A candidata à Presidência Samara Martins, da Unidade Popular (UP), terminou o primeiro turno das eleições de 2026 com 122.911 votos, equivalentes a 0,10% dos votos válidos, segundo dados da Justiça Eleitoral. A candidatura ficou em sétimo lugar entre os concorrentes à Presidência.
A candidata convocou militantes e apoiadores para atuar na campanha petista e defendeu a continuidade de pautas ligadas aos direitos trabalhistas e à redução das desigualdades sociais. Ao justificar a decisão, Samara destacou bandeiras que aproximam a plataforma da UP de temas presentes no programa de Lula, como a valorização da renda dos trabalhadores e a redução da jornada de trabalho.
“A luta continua. Continuaremos nas ruas defendendo o fim do feminicídio, o aumento de cem por cento do salário mínimo, a nacionalização das riquezas, fim da escala 6×1 e que os políticos sejam obrigados a usar o SUS.”
A defesa do salário mínimo e da proteção social também aparece como um dos pontos centrais da aproximação. Enquanto Samara defendia dobrar o valor do piso nacional, o programa de Lula prevê a manutenção da política de valorização do salário mínimo, além da ampliação de programas sociais como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida.
Na área da saúde, a candidata da UP voltou a defender o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O tema também está presente entre as prioridades do programa de Lula, que propõe ampliar a rede pública, o Mais Médicos e a oferta de medicamentos gratuitos com o programa Farmácia Popular.
No segundo turno, Samara enquadrou a escolha eleitoral como uma disputa contra o que classificou como “fascismo” e associou o termo a questões como violência contra as mulheres, desigualdade e condições de trabalho.
“No segundo turno, nós convocamos você, sua família, as mulheres. Aímos pra rua pra derrotarmos o fascismo. O fascismo assassinou centenas de milhares de pessoas no nosso país durante a pandemia. O fascismo defende a desigualdade entre as mulheres e homens e por isso defende o crescimento do feminicídio e dos estupros no nosso país. Defende maiores jornadas de trabalho e salários mínimos ainda mais baixos e eles precisam e podem ser derrotados.”
Ao final da manifestação, a candidata pediu que a militância da UP organize reuniões e comitês e receba novos integrantes interessados em participar do partido.
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Fonte: O Poti

