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    Quem são as três primeiras reféns libertadas pelo Hamas

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    Foto Da esquerda para a direita: Romi Gonen, Emily Damari e Doron Steinbrecher

    Três mulheres foram libertadas neste domingo (19/1) após 471 dias mantidas como reféns pelo Hamas, após a entrada em vigor do cessar-fogo em Gaza.

    Romi Gonen, de 24 anos, Doron Steinbrecher, de 31, e Emily Damari, de 28, estavam entre as pessoas capturadas durante ataque de 7 de outubro de 2023.

    A libertação faz parte da primeira fase do acordo entre Israel e o Hamas, que entrou em vigor neste domingo.

    Sobre a entrega de palestinos, há duas informações.

    Segundo o Hamas, 30 prisioneiros palestinos serão libertados das prisões israelenses a cada refém israelense libertado.

    Segundo o Hamas, 30 prisioneiros palestinos serão libertados das prisões israelenses a cada refém israelense libertado.

    No sábado (18/1), o governo do Egito – país que desempenha um papel significativo na mediação entre Israel e Hamas -, disse que o total de prisioneiros palestinos a serem libertados por Israel é de 1.890 pessoas.

    Romi Gonen

    Romi viajou de sua casa em Kfar Veradim, no norte de Israel, para o festival Nova.

    O Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas, que representa sua família, disse que ela foi “fazer o que amava, dançar” – algo que estudou durante 12 anos, estrelando apresentações solo e se tornando uma “coreógrafa incrível”.

    Quando as sirenes soaram durante o ataque do Hamas, Romi ligou para sua família. Sua mãe, Meirav, lembra-se de ter ouvido tiros e gritos em árabe na última ligação com a filha.

    Romi foi emboscada por militantes do Hamas enquanto tentava fugir do festival.

    Um vídeo postado no fórum das famílias em novembro passado a descreveu como “a garota com o maior sorriso, a luz mais brilhante, a melhor amiga”.

    Doron Steinbrecher

    Doron, uma enfermeira veterinária de 31 anos, foi sequestrada de seu apartamento no Kibutz Kfar Aza durante ataque do Hamas.

    Em maio de 2024, sua irmã, Yamit Ashkenazi, escreveu uma carta emocionada por meio do Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas, chamando-a de “minha luz do sol”.

    “Gostaria que você pudesse sentir a energia que enviamos para você”, dizia. “Gostaria que você estivesse ciente, pelo menos, de parte da batalha que estamos travando aqui pela sua libertação. Eu gostaria que você pudesse sentir tudo. Amando você, desejando você, com o coração partido, mas ainda lutando por você.”

    E em uma mensagem anterior, Doron foi descrita como “a cola que une todos os seus amigos, sensível e divertida, sempre sorridente e a primeira a oferecer ajuda”.

    Ela estudou teatro e cinema na escola e o amor pelos animais a levou a se tornar enfermeira veterinária.

    Falando à BBC em novembro de 2023, a irmã de Doron, Yamit, falou sobre uma nova tatuagem. Dizia: “Como o sol, nasceremos novamente”, mas faltavam alguns dos raios do sol.

    “Eles serão adicionados quando ela estiver em casa”, acrescentou.

    Emily Damari

    Emily, uma jovem de 28 anos que possui dupla nacionalidade britânica e israelense, também foi feita refém no Kibutz Kfar Aza durante o ataque de 7 de outubro.

    Quando a notícia de sua libertação prevista para domingo chegou, uma fonte próxima à sua família disse que foram “471 dias torturantes, mas 24 horas particularmente torturantes”.

    “Tudo o que a mãe de Emily, Mandy, quer fazer é abraçar Emily. Mas ela não vai acreditar até vê-la”, disse a fonte.

    Sua mãe, Mandy Damari, disse anteriormente à BBC que Emily é “o núcleo da nossa família e o núcleo está faltando”.

    “Eu a amo até a lua e de volta, ela é uma pessoa especial”, acrescentou.

    BBC

    Morre aos 92 anos Léo Batista, a voz marcante do jornalismo brasileiro

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    Foto: Estevam Avellar

    Morreu neste domingo, aos 92 anos, Léo Batista, um dos maiores jornalistas da história do Brasil. O âncora e repórter, que esbanjou simpatia ao longo de quase um século de vida, se identificou mais com a imprensa esportiva ao longo da carreira, mas soube marcar espaço em muitas outras coberturas. Além de fazer parte da bancada do Jornal Nacional, passou 40 anos cobrindo o Carnaval do Rio de Janeiro no rádio e na televisão. Ele faleceu no hospital Hospital Rios D’Or, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em função de um tumor no pâncreas.

    O jornalista deu entrada no hospital no dia 6 de janeiro, em decorrência de um quadro de desidratação e dor abdominal. Exames detectaram o tumor, que exigira internação na UTI da unidade ao longo dos últimos dias, mas ele não resistiu.

    Seu Léo, como sempre foi carinhosamente chamado, dedicou cerca de 77 anos ao jornalismo, tendo sido 54 deles só na TV Globo, tornando-se inspiração para várias gerações de profissionais que aprenderam com ele, tendo contato direto, ou apenas sendo espectador de sua “voz marcante”.

    Coringa do interior

    O começo da carreira foi na adolescência, aos 15 anos, trabalhando no serviço de alto falantes de Cordeirópolis, cidade do interior de São Paulo na qual João Baptista Bellinaso Neto nasceu, em 22 de julho de 1932. Nela, o filho de italianos foi descoberto e não parou mais de conquistar espaços.

    Em 1952, após rodar em veículos de várias cidades do estado, chegou ao Rio de Janeiro para ser locutor no programa “O Globo no Ar”, da Rádio Globo, local onde começou a ser chamado de Léo Batista. O pseudônimo vem do nome da irmã, Leonilda, que gostava de ser chamada só de Nilda. Em 1955, migrou para a televisão, apresentando durante 13 anos o Telejornal Pirelli, da extinta TV Rio.

    Apesar de ser um especialista em esporte, sempre foi considerado um “coringa” desde que chegou à Globo, que o convidou em 1970. Inicialmente, apenas para trabalhar na Copa do Mundo do México, mas, depois que substituiu Cid Moreira em uma edição do JN, nunca mais saiu. Na base do “chama o Léo”, tornou-se o primeiro apresentador tanto do Jornal Hoje, em 1971, quanto do Esporte Espetacular, em 1973, e também do Globo Esporte, em 1978. Até então, era o apresentador mais antigo da maior emissora do país. Tudo sempre com seu bom humor.

    — Guardadas as devidas proporções, acho que tentei ser pioneiro numa época em que isso não era comum. Cheguei a levar algumas broncas. Não só aprovo, como gosto muito desse estilo. Mas sem exageros, claro — disse Léo em entrevista ao GLOBO, em 2021.

    Seu grande leque de atuação o colocou no centro de grandes episódios da História, como, por exemplo, ao ser o primeiro locutor que noticiou a morte do presidente Getúlio Vargas, em 1954, ou ser um dos jornalistas que transmitiram o primeiro jogo da carreira de Mané Garrincha, maior ídolo do Botafogo, em 1953.

    Torcedor do Botafogo, o lendário jornalista recebeu uma justa homenagem do clube do coração ainda em vida, quando o alvinegro deu seu nome a uma das cabines de imprensa do estádio Nilton Santos.

    Praticamente em voo solo, foi o primeiro narrador de uma transmissão de surfe e de Fórmula 1 na televisão do país, além de marcar época com os gols do Fantástico, que mudaram a forma com que se consumia o futebol nas décadas de 1970 e 1980, acompanhado da famosa “Zebrinha”.

    Aliás, a estreia como locutor esportivo havia sido na década de 1950, em um jogo entre São Cristóvão e Bonsucesso, no Maracanã. Desde a edição da Copa do Mundo no Brasil, ele trabalhou em todos os Mundiais, in loco ou à distância.

    Humildade

    Ainda assim, no final da vida, o homem se mostrava ao reconhecer sua importância, por conta de tamanha humildade e simplicidade. Pioneiro em várias empreitadas, porém, Seu Léo se diferenciou pela versatilidade e a capacidade de ser uma “fênix” na mídia, passando por rádio, televisão e internet, transição que sempre foi muito natural para ele. Sobretudo, por ter reconhecido os novos caminhos quando eles precisavam ser trilhados.

    — A vida é dinâmica. É preciso evoluir, se adaptar, acompanhar as mudanças na sociedade. Isso vale para tudo — disse ao GLOBO.

    Atravessando diferentes épocas, praticamente ostentando um prazo interminável, ainda estava a todo vapor e sem hora exata de parar na comunicação, fazendo, por exemplo, quadros ao seu modo no Globo Esporte. A aposentadoria era algo que lhe atemorizava, assim como o período da pandemia do Covid-19, que o obrigou a ficar em casa.

    — Alguma contribuição eu deixei pelo caminho. Uma vez, ouvi de uma menina de rua uma frase marcante: ‘Só morre de verdade quem nunca mais é lembrado’. Fico orgulhoso e contente pela sementinha plantada — falou Léo ao UOL, em 2020.

    Em janeiro de 2022, ele havia perdido a esposa, Leyla Chavantes Belinaso, falecida aos 84 anos após um infarto. O casal teve duas filhas, Cláudia e Mônica.

    O Globo

    Atitude Truculenta De Diretor do Abc é Repudiada Pela Associação Dos Cronistas Esportivos do RN

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    A Associação dos Cronistas Esportivos do RN (ACERN) se posicionou à respeito do episódio envolvendo o repórter Judson Araújo, da 96 FM, e o Diretor Executivo do ABC, Agnelo Gonçalves após entrevista coletiva no Frasqueirão, ocorrida depois da vitória do time alvinegro por 3 a 0 contra o Santa Cruz de Natal.Segundo a ACERN, Agnelo Gonçalves “proferiu calúnias e agiu com atitude truculenta e grosseira ao segurar o braço do repórter na tentativa de intimidar e tolher o direito pétreo, garantido pela Constituição Federal de 1988, que permite o livre exercício da profissão e da expressão à todo cidadão brasileiro”.

    A ACERN classificou a atitude do diretor executivo do ABC como “vergonhosa, truculenta e grosseira”. A entidade afirmou ainda que entrará em contato com a Federação Norteriograndense de Futebol e a Polícia Militar e “pedir garantias de que nenhum jornalista sofra mais retaliações dentro do estádio Maria Lamas Farache, pertencente ao ABC ou em qualquer outra praça desportiva do Rio Grande do Norte”.

    NOTA DE REPÚDIO

    Natal, 19 de janeiro de 2025

    É com muito pesar e tristeza que a Presidência da ACERN vem a público externar fatos de natureza vergonhosa cometidos pelo então Diretor Executivo do ABC Futebol Clube Sr. Agnelo Gonçalves contra o Cronista Esportivo Judson Araújo, atualmente repórter da 96 FM, onde em espaço confinado, sala de coletiva, proferiu calúnias e agiu com atitude truculenta e grosseira ao segurar o braço do repórter na tentativa de intimidar e tolher o direito pétreo, garantido pela Constituição Federal de 1988, que permite o livre exercício da profissão e da expressão à todo cidadão brasileiro.Não obstante ao caso, outrora em gestões passadas do clube, já havíamos relatado problemas e dificuldades na sala de coletiva. Tal caso vem tornar público que precisamos de mudanças urgentes e a imprensa precisa ter os seus direitos garantidos.

    O Sr. Agnelo Gonçalves, naquele momento representava o clube e como tal deixou claro para todos que não somos bem-vindos a trabalhar com liberdade naquela Praça de Desporto.Dado isso comunico de antemão que oficiarei nas próximas 24h a Federação Norteriograndense de Futebol e a Polícia Militar, a fim de pedir garantias de que nenhum jornalista sofra mais retaliações dentro do estádio Maria Lamas Farache, pertencente ao ABC ou em qualquer outra praça desportiva do Rio Grande do Norte.

    Pediremos ainda que o Sr Agnelo Gonçalves jamais possa estar em salas de coletiva junto com profissionais de Imprensa, dado o seu já público e conhecido comportamento violento, o qual documentadamente, ele adotou contra nosso colega repórter profissional.Outrossim aguardamos, no mínimo, um pedido público e formal de desculpas do ABC Futebol Clube ao repórter Judson Araújo e a toda classe de Cronistas Esportivos do RN.

    Destaco que tal profissional sempre trabalhou de forma exemplar, possui conduta ilibada e diante de muitas situações de dificuldade sempre agiu com ética e retidão. Amplio a solicitação de pedidos de desculpas do Clube à 96 FM, empresa na qual o repórter trabalha e exerce sua profissão com dignidade e profissionalismo.

    Pedro Vitorino de Oliveira JuniorPresidente da ACERNRepórter Fotográfico | DRT-RN 2114

    ABC vence o Santa Cruz por 3 a 0 e chega a sete pontos no Campeonato Potiguar

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    ABC voltou a vencer no Campeonato Potiguar, após fazer 3 a 0 sobre o Santa Cruz de Natal em jogo tranquilo disputado na tarde deste sábado (17), no estádio Frasqueirão. O destaque do Alvinegro foi o garoto Emanuel, também chamado de “Esquerdinha”, centroavante formado no clube, que balançou as redes duas vezes, e agora é o artilheiro da competição com quatro gols marcados – ele fez dois no jogo passado contra o Potiguar.

    Desde o apito inicial, às 16h, não demorou muito até o placar ser inaugurado. Samuel recebeu na intermediária direita, cortou para o meio limpando a marcação, e bateu da entrada da área para marcar o primeiro do jogo aos quatro minutos do primeiro tempo. Aos dez minutos foi a vez de Islan receber na direita, avançar e acertar um belo chute para ampliar o marcador.No segundo o Santa Cruz até que tentou apresentar alguma coisa que pudesse levar perigo ao ABC, mas sem efetividade.

    O Alvinegro, que dominou o jogo, não demorou até achar espaço para marcar mais um. Aos 17 minutos da etapa final, Emanuel, o Esquerdinha, de apenas 19 anos, provou que o faro de gol anda apurado quando aproveitou o belo cruzamento de Lucas Sampaio e, de cabeça, fez o segundo dele e o terceiro do time da casa, fechando a conta no Frasqueirão.

    Agora o ABC tem uma semana inteira de treinos para se preparar para o próximo desafio, que é um dos mais aguardados do ano pela torcida potiguar, o Clássico Rei contra o América, no próximo sábado (25), também no estádio Frasqueirão, às 16h, válido pela quarta rodada da competição.

    Iracy Azevedo, atual presidente da Funcarte, é nomeada secretária de Cultura

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    Nomeada presidente da Fundação Capitania das Artes no início da gestão do prefeito Paulinho Freire (União), Iracy Azevedo, também será a secretária de Cultura de Natal.A nomeação saiu em portaria publicada na edição extra do Diário Oficial do Município (DOM), que é assinada pelo prefeito e o secretário de Administração, Brenno Queiroga.

    A titularidade da Secretaria de Cultura (Secult) vinha sendo especulada nos últimos dias. Contudo, de acordo com o organograma que consta no site da Prefeitura, Secult e Funcarte atuam de forma única e conjunta. Havia expectativa de um projeto ser enviado à Câmara Municipal para que houvesse o desmembramento entre a Secretaria e a Fundação.

    Impedido de viajar, Bolsonaro se Diz “Constrangido” Por Não Poder Ir a Posse De Donald Trump

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    No aeroporto de Brasília (DF) neste sábado, 18, Jair Bolsonaro (PL) lamentou o fato de não poder comparecer à posse de Donald Trump, que venceu as eleições para presidência dos Estados Unidos.

    O ex-presidente do Brasil acompanhou a esposa, Michelle, que embarcará para Washington, para representar o marido no evento, que acontece na próxima segunda-feira, 20. A jornalistas que estavam no local, Jair disse estar constrangido por não poder sair do país.

    Isso porque o passaporte dele foi retido em investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022, e o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou os pedidos para devolvê-lo.

    Jair Bolsonaro pediu a liberação do passaporte ao Supremo duas vezes. Moraes, no entanto, alegou que as condições que fizeram com que o passaporte do ex-presidente fosse apreendido se mantêm, e que não há interesse público na viagem do ex-presidente.

    A PF apreendeu o passaporte de Bolsonaro há quase um ano, em fevereiro de 2024. Segundo a decisão que embasou a operação, havia risco de que o ex-presidente fugisse do país em meio às investigações.

    Ele ainda teceu críticas a Alexandre de Moraes, relator do inquérito do golpe, que rejeitou seus pedidos para reaver o passaporte.

    “Eu enfrento enorme perseguição política. Não pode uma pessoa no STF ser o dono da verdade e decidir o que faz com a vida de quem quer que seja. Estou constrangido. Queria estar com a minha esposa, meu filho Eduardo vai acompanhá-la, mas queria estar lá. Pré-acertei encontros com chefes de Estado e não vou poder comparecer”.

    Senado pode votar em 2025 volta da obrigação de extintores em carros

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    Está pronto para ser votado no Plenário do Senado o projeto de lei que retoma a obrigatoriedade do extintor de incêndio em automóveis. No entanto, não há consenso sobre o assunto entre os parlamentares. O projeto tramita na Casa sob a forma do PLC 159/2017.A proposta, que teve origem em iniciativa do deputado Moses Rodrigues (União-CE), já foi examinada em dois colegiados do Senado.

    Em novembro do ano passado, a matéria recebeu parecer favorável do senador Eduardo Braga (MDB-AM) na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC). Mas, antes disso, em 2019, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) havia decidido pela rejeição do texto, baseada em parecer do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).O extintor de incêndio a que se refere o projeto é o do tipo ABC: ele contém um pó químico indicado para combater incêndios de classe A (materiais sólidos, como plástico, madeira e tecido), classe B (líquidos inflamáveis, como gasolina e álcool) e classe C (equipamentos elétricos energizados, como bateria e fio elétrico).

    A obrigatoriedade do extintor em carros de passeio e veículos utilitários foi extinta em 2015 por uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito. Na época, uma das razões apresentadas para a decisão foi a evolução tecnológica dos sistemas de segurança. O extintor, porém, continua sendo exigido em caminhões, veículos de transporte de produtos inflamáveis e veículos de transporte coletivo.Para voltar a incluir o extintor ABC entre os itens obrigatórios de carros de passeio e veículos utilitários, o projeto de lei em exame no Senado altera o Código de Trânsito Brasileiro.

    A favor do extintor

    Em 13 de novembro, o projeto recebeu parecer favorável na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC). O relator da matéria nesse colegiado foi o senador Eduardo Braga.Ao defender a iniciativa, ele afirmou que os extintores são um item de segurança fundamental em automóveis. Também disse que tais equipamentos são de fácil operação, eficientes no combate a incêndios e não têm custo elevado (de acordo com a proposta, os fabricantes não serão obrigados a incluir o extintor nos carros).

    Não são R$ 80, em um bem com valor de cerca de R$ 80 mil, que vão fazer diferença [nos gastos dos proprietários de veículos. Lamentavelmente, os bombeiros não têm estrutura para atender as vítimas com a devida celeridade, e por isso faz diferença a existência de um instrumento como esse dentro dos carros. É uma questão de garantir segurança — declarou ele durante a votação de seu parecer.

    Segundo Eduardo Braga, cerca de 17% dos recalls de automóveis no país acontecem por falhas que poderiam causar incêndios. Além disso, ele lembra em seu parecer que o Brasil é signatário da Regulação Básica Unificada de Trânsito — junto com Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai —, que exige o extintor para a circulação de veículos entre esses países.

    Outro senador que apoia a volta dos extintores é Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Quando a proposta estava em discussão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ele destacou que, “apesar de a indústria automobilística ser a principal interessada em tornar facultativo o uso desses equipamentos, com o argumento de que os carros novos têm total segurança, dados recentes mostram que milhares de modelos novos têm sofrido princípios de incêndio”.Veneziano observou que “vários fabricantes de carros têm realizado campanhas de recall por risco de incêndio, a exemplo da Renault, que realizou uma chamada geral de 33.974 carros em 2015”.

    Contra o extintor

    Antes de passar pela CTFC, o projeto foi rejeitado na CAE, em decisão tomada no dia 28 de maio de 2019. O parecer contrário foi elaborado pelo senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).Na ocasião, Styvenson concordou com as críticas de outros parlamentares que apontavam um possível lobby da indústria de extintores pela aprovação da matéria.Além disso, ele ressaltou que são poucos os motoristas que realmente sabem usar o extintor. “Não há preparo técnico nem emocional para isso. Há motoristas que nem sabem onde está localizado o equipamento”, disse ele, acrescentando que, quando há fogo no automóvel, as pessoas devem sair do carro e ficar longe dele, deixando para os bombeiros a tarefa de apagar o incêndio.

    Em seu parecer, Styvenson citou um levantamento segundo o qual, no ano 2000, “dos 2 milhões de sinistros cobertos pelas seguradoras brasileiras de veículos, 800 foram incêndios, mas só em 24 casos os extintores foram utilizados, ou seja, em 3% dos incêndios”.

    Durante a votação do projeto na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC), em novembro passado, Styvenson e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestaram contrariamente à volta dos extintores. Styvenson afirmou que a proposta trará mais ônus para os proprietários dos veículos, enquanto Flávio Bolsonaro defendeu a manutenção das regras atuais (pelas quais a presença do extintor no carro é opcional).

    — Minha tendência é sempre me posicionar a que algo desse tipo seja facultativo, em vez de impositivo, por consciência minha como cidadão — declarou Flávio Bolsonaro. Os dois senadores anunciaram que, quando o texto for analisado no Plenário do Senado, irão apresentar voto em separado pela sua rejeição.

    Prós e contras

    O tenente-coronel Rodrigo Freitas, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, disse à Agência Senado que é importante avaliar as vantagens e desvantagens do extintor em automóveis. Ele é especialista em segurança contra incêndios. Freitas ressaltou que o posicionamento do Corpo de Bombeiros sobre o assunto sempre terá caráter técnico.

    Em primeiro lugar, a existência de um extintor permite um combate rápido, primário, e potencializa a mitigação de um princípio de incêndio em veículos. E isso é bom. O segundo ponto é a segurança adicional: o extintor proporciona uma proteção aos ocupantes do veículo, seja para o seu próprio carro ou para o de uma outra pessoa ao lado.

    Apesar de reiterar que, em casos de emergência, o uso adequado do extintor pode salvar vidas e permitir o combate precoce de incêndios, ele observa que a discussão precisa ser aprofundada. O tenente-coronel enfatiza, por exemplo, que são necessários treinamento e atenção por parte dos cidadãos.

    — Um ponto a ser pensado é a falta de treinamento adequado e suficiente. Há situações em que o cidadão não domina a prática do uso de extintor e pode provocar uma situação de maior risco ao tentar utilizá-lo quando ocorre o princípio de incêndio veicular.

    Outra possível desvantagem, segundo Freitas, está relacionada ao prazo de validade do extintor. Ele observa que nem todos estão atentos a isso, esquecendo-se da manutenção ou da substituição do equipamento, e ficam com uma “falsa sensação de segurança”.O tenente-coronel também alerta para o risco de se tentar combater um incêndio de proporções maiores com o extintor do automóvel: “É uma ação inadequada”.

    Proteção passiva Para Freitas, mais importante que a exigência do extintor em automóveis é a segurança passiva — ou seja, aquela que já está incorporada nos carros, sob a forma de cintos de segurança e airbags, entre outros itens, além da forma como certos veículos são construídos para proteger motoristas e passageiros.

    Nesse sentido, ele defende a elaboração de leis que exijam materiais veiculares com bom desempenho em situações de incêndio (materiais que não entrem rapidamente em combustão e que não propaguem o fogo com facilidade).

    — As leis devem prever que, durante a degradação térmica de produtos veiculares pela ação do fogo, haja a menor produção possível de fumaça. E se o material eventualmente produzir fumaça, que seja a menos tóxica possível. Isto é a proteção passiva: garantir materiais, produtos e processos produtivos que tenham desempenho adequado diante do fogo.

    Câmara de Extremoz aprovou aumento de salário para prefeita e secretários no último dia de 2024; TCE diz que medida é vedada por lei

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    A Câmara Municipal de Extremoz aprovou um aumento salarial para a prefeita, vice-prefeito e secretários municipais do município da Grande Natal no último dia de 2024, em uma sessão extraordinária realizada por videoconferência.Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), a medida contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda aumento da despesa com pessoal nos 180 dias anteriores ao final do mandato.Decisões proferidas pela Corte há vários anos estabelecem que o prazo máximo para o aumento de salários de prefeitos e secretários em anos eleitorais é o dia 3 de julho.

    Procurado nesta sexta (17), o TCE informou que o prazo continua válido e que tem uma ação fiscalizatória em andamento, com conclusão prevista para final de fevereiro.

    Ao g1, a Prefeitura de Extremoz, chefiada por Jussara Sales (PL), reeleita em 2024, afirmou que se valeu dos artigos 29 e 29-A da constituição federal, que dizem que os salários dos agentes políticos são fixados pelo Legislativo. Informou ainda que há decisões do STF que estabelecem que o aumento deve ser aprovado até o fim da legislatura para valer na subsequente.“Esse aumento deve ser fixado há, até, o último dia da legislatura. Sendo assim, o município de Extremoz cumpriu rigorosamente o prazo constitucional. Vale ressaltar que, há mais de uma década, não havia esse tipo de reajuste em nosso município, voltando agora já no início deste novo ano”, disse a prefeitura.

    Também procurada, a Câmara divulgou a mesma nota enviada pela prefeitura.

    A lei

    A convocação para a sessão extraordinária ocorreu no Diário Oficial do Município no dia 30 de dezembro. O aumento foi aprovado no dia 31 de dezembro em uma sessão presidida pelo então vice-presidente e atual presidente do Legislativo, Anderson Barvosa (PSDB). O texto foi publicado no Diário Oficial da Federação da Câmaras Municipais (Fecam).

    A lei aprovada no município prevê salário de R$ 22 mil para a prefeita, R$ 15 mil para vice-prefeito e R$ 9 mil para secretários municipais. O texto ainda afirma que “os subsídios fixados nesta Lei poderão ser revistos anualmente, através de Lei Específica de Alteração de Subsídio, tomando como base os índices inflacionários do Governo Federal apurados no Exercício anterior ao da alteração”.

    Até 2024, o salário da prefeita no município era de R$ 20 mil, portanto recebeu aumento de 10%. Já o salário de vice-prefeito era de R$ 10 mil e teve acréscimo de 50%.

    O vencimento dos secretários municipais chegava a R$ 7 mil e aumentou em 28,5%.

    Os vereadores também aprovaram o reconhecimento a férias e pagamento de 13º salário para os agentes políticos do município – incluindo os próprios parlamentares.

    Portal G1

    PREFEITO ANTÔNIO HENRIQUE RECEBEU EQUIPE PARA TRATAR DE ESTRATÉGIAS PREVENTIVAS FRENTE AOS SINISTROS DAS CHUVAS NO MUNICÍPIO

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    O prefeito Antônio Henrique se reuniu recentemente com sua equipe e representantes de diversas áreas para discutir estratégias de atuação preventiva em relação aos sinistros causados pelas chuvas intensas no município. Durante o encontro, foram abordadas ações que visam minimizar os impactos e garantir a segurança da população.

    Entre as principais pautas da reunião, destacaram-se a importância de um plano de contingência eficaz, a manutenção e limpeza de canais e drenagens, além da realização de campanhas de conscientização para a população sobre os riscos e cuidados durante períodos de chuvas intensas. Também foram discutidas parcerias com órgãos estaduais e federais para a obtenção de recursos e suporte técnico.

    O prefeito enfatizou a necessidade de um trabalho integrado entre as secretarias municipais, como a de Obras, Defesa Civil e Saúde, para que as ações sejam coordenadas e eficazes. Ele destacou que a prevenção é fundamental para proteger a vida dos cidadãos e minimizar danos materiais.

    A reunião também abordou a importância de monitorar as condições climáticas e implementar sistemas de alerta para informar a população sobre possíveis riscos. O prefeito Antônio Henrique se comprometeu a acompanhar de perto as ações e garantir que o município esteja preparado para enfrentar os desafios impostos pelas chuvas intensas.

    Em Ceará-Mirim o trabalho não para!

    INSS suspende bloqueio de benefícios por falta de prova de vida por seis meses

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    O Ministério da Previdência Social (MPS) publicou, nesta sexta-feira (17), a Portaria nº 83, que suspende por seis meses o bloqueio de pagamentos por falta de comprovação de vida de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida vale desde dia 1º de janeiro de 2025 e pode ser prorrogada por mais seis meses.

    Prova de vida: o que mudou

    De acordo com o INSS, a comprovação de vida continua obrigatória, mas desde 2023, o processo passou a ser realizado pela própria autarquia, que utiliza cruzamentos de dados com bases governamentais para verificar a condição dos beneficiários.

    Com a mudança, não é mais necessário que aposentados e pensionistas se desloquem até agências bancárias ou unidades do INSS para realizar a comprovação, reduzindo burocracias e facilitando o acesso aos benefícios.O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, reforçou que o bloqueio ou suspensão de benefícios por falta de prova de vida não será realizado.

    “O INSS tem a responsabilidade de comprovar que os beneficiários estão vivos, e isso tem sido feito por meio de cruzamentos de informações e parcerias com outras bases de dados”, afirmou.

    Dados atualizados em 2024

    Em 2024, o INSS conseguiu atualizar as informações de 34,6 milhões de beneficiários, de um total de 36,9 milhões elegíveis à prova de vida, até dia 23 de dezembro. Algumas interações dos beneficiários são aceitas como comprovação de vida, incluindo:Acesso ao Meu INSS com o selo ouro;Empréstimos consignados e saques com identificação biométrica nas instituições financeiras;Atendimento presencial ou telemedicina em perícias médicas;Atualizações realizadas no Cadastro Único (CadÚnico) pelo responsável familiar;Recebimento de pagamentos com reconhecimento biométrico.

    Alerta contra Golpes

    O INSS alerta os beneficiários sobre golpes envolvendo falsos servidores que alegam realizar comprovações de vida em domicílio. A autarquia enfatiza que não são realizadas visitas à residência para coletar documentos ou confirmar a condição de vida.

    Caso algum beneficiário receba esse tipo de abordagem, a recomendação não é atendida e denunciante.Essa iniciativa de busca não apenas protege os segurados, mas também aumenta a eficiência do processo de comprovação de vida, garantindo que os benefícios cheguem a quem realmente precisa, de forma segura e sem interrupções.