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Que seja bem vindo, 2026, seu lindo!

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Que seja bem vindo, 2026, seu lindo!

Roubei a frase que dá título a esta primeira crônica do ano que começa de postagens de gente bem jovem, amigos de filhos, sobrinhos de coração, que fazem uso desta expressão que fecha a frase (“seu lindo”). Gosto do linguajar da Geração Z e o título original deste texto, “Retrospectiva 2025 e Perspectiva 2026”, além de bem manjado e algo pedante já foi usado por muita gente.

2025, aliás, foi o ano onde consegui ver com mais clareza o fosso geracional que vivemos, onde jovens de 20 e cinquentões/sessentões (faixa em que me encontro) não falam mais a mesma língua em se tratando de mundo digital, que muitas vezes (ou quase sempre) ocupa mais nosso tempo que o chamado “mundo real”. Se a Inteligência artificial foi um dos assombros do ano que passou, a maneira como gente mais velha acredita em absolutamente tudo feito por IA é igualmente assombroso. Além de perigoso. Na verdade, a geração que foi jovem nos anos 80 e que acredita que viveu a melhor época da História, também acredita em quase tudo: montagens, fake news, vídeos cômicos, memes. Algo a refletirmos para 2026.

Mas ainda na retrospectiva 2025, posso dizer que foi um ano positivo. Do ponto de vista pessoal, foi o ano do nascimento do primeiro neto, Arthur, nosso “Tutu”, filho do filhote Pedro e da nora Amanda, que veio iluminar nossas vidas. Foi um ano também de recuperar e estreitar laços, de consolidar relações e de ressignificar outras. De menos leitura e menos filmes que eu gostaria, mas de reflexões e de construções internas. Faz parte.

No aspecto coletivo, foi o ano em que vimos o golpismo ser duramente punido, com a prisão de Jair Bolsonaro e outros chefes e envolvidos na tentativa de abolir violentamente o Estado. É um pessoal que planejou o assassinato de um presidente, um vice e um ministro do STF e que não hesitaria em eliminar a mim ou a você que está lendo este texto, se assim lhes fosse conveniente, na ditadura pós-golpe.

Quanto à economia, mais uma vez vimos o fenômeno que em governos Lula o país está quebrado, como tanta gente insiste, com os supermercados lotados, aeroportos cheios, shoppings entupidos de gente e mais ofertas de emprego do que demanda. Teve ainda a decisão de isentar de Imposto de Renda quem ganha até 5 mil reais, uma conquista para a classe trabalhadora.

No campo político, tivemos um Congresso Nacional lutando pelos mais ricos e por eles mesmos e para ferrar, esse é o termo exato, com os mais pobres. Um Congresso inimigo do povo, como foi massificado nas redes sociais. Em contrapartida, o Governo Lula saiu das cordas justamente priorizando pautas que defendem os trabalhadores, além de ter sido beneficiado pelas trapalhadas de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A postura de Lula em relação ao tarifaço de Trump e a insistência em autonomia e soberania também foram conquistas políticas de 2025.

Mas também foi o ano do Cinema Brasileiro brilhar. Começamos o ano vendo, em pleno domingo de Carnaval, vendo “Ainda estou aqui” ganhar o primeiro Oscar para o Brasil, de Melhor Filme internacional. Dois meses depois foi a vez de “O agente secreto” brilhar e ser premiado em Cannes e terminar 2025 ganhando mais prêmios e na antessala do Oscar.

Há mais o que falar, mas deixemos 2025 para trás. O que esperar de 2026? Ano de Copa do Mundo e eleições presidenciais. No futebol, será a primeira Copa que o Brasil disputará com um técnico estrangeiro, o italiano Carlo Ancelotti, no banco, o que dá a medida da indigência atual dos treinadores brasileiros. E com este espírito obsessor que atende pela alcunha de Neymar, ex-atleta em atividade que sonha em ir para a Copa por motivos pessoais (ego e contratos de publicidade) com o aval da imprensa esportiva, que deve ter lá seus intere$$e$. Enfim.

E a eleição de outubro será mais uma vez decisiva para a democracia brasileira, já que um dos lados continua tendo um projeto fascista de poder, que inclui tirar direitos e eliminar os adversários. Não há nuances nem complexidades: urge reeleger Lula e ainda fazer um Congresso menos alinhado à pauta de extrema-direita. Pedir um congresso menos fisiológico já é impossível, nem que pulássemos 77 x 7 ondinhas na virada do ano. Se não for fascista, já é lucro.

Aliás, no frigir dos ovos, chegamos a 2026, após pandemia, tentativa de golpe e um mundo em convulsão, já é lucro, pois já estamos aqui, 2026, seu lindo! Agora, como cantou Geraldo Vandré, é fazer a hora e não esperar acontecer.

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Fonte: saibamais.jor.br

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