A Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (EMUFRN) promove, na próxima quarta-feira (15), a oficina “Na ponta dos dedos: o som que vem do tato”, voltada à apresentação da Musicografia Braille e à promoção da inclusão no ensino musical. A atividade integra a carga horária de extensão da disciplina Musicografia Braille I (MUS0027), ministrada para estudantes da Licenciatura em Música.
Aberta tanto à comunidade universitária quanto ao público em geral, a oficina tem como proposta apresentar a representação, em braille, das notas musicais de Dó a Si, além de ampliar o debate sobre acessibilidade para pessoas com deficiência visual no aprendizado da música.
A programação começa com uma introdução ao sistema de Musicografia Braille, incluindo a apresentação das celas braille utilizadas para a escrita das notas musicais. Em seguida, os participantes serão convidados a percorrer um circuito composto por seis atividades práticas, desenvolvidas em formato de jogos educativos.
Cada desafio contará com um momento inicial de familiarização e uma etapa opcional de competição. Durante o percurso, o público terá a oportunidade de experimentar situações que simulam algumas das barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência visual durante o processo de aprendizagem musical.
Ao concluir cada atividade, os participantes receberão celas braille e pontos que serão utilizados nas etapas seguintes. O desempenho será acompanhado pelos orientadores da oficina, que avaliarão critérios como tempo de execução ou número de tentativas, conforme a dinâmica de cada desafio. Ao final do circuito, o participante com melhor desempenho receberá uma premiação simbólica em reconhecimento ao seu envolvimento na atividade.
A Musicografia Braille adapta o sistema braille para a escrita musical por meio de uma cela composta por seis pontos em relevo, capaz de formar 64 combinações diferentes. Com a iniciativa, a EMUFRN busca ampliar o conhecimento sobre esse sistema de notação e fortalecer a discussão sobre práticas pedagógicas mais inclusivas no ensino da música.
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Fonte: O Poti