O teste brasileiro para recuperar o “laboratório espacial” – uma plataforma acoplada a um foguete – lançado a quase 100 km de altitude foi um sucesso, informou a Força Aérea Brasileira (FAB). O lançamento aconteceu na manhã desta terça-feira (15) da Barreira do Inferno, em Parnamirim (RN), o centro aeroespacial mais antigo da América do Sul. O nome faz referência às falésias avermelhadas da região.
O voo alcançou uma altitude de 92 quilômetros e durou cerca de 12 minutos e 30 segundos. O objetivo da missão era recuperar a Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R) com os quatro experimentos científicos levados até a microgravidade intactos.
Segundo a FAB, o resgate da carga útil foi feito em mar aberto, com o Esquadrão Falcão, da Base Aérea de Natal (Bant) garatindo a precisão do voo e o posicionamento da aeronave para a descida, e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, de Campo Grande (MS), se lançando ao mar para recuperar a plataforma.
A missão começou no dia 31 de agosto e foi concluída nesta terça. De acordo com a FAB, os dados obtidos durante operação serão utilizados na avaliação do sistema e no desenvolvimento de futuras atividades de pesquisa em ambiente de microgravidade.
A FAB informou que o foguete foi acompanhado da Barreira do Inferno por sistemas de rastreamento e telemetria (coleta de dados a distância)..
De acordo com a Agência Espacial Brasileira (AEB), a plataforma suporta até 50 kg de experimentos.
“O sucesso da missão demonstra que o Brasil é capaz de lançar, recuperar e qualificar, em condições reais de voo, uma plataforma nacional de experimentos em microgravidade. Essa conquista garante soberania à comunidade científica e ao país, além de eliminar a dependência anterior de sistemas estrangeiros, o que nos habilita a realizar futuros lançamentos com capacidade comercial”, ressaltou o diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Mauro Bellintani.
Essa foi a primeira vez que uma plataforma brasileiras com foi recuperada para análise após condições reais de voo. A forma mais comum de transmissão das pesquisas brasileiras hoje é a telemetria.
Segundo presidente da AEB, Marco Antonio Chamon, esse tipo de plataforma foi desenvolvida porque vários experimentos científicos relevantes podem ser feitos na microgravidade.
“Indústrias farmacêuticas estão utilizando esse tipo de lançamento para poder fazer desenvolvimento de novos de novos produtos. Nesse voo, por exemplo, a Agência Espacial promoveu o lançamento de quatro experimentos de instituições de pesquisas brasileiras e de empresas”, explicou.
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Fonte: Portal g1 RN
Fonte: Senadinho Macaiba

