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Isolda Dantas: “Walter foge da responsabilidade” 

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Isolda Dantas: “Walter foge da responsabilidade” 

Atual líder do PT na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Isolda Dantas (PT) acredita que o vice-governador Walter Alves (MDB) “foge da responsabilidade” ao não assumir o Executivo potiguar a partir de abril, após renúncia de Fátima Bezerra. Crítica da aliança com o MDB desde 2022, a deputada acatou a decisão do partido à época, mas disse que já alertava: “as oligarquias nunca concordaram com os nossos eixos programáticos”. 

Walter Alves comunicou nesta segunda-feira (19) que será candidato a deputado estadual e confirmou a aliança com o grupo do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), nas eleições de 2026. Allyson é pré-candidato a governador. Com isso, PT e MDB estarão em palanques opostos no Rio Grande do Norte.

“Eu acho que faltou compromisso, porque Walter foi eleito para isso. Os vices existem para assumir na vacância do governador ou da governadora, e essa era uma expectativa não só nossa, mas do povo do Rio Grande do Norte. Era que Walter desse continuidade, porque na verdade o que foi eleito foi um projeto político. E a governadora, ao sair, o projeto político continuaria com a vice-governadoria. Walter, na minha opinião, foge dessa responsabilidade que o Rio Grande do Norte o delegou quando o elegeu como vice. Nós temos essa compreensão de que ele deveria ter seguido conforme foi eleito, conforme havia sido conversado, mas a política é feita de muitas surpresas também”, diz a deputada.

Em 2022, quando o PT definiu a aliança com o MDB após articulação da direção nacional, Isolda foi contrária internamente a essa aliança. A coligação foi aprovada, e a deputada diz que respeitou a decisão partidária, sem criar nenhum constrangimento. 

“Mas o fato é que a gente já dizia lá atrás: nós temos que ter eixos programáticos para que a gente possa ter uma aliança sólida. As oligarquias nunca concordaram com os nossos eixos programáticos, e não foi diferente. Eu digo que o tempo foi implacável”, avisa.

Nomes indicados pelo vice para o secretariado devem sair, defende Isolda

Antes de tomar a decisão de romper com o PT, o vice-governador iniciou um processo de transição em 2025 e indicou nomes para o primeiro escalão do governo, em duas secretarias (Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Secretaria Extraordinário de Assuntos Federativos) e no comando da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern). Para Isolda Dantas, ao romper com o projeto político do governo, “é natural que ele entregue os cargos”.

“Se você rompe com o governo, se você já anuncia que vai apoiar o candidato que é oposto à nossa proposta política, não vejo coerência em ele se manter no governo”, afirma a parlamentar petista. 

Os três nomes indicados por Walter, que tomaram posse em agosto, continuam no cargo até esta terça (20). O ex-prefeito de Apodi, Alan Silveira, comanda o Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec); Luciano Santos está à frente dos Assuntos Federativos, e Sérgio Rodrigues é o diretor-presidente da Caern. Outro nome mais antigo na gestão, também de indicação de Walter, é o secretário Paulo Varella, da pasta do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte (Semarh).

“O PT não exonerou sumariamente, não foi atrás de cargo. Na reunião com ele e com a governadora não foi tratado disso. Mas é muito natural que isso [a saída] aconteça. Só tem cargo do governo se você concorda. Não é mais o caso de Walter. Ele não só rompeu como tomou a decisão política de ser oposição à gente. Então, é natural que sejam substituídos”, explica Dantas.

Petista defende Cadu como nome para eleição indireta

Ao recusar a cadeira de governador com a já anunciada renúncia de Fátima Bezerra, que concorrerá ao Senado, Walter deixará vago o cargo. Com a iminente possibilidade do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, também recusar o posto, o Tribunal de Justiça deve convocar uma eleição indireta para um mandato tampão. Parlamentares petistas, como Isolda Dantas e o deputado federal Fernando Mineiro, têm defendido que Cadu Xavier seja o nome do partido para concorrer ao mandato-tampão. Cadu é também o pré-candidato do PT para a eleição regular a ser realizada em outubro. Para Isolda, Cadu é hoje o nome mais preparado.

“Nós temos absoluta concordância interna do PT de que Cadu é o melhor nome para continuar esse projeto político, que inclusive Cadu vem nessa trajetória desde o início do primeiro governo da professora Fátima, lá em 2019. Com o nome dele, nós não teríamos nenhuma mudança na rota política, nenhuma mudança nas políticas, não teria nenhuma surpresa, nem nenhuma alteração do fluxo daquilo que o povo do Rio Grande do Norte aprovou. Então, sem dúvida, Cadu seria o melhor nome para seguir no governo até dezembro. E óbvio, nós também afirmamos na nossa nota que nós estamos com firmeza na pré-candidatura ao Senado de Fátima e também na pré-candidatura de Cadu ao governo”, destaca.

Aliados

A parlamentar petista defende a união com partidos progressistas para o pleito de outubro. O PT faz parte da Federação Brasil da Esperança, junto com PV e PCdoB, e conversa com outras siglas.

“A federação hoje já tem dois partidos muito fortes. Nós temos conversado com o PSB, que sempre também foi nosso aliado, então tem outros partidos, [como] o Avante também que a gente pode conversar. Mais uma vez eu repito: as nossas alianças precisam ser pautadas pelos eixos programáticos. Tem o próprio PSOL que também estabelece diálogo conosco. Então tem vários aliados aí do campo da democracia, e a gente buscará para fortalecer o nosso palanque agora de 2026”, diz.

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Fonte: saibamais.jor.br

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