A Prefeitura de Macaíba promoveu o 1º Seminário “Racismo religioso e intolerância religiosa: por uma sociedade antirracista”, com o objetivo de ampliar o debate sobre a discriminação contra religiões de matriz africana e discutir estratégias de enfrentamento ao preconceito religioso no município.
A programação reuniu representantes de órgãos públicos, integrantes de comunidades tradicionais e participantes de movimentos sociais em um espaço de diálogo sobre políticas públicas, canais de denúncia e ações educativas voltadas ao combate ao racismo religioso.
Durante o encontro, foi ressaltada a importância de criar ambientes de escuta e informação para que a população compreenda o que caracteriza o racismo religioso e saiba como denunciar casos de intolerância.
“Quanto mais a gente fala de uma política antirracista, mas a gente promove que isso não possa acontecer mais. Então, a gente dialoga com as pessoas que têm canais de denúncia, por exemplo, o Instituto potiguar de Direitos Humanos é o instituto que acompanha essas denúncias. Ter espaços abertos para que a gente possa falar sobre isso de forma tranquila, dizer o que é o racismo religioso e como a gente pode enfrentar o racismo religioso é extremamente importante, principalmente quando vem por parte dos órgãos públicos”, declarou.
A iniciativa também contou com uma apresentação cultural da ONG Dialetos, realizada por crianças e adolescentes participantes dos projetos desenvolvidos pela instituição.
Lei municipal orienta ações de educação antirracista
Segundo o secretário Cícero Militão, o seminário tem como base uma legislação municipal criada a partir de uma proposta da vereadora Ismarleide Duarte e sancionada pelo prefeito Emídio Junior, que institui o Programa Municipal de Educação Antirracista no âmbito da educação.
Para o secretário, um dos principais desafios é transformar a lei em ações concretas dentro das escolas, dos espaços religiosos e da sociedade em geral.
“É uma tarefa dos conselhos, sobretudo do Conselho Municipal de Povos de Terreiro, mobilizar a sociedade, principalmente os terreiros de umbanda, candomblé, jurema, para pensar as estratégias para a efetivação prática dessa lei fundamental. Discutir uma sociedade antirracista, entendemos sobretudo que passa exatamente pelo viés do diálogo. Que essa lei vire uma prática, não só na sala de aula, mas que ela reproduza a sua simbologia, o seu significado, dentro de cada terreiro, mas também na sociedade”, afirmou o secretário.
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Fonte: O Poti

