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    Papa Francisco doou 200 mil euros da sua conta pessoal para ajudar detentos em Roma

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    O Papa Francisco visitou a prisão Regina Coeli, em Roma, na passada Quinta-feira Santa, 17 de abril, mas, ao contrário do que aconteceu nos anos anteriores, não lavou os pés dos reclusos, tal como Jesus Cristo fez aos seus discípulos na Última Ceia, por se encontrar a recuperar de uma pneumonia bilateral. Ainda assim, poucos dias antes de morrer, decidiu doar 200 mil euros da sua conta pessoal a prisões.

    “Há alguns dias, o Santo Padre arrastou o seu corpo até ao Regina Coeli para gritar ao mundo com todas as suas forças a necessidade de prestar atenção aos detidos”, referiu D. Benoni Ambarus, bispo delegado para a caridade e as prisões e auxiliar de Roma, ao jornal italiano La Repubblica.

    “Doou-lhes os seus últimos bens, 200 mil euros da sua conta pessoal”, acrescentou.

    O dinheiro doado destina-se a vários projetos numa prisão e num centro de detenção de menores, adiantou o Corriere della Sera.

    Francisco decidiu doar o dinheiro após Ambarus ter pedido um donativo para os reclusos. Apesar de reconhecer que não havia fundos, o Papa assegurou: “Não se preocupe, tenho algum [dinheiro] na minha conta pessoal”.

    No entanto, o bispo auxiliar de Roma lamentou que as autoridades não tenham dado ouvidos aos pedidos de Francisco. “As palavras, os grandes gestos que ele fez, como lavar os pés na Quinta-feira Santa, os apelos… foram pouco assumidos e ainda menos traduzidos em ações práticas. Ele pediu que se fizesse mais para restaurar a dignidade das pessoas”, disse.

    O Papa Francisco morreu na segunda-feira aos 88 anos, após 12 anos de pontificado. Nascido em Buenos Aires, em 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta e primeiro latino-americano a chegar à liderança da Igreja Católica.

    A sua última aparição pública foi no domingo de Páscoa, no Vaticano, na véspera de morrer. O papa Francisco esteve internado durante 38 dias devido a uma pneumonia bilateral, tendo tido alta em 23 de março.

    Portugal decretou três dias de luto nacional, entre quinta-feira e sábado.

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