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Allyson Bezerra (União Brasil) tentou o quanto pode esconder que é bolsonarista. Além de encarnar um personagem que remetia à figura do nordestino e este à imagem do presidente Lula, sua decisão de ficar em cima do muro sobre o voto em presidente ajudava a enganar os menos avisados. Não sem razão, Allyson usou tudo o que foi possível para ganhar a eleição no primeiro turno. Até “pesquisa amiga” foi divulgada na véspera da votação. A estratégia não deu certo e o temor de Allyson veio à tona.
Com Cadu de Lula (PT) chancelado pelo próprio presidente Lula como seu candidato, era inevitável a descoberta de que Allyson é um bolsonarista. Como sempre foi. Porque sempre agiu como um. Sempre pensou como um. E sempre admirou os políticos bolsonaristas, a ponto de sair às escondidas de Mossoró, e ir a Brasília tirar foto com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Assim como o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), Allyson tem ojeriza a pobre, tem pouco apreço a democracia e adora perseguir trabalhador. Mas tem algo muito mais forte a os unir. Um ponto de convergência a partir de uma conjugação de fatores. Ilegais, registre-se.
Assim como Flávio, Allyson Bezerra corre sério risco de ser preso nos próximos dias. As investigações da Operação Mederi avançam, e para a Polícia Federal não há dúvidas de que o ex-prefeito ocupava o topo do esquema criminoso que roubou dinheiro da Saúde de Mossoró.
Assim, mais do que a sanha por poder, o que Allyson busca ao tentar se eleger governador é buscar meios de ser punido por prováveis crimes cometidos. Assim como Flávio Bolsonaro. Nunca dois candidatos tiveram cenários tão parecidos: cheios de suspeitas de corrupção e tentando um cargo eletivo em busca de impunidade.
Fonte: Na Boca da Noite

