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O ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) passou o primeiro turno das eleições fingindo neutralidade numa clara demonstração de desonestidade intelectual, afinal de contas ele é um bolsonarista raiz.
Agora, apesar de seguir, ainda fingindo que não defende a pauta catastrófica da extrema direita, por medo de perder os votos dos lulistas (maior parte do seu eleitorado), Allyson deu mais um passo como bolsonarista.
É que os ocupantes de cargos comissionados da prefeitura de Mossoró foram orientados a declarar apoio a Flávio Bolsonaro, candidato do PL e da extrema direita que é acusado de envolvimento no roubo do dinheiro do INSS (jpa que recebeu dinheiro do Banco Master) e que está prometendo acabar ou reduzir a maioria das políticas públicas.
Os liderados de Allyson (que é de fato quem adminustra a prefeitura de Mossoró) já começaram a declarar, por meio de suas redes sociais apoio a Flávio (acusado também de participar de orgias organizadas pelo ex- ministro Fábio Faria).
Um dos casos mais emblemáticos é o do enfermeiro Etevaldo Lima. Coordenador do Programa de Imunizações da Prefeitura de Mossoró, Etevaldo está declarando apoio a um candidato antivacina. Flávio não só alguém que é declaradamente contra as vacinas, mas contra a ciência, o Sistema Único de Saúde (SUS) e o serviço público, pautas que Etevaldo dizia defender.
Além de ter “defensor” do SUS declarando apoio a Flávio, como no caso de Etevaldo Lima, as manifestações mostram gays apoiando o candidato que é assumidamente homofóbico e negros também declarando voto em Flávio, racista inveterado. Há ainda os católicos que vão votar em Flávio, o miliciano que quer tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
As demonstrações de voto na extrema direita ainda não são escancaradas, mas por meio de símbolos e mensagens cifradas, mecanismos utilizados pelos bolsonaristas.
Fonte: Na Boca da Noite

