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Um elemento a mais passou a movimentar a disputa pelas vagas à Câmara Federal: o processo de cassação do mandato do vereador mossoroense Cabo Deyvison (PL). A alegativa é de que ele infringiu o “sacrossanto” princípio da fidelidade partidária.
Em que pese Cabo Deyvison ter deixado seu antigo partido, o MDB, para não trair sua convicção política de – até então – irrestrita oposição ao ex-prefeito Allyson Bezerra (UB), o vereador vai perder o mandato.
O irônico é que a mudança de partido a que Deyvison foi obrigado – pelas circunstâncias da época – foi provocada por uma traição. Presidente do MDB, Walter Alves traiu. Largou tudo: palavra, compromisso, promessas, grupo político, parcerias para aliar-se a Allyson Bezerra, um reconhecido traidor.
Estava tudo certo para a realização da sessão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que decretaria a citada perda, até que alguém percebeu que algo “estava errado”. Viram que, nesses tempos de big techs, de substituição de propostas por performances, de troca de likes por votos – e vice-versa – cassar o vereador só o ajudaria.
A cassação daria a Deyvison o discurso da perseguição, o lugar da vítima, a narrativa do inimigo do sistema. E, como sabemos, é pecado tirar tudo isso de Allyson Bezerra.
Perceberam que se Cabo Deyvison hoje tem grandes chances de conquistar uma vaga de deputado, com a sua cassação sacramentada a 20 poucos dias da eleição, a única dúvida seria talvez apenas a de se saber quem, no PL, ficaria de fora para ele entrar.
Para não dizer que não falamos de traição, resta saber se houver alguém que traiu as evidências, impedindo que o que estava dado como líquido e certo (a sessão do TRE) “dissolvesse-se no ar”.
Fonte: Na Boca da Noite

