A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) recebe a partir desta quinta-feira (22) a mostra Delírios Imagéticos, iniciativa do Cineclube Delírio voltada à exibição de filmes independentes brasileiros ligados às experiências e narrativas LGBTQIAPN+. Com entrada gratuita, o projeto terá quatro sessões entre outubro e novembro, contemplando o cinema universitário, experimental e de gênero, além de uma sessão especial de homenagem. Todas as exibições contarão com interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
A abertura ocorre às 19h desta quinta-feira, no Auditório 1 do Departamento de Comunicação Social (Decom) da UFRN. A primeira sessão, dedicada ao cinema universitário, reúne cinco produções que exploram diferentes linguagens e perspectivas do audiovisual independente.
A iniciativa busca ampliar a circulação de obras que questionam padrões estéticos e sociais, além de criar espaços para o encontro entre realizadores, estudantes e espectadores interessados na diversidade cinematográfica brasileira.
Mostra abre com cinco filmes na UFRN
A sessão inaugural da Delírios Imagéticos apresenta cinco filmes produzidos entre 2024 e 2026. Confira a programação:
- Por Todos Os Lugares Que Já Passei (2024), de Andy Gomes;
- Monstra do Armário (2024), de Bruny Derotzi;
- PORN $TAR BLOGGER (2026), de Guely Dekadenz e Naoi;
- 2 Assassinatos em Setembro (2026), de Cora Monteiro;
- Melancolya Canybal (2025), de Henrique Domingues.
A seleção destaca a produção audiovisual universitária e reúne trabalhos que dialogam com diferentes possibilidades narrativas e estéticas. A proposta é apresentar ao público obras que ampliam as formas de representação e experimentação no cinema brasileiro.
Programação segue até novembro
Após a abertura, a mostra terá outras três sessões temáticas. A programação está distribuída ao longo das próximas semanas, com diferentes recortes cinematográficos.
- 29 de outubro: Cinema Experimental;
- 5 de novembro: Sessão Homenagem;
- 12 de novembro: Cinema de Gênero.
Além das exibições, o projeto prevê atividades de mediação e conversas com o público. A proposta é transformar as sessões em espaços de troca de experiências e reflexão sobre cinema, identidade, diversidade e representatividade.
Sessões terão acessibilidade em Libras
Todas as atividades da mostra contarão com interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), serviço realizado pela Recria Acessibilidade. A medida pretende ampliar as condições de participação de pessoas surdas nas exibições e nas atividades promovidas pelo projeto.
A curadoria e a produção geral são assinadas por Carmim Paiva, Felipe Santelli e Sofia Carlos. Camille Silva responde pela produção executiva, Amin pelo design e Cynthia Campos pela cobertura fotográfica.
A iniciativa foi contemplada pelo Edital de Fomento ao Audiovisual nº 07/2026, na categoria Cineclube, e busca democratizar o acesso ao cinema independente, incentivar a formação de público e fortalecer a circulação de produções LGBTQIAPN+.
A mostra é uma realização do Cineclube Delírio, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, o Sistema Nacional de Cultura, a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e o Ministério da Cultura. O projeto também conta com o apoio da Mostra Monstra, do Departamento de Comunicação Social da UFRN e do Centro de Tecnologia e Cultura (CTC) Luzia Vieira de França.
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Fonte: O Poti

