O Rio Grande do Norte passa a ter uma data dedicada ao reconhecimento do trabalho de contadoras e contadores de histórias. O Dia Daluzinha, celebrado em 17 de dezembro, entra no calendário oficial como forma de valorizar uma prática cultural ligada à promoção da leitura, da cultura popular e da formação de crianças. A iniciativa reconhece a atuação de profissionais que desenvolvem atividades de narração oral em escolas, bibliotecas, projetos educativos e ações comunitárias, utilizando a contação de histórias como ferramenta pedagógica e cultural. O foco está especialmente no público infantil, onde a oralidade desempenha papel central no estímulo à leitura, à imaginação e ao pensamento crítico.
A medida foi formalizada por meio da Lei nº 12.635, sancionada em 13 de janeiro de 2026 e publicada no Diário Oficial do Estado no dia 14 de janeiro. O texto legal resulta do Projeto de Lei nº 335/2025, que estabelece a criação da data no Calendário Oficial do Rio Grande do Norte.
A data escolhida corresponde ao nascimento de Daluzinha, referência que dá nome à celebração. A homenagem associa a criação da data a uma trajetória ligada à narração de histórias e à tradição oral no estado, funcionando como símbolo de um trabalho coletivo desenvolvido por diferentes agentes culturais.
Segundo a autora da proposta, a deputada estadual Divaneide Basílio, a sanção representa um gesto de valorização da cultura, da memória e da educação popular no estado. A parlamentar afirma que a criação do Dia Daluzinha reconhece institucionalmente o trabalho de contadoras e contadores de histórias e reforça a tradição oral como ferramenta de formação e transformação social, destacando ainda o caráter simbólico da escolha do 17 de dezembro, data de nascimento de Daluzinha.
Divaneide também ressaltou o caráter simbólico e celebrativo da iniciativa. Para ela, a proposta nasce com o espírito de animação, festa e alegria, elementos que dialogam diretamente com a contação de histórias. “É um passo importante para garantir que a cultura oral siga viva e reconhecida, celebrando a imaginação, o encantamento e a força das histórias que transformam vidas”, afirmou a deputada.
A lei foi sancionada destacando o papel simbólico e pedagógico da narrativa oral como instrumento de preservação da memória cultural e de incentivo à imaginação. Com a sanção, o Estado passa a reconhecer oficialmente uma prática historicamente ligada à educação, às bibliotecas, às escolas, aos espaços culturais e às comunidades.
O nome da data faz referência à personagem Daluzinha, figura associada à tradição da contação de histórias e à valorização do saber popular, especialmente no contexto potiguar. A escolha do dia 17 de dezembro busca consolidar um marco anual para atividades, homenagens e ações educativas voltadas à oralidade e à literatura.
A lei estabelece que a data entra em vigor na própria data de sua publicação, abrindo espaço para que instituições públicas, privadas e coletivos culturais organizem programações alusivas ao Dia Daluzinha de contadoras e contadores de história.
SAIBA+
Projeto quer reconhecer Bloco do Magão como patrimônio cultural e imaterial do RN
RN reconhece ofício das mangabeiras como patrimônio cultural
Fonte: saibamais.jor.br
