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Ceramista vence prêmio nacional com obra inspirada no mar de Pipa

Ceramista vence prêmio nacional com obra inspirada no mar de Pipa

A Praia da Pipa, em Tibau do Sul, é um destino potiguar marcado pelas belas paisagens e vida ecológica pujante. Foi esse cenário que inspirou o ceramista André Renan, de 42 anos, a desenvolver a escultura “Resgate das Profundezas”, e a vencer um prêmio nacional com um trabalho artesanal. André ficou na primeira colocação do 5ª Salão Ceramistas do Brasil, numa disputa com obras de quatro estados e três regiões do país. O artista é natural de Ourinhos, no interior de São Paulo, mas vive em Pipa há 16 anos, e hoje produz peças em seu próprio ateliê.

“Resgate das Profundezas” é uma escultura em cerâmica que evoca a experiência do mergulho no oceano como metáfora para a jornada interior do autoconhecimento. Composta por três partes — corpo, colete e capacete com polvo — a obra simboliza a coragem de explorar as profundezas da alma. O polvo, entrelaçado ao capacete, representa os desafios, mistérios e o resgate do que se oculta no desconhecido.

“É uma satisfação muito legal de ter feito uma peça toda à mão. Foram vários tipos de técnicas envolvidas numa peça só. O jurado que estava avaliando era um jurado de grande responsabilidade, muito bom, voltado para a área de cerâmica, e aí deu muito reconhecimento para a gente”, conta André Renan.

André é escultor formado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, em Curitiba. Também trabalhou no Instituto de Arte Cerâmica, em São Paulo, e se mudou para Pipa em 2009.

No Rio Grande do Norte, trabalhou como garçom, fotógrafo, professor, criou uma revista cultural de distribuição gratuita e teve uma agência de publicidade junto com a esposa, que é da área. Em 2021, durante a pandemia, o casal vendeu a sociedade e deu início à Aratu Cerâmica. O ateliê é voltado à cerâmica artesanal de utilitários, como louças e decoração. Mas o artista nunca deixou de confeccionar peças artísticas, como o caso da obra ganhadora do prêmio.

Trabalho leva dias

A cerâmica vencedora já estava vendida antes mesmo da inscrição no prêmio, mas o artista segue confeccionando outras em seu ateliê. Cada peça tem um longo processo de confecção, que inclui a modelação à mão, duas queimas no forno (a temperatura ultrapassa os 1000 graus), esmaltação — grande parte dos esmaltes é de formulação própria — e vitrificação, quando fecha todos os poros e fica impermeável. 

“Fazer a cerâmica de alta temperatura exige um outro tipo de conhecimento, é um outro processo. É um processo a mais do processo convencional das telhas, dos vasos”, explica. Com forte relação com Tibau do Sul, André já foi agraciado com o título de cidadão tibauense pelos trabalhos voluntários sociais que realiza no município

“Eu acho que o principal não é nem a premiação, e sim o reconhecimento pelos jurados terem avaliado o meu trabalho, que é feito com muito amor, dentro de casa, no meu ateliê”, conta André Renan. “É o local onde eu queria viver e sou muito bem aceito. E estou feliz demais com toda essa recepção.”

Para entrar em contato com a Aratu Cerâmica, visite o Instagram: @aratuceramica.



Fonte: saibamais.jor.br

Valcidney Soares

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