Política

Eduardo não mentiu dessa vez “Ele avisou que Flávio fugiria do país

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu que seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deixe o Brasil caso perca a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25).

A declaração foi feita nesta sexta-feira (23), durante entrevista ao programa americano “Louder with Crowder”, apresentado pelo podcaster Steven Crowder.

Não precisou de 48 horas para se cumprir a fala do fugitivo, irmão do ex presidenciável e pelo que parece, novo fugitivo da família Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil na noite de segunda-feira, 26, com destino à Argentina, de onde seguiria para os Estados Unidos em um voo privado. A informação foi publicada nesta terça-feira, 27, pelo site argentino Infobae.

Segundo o portal, Flávio teria cruzado a fronteira usando o documento nacional de identidade e embarcado em Puerto Iguazú, na província de Misiones. A decolagem estava prevista para as 2h desta terça-feira, no horário local.Tudo sobre Política em primeira mão

Jato estaria ligado à empresa argentina

A reportagem do Infobae cita um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, atribuído à empresa Baires Fly S.A. Segundo o veículo, a companhia teria solicitado os procedimentos alfandegários e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes.

De acordo com o site, a aeronave está registrada na Argentina desde 25 de setembro de 2020 em nome da empresa. Antes disso, teria operado com matrículas dos Estados Unidos e do México.

Fabricado em 2004 pela Gulfstream Aerospace, o G400 tem dois motores Rolls-Royce Tay. Conforme as informações apresentadas pelo Infobae, o modelo pode transportar até 13 passageiros e tem autonomia estimada entre 7 mil e 7,8 mil quilômetros.

O portal argentino, que se apresenta como um dos principais veículos de notícias do país, também destaca os serviços oferecidos pela Baires Fly, como atendimento personalizado, refeições especiais e bar a bordo.

Flávio diz que entregará passaportes à PF

A suposta viagem ocorre após uma determinação atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio entregue seus passaportes à Polícia Federal (PF) em até 24 horas. A ordem teria sido expedida na noite de domingo, 25, data do segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo as informações divulgadas, a decisão também proíbe o senador de manter contato com o advogado Willer Tomaz, seu amigo e investigado com ele em um inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro. A investigação apura um possível esquema envolvendo empresas ligadas a Tomaz e casas de apostas.

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