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    Projeto fortalece apoio à amamentação no interior do RN

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    O projeto de extensão “Laços de Leite: nutrindo, informando e conduzindo a amamentação”, desenvolvido pela Universidade Potiguar (UnP), tem fortalecido o cuidado com mulheres no período pós-parto em Pau dos Ferros, especialmente no incentivo ao aleitamento materno. As atividades acontecem na Maternidade Santa Luíza de Marilac, referência no Alto Oeste, e incluem rodas de conversa, oficinas práticas, visitas educativas e produção de materiais informativos voltados às puérperas.

    A iniciativa reúne estudantes e docentes dos cursos de Fisioterapia, Enfermagem, Nutrição e Educação Física, que atuam de forma multidisciplinar para aproximar o cuidado hospitalar da educação em saúde. Mais do que orientar tecnicamente, o projeto prioriza a escuta qualificada, o acolhimento e a criação de espaços seguros para que as mães compartilhem dúvidas, vivências e inseguranças do puerpério.

    Foto: Divulgação

    Segundo a coordenadora Ana Letícia Barros, a atuação dentro da maternidade amplia o impacto das ações educativas. “O projeto de extensão ‘Laços de Leite’ possui grande importância por reforçar a adesão ao aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, como preconiza o Ministério da Saúde. Levamos a essas mulheres saberes multidisciplinares por meio dos cursos de Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia e Educação Física. Nossos estudantes desenvolvem atividades de educação em saúde com metodologias ativas, fortalecendo a compreensão sobre os benefícios da prática para o binômio mãe-bebê”, afirma.

    O objetivo central do “Laços de Leite” é apoiar a amamentação e orientar as mães sobre sua relevância para a saúde e o desenvolvimento infantil, desde a pega correta até estratégias de autocuidado no pós-parto.

    Para a médica Vera da Silva, especialista em saúde infantil, o incentivo no início da vida é decisivo. “A amamentação é uma das intervenções mais eficazes para reduzir a mortalidade infantil e garantir um desenvolvimento saudável. Quando a mãe é acolhida, orientada e apoiada, as chances de manter o aleitamento exclusivo aumentam significativamente, e isso é de extrema importância para a criança”, destaca.

    A professora Ana Letícia reforça ainda o papel formativo e social do projeto. “A iniciativa reforça o compromisso da universidade com a formação acadêmica integrada à transformação social, aproximando estudantes da realidade da comunidade e ampliando o impacto das práticas de extensão”, completa.

    Situação do aleitamento materno no Rio Grande do Norte

    O RN segue a tendência nacional de avanços graduais, mas ainda insuficientes, na amamentação exclusiva. Dados recentes de monitoramento do Ministério da Saúde indicam que o estado mantém taxas de aleitamento semelhantes à média brasileira, com melhor desempenho no início do pós-parto, especialmente nas primeiras 48 horas , mas redução significativa após o primeiro mês de vida, quando barreiras como dor, insegurança, falta de orientação e retorno ao trabalho começam a surgir.

    Em municípios do interior, iniciativas como o “Laços de Leite” fortalece a saúde como estratégias essenciais para aumentar a duração da amamentação e fortalecer o apoio às puérperas.

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    Fonte: saibamais.jor.br

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