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Incertezas marcam largada do ano político no RN

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Eleições 2026: Incertezas marcam largada do ano político no RN

O Rio Grande do Norte começa um novo ano mantendo as indefinições políticas oriundas de 2025, que devem dirimir à medida em que o período eleitoral se aproxima. Da esquerda à direita, passando pelo centro, os nomes ao Governo e ao Senado seguem tentando se viabilizar, com mais dúvidas do que certezas sobre quem estará nas urnas em outubro.

Atual chefe do Executivo, Fátima Bezerra (PT) conclui 2025 com avanços, como a redução dos índices de violência, prosseguimento do processo de duplicação da BR-304, cerca de 1.400 km de estradas estaduais recuperadas, ampliação de investimentos em segurança hídrica e novos concursos públicos. Outros desafios, contudo, seguem. Mais uma vez, o governo terminou o ano sem pagar o 13º salário aos servidores; o pagamento será realizado em 9 de janeiro, o que motivou ações na Justiça por parte de categorias do funcionalismo estadual. Os dados reforçam um cenário de oscilação na popularidade da governadora, com aprovação avaliada em 51% segundo a edição de 2025 do Ranking de Governadores do instituto Atlas Intel, divulgada neste mês. 

Aliado a isso, a governadora encerra o ano com mais uma dor de cabeça. Fátima pretende renunciar em abril para disputar o Senado, fortalecendo a bancada petista no Congresso Nacional. Ao menos era esse o cenário definido até semanas atrás. Mas o xadrez do governismo chacoalhou a partir da indefinição do vice Walter Alves (MDB) em assumir o governo com a saída de Fátima, o que daria brecha para abrir um vácuo na linha sucessória. Walter, com pretensão de concorrer a deputado estadual, tem se inclinado ao nome de Allyson Bezerra (União), prefeito de Mossoró que quer disputar o governo neste ano e faz parte da oposição. O MDB, partido do vice, se consolidou em 2024 como a sigla que mais elegeu prefeitos no Rio Grande do Norte e carrega, portanto, um ativo eleitoral desejado por quem quer vencer as eleições majoritárias.

Sem dizer se sai ou se fica, Walter mantém os aliados em compasso de espera e vai decidir só neste ano o que fará do seu futuro político, e para onde levará o MDB. Na segunda-feira (29), o vice e a governadora assinaram uma nota conjunta informando que vão aguardar um direcionamento nacional dos respectivos partidos, MDB e PT, para tomar uma decisão. Enquanto isso, o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, segue como pré-candidato ao governo pela situação, e Fátima mantém a postulação para o Senado, com chances reais de ser eleita para uma das duas vagas em disputa em 2026.

Oposição bate cabeça

Pelo lado da oposição, o principal nome que parece certo até o momento é o de Allyson Bezerra, que comanda a segunda maior prefeitura do Rio Grande do Norte. Com forte popularidade digital — só no Instagram são 344 mil seguidores, mais de quatro vezes o número de seguidores do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União) —, Allyson se apoia na estratégia online e na capilaridade do União Brasil para chegar até o Centro Administrativo estadual. O partido dele é comandado no Rio Grande do Norte pelo ex-senador José Agripino, e Bezerra vem costurando apoios como o da senadora Zenaide Maia (PSD) e do deputado Benes Leocádio (União). Já o prefeito de Natal, Paulinho Freire, ainda que seja do mesmo partido, não definiu até o momento para quem dará seu apoio neste ano. Ele flutua principalmente entre os nomes dos pré-candidatos Rogério Marinho, atual senador pelo PL, e do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), com quem tem uma “dívida” em razão do apoio que recebeu para a eleição municipal em 2024. O cenário embolado, até o momento, tem contribuído para Allyson, líder nas pesquisas com 36,5% segundo levantamento do instituto DataSensus divulgado em 24 de janeiro.

Senado é favorável para Styvenson e Fátima

Na corrida à Casa Alta do Congresso Nacional, as pesquisas têm indicado a continuidade de Styvenson Valentim (PSDB) no cargo, com a segunda vaga sendo disputada entre Fátima Bezerra (PT) e Zenaide Maia (PSD) — ela, embora vice-líder do governo Lula e eleita em parceria com o PT em 2018, se distanciou do governo local para fechar parceria com Allyson Bezerra. 

Styvenson foi eleito pela primeira vez em 2018 com discurso outsider, embalado pela popularidade construída enquanto era coordenador da lei seca no Rio Grande do Norte. Disputou àquela época pela Rede Sustentabilidade e conquistou mais de 745 mil votos, obtendo o primeiro lugar. Logo se desentendeu com dirigentes da Rede e no primeiro ano de mandato migrou para o Podemos, sigla em que permaneceu filiado até 2025, quando migrou para o PSDB do deputado estadual Ezequiel Ferreira. Em 2022 também concorreu a governador e ficou em terceiro lugar, longe de Fátima, que ganhou no primeiro turno.

O senador também moderou algumas posições e arrefeceu bandeiras de outrora com o passar dos anos na sua trajetória parlamentar. Logo após a derrota para o governo, anunciou que na próxima campanha — ou seja, em 2026 — vai usar recursos dos fundos partidário e eleitoral, que condenava, além de utilizar tempo na propaganda eleitoral no rádio e na televisão, outra ferramenta que se dizia contra.

“Tenho que quebrar essa timidez, essa repulsa de usar o dinheiro público”, disse, após o resultado eleitoral de 2022.

Também deixou de lado a antipatia que sentia pelo colega de Senado Rogério Marinho. Ao receber uma homenagem da Prefeitura de Natal na segunda (29), revelou que “tinha abuso de Rogério”. 

“Olhe que a gente não se dava bem, eu tinha abuso da cara de Rogério e hoje lhe escuto para tudo”, apregoou o parlamentar, deixando claro que Marinho é seu candidato ao governo estadual.

Centro

Ainda na corrida ao Senado, outro nome que no momento corre por fora, mas possui recall eleitoral, é o do ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. Preterido da disputa pela reeleição em 2022, quando era filiado ao PT, Prates deixou o partido de Lula neste ano e se filiou ao PDT no início de dezembro. A cerimônia contou com a presença do presidente nacional da sigla, o ex-ministro Carlos Lupi, que defendeu a dobradinha entre Fátima e Jean para a Casa Alta. O PDT faz parte de apoio da base de apoio da governadora no estado, mas a situação ainda não definiu quem vai compor a segunda vaga para o Senado.

Fonte: saibamais.jor.br

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