O território potiguar atingiu em 2025 o maior patamar de pessoas empregadas desde o começo da série histórica da PNAD Contínua. Conforme levantamento divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado contabilizou 1,367 milhão de cidadãos exercendo alguma ocupação, representando um acréscimo de 103 mil postos em comparação a 2012. Paralelamente, o índice de desocupação caiu para 8,07%, configurando a menor marca já registrada pelo órgão federal no período.
Esse avanço reflete uma metamorfose estrutural na economia local, marcada por elevação na escolaridade da força de trabalho — cuja parcela com ensino médio completo subiu de 42,7% para 66,3% — e pela expansão da formalização entre trabalhadores autônomos, cujo registro em CNPJ quase duplicou, saltando de 13,8% para 25,7%.
Fomento industrial e o papel do PROEDI
Para a gestão estadual, o cenário positivo decorre de estratégias voltadas a fortificar o ambiente produtivo e estimular investimentos. Um dos pilares dessa engenharia econômica é o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI), instrumento que atualmente beneficia 381 corporações distribuídas por múltiplos setores e regiões potiguares através de desonerações tributárias atreladas à produtividade e abertura de vagas.
“A economia precisa estar a serviço das pessoas. Esses números mostram que o Rio Grande do Norte está avançando na geração de oportunidades e que estamos construindo as condições para que as empresas possam investir, produzir e gerar empregos. O PROEDI faz parte dessa política, porque significa incentivo à produção, mas também compromisso com o desenvolvimento do nosso estado”, afirma a governadora Fátima Bezerra.
Expansão multissetorial e relevância dos pequenos negócios
A radiografia do mercado de trabalho detalha que o encorpamento das vagas ocorreu de maneira expressiva em ramos de serviços, administração pública, ensino, saúde, além de setores financeiros, imobiliários, comunicação e tecnologia. Os postos ligados à administração pública, educação e saúde acresceram 120 mil trabalhadores, enquanto áreas corporativas e financeiras somaram 60 mil novas funções no intervalo entre 2012 e 2025.
O tecido empresarial de pequeno porte manteve protagonismo expressivo: em 2025, 54,7% da mão de obra privada estava concentrada em estabelecimentos de um a cinco funcionários, enquanto as grandes estruturas fabris ou corporativas (com mais de 50 empregados) abrigavam 25,1%. Em conjunto, micro e macroempresas responderam por quase a totalidade das ocupações privadas no estado, impulsionadas pelo ecossistema de incentivos fiscais e qualificação profissional capitaneado pelo poder público.
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Fonte: O Poti

