O Natal Airport, localizado no município de São Gonçalo do Amarante (RN), passou a contar com uma sala multissensorial voltada ao acolhimento de passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições de neurodivergência. O espaço foi criado com o objetivo de reduzir o estresse provocado pelo ambiente do terminal aéreo, oferecendo um local controlado, exclusivo e adaptado para pessoas neurodivergentes e seus acompanhantes.
A iniciativa é do Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a gestão do aeroporto. Gratuita e disponível 24 horas por dia, a sala funciona na área de embarque doméstico, no piso 1, próximo ao portão 12, e pode ser acessada mediante solicitação a agentes do aeroporto ou das companhias aéreas, sem necessidade de cadastro prévio ou apresentação de laudos.
O ambiente foi projetado com iluminação controlada, mobiliário confortável, além de recursos lúdicos e equipamentos sensoriais que ajudam a minimizar estímulos excessivos durante a passagem pelo aeroporto. Para pessoas neurodivergentes, situações comuns no terminal, como avisos sonoros, movimentação intensa de passageiros, barulho de malas com rodinhas, telas informativas e luzes fortes, podem ser fontes de estresse intenso e até desencadear crises.
Ao comentar a ampliação dessas ações, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o compromisso com a humanização do atendimento nos terminais brasileiros. “Não é à toa que nossos aeroportos estão entre os melhores do mundo e todos os dias buscamos viabilizar ações que melhorem a qualidade do serviço prestado, garantam a cidadania dos passageiros e tornem a experiência de passar por um terminal de embarque em algo prazeroso. Temos como objetivo chegar a 20 espaços como este até o fim de 2026”, afirmou.
Para famílias atípicas, a existência de espaços como esse representa mais segurança e tranquilidade durante a viagem. A mãe atípica Yasmin Alves avalia a iniciativa como um avanço, mas ressalta que a acessibilidade precisa ser entendida como um direito. “Como mãe, me sinto mais segura e feliz em ver que cada vez mais espaços estão sendo pensados para a segurança e o bem-estar do meu filho. Mas vale lembrar que, de certo modo, essa acessibilidade também deve ser uma obrigação desses espaços”, afirmou.
A iniciativa também ganhou visibilidade após ser compartilhada nas redes sociais pela deputada estadual Divaneide Basílio, que relatou a experiência de utilizar a sala com os filhos e destacou a importância do espaço para famílias atípicas. Segundo a parlamentar, aeroportos podem ser ambientes desafiadores para pessoas neurodivergentes, e a criação de um local de acolhimento contribui diretamente para uma experiência de viagem mais humana e respeitosa.
A ação reforça o compromisso do Governo Federal e da concessionária com uma aviação mais inclusiva, garantindo que passageiros com TEA e outras condições sensoriais possam vivenciar a experiência de viajar com mais conforto, dignidade e acolhimento.
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Fonte: saibamais.jor.br
