O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (21), que aceita autorizar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos. A iniciativa, porém, foi condicionada ao atendimento de uma série de exigências relacionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição.
A manifestação foi formalizada em uma petição encaminhada ao ministro André Mendonça, relator do caso na Corte Eleitoral. Entre as condições apresentadas pelo candidato do PL estão a divulgação de informações de pessoas próximas ao presidente, registros de acesso a prédios oficiais e dados relacionados a empresas e familiares do petista.
Flávio também solicitou informações sobre Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, além de registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e a abertura de sigilo de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente.
Pedido ocorre após iniciativa de Lula
A manifestação de Flávio foi apresentada um dia depois de Lula protocolar no TSE uma autorização para a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, referentes aos últimos oito anos. O presidente condicionou a medida à adoção de iniciativa equivalente por seu adversário, incluindo informações de familiares e empresas vinculadas a ambos.
Ao responder à proposta, o candidato do PL ampliou o conjunto de exigências para incluir dados de terceiros e informações relacionadas à estrutura do governo federal.
Flávio classificou a iniciativa de Lula como uma “verdadeira aberração jurídica”. Na avaliação do candidato, o presidente poderia tornar públicos seus extratos sem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.
Ministro André Mendonça será responsável pelo caso
As petições apresentadas pelos dois candidatos foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, responsável pela relatoria do processo no TSE.
A discussão ocorre durante a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e envolve as condições estabelecidas por cada candidato para a divulgação de informações protegidas por sigilo.
A autorização apresentada por Flávio está condicionada ao cumprimento das exigências descritas em sua manifestação. Portanto, o protocolo do documento não significa que os dados já tenham sido divulgados publicamente.
Até o momento, o caso aguarda análise da Justiça Eleitoral.
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Fonte: O Poti

