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    conheça o biotério da UFRN, referência em ética e pesquisa

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    Por trás de muitos avanços científicos que impactam diretamente a saúde humana, existe um espaço pouco conhecido fora do meio acadêmico, mas essencial para a pesquisa: o biotério experimental. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o Biotério Experimental do Departamento de Biofísica e Farmacologia é uma dessas estruturas-chave, onde ciência, ética e cuidado animal caminham juntos.

    O biotério funciona como uma instalação especializada para a criação, manutenção e alojamento de animais de laboratório, como ratos e camundongos, sob condições ambientais rigorosamente controladas. Esses animais são utilizados em pesquisas que buscam compreender doenças, testar novas abordagens terapêuticas e avaliar a segurança de substâncias antes que qualquer avanço chegue à sociedade.

    Segundo o técnico de laboratório Leo Vieira em entrevista à Agência SAIBA MAIS, o papel do biotério vai muito além de fornecer animais para experimentação.

    “O biotério do DBF existe para garantir que os experimentos científicos aconteçam em um ambiente seguro, controlado e eticamente responsável, tanto para os animais quanto para os pesquisadores”, explica.

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    A estrutura atende estudantes de graduação, pós-graduação e docentes do Departamento de Biofísica e Farmacologia e também de outras áreas da UFRN.

    Atualmente, o biotério dá suporte a pesquisas em diferentes frentes, como estudos sobre inflamações odontológicas, transtorno depressivo maior, ansiedade e toxicidade reprodutiva. Para que os resultados sejam confiáveis, uma série de variáveis é monitorada diariamente. Temperatura, umidade, ciclos de luz, alimentação e higiene do ambiente são controlados com precisão.

    Esse controle é essencial para garantir a validade dos dados científicos. Qualquer alteração ambiental pode interferir diretamente nos resultados”, destaca Leo.

    O cuidado com os animais é um eixo central do funcionamento do biotério. A rotina segue legislações nacionais e princípios éticos internacionais, como o princípio dos 3Rs, que orienta a substituição do uso de animais sempre que possível, a redução do número utilizado e o refinamento das técnicas para minimizar dor e sofrimento.

    “O objetivo é promover condições adequadas não só para a saúde física, mas também para o bem-estar psicológico dos animais”, afirma o técnico.

    Dentro desse contexto, as práticas de enriquecimento ambiental ganham destaque. De acordo com o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, o enriquecimento ambiental é qualquer medida que estimule comportamentos naturais da espécie e reduza comportamentos anormais, promovendo efeitos positivos no bem-estar físico e psicológico do animal.

    No biotério do DBF, isso se traduz na inclusão de túneis, materiais para roer e itens para construção de ninhos dentro das gaiolas. “Animais menos estressados apresentam respostas fisiológicas mais estáveis, o que reduz vieses experimentais e aumenta a reprodutibilidade dos estudos”, explica Leo Vieira.

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    O funcionamento da unidade é orientado pela Lei Arouca e pelas normas do CONCEA, além da atuação obrigatória da Comissão de Ética no Uso de Animais, responsável por avaliar e aprovar todos os projetos antes do início das pesquisas. Apenas pesquisadores capacitados podem manusear os animais.

    “É exigido certificado de cursos específicos de manejo e experimentação animal, além de treinamentos internos oferecidos pela equipe técnica do biotério”, ressalta.

    Manutenção é desafio

    Apesar da importância científica, manter um biotério em funcionamento não é uma tarefa simples. A obtenção de insumos básicos, como ração, maravalha e equipamentos para higienização, está entre os principais desafios enfrentados pela equipe.

    “Sem esses materiais, não conseguimos manter os animais em condições adequadas nem receber novos projetos de pesquisa”, alerta o técnico.

    Mesmo diante das dificuldades, os planos para o futuro são ambiciosos. A equipe trabalha na concepção de um projeto para a construção de um biotério de última geração, que atenda não apenas ao DBF, mas a todo o Centro de Biociências da UFRN. “É um projeto de longo prazo, mas representa um avanço fundamental para fortalecer a pesquisa científica na universidade”, conclui.

    O Biotério Experimental do Departamento de Biofísica e Farmacologia da UFRN é coordenado pela professora Vanessa Soares e conta com a atuação do médico-veterinário Bruno Lobão, além de técnicos e colaboradores que garantem o funcionamento diário da unidade e o compromisso com uma ciência ética, responsável e de qualidade.



    Fonte: saibamais.jor.br

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