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    Inscrições para Bolsa Atleta 2026 terminam nesta sexta-feira

    © Alessandra Cabral/CPB/Direitos Reservados

    As inscrições para o ciclo 2026 do Programa Bolsa Atleta terminam às 23h59 desta sexta-feira (6). O programa federal de patrocínio individual beneficia atletas que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais reconhecidas pelo Ministério do Esporte.

    O auxílio garante condições mínimas para que os atletas possam se dedicar exclusivamente ao treinamento e às competições nacionais e internacionais.

    O valor do benefício pago mensalmente varia conforme a categoria do atleta: 

    • atleta de base: R$ 410;
    • atleta estudantil: R$ 410;
    • atleta nacional: R$ 1.025;
    • atleta internacional: R$ 2.051;
    • atleta olímpico/paralímpico/surdolímpico – R$ 3.437.

    Clique aqui e confira os pré-requisitos para cada categoria do Bolsa Atleta.

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    Inscrições

    As inscrições devem ser feitas na página eletrônica do Bolsa Atleta, com login da conta Gov.br.

    O candidato poderá acompanhar o andamento do processo na área virtual restrita ao atleta, com login e senha recebidos no e-mail cadastrado no momento da inscrição.

    Caso a documentação enviada esteja errada ou incompleta, o atleta inscrito será notificado pelo Ministério do Esporte, por meio eletrônico, para complementar a documentação ou as informações, no prazo de 30 dias corridos.

    Resultados

    A publicação da primeira lista de contemplados pelo programa será em 23 de março. O resultado final está previsto para até 24 de abril.

    Após ser contemplado, o pré-selecionados têm 30 dias para assinar o termo de adesão no próprio sistema. Se for menor de 18 anos, o responsável legal também deve assinar via plataforma Gov.br.

    Os atletas terão garantido o pagamento de 12 parcelas mensais do auxílio financeiro, no valor da categoria correspondente, em conta bancária individual.

    A prestação de contas deve ser feita em até 30 dias após o recebimento da 12ª e última parcela, via sistema, com declarações de que o atleta se manteve treinando e competindo.

    Gestantes

    O programa também prevê regras de acolhimento para atletas gestantes e puérperas. Segundo o edital do Bolsa Atleta 2026, a renovação do benefício é garantida às atletas que não competiram em 2025 por motivo de gravidez. Neste caso, elas podem usar o resultado obtido no ano anterior, portanto, antes da gestação.  

    O benefício também será estendido por até seis meses após o parto (máximo de 15 parcelas), mediante laudo médico.

    Para assegurar a renovação, a atleta deve notificar o Ministério do Esporte sobre a data do início da gestação e previsão do parto.

    Posteriormente, a bolsista deverá encaminhar a certidão de nascimento da criança ou termo judicial de guarda definitiva em até 15 dias do nascimento ou da guarda.

    As regras são as mesmas para a gestante que atua como atleta guia e atleta assistente de paratletas com deficiência visual.

    Programa em números

    Em 2025, o programa beneficiou 9.207 atletas. Trata-se do maior número de contemplados desde a criação do Bolsa Atleta, em 2005.

    Em comparação com 2024, houve um aumento de 5,36% no número de bolsistas, totalizando 8.739 beneficiários.

    Os investimentos também avançaram: passaram de R$ 160 milhões, em 2024, para R$ 176 milhões, no ano passado.

    Mais informações, modelos de documentos e orientações estão disponíveis na página do Bolsa Atleta.

     

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Trump posta vídeo racista com casal Obama como macacos

    © REUTERS/Eric Thayer/Proibida reprodução

    O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, publicou em uma rede social, na madrugada desta sexta-feira (6), um vídeo com teor racista onde aparecem representados como macacos o ex-presidente dos EUA Barack Obama e a ex-primeira dama Michelle Obama. Obama foi o primeiro presidente negro da história dos EUA.

    A imagem de 2 segundos foi incluída ao final de um vídeo de cerca de 1 minuto, com teorias da conspiração que repercutem denúncias não comprovadas de fraude nas eleições de 2020, quando Trump perdeu para o presidente democrata Joe Biden e não reconheceu os resultados.

    Em resposta à publicação, o líder dos democratas da Câmara de Representantes dos EUA, o deputado negro Hakeem Jeffries, defendeu Obama e Michelle como “o melhor deste país”.

    “Donald Trump é um verme vil, desequilibrado e maligno. Por que líderes republicanos como John Thune continuam a apoiar esse indivíduo doente? Todos os republicanos devem denunciar imediatamente o fanatismo repugnante de Donald Trump”, defendeu.

    Falsas denúncias de fraude

    O vídeo foi um dos 60 posts que o presidente Trump fez durante apenas três horas, boa parte com acusações de fraudes na eleição de 2020 que nunca chegaram a ser comprovadas.

    No vídeo em que Obama aparece como macaco aparecem as acusações já desmentidas de que a empresa de contagem de votos Dominion Voting Systems teria ajudada a fraudar a eleição.

    Por ter veiculado essa falsa acusação, a emissora trumpista Fox News fez um acordo extrajudicial de US$ 787 milhões com a Dominion para suspender um processo de difamação movido pela empresa de tecnologia citada.

    Risco eleitoral de Trump

    O reforço na tese de fraude eleitoral em 2020 por parte do presidente dos EUA ocorre em meio a avaliações de que Trump pode perder a pequena maioria que mantém na Câmara e no Senado estadunidenses nas eleições de novembro deste ano.

    No último sábado, o democrata Taylor Rehmet conquistou uma cadeira no Senado estadual do Texas que era ocupada por um republicano desde a década de 1990, informou a historiadora Heather Cox Richardson, da Universidade de Boston.

    “[O democrata] venceu com uma margem de 14,4 pontos percentuais em um distrito que Trump venceu em 2024 por 17 pontos. A virada de 32 pontos percentuais deixou os republicanos ‘em pânico total’”, disse a especialista. 

    Ainda nesta semana, o estrategista trumpista Steve Bannon afirmou que o governo deve colocar agentes da polícia de imigração ICE, alvo dos recentes protestos nos EUA, repetindo outra alegação não comprovada de que os imigrantes ilegais “corrompem a eleição”.

    No ano passado, republicanos alteraram os limites dos distritos eleitorais no Texas e no Missouri, prática conhecida como “gerrymandering”, ou “manipulação eleitoral”, em tradução livre. 

    gerrymandering consiste no redesenho das fronteiras dos distritos eleitorais para favorecer determinada visão política. Por exemplo, o redesenho pode dividir uma região de maioria negra e urbana em dois distritos diferentes, onde a população negra passa a ser minoria diante de populações brancas e rurais que foram incluídas na mesma área.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Os assassinos do cão Orelha e os arquivos Epstein

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    Podres poderes: os assassinos do cão Orelha e os arquivos Epstein

    A morte do cãozinho Orelha, que comoveu o Brasil, completa um mês nesta quinta-feira, dia 5, sem desfecho nas investigações pela Polícia Civil. Na Praia Brava, em Florianópolis, no dia 5 de janeiro, o cachorro comunitário Orelha foi encontrado agonizando no dia 4 de janeiro, debaixo de um carro, com marcas de tortura, e não resistiu aos ferimentos. Após informações desencontradas da polícia catarinense, descobriu-se, através de depoimentos e gravações de câmeras de segurança, que quatro adolescentes teriam atraído o cachorro, tentado afogá-lo, torturando-o e deixando o animal abandonado para morrer. Dois dos adolescentes teriam sido mandados para a Disney, nos EUA, pelos pais, dias depois. O caso ganhou repercussão após o porteiro de um condomínio onde os suspeitos moram divulgar áudio em um grupo de vigilantes onde um deles afirma: “Eles parecem ter dado umas pauladas no cachorro e depois foram lá e mexeram na barraca ainda. São uns folgados que têm aí”.

    Após a repercussão do caso, pais e um tio dos jovens foram indiciados por coação. Uma operação cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Mandados também foram executados em locais associados a adultos suspeitos de coagir o vigilante de um condomínio que teria imagens relevantes para a investigação. A polícia afirmou que os adolescentes investigados pela morte do animal teriam tentado afogar outro cachorro, conhecido como Caramelo. Para manifestantes dos direitos dos animais, as investigações estariam lentas e confusas.

    Nestas semanas outro assunto, este de maneira global e mais forte, que dominou o noticiário e chocou a todos foi a divulgação de milhares de documentos do chamado Arquivo Epstein, referente ao material que pertencia ao magnata das finanças americano Jeffrey Epstein, que morreu misteriosamente na cadeia em 2019, preso que estava por tráfico sexual. No último lote do material — chamado de arquivos Epstein — divulgado em 30 de janeiro pelo FBI: três milhões de páginas, 180 mil imagens, 2 mil vídeos e vários nomes de bilionários, políticos, artistas e celebridades de todo o mundo. Algumas informações, imagens e vídeos indicam tráfico sexual e mesmo pedofilia. Material pesado e perturbador.

    O que a morte de um cachorrinho em Santa Catarina e a divulgação de material de um magnata pervertido tem a ver um com outro? Quase nada. E ao mesmo tempo, quase tudo. Em ambos os casos, a esfera de poder onde os envolvidos estão lhes confere uma aura de impunidade. Como se tivessem, a certeza que nada lhes aconteceria jamais.

    Senão vejamos: os pais dos adolescentes que teriam torturado e matado Orelha em nenhum momento apareceram em público para dar explicações ou pedir desculpas em nome dos filhos. Pelo contrário. Coagiram porteiros e testemunhas e tentaram apagar gravações para proteger os filhinhos. Depois tentaram intervir nas investigações e, como dito, evadiram os meliantes da cena do crime. Não como pobres fariam, um refúgio na periferia, ou um casebre escondido no interior. São donos de hotéis e resorts. Mandaram os filhos para os EUA, país presidido por Donald Trump.

    O mesmo Trump que aparece milhares de vezes nos arquivos Epstein, com farta documentação em vídeos e fotos com Epstein, de quem Trump diz ter se distanciado ainda nos anos 2010. Uma análise amadora sobre a auto-confiança com que Trump e Epstein se deixam gravar em vídeos admirando pré-adolescentes de 13 anos ou em festas cercados por jovens mulheres, deixa claro que eles tinham a certeza de que jamais seriam punidos por qualquer crime que eventualmente estivessem cometendo.

    Trump e Epstein, dois homens brancos e ricos. Assim como os pais dos adolescentes assassinos em Santa Catarina. Estado que, aliás, é registrado imenso casos de xenofobia contra nordestinos, negros e minorias outras. Orelha foi morto no estado onde o governador, Jorginho Mello, quer proibir cotas raciais nas universidades. A mesma Santa Catarina onde um prefeito fez um “passaporte municipal” e queria exigir de pessoas pobre que chegassem a cidade de ônibus que teriam dinheiro para ir embora, uma fiscalização ilegal que é vedada pela Constituição.

    Sei de amigos que fazem chacota da minha insistência neste raciocínio, mas os fatos me levam sempre a abordar o tema: homens brancos e ricos, ou seja, que detém o poder social e econômico, acreditam (na verdade tem certeza) que podem fazer tudo e sair impunes. Que para eles, as leis são diferentes. Que seus privilégios na verdade são direitos, como acreditavam os monarcas europeus do século 16.

    Claro que o recorte de cor e gênero é ilustrativo de um espaço histórico de poder. Negros como o deputado Hélio Negrão e mulheres como Michele Bolsonaro, não obstante raça e gênero, validam o patriarcado, machismo e racismo, se aliando a quem tradicionalmente os oprimem. Sabemos todos, ou deveríamos, que se adolescentes negros numa favela tivessem matado Orelha, o tratamento dado a eles pela polícia e MP não seria o mesmo dado aos ilustres empresários catarinenses e seus rebentos.

    São podres poderes exercidos por quem tem certeza da impunidade. Ainda que um Epstein, assim como eventualmente um Eike Batista ou um Naji Nahas, seja julgado e condenado e preso, o sistema permite que se sintam à vontade para cometer crimes. Para finalizar com verso de Caetano na canção que nomeia este texto, “enquanto os homens exercem seus podres poderes/índios e padres e bichas, negros e mulheres/E adolescentes/Fazem o carnaval”. E que esse Carnaval, que começa semana que vem, não impeça que se faça justiça ao cachorrinho Orelha e as vítimas de Epstein e seus cúmplices.

    Fonte: saibamais.jor.br

    RN amplia ações institucionais no enfrentamento à intolerância religiosa

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    RN amplia ações institucionais no enfrentamento à intolerância religiosa

    Celebrado em fevereiro, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa reforça a defesa da liberdade de crença e do respeito às diferentes manifestações religiosas, direitos assegurados pela Constituição Federal. A data também chama atenção para práticas de discriminação e violência motivadas pela fé, que ainda atingem indivíduos e comunidades em diversas regiões do país.

    No campo jurídico, o enfrentamento à intolerância religiosa é respaldado por legislações específicas. Em âmbito nacional, a Lei nº 7.716/1989 tipifica como crime o racismo, a injúria racial e a discriminação, incluindo atos praticados contra pessoas ou grupos em razão de sua religião, origem ou etnia. A legislação estabelece que intolerância não é opinião, mas crime.

    No Rio Grande do Norte, esse compromisso foi reforçado com a sanção da Lei Estadual nº 12.605/2025, que reafirma que racismo, injúria racial e discriminação são crimes previstos em lei. As ações no estado são articuladas pela Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, responsável por coordenar políticas voltadas à promoção da igualdade racial, da diversidade religiosa e dos direitos humanos.

    Além do marco legal, o estado conta com uma estrutura especializada para acolhimento e investigação dessas ocorrências. A Delegacia Especializada de Combate a Crimes de Racismo, Intolerância e Discriminação atua na apuração das denúncias, no apoio às vítimas e na responsabilização dos autores, integrando a rede estadual de proteção.

    A Semjidh também atua por meio da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial, que desenvolve políticas públicas, ações educativas e articulação com a sociedade civil. Para Giselma Omilê, coordenadora da área, a existência de uma secretaria estruturada é decisiva para garantir avanços no enfrentamento às discriminações. “O Rio Grande do Norte tem uma secretaria organizada para discutir e enfrentar o racismo, a intolerância religiosa e outras formas de discriminação. A Coordenadoria atua de forma integrada, garantindo a participação social por meio do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial e desenvolvendo ações como o programa Igualdade Racial nas Escolas, que leva esse debate para o ambiente educacional”, afirma.

    A coordenadora também destaca os avanços trazidos pela legislação estadual. “A Lei nº 12.605 estabelece a obrigatoriedade de órgãos públicos e privados afixarem cartazes informando que racismo, injúria racial e discriminação racial são crimes previstos em lei. O não cumprimento acarreta multa, e os valores arrecadados são revertidos para os órgãos de promoção da igualdade racial”, explica.

    Dados recentes indicam que a intolerância religiosa tem avançado também no Nordeste, acompanhando a tendência de crescimento observada em todo o país. Em Pernambuco, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos registrou 184 ocorrências relacionadas à liberdade religiosa em 2025, um aumento de 24,3% em relação ao ano anterior e superior a 200% na comparação com 2023. Na Paraíba, o crescimento foi ainda mais expressivo: o Disque 100 contabilizou 62 denúncias de intolerância religiosa em 2025, número 244% maior do que o registrado em 2024.

    No Rio Grande do Norte, não há dados públicos consolidados e divulgados oficialmente com recorte estadual específico sobre esse tipo de violação, o que dificulta a mensuração precisa da dimensão do problema no estado. Mesmo assim, o cenário regional aponta para uma escalada grande das ocorrências, sobretudo contra religiões de matriz africana, reforçando a necessidade de políticas de enfrentamento à discriminação.

    Segundo Giselma Omilê, a implementação da medida já está em andamento no âmbito do Governo do Estado. “Já iniciamos a fixação dos cartazes na Secretaria de Segurança e em espaços de cultura e lazer, como o Teatro Alberto Maranhão. Também contamos com a colaboração do Conselho de Igualdade Racial, que tem contribuído para a articulação com as unidades territoriais tradicionais, que são espaços fundamentais no enfrentamento ao racismo”, finaliza.

    Como denunciar?

    O Disque 100 é um dos principais canais de denúncia para violações de direitos humanos. Além da ligação telefônica, o serviço oferece atendimento via WhatsApp (61) 99611-0100, Telegram (buscando por “direitoshumanosbrasil”), videochamada em Libras e pelo site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

    SAIBA+
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    Fonte: saibamais.jor.br

    Poupança tem retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro

    © Marcello Casal JrAgência Brasil

    O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em janeiro, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 23,5 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Banco Central (BC).

    No mês passado, foram aplicados R$ 331,2 bilhões, contra saques da ordem de R$ 354,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,4 bilhões. O saldo da poupança é pouco mais de R$ 1 trilhão.

    Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.

    Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho. Em julho do ano passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC interrompeu o ciclo de aumento de juros após sete altas seguidas na Selic e, desde então, vem mantendo a taxa em 15% ao ano.

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    O objetivo da autoridade monetária é garantir que a meta da inflação, de 3%, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

    Em dezembro, a alta no preço dos transportes por aplicativo e das passagens aéreas fez a inflação chegar a 0,33%, acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país acumular alta de 4,26% em 2025.

    Na ata da reunião do Copom, o BC confirmou que começará a reduzir os juros no próximo encontro do colegiado, em março. Entretanto, a autarquia não indicou a magnitude do corte e esclareceu que os juros continuarão em níveis restritivos.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Mulher é presa após arremessar gata do 12º andar de prédio em Curitiba

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    © Polícia Civil do Paraná

    Uma mulher foi presa em flagrante, nessa quinta-feira (5), após jogar uma gata do 12º andar de um prédio no centro de Curitiba, no Paraná.

    Segundo informações do delegado Guilherme Dias, moradores do prédio ouviram os miados da gata e, quando olharam pelas janelas de seus apartamentos, viram o animal sendo jogado para fora.

    O delegado informou que, segundo o neto da mulher, ela “não gosta de gatos e agressões contra o animal eram frequentes”. As testemunhas chamaram a polícia, que prenderam a suspeita em flagrante.

    A gatinha conseguiu sobreviver, mas sofreu traumatismo crânio encefálico, contusão pulmonar e hemorragia severa na região da bexiga. O animal está  recebendo atendimento veterinário na Organização Não Governamental Força Animal.

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    Maus-tratos

    No dia 27 de janeiro, o cão comunitário Abacate foi morto por um tiro de arma de fogo na cidade de Toledo, também no Paraná. A polícia ainda procura o suspeito.

    Em Santa Catarina, a polícia registrou o caso do cachorro Orelha, agredido por adolescentes na Praia Brava no dia 4 de janeiro. Ele morreu no dia seguinte.

    A investigação levou a polícia a pedir a internação de um dos jovens envolvidos e também houve o indiciamento de três parentes dos suspeitos.

     

     

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Foi-se o Bloquinho? realiza baile em Ponta Negra e celebra legado de Gilberto Gil

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    Foi-se o Bloquinho? realiza baile em Ponta Negra e celebra legado de Gilberto Gil

    Em seu terceiro ano consecutivo, o Foi-se o Bloquinho? volta a ocupar as ruas de Natal no Carnaval de 2026 reafirmando uma proposta que combina festa, cultura popular e posicionamento político. O bloco desfila mais uma vez em Ponta Negra e promove, no próximo sábado (7), a partir das 17h, o tradicional baile carnavalesco no Ô Fuxico Bar, localizado na Rua Praia do Sagi, 2074, em frente à Árvore de Natal do bairro. A programação reúne frevo, samba e música popular brasileira, com expectativa de público em torno de 200 foliões.

    Criado em 2024 por militantes de movimentos sociais, o Foi-se o Bloquinho? surgiu do desejo de vivenciar o carnaval de rua como espaço de encontro, engajamento e diálogo. Para Jan Varela, um dos coordenadores do bloco, o crescimento ao longo das edições é perceptível. “O amadurecimento é visível em vários níveis. O Foi-se o Bloquinho? nasceu formado por militantes do movimento social que buscavam uma forma de viver o carnaval de rua de Natal, envolver mais pessoas e promover um espaço de diálogo”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais. Segundo ele, o carnaval sempre foi entendido pelo grupo como sinônimo de participação e mobilização. “Hoje, no terceiro ano, o bloco tem identidade consolidada, público fiel e uma proposta clara”, completa.

    Jan destaca ainda que a experiência acumulada ajudou a aprimorar a organização e a relação com a cidade. “Aprendemos a dialogar melhor com a cidade e seus atores e, principalmente, a entender que o carnaval também é espaço de escuta, formação simbólica, disputa de ideias e construção coletiva”, avalia.

    A edição de 2026 tem como tema o legado de Gilberto Gil, escolha que, segundo os organizadores, dialoga diretamente com a identidade política e cultural do bloco. Arthur Varela explica que o artista representa uma síntese entre música, pensamento crítico e liberdade. “Gil representa como poucos a junção entre cultura popular, pensamento político e liberdade criativa. Sua obra atravessa mais de seis décadas defendendo a democracia, a diversidade e a soberania cultural”, afirma. Para ele, a homenagem também funciona como posicionamento. “Escolhê-lo como tema é afirmar que o Foi-se o Bloquinho? bebe dessa mesma fonte, entendendo a cultura como instrumento de transformação social, sem dogmatismo, com alegria e inteligência.”

    A curadoria musical reflete essa proposta ao reunir frevo, samba e MPB. A programação começa com a Banda Vinil Elétrico, que apresenta clássicos do carnaval brasileiro, seguida por uma orquestra de frevo que percorre as ruas de Ponta Negra. Arthur explica que as escolhas musicais partem da memória afetiva da folia. “O critério principal é promover uma escuta direta da rua e da memória do carnaval brasileiro. O frevo e o samba fazem o corpo se mover, enquanto a MPB traz reflexão, poesia e contexto social”, diz. “A ideia é provocar uma experiência que faça dançar e pensar ao mesmo tempo.”

    Levar o bloco às ruas envolve desafios estruturais importantes. Jan Varela aponta que o principal deles é garantir a viabilidade de uma festa gratuita e aberta. “O maior desafio é o financiamento para fazer uma festa sem bilheteria, com qualidade e num ambiente confortável”, explica. Segundo ele, a venda de camisas é o principal instrumento de arrecadação para custear músicos, equipe de apoio e logística. “Por sermos um bloco de rua com perfil progressista, precisamos oferecer a melhor experiência possível aos foliões, e o apoio de empresas e entidades tem sido fundamental”, ressalta.

    Além da questão financeira, Jan destaca um desafio político-cultural. “Existe também o desafio de ocupar a rua sem cair na lógica do ‘mais do mesmo’, mostrando que é possível fazer carnaval com identidade, organização, posicionamento e profissionalismo, mesmo com recursos limitados”, afirma.

    Os valores progressistas e democráticos do Foi-se o Bloquinho? se expressam, segundo os organizadores, na prática da festa. “Eles aparecem na forma como o bloco se organiza e se apresenta: um espaço plural, aberto, sem exclusões, que respeita as diferenças e valoriza a diversidade”, afirma Jan. “Isso está no repertório, na linguagem visual, na convivência entre as pessoas e na defesa explícita da democracia e da cultura popular.”

    Para Arthur Varela, a expectativa é que o público leve mais do que a lembrança da festa. “Esperamos que nosso baile seja um momento de reafirmação de que a cultura popular é poderosa e que é possível defender ideias democráticas com alegria, afeto e criatividade”, diz. “Que as pessoas saiam com a sensação de pertencimento e com a certeza de que o Brasil que queremos construir também passa pela música, pela festa e pelo encontro no meio do povo.”

    Serviço
    Baile do Foi-se o Bloquinho?
    7 de fevereiro, sábado, a partir das 17h
    Local: Ô Fuxico Bar

    SAIBA+
    Carnaval 2026: ensaios e prévias de blocos já movimentam Natal; confira



    Fonte: saibamais.jor.br

    Blocos contam expectativa para estrear no carnaval do Rio

    © Forro da Taylor/Divulgação

    Entre os 462 blocos autorizados a desfilar no carnaval do Rio de Janeiro pela Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur), 35 vão reunir foliões pela primeira vez. Neste ano, o carnaval de rua da cidade teve o recorde de 803 blocos inscritos e deve atrair cerca de 6 milhões pessoas, entre moradores e turistas, que vão ocupar ruas, praças e avenidas em todas as regiões da cidade.

    Um desses novos blocos autorizados pela Riotur é o Forro da Taylor. O fundador, Igor Conde, conta que o bloco surgiu como uma rodinha de amigos músicos forrozeiros em outubro de 2017.

    Igor morava com dois sanfoneiros na Rua Taylor, em Santa Teresa, e resolveram fazer, aos domingos, uma rodinha de forró descontraída com os amigos. A roda foi enchendo de gente, acabou virando um evento e começou a reunir 1,5 mil na Praça Glauce Rocha, perto da Rua Taylor, e passaram a descer Santa Teresa em cortejo.

    Daí, conta Igor, surgiu o Cortaylor, o cortejo do Forró da Taylor, que começou a desfilar no carnaval em 2022 de forma não oficial em Santa Teresa. No ano passado, o local foi o Aterro do Flamengo.

    “Este ano, para a gente poder oficializar o bloco, temos que fazê-lo parado, no palco. Será no Largo de São Francisco, no centro, no Sábado de Carnaval (14), a partir das 8h”, contra Igor, que canta e toca zabumba com mais seis músicos.

    O músico destaca que o grupo foi incorporando músicas de carnaval e do repertório pop.

    “A gente toca os maiores sucessos do Brasil e internacional em ritmo de forró pé de serra. Nosso jeito de tocar músicas de sucesso em formato de forró é irreverente. A gente chama de um novo gênero musical, de forró xucado, meio bagunçado, carioca”, diz Igor.

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    Blocos não oficiais

    Fundadora do bloco Treme Treme, a percussionista e produtora Gabi Assis destaca que a temática é pagode baiano e funk carioca.

    “A ideia é fazer todo mundo dançar. O nome é provocativo, o Treme Treme vem do rebolar, do verão, do carnaval. O repertório é pensado em músicas dançantes. Nosso bloco também é conhecido pelas coreografias. A gente tem um corpo de baile formado por bailarinos profissionais, que faz a linha de frente com uma performance”, conta Gabi.

     O bloco, que faz parte do carnaval não oficial, começou a ser organizado em 2024, pois a ideia era sair em 2025, mas não foi possível. Os ensaios começaram em junho de 2025, geralmente na Praça da Harmonia, na Saúde. São 25 integrantes entre músicos e dançarinos.

    “Vamos desfilar em cortejo dia 7 de fevereiro a partir das 16h. O local será ou na região portuária ou na Prainha da Glória, no Posto 0, no Aterro do Flamengo”, acrescenta Gabi.

    Fundador do bloco Alto Astral, Thadeu Marinho conta que o grupo é uma manifestação cultural que não faz parte do roteiro oficial da Riotur.

    “São músicas felizes, como Acordei Feliz, do Charlie Brown, Final Feliz, do Jorge Vercilo. A gente também tem perna de pau, apresentações circenses. Somos 60 integrantes”, diz.

    O Alto Astral começou os ensaios em outubro de 2025 no Aterro do Flamengo aos fim de semana entre 14h e 15h.

    “A gente vai tocar parado este ano. O local da apresentação será divulgado na véspera para não encher demais. Será no sábado de carnaval, dia 14”, afirma Thadeu.

    Esse não é o primeiro bloco fundado por Thadeu. Em carnavais passados, também foi obra dele o bloco chamado Nova Bad, que só tocava músicas tristes. Mesmo com o “baixo astral”, o bloco foi encerrado porque estava ficando muito lotado, contou.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Lula dá régua e compasso ao povo brasileiro

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    Lula dá régua e compasso ao povo brasileiro

    “A única coisa que eu não discuto é a soberania do meu país”. Essa frase do presidente Lula é a síntese do pensamento de um líder democrático e popular que não abre mão da autonomia de um Estado independente na hora de governar seu próprio povo, sem se submeter às pressões externas de países estrangeiros.

    O presidente Lula usou a entrevista concedida, nesta quinta-feira (5), à jornalista Daniela Lima, do portal UOL, para passar vários recados e mensagens.

    2026 é um ano eleitoral-chave para o Brasil por vários motivos, entre os quais eu destacaria o avanço da extrema direita no mundo e a ofensiva interna que vivemos nos últimos meses, com ataques de parlamentares brasileiros lesa-pátrias pedindo a potências internacionais que retaliem os produtos nacionais e até invadam nosso território.

    Lula mostrou nesta entrevista por que o Brasil precisa dele por mais quatro anos. Um estadista com um discurso ainda mais afiado e consciente do papel estratégico que possui como líder de um país em reconstrução.

    A mensagem de Lula é clara também quanto à urgência de elegermos, para o Legislativo, deputados e senadores alinhados com esse perfil político popular voltado para atender as reais necessidades do país.  

    Economia

    Ao longo da conversa com o UOL, Lula deixa claro que os números da economia brasileira nos três primeiros anos do governo do PT são demolidores para qualquer candidato de oposição que venha disputar a Presidência da República contra ele em outubro:

    “É um país que tem o maior aumento do salário mínimo, o maior aumento da massa salarial, a menor inflação contínua da história em quatro anos. Um país que tem a Bolsa crescendo continuamente, que recebeu, só no mês de janeiro, R$ 26 bilhões de investimentos externos. Um país que tem a maior concentração de população economicamente ativa. Um país que é respeitado pela China, pelos Estados Unidos”, disse.

    Uma das conquistas mais celebradas pelo nosso governo em 2025, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, também foi exaltada como promessa de campanha cumprida e, principalmente, por alcançar milhões de brasileiros que nunca tiveram acesso a esse benefício:

    “A questão do Imposto de Renda é uma novidade extraordinária, porque é a primeira vez na história que quem ganha até R$ 5 mil não vai pagar. Uma professora que ganha R$ 5 mil vai ter um ganho de R$ 4,8 mil por ano. É como um 14º salário”, lembrou.

    Escala 6 x 1

    Na área social, Lula reafirmou também o compromisso do governo em defender o fim da escala 6 x 1, cuja Proposta de Emenda à Constituição (PEC) tramita no Senado Federal.

    Tenho acompanhado esse debate de perto no Congresso Nacional como um dos deputados que votou a favor do projeto original e venho atuando há meses na mobilização da sociedade, especialmente no Rio Grande do Norte, para que a população pressione os demais parlamentares da bancada potiguar na defesa dessa pauta. Aliás, Lula foi bem claro ao dividir com o Congresso a tarefa de aprovar o projeto:

    “Essa não é uma tarefa só do governo. O governo tem que estabelecer uma discussão com o Congresso. Vamos estabelecer discussão com o empresariado e com os trabalhadores e fazer aquilo que é possível. O dado concreto é que está na hora de a gente fazer uma mudança na jornada para que o povo tenha mais tempo de estudar, de pensar”, afirmou.

    Temas sensíveis

    Lula respondeu a todas as perguntas, algumas mais sensíveis, como questionamentos sobre as investigações do Banco Central relacionadas às denúncias envolvendo o Banco Máster, possivelmente a maior fraude bancária da história do país. Ele também não fugiu das indagações sobre a situação da Venezuela ou a CPI mista do INSS, escândalo descoberto pelos órgãos de controle do governo do PT envolvendo suspeitas de corrupção iniciadas no governo Bolsonaro.

    A entrevista de Lula ao UOL mostrou a lucidez de um presidente que governa para todos, sem distinção ou preferência ideológica. Um estadista incansável na missão de recuperar um país devastado por administrações trágicas num passado recente.

    Em “Aquele Abraço”, Gilberto Gil usa a metáfora “régua e compasso” para dizer que a Bahia lhe deu as ferramentas necessárias para driblar os desafios da vida.

    Lula é esse instrumento da arquitetura imaterial brasileira que transforma a régua e o compasso em esperança num Brasil ainda mais promissor.

    Assista a entrevista completa do presidente Lula

    Fonte: saibamais.jor.br

    Rainha do rock, Rita Lee será padroeira da liberdade na Mocidade

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    © Marco Senche/Wikimedia Commons

    “Eu bato samba de guitarra/ Eu gosto tanto de café/ Quanto de Coca-Cola… Existem sempre os dois lados da questão”, diz a letra de Tum Tum, um samba aparentemente improvável composto por Rita Lee e pelo parceiro de vida e de música Roberto de Carvalho. A canção está registrada no álbum Santa Rita de Sampa (1997).

    A cantora e compositora paulistana (1947-2023), batizada de Rainha do Rock no Brasil, é o enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, que traz o título Rita Lee, a padroeira da liberdade.

    >> Enredos das escolas de samba contam a história não oficial

    >> Conheça os enredos das escolas do Grupo Especial do Rio em 2026

    >> Acompanhe a cobertura do carnaval na Agência Brasil

    Se samba e rock podem parecer à primeira vista (ou audição) água e azeite, o convite a todos da Mocidade trata de deixar tudo bem misturado.

    “Chega mais, Rita. Vem para o templo do samba fazer um monte de gente feliz. Bota esse povo para cantar tuas músicas de letras afiadas, irreverentes, bem-humoradas, divertidas. Alegremente carnavalescas. Teu “rockcarnaval”. Baila. Como se baila na tribo. Desbaratina. Lança teu perfume na avenida”, roga a sinopse pela qual a escola apresentou o enredo à sua comunidade.

    Segundo a Mocidade, Rita Lee foi um “sopro libertário” e seu “roque enrow” serviu como “um deboche lisérgico [alucinante] que refrescou e mudou a cena musical no país.”

    A veia disruptiva da homenageada da escola de Padre Miguel deixa a agremiação em sintonia com as demais escolas de samba em desfiles que reverenciam quem quebrou barreiras e mudou paradigmas.

    Ópera rock 

    O samba não é um gênero musical de todo estranho à Rita Lee, como mostrou Tum tum. Antes dessa composição, ela gravou com João Gilberto Joujoux e Balangandãs, de Lamartine Babo. Compôs ainda, com Roberto de Carvalho, o samba Brasil é com S, também cantada com João Gilberto.

    Rita também gravou Samba do Arnesto (Adoniran Barbosa e Alocin) com Demônios da Garoa e até fez a marchinha de carnaval Frou frou, com Roberto de Carvalho. Além disso, gostava muito de Carmem Miranda e pode ser ouvida imitando “a pequena notável” em I like you so much.

    Independentemente do gênero musical, atributos de Rita Lee fazem dela um bom enredo, avalia Marcelo Misailidis, responsável pela coreografia da comissão de frente da Mocidade Independente de Padre Miguel.

    “Ela foi uma pessoa que teve uma postura contestadora. Alguém muito lúcida e atenta às questões que realmente interessavam”, descreve à Agencia Brasil. “Uma mulher fascinante”

    Tarimbado no Sambódromo do Rio de Janeiro, Marcelo Misailidis tem formação no balé clássico e sabe que um desfile de escola de samba pode fazer tributos a uma roqueira, pois a Marques de Sapucaí é a avenida onde se cruzam diversas expressões artísticas.

    “Os desfiles de escola de samba são uma grande ópera a céu aberto. Eles obedecem toda a característica de narrativa como há em uma ópera ─ como um enorme espetáculo de grandes cenários e elencos gigantescos. Com essa densidade toda, os desfiles envolvem trabalho musical, artístico e cenográfico, [composição] indumentária e dança”.

    Santa Rita


    Rio de janeiro (RJ), 21/01/2026 - Renato Lage e o compositor Roberto de Carvalho. Foto: roberto_de_carvalho/Instagram
    Rio de janeiro (RJ), 21/01/2026 - Renato Lage e o compositor Roberto de Carvalho. Foto: roberto_de_carvalho/Instagram

    Renato Lage e o compositor Roberto de Carvalho, viúvo de Rita Lee. Foto: roberto_de_carvalho/Instagram

    A escolha de Rita Lee como enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel foi anunciada em 22 maio do ano passado, Dia de Santa Rita de Cássia, considerada santa dos casos impossíveis. O desfile é preparado pelo carnavalesco Renato Lage, que já venceu quatro carnavais do grupo especial das escolas de samba do Rio, três deles com a Mocidade.

    Ao todo, 13 sambas foram apresentados à escola. Em etapas eliminatórias e com participação da comunidade, o samba escolhido (em setembro) foi o assinado Jeffinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrósio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax. A letra do samba recomenda “quem foge ao padrão vence a regra”.

    O principal intérprete na avenida será Igor Vianna. Estreante na escola, ele segue o pai Ney Vianna (1942-1989), que cantou para a Mocidade Independente de Padre Miguel nos anos 1970 e 1980, e foi campeão com a escola no carnaval de 1985 no desfile “Ziriguidum 2001”.

    A Mocidade é a primeira agremiação a desfilar na segunda noite de apresentações das escolas do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro (segunda-feira, 16/2). A agremiação venceu os carnavais de 1979, 1985, 1990, 1991, 1996 e 2017.

    O músico Roberto de Carvalho, viúvo de Rita Lee, promete estar com a família na avenida desfilando na Mocidade. Em visita à escola à época dos preparativos no ano passado, ele desejou “que tudo seja perfeito, de acordo com o astral que eu sinto aqui no rolé na Mocidade de Padre Miguel”, como registrou a escola e ele replicou em seu perfil no Instagram.

    Conheça os enredos e a ordem dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro

    1º dia – domingo (15/2)

    • Acadêmicos de Niterói – Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil;
    • Imperatriz Leopoldinense – Camaleônico;
    • Portela – O Mistério do Príncipe do Bará;
    • Estação Primeira de Mangueira – Mestre Sacacá do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra.

    2º dia – segunda-feira (16/2)

    • Mocidade Independente de Padre Miguel – Rita Lee, a Padroeira da Liberdade;
    • Beija‑Flor de Nilópolis – Bembé do Mercado;
    • Unidos do Viradouro – Pra Cima, Ciça;
    • Unidos da Tijuca – Carolina Maria de Jesus.

    3º dia – terça-feira (17/2)

    • Paraíso do Tuiuti  – Lonã Ifá Lukumi;
    • Unidos de Vila Isabel – Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África;
    • Acadêmicos do Grande Rio – A Nação do Mangue;
    • Acadêmicos do Salgueiro – A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias