de casos, no entanto, ela não substitui a vacinação de rotina, que utiliza a vacina de dose padrão. Quem recebeu a vacina com dose padrão, fica imunizado a vida inteira contra a doença e não precisa tomar uma nova dose.

    Quem tomou a dose fracionada em 2018 deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de sua casa. Neste sábado (24), essas unidades estarão abertas das 8h às 17h no Dia D de Imunização contra febre amarela e sarampo.

    Desde o dia 12 de janeiro, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo vem ampliando a oferta de vacinas contra o sarampo e a febre amarela, com aplicação de doses em estações de metrô e de trem, terminais de ônibus e centros comerciais.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Febre amarela

    A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda que é causada por um vírus. Esse vírus é transmitido pela picada de um mosquito silvestre, que vive em zona de mata, e não há transmissão direta de pessoa para pessoa. Um indicador da presença desses mosquitos transmissores se dá com a morte de macacos, que também sofrem com altos índices de mortalidade quando contaminados. Por isso, o avistamento de macacos mortos deve ser informado às equipes de saúde do município.

    Os sintomas iniciais da febre amarela são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

    A doença pode ser prevenida por meio de vacina, que está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

     

     

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Lula diz que “falta vergonha na cara” a quem defende dono do Master

    © Ricardo Stuckert/PR

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (23) que muita gente por “falta de vergonha na cara” defende o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A declaração foi durante cerimônia em Maceió, Alagoas, para a entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida no município e para celebrar a marca de 2 milhões de contratações do programa desde 2023, meta estabelecida pelo governo para este terceiro mandato de Lula.

    Sem citar o nome do banqueiro Daniel Vorcaro, foi a primeira vez que Lula se pronunciou sobre o escândalo envolvendo o Banco Master. 

    “Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país”, afirmou o presidente se referindo aos recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que serão usados para pagar os credores.

    “Então, companheiros, e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara neste país”, completou.

    Durante a cerimônia, o presidente citou resultados do seu terceiro governo, como a queda na inflação, que em outubro do ano passado atingiu o menor patamar em 27 anos, e o aumento no número de empregos, com 5 milhões com carteira assinada no acumulado desde 2023.

    Lula disse que 2026 será o ano da comparação e que vai comparar as realizações de seus três anos de governo, com as dos governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro.

    “Tivemos dois anos de reconstrução, porque encontramos esse país desmantelado”, disse, acrescentando que “esse ano vamos fazer o ano da comparação”. 

    “Vamos comparar cada coisa que fizemos nesses três anos com o governo Temer e o Bolsonaro que, juntos, são quase oito anos de governo. Vamos comparar quem mais cuidou das estradas, quem fez mais estradas, quem mais cuidou da saúde, quem fez mais universidades, mais institutos federais, quem colocou mais estudantes nas universidades”, discursou.

    Lula alertou que as pessoas devem tomar cuidado com as fake news espalhadas, principalmente nas redes sociais.

    “A gente sabe que a mentira voa e a verdade anda. Não podemos permitir que a mentira volte a governar”, afirmou. “Não passem mentira para frente, aprendam a distinguir o que é verdade e o que é mentira. Esse país precisa acabar com o ódio e a gente precisa voltar a ter mais fraternidade, amor, a ser mais amigo dos nossos amigos”, concluiu.

    O presidente fez um apelo para que os homens se envolvam no combate da violência contra as mulheres. Lula lembrou que o número de casos de feminicídio no país é alto e que é preciso enfrentar o problema.

    “Eu quero dizer para os homens, somos nós homens que temos que ter coragem e dignidade de assumir a defesa da luta contra a violência voltada para as mulheres. Porque quem é violento somos nós. Você não tem histórico de mulher batendo no marido, mas todo dia aparece homem querendo matar a mulher, a namorada” disse.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Ambulâncias

    O presidente Lula também entregou sete ambulâncias para o estado de Alagoas, para a renovação da frota do Samu. Do total de veículos, três serão destinados ao município de Arapiraca, duas para Maceió, uma para União dos Palmares e uma para Penedo.

    Alagoas também recebeu 17 Unidades Odontológicas Móveis (UOM) do Ministério da Saúde. 

    “Quando eu pensei em fazer o programa Brasil Sorridente, eu imaginava exatamente isso, que a gente tivesse um monte de ambulância móvel, que pudesse percorrer os lugares da cidade onde moram as pessoas mais necessitadas, que não podem pagar”, disse Lula.

    Os veículos irão para os seguintes municípios: Arapiraca; Batalha; Campo Grande; Coqueiro Seco; Estrela de Alagoas; Maribondo; Monteirópolis: Olho D’água do Casado; Olivença; Palmeira dos Índios; Piranhas; Santana do Ipanema; Santana do Mundaú; São José da Tapera; Senador Rui Palmeira; Teotônio Vilela e União dos Palmares.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Com aliança com Alves e Maia, Allyson Bezerra desmonta discurso anti-oligarquia

    0
    Com aliança com Alves e Maia, Allyson Bezerra desmonta discurso anti-oligarquia

    Pré-candidato a governador do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra foi eleito pela primeira em 2018 para deputado estadual com um discurso contra as oligarquias. Oito anos depois, se une aos Alves e Maia para buscar chegar ao Executivo potiguar.

    Engenheiro civil formado pela Ufersa, Allyson se projetou como presidente do sindicato dos servidores técnicos da universidade, de onde é servidor público desde os 20 anos — atualmente tem 33. A primeira eleição da carreira veio em 2018, quando foi eleito para um mandato na Assembleia Legislativa pelo partido Solidariedade. À época, fez uma declaração em vídeo discursando contra o que considerou um “acordão” dos Alves, Maia e Rosado.

    “A notícia no Rio Grande do Norte é o fechamento da chapa Alves, Maia e Rosados. É mais um acordão com o objetivo de eleger seus filhos, seus sobrinhos e de reeleger os seus apadrinhados políticos. Eles não fazem política nem para mim, nem para você. Não fazem política para o povo do Rio Grande do Norte. Fazem exclusivamente para suas famílias e para os seus grupos políticos. Eu me chamo Allyson Bezerra e não estou no lado das oligarquias. Não estou no lado de quem discute o futuro do nosso estado a portas fechadas. Eu estou do lado de quem acredita em mudança”, disse na gravação.

    Em 2020, ainda filiado ao Solidariedade, concorreu a prefeito de Mossoró e venceu a ex-prefeita Rosalba Ciarlini. Foi o passo que o projetou, de fato, como figura estadual. Ao ganhar envergadura, se filiou ao União Brasil, comandado no estado por José Agripino Maia, e se reelegeu prefeito em 2024. O ex-senador Agripino é um dos principais entusiastas da pré-candidatura de Allyson ao governo e tem dado reiteradas declarações públicas em favor de Bezerra, já tendo o chamado de administrador e político “consagrado”. Allyson também vai apoiar a esposa, Cinthia Pinheiro, que será candidata a deputada estadual pelo União Brasil.

    Já a aliança com os Alves foi concretizada na última segunda-feira (19), quando o vice-governador Walter Alves (MDB) anunciou o rompimento com o PT e o apoio à Allyson para 2026. Walter comunicou à governadora que a posição do MDB no RN é de caminhar com os partidos Federação União Progressista (União Brasil e PP) e PSD.

    Walter Alves deve, ainda, indicar o vice de Alves. O nome no momento é do deputado estadual Hermano Morais, que anunciou a saída do PV para o MDB.

    Fonte: saibamais.jor.br

    Conselho amplia poderes do FGC para socorrer banco antes da liquidação

    © Rovena Rosa/Agência Brasil

    As mudanças no estatuto do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovadas na quinta-feira (22) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) permitem a adoção de medidas de socorro a instituições financeiras antes da liquidação pelo Banco Central (BC). Em nota, o FGC reforçou que as medidas ampliam os instrumentos de atuação do fundo, mas não afetam as liquidações recentes.

    As alterações ocorrem em meio à crise do grupo Master, liquidado em novembro de 2025, cujo impacto para o FGC pode se aproximar de R$ 50 bilhões, o maior valor já registrado na história do fundo. Desde a última segunda-feira (19), o FGC iniciou os pagamentos a investidores com recursos aplicados em produtos cobertos da instituição.

    Pelas novas regras, o FGC, fundo mantido pelas instituições financeiras, poderá atuar em situações de “dificuldade financeira relevante” reconhecidas pelo BC, flexibilizando o desenho das operações de assistência. Até agora, a atuação do fundo se restringia aos casos em que a liquidação já havia sido decretada.

    Entre os mecanismos agora autorizados estão operações de mudança de controle da instituição em crise ou a transferência de ativos e passivos, como carteiras de crédito e depósitos, para outras instituições financeiras. Segundo o FGC, a medida busca evitar a interrupção de serviços aos clientes, reduzir os custos de uma eventual quebra e minimizar o impacto sobre o próprio fundo.

    “A ideia é reduzir a possibilidade de contaminação do sistema financeiro, diminuindo riscos sistêmicos”, informou o FGC em nota.

    O fundo acrescenta que as mudanças seguem padrões internacionais e fazem parte de um processo contínuo de modernização do arcabouço de proteção aos depositantes.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Outras mudanças

    O CMN também aprovou alterações no artigo 7º do regulamento, permitindo que o conselho de administração do FGC proponha aumento ou redução das contribuições das instituições associadas, sempre que considerar necessário. A proposta deverá ser analisada pelo Banco Central e decidida pelo próprio CMN. Segundo o fundo, não há, neste momento, discussão sobre elevação das alíquotas.

    Para mitigar impactos sobre a liquidez, o FGC poderá ainda antecipar em até cinco anos as contribuições das associadas e instituir cobranças extraordinárias, instrumentos que já estavam previstos nas normas. A antecipação ajudará a cobrir eventuais prejuízos para o Fundo Garantidor. No caso das liquidações recentes do Master e do Will Bank, o FGC terá de desembolsar pelo menos R$ 47 bilhões, quase um terço do patrimônio do fundo.

    Outro ponto relevante é o estabelecimento de um prazo máximo de três dias para o início do pagamento das garantias, contado a partir do recebimento das informações formais enviadas pelos liquidantes. As mudanças incluem ainda regras mais claras para envio e correção de dados e maior transparência, com divulgação ao público do saldo de instrumentos cobertos por cada instituição associada.

    Segundo o FGC, as alterações “contribuem para maior estabilidade e solidez do Sistema Financeiro Nacional, mantendo convergência com padrões de referência adotados internacionalmente”, sem afetar liquidações recentes.

    O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, em depósitos e créditos cobertos, protegendo correntistas e investidores em caso de falência de bancos autorizados a operar no país.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Mutirão Teimoso reúne arte, skate e debate político em Natal

    0
    Mutirão Teimoso reúne arte, skate e debate político em Natal

    “A cultura de rua não é apática, não depende e nem deve esperar pelo poder público.” A afirmação é de Erre Rodrigo, artista e um dos organizadores do Mutirão Teimoso, que acontece no próximo sábado (24), na pista de skate da praia, em frente à comunidade de Brasília Teimosa. O evento surge como resposta direta ao que os organizadores classificam como falsos apoios institucionais e tentativas de controle sobre manifestações históricas da cultura urbana.

    Segundo Erre Rodrigo em entrevista à Agência Saiba Mais, o mutirão é uma ação concreta de autonomia e ativismo. Para ele, a cultura de rua faz parte dos centros urbanos brasileiros há mais de quatro décadas e segue enfrentando legislações defasadas, ausência de políticas públicas efetivas e atrasos sistemáticos em mecanismos de fomento. “O poder público não deve ditar o que é a cultura de rua. Ele existe para garantir condições para que os fazedores de cultura possam criar”, afirma.

    Confira a programação:

    Com esse espírito, o Mutirão Teimoso propõe um dia inteiro de ocupação cultural, reunindo diferentes linguagens da cultura urbana. A programação inclui intervenções de graffiti e pixo, cypher de breaking, batalhas de slam e de rima, rodas de conversa, além de oficinas abertas de skate e patins street. A proposta é transformar a pista em um espaço vivo de troca, aprendizado e pertencimento, sem hierarquias impostas por agentes externos à cultura.

    Além das ações culturais, o Mutirão Teimoso também incorpora a dimensão da solidariedade. Durante toda a atividade, haverá arrecadação de alimentos não perecíveis, que serão destinados à Ocupação de Mulheres Anatália de Souza, localizada no centro da cidade. A iniciativa dialoga com experiências anteriores de apoio mútuo entre coletivos culturais e movimentos sociais, reforçando a ideia de que a cultura de rua também é instrumento de cuidado coletivo e transformação social.

    A programação tem início às 7h30, com um café coletivo, seguido da limpeza da pista às 8h. Em seguida, acontecem as intervenções de graffiti, oficina aberta de skate às 9h e almoço coletivo, com feijoada, às 11h. No período da tarde, a partir das 15h, ocorrem oficinas de patins street e de skate voltada para mulheres, além da cypher de breaking. Às 17h, a roda de conversa debate o ativismo e a autonomia da cultura urbana. O encerramento fica por conta da batalha de slam, às 18h, e da batalha de rima, às 19h.

    O mutirão reúne coletivos e crews do Hip-Hop, do skate e da cultura urbana que atuam há anos no território, além de grupos mais recentes que surgem justamente desses encontros. Entre os participantes estão o Setorial de Graffiti Arte Urbana do RN, Coletivo MAR, NAIPES, ElasNuskt, Coletivo Mandume, Batalha da Virada, Extreme Bgirls, Mutirão Delas e a Batalha do Forte, que realiza sua primeira edição durante o evento e pretende manter a pista como espaço permanente de atividades voltadas para crianças e jovens da comunidade.

    Os organizadores reforçam ainda o respeito às artes já existentes na pista, orientando que nenhuma intervenção apague ou sobreponha trabalhos anteriores. Mais do que um evento pontual, o Mutirão Teimoso se apresenta como um gesto político e cultural de ocupação da cidade, afirmando a cultura urbana como prática viva, autônoma e construída por quem a faz no cotidiano.

    SAIBA+

    Coletivo leva arte negra às escolas e desafia o currículo racista

    Projeto Africores leva hiphop para Comunidade da África na ZN de Natal



    Fonte: saibamais.jor.br

    BC: diretor nega ter recomendado compra de carteiras do Master ao BRB

    0
    © Lula Marques/ Agência Brasil

    O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos, negou que tenha recomendado ao BRB a compra de carteiras fraudadas. Ele ainda colocou à disposição do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas que realizou com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

    Esse posicionamento vem após reportagem da jornalista Malu Gaspar afirmar que Ailton de Aquino pediu ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que comprasse milhões de reais em créditos do Master.

    Operações suspeitas

    O Bacen divulgou a nota em defesa do executivo nesta sexta-feira (23). De acordo com o texto, a área de Supervisão, sob comando do diretor, foi a responsável por identificar inconsistências e investigar as operações do Banco Master. Além disso, partiu da área a iniciativa de comunicar os ilícitos criminais ao Ministério Público Federal.

    A nota afirma ainda que o setor de Supervisão aplicou medidas para proteger a saúde financeira do BRB e foi o diretor Ailton quem propôs a liquidação do Master.

    O que diz o BC

    Segundo o Banco Central, a instituição é responsável por acompanhar as condições das instituições financeiras, inclusive transações entre elas, para garantir a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e resguardar clientes.

    A responsabilidade pela análise da qualidade dos créditos que adquire é de cada instituição financeira, conforme a lei, explica a nota do Banco Central. Elas devem manter procedimentos e controles internos para gerenciar os riscos nos negócios.

    A reportagem pediu posicionamento do BRB e aguarda retorno.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Defesa de Abdeslmassih tenta novamente prisão domiciliar

    © SENAD / HANDOUT

    A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, de 82 anos, pediu novamente que o condenado a 173 anos por 49 estupros cumpra prisão domiciliar. Abdelmassih foi preso em 2014 no Paraguai onde, já condenado, residia com a esposa Larissa Maria Sacco Abdelmassih, também sua advogada.

    O pedido é analisado pela juíza Sueli Armani, da DEECRIM 9ª de São José dos Campos. A magistrada solicitou novo laudo médico-pericial à defesa, para “analisar o atual estado de saúde do sentenciado”, a suas custas ou, caso não tenha recursos, a ser realizada pelo Instituto Médico Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC). 

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Abdelmassih estava preso em Tremembé e foi transferido para a Penitenciária II de Potim em 19 de dezembro de 2025. O governo do estado tem retirado gradualmente alguns dos presos de maior repercussão, os “famosos” de Tremembé. Ele esteve em prisão domiciliar em 2020, por ser de grupo de risco para a covid-19, e antes, em 2019, também por questões médicas.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias