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A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) voltou ao centro das conversas que giram em torno da política em Mossoró e no Rio Grande do Norte. Dois fatos a colocaram nessa condição.
O primeiro deles ocorreu na última terça-feira, 13/10. Estudantes, voluntariamente, de livre e espontânea vontade, preocupados com a escalada autoritária, violenta e insana dos extremistas que atacam a educação, resolveram defendê-la. O fizeram da forma mais significativa, simbólica e marcante: se reuniram em frente à UERN, saíram em caminhada, passaram pela Ufersa, e chegaram ao Centro da cidade com uma mensagem clara: há inimigos da UERN fingindo bondade.
Como verdadeiros defensores da democracia, soldados da paz e mensageiros da esperança mostraram aos mossoroenses o risco que o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra representa para o futuro da educação potiguar. Principalmente depois que ele assumiu sua verdade face: a de bolsonarista.
Os estudantes foram criticados por “puristas”. Gente que condenou o ato pacífico apenas por este ter sido iniciado em frente à UERN. Rincharam adoidado.
No dia seguinte, como que atendendo “a apito de cachorro”, apareceram os defensores do candidato Allyson Bezerra. Gente que há anos só faz o que o ex-prefeito quer. Outros, devedores de favores. Muitos beneficiários de portarias. Alguns? Só Freud explica.
São gays homofóbicos. Servidores públicos que são contra concursos. Gente que fala de amor e destila ódio. Pessoas que dependem da educação, mas que flertam com quem é inimigo da UERN.
Sim, Allyson Bezerra é inimigo da UERN. Passou seis anos como prefeito de Mossoró e ignorou a universidade. Prejudicou o sistema de estágio da instituição e ignorou atos institucionais. Chegou até mesmo a boicotar algumas de suas ações. Fingiu parceria e não garantiu o apoio. Parasitou a instituição em busca de ganhos pessoais e políticos. Nunca fez uma fala defendendo a UERN.
Quem criticou estudantes se manifestando fora dos muros da UERN, agora cala com os vídeos produzidos pela campanha de um candidato, com a mesma estética que induz as pessoas a pensar que a instituição defende Allyson. Portanto, o que se dizia antes contra os estudantes não eram críticas. Eram relinchos de incoerência. Deram coice contra quem protestou lá fora. Agora, comem alfafa com quem faz campanha lá dentro. Com todo respeito aos equinos.
Fonte: Na Boca da Noite

