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Acaba na próxima quarta-feira, 5 de agosto, o prazo para que os partidos e federações realizem suas convenções partidárias. É nesse momento que as legendas definem a composição final de suas chapas e batem o martelo sobre os nomes que vão compô-las.
É um momento cartorial, mas também festivo, em que as lideranças fazem de tudo para transformá-lo no início imponente da caminhada em busca do voto, embora – registre-se – a campanha de fato só começa em 16 de agosto. Isso significa que por mais entusiasmo que tiver, por mais animados que tiverem, os agora candidatos ainda não podem pedir votos.
Mas há quem o faça. Há quem inclusive já divulgue o número de campanha. Um ineditismo criminoso, ressalte-se. O que no caso do Rio Grande do Norte não é de se estranhar porque ineditismo e crime caminham juntos de algumas candidaturas e federações.
Aliás, uma das convenções, de direita, teve um fato inédito muito interessante. Um membro da chapa, importado de outro Estado (a pessoa, não a nominata) veio para o Rio Grande do Norte – onde aconteceu, por óbvio, a citada convenção, numa aeronave que tem suspeita de ter sido utilizada para transportar drogas.
De forma pública, essa é a primeira vez que se sabe de um fato dessa natureza. Nessa mesma seara, o agora também candidato, tem uma ficha policial bastante corrida. Se não é inédita, é maior dos candidatos daqui que também tem um histórico de B.O´s.
Como em política quase nada é coincidência, essa federação, cujo principal expoente reivindica pra si o ineditismo de tudo, sendo inclusive o primeiro a registrar em Mossoró um fato policial histórico, o riquíssimo candidato é do Estado que tem uma alta autoridade da República também envolvido em rolos de arrepiar cabelo de careca. Não sem razão, o presidente de um dos partidos presentes na convenção (a agremiação, não o líder partidário) tem suspeitas de ligação com facções criminosas. Isso, aqui, infelizmente, nos últimos tempos, parece não ter nada de inédito.
Fonte: Na Boca da Noite

