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Manifestações em Natal e Mossoró lembram da tentativa de golpe no 8 de janeiro

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Daniel Valença e manifestantes em Natal I Foto: Leonara Oliveira

Atos realizados nesta quinta (8), em Natal e Mossoró, marcaram os três anos de tentativa de golpe de estado no Brasil, simbolizado pela data do 8 de janeiro. Durante o evento, com cartazes e faixas, os manifestantes também protestaram contra a ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela e pediram a libertação de Nicolás Maduro. O protesto se deu no mesmo dia em que o presidente Lula (PT) vetou integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O anúncio foi feito pela manhã em cerimônia no Palácio do Planalto, em que participou também a governadora Fátima Bezerra (PT).

Daniel Valença e manifestantes em Natal I Foto: Leonara Oliveira
Manifestantes em Mossoró I Foto: cedida

O veto repercutiu no RN. A deputada estadual Divaneide Basílio (PT), disse que não é possível “aceitar que nosso patrimônio seja destruído de qualquer forma, vamos defender a democracia pela porta da frente, como sempre fizemos. É importante saber que temos um presidente da República que defende a democracia todos os dias, que defende um estado forte, políticas públicas e o melhor pelo nosso povo”.

O vereador e presidente municipal do PT Daniel Valença lembrou que “Em Natal, e em tantas outras capitais do Brasil, o povo ocupou as ruas contra qualquer tipo de anistia ou perdão aos golpistas brasileiros. E hoje, exatamente três anos após os atos criminosos em Brasília, o presidente Lula vetou o projeto de lei da direita que pretendia minimizar as penas dos golpistas. Os atos populares e o veto do presidente Lula mostram que não aceitaremos negociar com golpistas. Além disso, o dia de hoje serviu pra denunciar a criminosa ação de Donald Trump na Venezuela, com o sequestro de Maduro e de sua esposa Cila”.

O PL da Dosimetria havia sido aprovado em dezembro pelo Congresso, mas o presidente já vinha sinalizando que não sancionaria a medida. Da bancada federal do Rio Grande do Norte na Câmara, apenas Natália Bonavides (PT) e Fernando Mineiro (PT) votaram contra; no Senado, o único voto contrário veio de Zenaide Maia (PSD).

Em forte discurso, o presidente lembrou os atos antidemocráticos e elogiou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso, condenando a tentativa de imposição de regimes autoritários. A decisão do presidente, contudo, ainda pode ser revista pelo Congresso. De acordo com a Constituição, deputados e senadores vão avaliar se mantêm ou derrubam o veto. O PL da Dosimetria beneficia diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros.

Presidente lembrou os atos antidemocráticos e condenou tentativa de imposição de regimes autoritários – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os envolvidos

Ao todo, foram apresentadas mais de 1,4 mil denúncias ao Supremo Tribunal Federal (STF) em sucessivas etapas, contra executores, incitadores, agentes públicos acusados de omissão e financiadores. Nos casos mais graves, quando ficou configurada a participação direta nos atos de vandalismo (núcleo dos executores), os réus foram acusados de crimes como golpe de Estado e tentativa violenta de abolição do Estado Democrático de Direito. 

Entre os envolvidos, ao menos oito potiguares foram presos em Brasília e se tornaram réus. O primeiro a ser condenado foi Cleodon Oliveira Costa, que recebeu uma pena de 13 anos e seis meses. Costa foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal no interior do Palácio do Planalto, no instante em que ocorriam as depredações golpistas. Ele chegou a tirar fotos durante a invasão à Praça dos Três Poderes e ainda se feriu, deixando vestígios de DNA em um lenço com sangue e em um boné, segundo mostra o documento do voto do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Já o último julgamento envolvendo potiguares mirou Daywydy da Silva Firmino e Francisca Ivani Gomes e encerrou em 22 de dezembro. 

O Núcleo Crucial

Um dos implicados na trama golpista foi o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado em setembro de 2025 como parte do Núcleo 1 da tentativa de golpe, ou “Núcleo Crucial”, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR). Neste grupo, além de Bolsonaro, fazem parte o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF; o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (réu-colaborador); o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa. Jair Bolsonaro, que cumpria pena em regime domiciliar, passou em novembro a cumprir pena na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal depois de danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.

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Fonte: saibamais.jor.br

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