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    Blocos contam expectativa para estrear no carnaval do Rio

    © Forro da Taylor/Divulgação

    Entre os 462 blocos autorizados a desfilar no carnaval do Rio de Janeiro pela Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur), 35 vão reunir foliões pela primeira vez. Neste ano, o carnaval de rua da cidade teve o recorde de 803 blocos inscritos e deve atrair cerca de 6 milhões pessoas, entre moradores e turistas, que vão ocupar ruas, praças e avenidas em todas as regiões da cidade.

    Um desses novos blocos autorizados pela Riotur é o Forro da Taylor. O fundador, Igor Conde, conta que o bloco surgiu como uma rodinha de amigos músicos forrozeiros em outubro de 2017.

    Igor morava com dois sanfoneiros na Rua Taylor, em Santa Teresa, e resolveram fazer, aos domingos, uma rodinha de forró descontraída com os amigos. A roda foi enchendo de gente, acabou virando um evento e começou a reunir 1,5 mil na Praça Glauce Rocha, perto da Rua Taylor, e passaram a descer Santa Teresa em cortejo.

    Daí, conta Igor, surgiu o Cortaylor, o cortejo do Forró da Taylor, que começou a desfilar no carnaval em 2022 de forma não oficial em Santa Teresa. No ano passado, o local foi o Aterro do Flamengo.

    “Este ano, para a gente poder oficializar o bloco, temos que fazê-lo parado, no palco. Será no Largo de São Francisco, no centro, no Sábado de Carnaval (14), a partir das 8h”, contra Igor, que canta e toca zabumba com mais seis músicos.

    O músico destaca que o grupo foi incorporando músicas de carnaval e do repertório pop.

    “A gente toca os maiores sucessos do Brasil e internacional em ritmo de forró pé de serra. Nosso jeito de tocar músicas de sucesso em formato de forró é irreverente. A gente chama de um novo gênero musical, de forró xucado, meio bagunçado, carioca”, diz Igor.

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    Blocos não oficiais

    Fundadora do bloco Treme Treme, a percussionista e produtora Gabi Assis destaca que a temática é pagode baiano e funk carioca.

    “A ideia é fazer todo mundo dançar. O nome é provocativo, o Treme Treme vem do rebolar, do verão, do carnaval. O repertório é pensado em músicas dançantes. Nosso bloco também é conhecido pelas coreografias. A gente tem um corpo de baile formado por bailarinos profissionais, que faz a linha de frente com uma performance”, conta Gabi.

     O bloco, que faz parte do carnaval não oficial, começou a ser organizado em 2024, pois a ideia era sair em 2025, mas não foi possível. Os ensaios começaram em junho de 2025, geralmente na Praça da Harmonia, na Saúde. São 25 integrantes entre músicos e dançarinos.

    “Vamos desfilar em cortejo dia 7 de fevereiro a partir das 16h. O local será ou na região portuária ou na Prainha da Glória, no Posto 0, no Aterro do Flamengo”, acrescenta Gabi.

    Fundador do bloco Alto Astral, Thadeu Marinho conta que o grupo é uma manifestação cultural que não faz parte do roteiro oficial da Riotur.

    “São músicas felizes, como Acordei Feliz, do Charlie Brown, Final Feliz, do Jorge Vercilo. A gente também tem perna de pau, apresentações circenses. Somos 60 integrantes”, diz.

    O Alto Astral começou os ensaios em outubro de 2025 no Aterro do Flamengo aos fim de semana entre 14h e 15h.

    “A gente vai tocar parado este ano. O local da apresentação será divulgado na véspera para não encher demais. Será no sábado de carnaval, dia 14”, afirma Thadeu.

    Esse não é o primeiro bloco fundado por Thadeu. Em carnavais passados, também foi obra dele o bloco chamado Nova Bad, que só tocava músicas tristes. Mesmo com o “baixo astral”, o bloco foi encerrado porque estava ficando muito lotado, contou.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Lula dá régua e compasso ao povo brasileiro

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    Lula dá régua e compasso ao povo brasileiro

    “A única coisa que eu não discuto é a soberania do meu país”. Essa frase do presidente Lula é a síntese do pensamento de um líder democrático e popular que não abre mão da autonomia de um Estado independente na hora de governar seu próprio povo, sem se submeter às pressões externas de países estrangeiros.

    O presidente Lula usou a entrevista concedida, nesta quinta-feira (5), à jornalista Daniela Lima, do portal UOL, para passar vários recados e mensagens.

    2026 é um ano eleitoral-chave para o Brasil por vários motivos, entre os quais eu destacaria o avanço da extrema direita no mundo e a ofensiva interna que vivemos nos últimos meses, com ataques de parlamentares brasileiros lesa-pátrias pedindo a potências internacionais que retaliem os produtos nacionais e até invadam nosso território.

    Lula mostrou nesta entrevista por que o Brasil precisa dele por mais quatro anos. Um estadista com um discurso ainda mais afiado e consciente do papel estratégico que possui como líder de um país em reconstrução.

    A mensagem de Lula é clara também quanto à urgência de elegermos, para o Legislativo, deputados e senadores alinhados com esse perfil político popular voltado para atender as reais necessidades do país.  

    Economia

    Ao longo da conversa com o UOL, Lula deixa claro que os números da economia brasileira nos três primeiros anos do governo do PT são demolidores para qualquer candidato de oposição que venha disputar a Presidência da República contra ele em outubro:

    “É um país que tem o maior aumento do salário mínimo, o maior aumento da massa salarial, a menor inflação contínua da história em quatro anos. Um país que tem a Bolsa crescendo continuamente, que recebeu, só no mês de janeiro, R$ 26 bilhões de investimentos externos. Um país que tem a maior concentração de população economicamente ativa. Um país que é respeitado pela China, pelos Estados Unidos”, disse.

    Uma das conquistas mais celebradas pelo nosso governo em 2025, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, também foi exaltada como promessa de campanha cumprida e, principalmente, por alcançar milhões de brasileiros que nunca tiveram acesso a esse benefício:

    “A questão do Imposto de Renda é uma novidade extraordinária, porque é a primeira vez na história que quem ganha até R$ 5 mil não vai pagar. Uma professora que ganha R$ 5 mil vai ter um ganho de R$ 4,8 mil por ano. É como um 14º salário”, lembrou.

    Escala 6 x 1

    Na área social, Lula reafirmou também o compromisso do governo em defender o fim da escala 6 x 1, cuja Proposta de Emenda à Constituição (PEC) tramita no Senado Federal.

    Tenho acompanhado esse debate de perto no Congresso Nacional como um dos deputados que votou a favor do projeto original e venho atuando há meses na mobilização da sociedade, especialmente no Rio Grande do Norte, para que a população pressione os demais parlamentares da bancada potiguar na defesa dessa pauta. Aliás, Lula foi bem claro ao dividir com o Congresso a tarefa de aprovar o projeto:

    “Essa não é uma tarefa só do governo. O governo tem que estabelecer uma discussão com o Congresso. Vamos estabelecer discussão com o empresariado e com os trabalhadores e fazer aquilo que é possível. O dado concreto é que está na hora de a gente fazer uma mudança na jornada para que o povo tenha mais tempo de estudar, de pensar”, afirmou.

    Temas sensíveis

    Lula respondeu a todas as perguntas, algumas mais sensíveis, como questionamentos sobre as investigações do Banco Central relacionadas às denúncias envolvendo o Banco Máster, possivelmente a maior fraude bancária da história do país. Ele também não fugiu das indagações sobre a situação da Venezuela ou a CPI mista do INSS, escândalo descoberto pelos órgãos de controle do governo do PT envolvendo suspeitas de corrupção iniciadas no governo Bolsonaro.

    A entrevista de Lula ao UOL mostrou a lucidez de um presidente que governa para todos, sem distinção ou preferência ideológica. Um estadista incansável na missão de recuperar um país devastado por administrações trágicas num passado recente.

    Em “Aquele Abraço”, Gilberto Gil usa a metáfora “régua e compasso” para dizer que a Bahia lhe deu as ferramentas necessárias para driblar os desafios da vida.

    Lula é esse instrumento da arquitetura imaterial brasileira que transforma a régua e o compasso em esperança num Brasil ainda mais promissor.

    Assista a entrevista completa do presidente Lula

    Fonte: saibamais.jor.br

    Rainha do rock, Rita Lee será padroeira da liberdade na Mocidade

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    © Marco Senche/Wikimedia Commons

    “Eu bato samba de guitarra/ Eu gosto tanto de café/ Quanto de Coca-Cola… Existem sempre os dois lados da questão”, diz a letra de Tum Tum, um samba aparentemente improvável composto por Rita Lee e pelo parceiro de vida e de música Roberto de Carvalho. A canção está registrada no álbum Santa Rita de Sampa (1997).

    A cantora e compositora paulistana (1947-2023), batizada de Rainha do Rock no Brasil, é o enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, que traz o título Rita Lee, a padroeira da liberdade.

    >> Enredos das escolas de samba contam a história não oficial

    >> Conheça os enredos das escolas do Grupo Especial do Rio em 2026

    >> Acompanhe a cobertura do carnaval na Agência Brasil

    Se samba e rock podem parecer à primeira vista (ou audição) água e azeite, o convite a todos da Mocidade trata de deixar tudo bem misturado.

    “Chega mais, Rita. Vem para o templo do samba fazer um monte de gente feliz. Bota esse povo para cantar tuas músicas de letras afiadas, irreverentes, bem-humoradas, divertidas. Alegremente carnavalescas. Teu “rockcarnaval”. Baila. Como se baila na tribo. Desbaratina. Lança teu perfume na avenida”, roga a sinopse pela qual a escola apresentou o enredo à sua comunidade.

    Segundo a Mocidade, Rita Lee foi um “sopro libertário” e seu “roque enrow” serviu como “um deboche lisérgico [alucinante] que refrescou e mudou a cena musical no país.”

    A veia disruptiva da homenageada da escola de Padre Miguel deixa a agremiação em sintonia com as demais escolas de samba em desfiles que reverenciam quem quebrou barreiras e mudou paradigmas.

    Ópera rock 

    O samba não é um gênero musical de todo estranho à Rita Lee, como mostrou Tum tum. Antes dessa composição, ela gravou com João Gilberto Joujoux e Balangandãs, de Lamartine Babo. Compôs ainda, com Roberto de Carvalho, o samba Brasil é com S, também cantada com João Gilberto.

    Rita também gravou Samba do Arnesto (Adoniran Barbosa e Alocin) com Demônios da Garoa e até fez a marchinha de carnaval Frou frou, com Roberto de Carvalho. Além disso, gostava muito de Carmem Miranda e pode ser ouvida imitando “a pequena notável” em I like you so much.

    Independentemente do gênero musical, atributos de Rita Lee fazem dela um bom enredo, avalia Marcelo Misailidis, responsável pela coreografia da comissão de frente da Mocidade Independente de Padre Miguel.

    “Ela foi uma pessoa que teve uma postura contestadora. Alguém muito lúcida e atenta às questões que realmente interessavam”, descreve à Agencia Brasil. “Uma mulher fascinante”

    Tarimbado no Sambódromo do Rio de Janeiro, Marcelo Misailidis tem formação no balé clássico e sabe que um desfile de escola de samba pode fazer tributos a uma roqueira, pois a Marques de Sapucaí é a avenida onde se cruzam diversas expressões artísticas.

    “Os desfiles de escola de samba são uma grande ópera a céu aberto. Eles obedecem toda a característica de narrativa como há em uma ópera ─ como um enorme espetáculo de grandes cenários e elencos gigantescos. Com essa densidade toda, os desfiles envolvem trabalho musical, artístico e cenográfico, [composição] indumentária e dança”.

    Santa Rita


    Rio de janeiro (RJ), 21/01/2026 - Renato Lage e o compositor Roberto de Carvalho. Foto: roberto_de_carvalho/Instagram
    Rio de janeiro (RJ), 21/01/2026 - Renato Lage e o compositor Roberto de Carvalho. Foto: roberto_de_carvalho/Instagram

    Renato Lage e o compositor Roberto de Carvalho, viúvo de Rita Lee. Foto: roberto_de_carvalho/Instagram

    A escolha de Rita Lee como enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel foi anunciada em 22 maio do ano passado, Dia de Santa Rita de Cássia, considerada santa dos casos impossíveis. O desfile é preparado pelo carnavalesco Renato Lage, que já venceu quatro carnavais do grupo especial das escolas de samba do Rio, três deles com a Mocidade.

    Ao todo, 13 sambas foram apresentados à escola. Em etapas eliminatórias e com participação da comunidade, o samba escolhido (em setembro) foi o assinado Jeffinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrósio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax. A letra do samba recomenda “quem foge ao padrão vence a regra”.

    O principal intérprete na avenida será Igor Vianna. Estreante na escola, ele segue o pai Ney Vianna (1942-1989), que cantou para a Mocidade Independente de Padre Miguel nos anos 1970 e 1980, e foi campeão com a escola no carnaval de 1985 no desfile “Ziriguidum 2001”.

    A Mocidade é a primeira agremiação a desfilar na segunda noite de apresentações das escolas do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro (segunda-feira, 16/2). A agremiação venceu os carnavais de 1979, 1985, 1990, 1991, 1996 e 2017.

    O músico Roberto de Carvalho, viúvo de Rita Lee, promete estar com a família na avenida desfilando na Mocidade. Em visita à escola à época dos preparativos no ano passado, ele desejou “que tudo seja perfeito, de acordo com o astral que eu sinto aqui no rolé na Mocidade de Padre Miguel”, como registrou a escola e ele replicou em seu perfil no Instagram.

    Conheça os enredos e a ordem dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro

    1º dia – domingo (15/2)

    • Acadêmicos de Niterói – Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil;
    • Imperatriz Leopoldinense – Camaleônico;
    • Portela – O Mistério do Príncipe do Bará;
    • Estação Primeira de Mangueira – Mestre Sacacá do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra.

    2º dia – segunda-feira (16/2)

    • Mocidade Independente de Padre Miguel – Rita Lee, a Padroeira da Liberdade;
    • Beija‑Flor de Nilópolis – Bembé do Mercado;
    • Unidos do Viradouro – Pra Cima, Ciça;
    • Unidos da Tijuca – Carolina Maria de Jesus.

    3º dia – terça-feira (17/2)

    • Paraíso do Tuiuti  – Lonã Ifá Lukumi;
    • Unidos de Vila Isabel – Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África;
    • Acadêmicos do Grande Rio – A Nação do Mangue;
    • Acadêmicos do Salgueiro – A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Cerimônia abre Olimpíada de Inverno MIlão-Cortina 2026 nesta sexta

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    © Reuters/Fabrizio Bensch/Proibida reprodução

    Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina começam oficialmente nesta sexta-feira (6) na Itália, com a realização da cerimônia de abertura, a partir das 16h (horário de Brasília), no Estádio San Siro, em Milão. Maior medalhista olímpica do Brasil, a ginasta Rebeca Andrade conduzirá a bandeira olímpica ao lado de outras sete personalidades também convidadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e a organização dos Jogos. Os porta-bandeiras da delegação brasileira serão os atletas Nicole Silveira (skeleton) e Lucas Pinheiro Braathen (esqui alpino).

    A festa de abertura ocorrerá simultaneamente nas cidades de Predazzo, Livigno e Cortina d’Ampezzo. Ao longo da cerimônia, estão programadas apresentações de grandes nomes da música internacional, como os cantores Andrea Bocelli e Laura Pausini -ambos italianos –, Mariah Carey (Estados Unidos) e o pianista chinês Lang Lang, integrante da Orquestra Filarmônica de Viena.

    A Olimpíada de inverno reúne mais 3 mil atletas de 90 países, nos próximos 15 dias. Entre eles, estarão 14 brasileiros que representarão o país em cinco das 16 modalidades do evento: bobsled, esqui alpino, esqui cross-country, skeleton e snowboard. Algumas modalidades – curling, hóquei no gelo e snowboard –  iniciaram as disputas antes mesmo da abertura dos Jogos, na última quarta (4).

    O Brasil tem chances de levar uma medalha inédita nos Jogos de Inverno, após Lucas Pinheiro Braathen, Nicole Silveira e Pat Burgener (snowboard) subirem ao pódio em etapas da Copa do Mundo, na atual temporada, iniciada em novembro. Até hoje, o melhor resultado da história foi obtido há uma década pela carioca Isabel Clark, que ficou na nona colocação no snowboard cross, durante os Jogos de Turim (Itália).  

    Os primeiros brasileiros a estrear em Milão-Cortina Jogos serão Bruna Moura, Eduarda Ribera e Manex Silva, que disputarão as provas classificatórias de esqui cross-country (corrida de velocidade), a partir das 5h15 (horário de Brasília), na cidade de Tesero. Já as últimas competições serão com os atletas do bobsled 4-man (Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira),  na cidde de Cortina d’Ampezzo, a partir das 6h de 22 de fevereiro, dia do encerramento dos Jogos.

    Agenda do Brasil em Milão-Cortina

    TERÇA-FEIRA (10)

    5h15 – Esqui Cross-Country — Sprint feminino (prova classificatória) – Bruna Moura, Eduarda Ribera

    5h55 – Esqui Cross-Country — Sprint masculino (classificatória) – Manex Silva

    QUARTA (11)

    15h30 e 16h27 – Snowboard Halfpipe — Classificação masculina (descida 1 e 2) – Pat Burgener, Augustinho Teixeira

    QUINTA (12)

    9h – Esqui Cross-Country — 10 km feminino (técnica livre) – Bruna Moura, Eduarda Ribera

    SEXTA (13)

    7h45 – Esqui Cross-Country — 10 km masculino (técnica livre) – Manex Silva

    12h e 13h48 – Skeleton — Descidas 1 e 2 (feminino) – Nicole Silveira

    15h30 – Snowboard Halfpipe — Final masculina (3 descidas)

    SÁBADO (14)

    6h e 9h30 – Esqui Alpino — Slalom gigante masculino  (descidas 1 e 2) – Lucas Pinheiro Braathen

    14h e 15h44 – Skeleton — Descidas 3 e 4 (feminino) – Nicole Silveira

    SEGUNDA (16)

    6h e 7h57 – Bobsled 2-man — Descidas 1 e 2 – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

    6h e 9h30 – Esqui Alpino — Slalom masculino – descidas 1 e 2 – Lucas Braathen

    TERÇA (17)

    15h e 17h05 –  Bobsled 2-man — Descidas 3 e 4 – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

    QUARTA (18)

    5h45 – Esqui Cross-Country — Sprint por equipes femininas (classificatória) – Eduarda Ribera e Bruna Moura

    6h e 9h30 – Esqui Alpino — Slalom feminino – descidas 1 e 2 – Alice Padilha

    SÁBADO (21)

    6h e 7h57 – Bobsled 4-man — Descidas 1 e 2 – Brasil – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

    DOMINGO (22)

    6h e 8h15  Bobsled 4-man — Descidas 3 e 4 – Brasil – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

    * duplas e quartetos ainda serão definidos



    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Aposta de São Gonçalo (RJ) leva prêmio de R$ 141 milhões da Mega

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    © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO

    Uma aposta de São Gonçalo (RJ) acertou as seis dezenas do concurso 2.969 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (5). O vencedor irá receber o prêmio de R$ 141.844.705,71.

    Os números sorteados foram: 01 – 02 – 05 – 14 – 18 – 32

    172 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 26.187,86 cada.

    10.322 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 719,30 cada. 

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    O próximo concurso irá distribuir um prêmio de R$ 40 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado no sábado (7). 


    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    Advogada argentina tem prisão decretada, no Rio, por injúria racial

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    A Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e decretou a prisão preventiva da turista argentina e influenciadora Agostina Paez por ofensas racistas no dia 14 de janeiro último contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio.

    A decisão é da 37ª Vara Criminal do Rio. A pedido do Ministério Público, a justiça já tinha proibido a denunciada de deixar o país, reteve seu passaporte e determinou o uso de tornozeleira eletrônica.

    Discordância

    De acordo com a ação penal, Agostina “estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de negro, de forma ofensiva, com o propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor”.

    Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, a denunciada dirigiu-se à caixa do bar e a chamou de “mono” (macaco, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.

    Segundo a denúncia, Agostina voltou a praticar novas ofensas racistas após sair do bar. Na calçada em frente ao estabelecimento, proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários do bar.

    No documento, a promotoria destacou que os relatos das vítimas foram corroborados por declarações de testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento do bar e outros registros produzidos no momento dos fatos.

    Rejeição

    Também foi rejeitada “a versão apresentada pela denunciada de que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas, especialmente diante do fato de que uma das turistas tentou impedir Agostina de continuar com as ofensas, o que evidencia a consciência da acompanhante quanto à reprovabilidade da conduta”.

    O crime de racismo – previsto no artigo 2º-A, caput, da Lei nº 7.716/89 – prevê pena de prisão de dois a cinco anos. 

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    relatório será apresentado até 25 de fevereiro

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    Caso Brisa Bracchi: relatório será apresentado até 25 de fevereiro

    O relatório da Comissão Especial Processante que analisa o pedido de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT) será apresentado até 25 de fevereiro. O prazo foi adiantado pelo relator, Daniell Rendall (Republicanos), após reunião nesta terça-feira (3):  

    “Aprovamos um cronograma com todas as próximas etapas da Comissão Processante. Após as oitivas e os encaminhamentos necessários, tenho prazo até o dia 25 de fevereiro para apresentar meu relatório. Estabelecemos esse cronograma de forma clara, para não haver nenhum equívoco quanto ao cumprimento dos prazos legais”, afirmou.

    Já as demais diligências que darão sequência ao processo de cassação devem encerrar até 4 de março, prazo final para a votação do relatório em plenário. De acordo com Samanda Alves (PT), que preside a Comissão, todas as etapas estão sendo conduzidas com respeito aos prazos legais e às garantias de defesa. 

    “A defesa da vereadora apresentou pedidos de prova na defesa prévia e estamos oficializando por meio de ofícios. O prazo para resposta é até o dia 9. Nos dias 10 e 11, vamos ouvir as testemunhas solicitadas pela defesa”, explicou. 

    Saiba Mais: Brisa: Câmara mantém processo de cassação; vereadora denuncia perseguição

    Funcarte tem cinco dias para apresentar relação de emendas

    As diligências incluem pedidos de informações à Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), além da oitiva das testemunhas e do aproveitamento de informações colhidas em um processo anterior. No caso da Funcarte, a Fundação tem cinco dias para apresentar a relação completa das emendas parlamentares destinadas por todos os vereadores em 2024 e 2025. A medida estabelece que a análise deve se basear em critérios verificáveis, documentação oficial e rastreabilidade dos atos administrativos. O pedido partiu da defesa de Brisa e foi acatado pela Comissão.

    Nesta segunda (2) e terça (3), Brisa Bracchi esteve em Brasília e fez a denúncia do que classifica como perseguição ao seu mandato. A parlamentar apresentou o caso do seu processo de cassação para ser oficialmente recebido pelo observatório de combate à violência política do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também se reuniu com as Secretarias Nacionais de Mulheres e Juventude do PT.

    “Está explícito que o objetivo é cassar o mandato, interromper o nosso direito de permanecer no Legislativo municipal. Então, vim à Brasília, e como a gente tem feito desde o início do processo, a gente denuncia que esse processo é um processo de perseguição política e de violência política de gênero. Violência política de gênero articulada pelo autor da denúncia, com alguns vereadores mais radicais do seu entorno”, defendeu a vereadora à reportagem nesta terça.

    Saiba Mais: Brisa Bracchi leva denúncia de perseguição ao seu mandato até Brasília

    Câmara deu prosseguimento ao processo, mas MP arquivou denúncia do Rolé Vermelho

    Dia 27 de janeiro, a Câmara Municipal de Natal — que estava em recesso parlamentar — marcou sessão extraordinária apenas para votar o arquivamento do processo contra Brisa, que havia sido recomendado pela Comissão Especial Processante. No entanto, a votação terminou com 15 votos contra o arquivamento, nove favoráveis, três abstenções e duas ausências. Com isso, o processo volta a tramitar dentro do prazo legal de 90 dias, contado a partir da notificação da vereadora, ocorrida em 5 de dezembro. A vereadora segue com o mandato durante o processo.

    Saiba Mais: MP arquiva denúncia do Rolê Vermelho e fragiliza cassação de Brisa

    No entanto, ainda na semana passada, após a votação na Câmara, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) se manifestou sobre a realização do evento “Rolé Vermelho”. Em decisão interna, o órgão concluiu que não houve improbidade administrativa nem dano ao erário, determinando o arquivamento da denúncia apresentada pelo vereador Matheus Faustino e afastando a abertura de ação judicial sobre o caso.

    A decisão do Ministério Público não encerra formalmente o processo político em curso na Câmara Municipal, mas passa a integrar o conjunto de elementos técnicos que incidem sobre a tramitação do pedido de cassação, especialmente após o Legislativo ter optado por manter o andamento do processo, contrariando o parecer da Comissão Especial Processante que havia recomendado o arquivamento.

    Fonte: saibamais.jor.br

    Moraes manda governo do RJ enviar à PF imagens de Operação Contenção

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    © Tânia Rêgo/Agência Brasil

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 15 dias para o governo do Rio de Janeiro enviar à direção da Polícia Federal (PF) as câmeras e imagens capturadas durante a Operação Contenção, ocorrida em outubro do ano passado nos complexos da Penha e do Alemão. A decisão foi assinada nesta quarta-feira (4). 

    Considerada a operação mais letal do Rio de Janeiro dos últimos anos, a Operação Contenção tinha como objetivo, segundo a Segurança Pública do Rio de Janeiro, conter os avanços do Comando Vermelho. Foram mortas 122 pessoas, entre as quais, 5 policiais.

    De acordo com a decisão, os equipamentos e as imagens deverão passar por perícia da PF. A corporação deverá apresentar os laudos do trabalho realizado.

    A decisão do ministro foi tomada no processo conhecido como ADPF das Favelas – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635. Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.

     

    Fonte: Agência Brasil de Noticias

    “Pessoas preferem auxílios a trabalhar”, diz único deputado do RN contra “Gás do Povo”

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    Foto: Cedida

    O deputado federal Sargento Gonçalves (PL), o único integrante da bancada potiguar que votou contra a Medida Provisória do governo do presidente Lula (PT) que institui o programa “Gás do Povo”, se justificou afirmando que “as pessoas estão preferindo receber os auxílios” a trabalhar.

    A declaração foi dada em entrevista à InterTV em Brasília (DF), após a aprovação da 1.313/2025 na Câmara dos Deputados, na noite do dia 2 de fevereiro, pelo placar de 415 votos a favor e 29 contra. Na terça-feira (3), a matéria foi aprovada por unanimidade no Senado. O projeto segue para sanção do presidente Lula.

    Gonçalves disse estar “cansado” do que chamou de “modelo socialista” que, segundo ele, “cria dependência do Estado”. O bolsonarista também afirmou que “alguém vai pagar a conta” pelo benefício.

    “Estou cansado desse modelo socialista que cria dependência do Estado. Enquanto outra parte da sociedade precisa trabalhar muito, acordar às 5h da manhã, chegar às 7h da noite, pegar ônibus lotado para ganhar um mísero salário, hoje pessoas não trabalham e ganham R$ 600 reais por mês. Aqueles que trabalham, saem cedo e chegam tarde em casa, ganham um salário-mínimo”, declarou.

    O deputado completou afirmando que essa “dependência de auxílios” dificulta que se encontre mão de obra para o mercado de trabalho.

    “Por isso você cidadão hoje procura o ASG, o auxiliar de serviços gerais, um pedreiro, um jardineiro e não encontra, porque de fato as pessoas estão preferindo receber os auxílios dados pelo Estado”, completou.

    A direita é contra o povo”, rebate Natália Bonavides

    Foto: Cedida

    A deputada federal Natália Bonavides (PT) rebateu as declarações de Sargento Gonçalves dizendo que “um ataque desse vindo de um bolsonarista não surpreende”. De acordo com ela, “a direita é contra o povo”.

    O programa Gás do Povo é uma política essencial para garantir dignidade às famílias brasileiras que mais precisam. É lamentável ver um deputado se posicionando contra uma iniciativa que assegura algo tão básico quanto o direito de cozinhar dentro de casa”, criticou a petista.

    Para Natália, as falas do bolsonarista revelam “o preconceito histórico contra programas sociais e, principalmente, contra a população mais pobre, como se ajudar quem enfrenta dificuldades fosse um privilégio indevido e não uma obrigação do Estado”.

    “Defender o Gás do Povo é defender segurança alimentar, saúde e respeito às famílias trabalhadoras que sustentam este país e que, por muito tempo, foram invisibilizadas pelas políticas públicas”, emendou.

    “Nenhuma novidade no voto e na justificativa”, disse Fernando Mineiro

    Foto: Câmara dos Deputados

    Para o deputado federal Fernando Mineiro (PT), não há “nenhuma surpresa nesse voto e na justificativa” de Sargento Gonçalves.

    “Quem o conhece sabe de que lado ele está: quando é para beneficiar os super-ricos ele apoia, mas quando se trata de beneficiar e dar autonomia ao povo ele sempre vota contra. Ele não diz que ‘as pessoas preferem receber auxilio a trabalhar’ em relação aos benefícios e subsídios dos super-ricos, por exemplo”, contrapôs o petista.

    O parlamente disse votou favorável ao projeto e que sente “orgulho de ser do time de Lula e de votar a favor dos projetos que ajudam a melhorar a vida de quem mais precisa”.

    “Essa é mais uma oportunidade para o povo do Rio Grande do Norte conhecer quem são os parlamentares que representam o estado e como cada um vota”, afirmou.

    Dos oito deputados federais do Rio Grande do Norte, Gonçalves foi o único a votar contra a MP do “gás do Povo”. Votaram a favor do projeto Benes Leocádio (União), Carla Dickson (União), Fernando Mineiro (PT), General Girão (PL), João Maia (PP) e Robinson Faria (PP).

    Natália Bonavides não conseguiu participar porque estava em voo na hora da votação. Ela explicou que tentou votar pela internet, mas não deu certo. A deputada reafirmou, no entanto, que é “totalmente favorável” à matéria, comemorou nas redes sociais e foi autora do projeto de “Lei do Vale Gás”.

    Programa atenderá mais de 15 milhões de famílias

    Foto: Tauan Alencar/Ministério de Minas e Energia

    O “Gás do Povo” substitui o antigo “Auxílio Gás”, aumentando o alcance do benefício. A estimativa do governo é atender cerca de 50 milhões de pessoas, o equivalente a aproximadamente 15,5 milhões de residências, triplicando o público atendido anteriormente.

    Terão direito à gratuidade no botijão de gás famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) que recebem renda per capita de até meio salário-mínimo. A prioridade é para quem recebe o Bolsa Família.

    O projete estabelece que, durante a transição entre os dois modelos, quem já recebe o Auxílio Gás continuará sendo atendido até a migração completa para o Gás do Povo, prevista para 2027.

    A principal mudança está na forma de entrega do benefício. Em vez de fazer o repasse em dinheiro, como ocorria no modelo anterior, o novo programa permitirá que as famílias retirem gratuitamente o botijão diretamente em revendedores credenciados.

    As lojas credenciadas poderão sofrer punições caso deixem de entregar o botijão a beneficiário cadastrado ou cobrar valores indevidos para entregar o gás.

    As sanções vão de advertência e multas que variam de R$5 mil a 50 mil até descredenciamento definitivo do programa.

    O programa também mantém a opção de pagamento em dinheiro, com valor de pelo menos 50% do preço médio do botijão, mas cada beneficiário deverá escolher apenas uma das modalidades.

    No formato de retirada direta, a quantidade de botijões varia conforme o tamanho da família. Lares com dois integrantes poderão receber até três botijões anuais, com três integrantes até quatro e com quatro ou mais integrantes, até seis.

    O benefício não se acumula entre períodos e cada liberação terá validade máxima de seis meses.

    As cozinhas solidárias, que distribuem refeições gratuitas a populações em vulnerabilidade social e insegurança alimentar, também poderão ser contempladas na modalidade de gratuidade do “Gás do Povo”.

    Fonte: saibamais.jor.br

    Ações de saúde receberam quase R$ 1 bilhão do Fundo Rio Doce em 2025

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    © Leonardo Merçon/Instituto Últimos Refúgios/Divulgação

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta quinta-feira (5) que repassou, em 2025, R$ 985,03 milhões do Fundo Rio Doce para ações de saúde no Espírito Santo e em Minas Gerais, estados afetados pelo crime ambiental que culminou no rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

    As ações de saúde estão previstas no Novo Acordo do Rio Doce, instrumento de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem, que integrava um complexo da Samarco, mineradora controlada pelas empresas Vale e BHP Billiton.

    O incidente aconteceu em 5 de novembro daquele ano, quando cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos escoaram por 633 quilômetros pela Bacia do Rio Doce, até a foz, no Espírito Santo, contaminando o abastecimento de água e dizimando ecossistemas pelo caminho.

    O desastre provocou a morte de 19 pessoas e impactos diversos às populações de 49 municípios mineiros e capixabas.

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    Detalhes do acordo

    Segundo o BNDES, os recursos viabilizam a construção de novas unidades de saúde e hospitais, entre outras ações

    O Novo Acordo foi homologado em novembro de 2024, prevendo programas a serem implementados em municípios da região afetada. Para ações de saúde, o Novo Acordo reservou um total de R$ 12 bilhões.

    Desse total, R$ 11,32 bilhões serão geridos pelo BNDES, no âmbito do Fundo Rio Doce, e custearão o Programa Especial de Saúde do Rio Doce, sob coordenação do Ministério da Saúde. Os R$ 684 milhões restantes são de responsabilidade dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.

    Entre as iniciativas anunciadas, estão as construções do Hospital-Dia de Santana do Paraíso e do Hospital Universitário de Mariana, vinculado à Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

    Outras medidas confirmadas envolvem a estruturação do Centro de Referência das Águas e do Centro de Referência em Exposição à Substâncias Químicas.

    Ações de saúde

    Os R$ 11,32 bilhões do programa contemplam ações em 38 municípios mineiros e 11 capixabas. Desse total, R$ 815,8 milhões englobam projetos realizados diretamente pelo Ministério da Saúde.

    Também foi garantido R$ 1,8 bilhão para custear os planos municipais de saúde elaborados por cada município. Outros R$ 300,2 milhões custearão pesquisas e análises que serão conduzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Os R$ 8,4 bilhões restantes deverão constituir um fundo patrimonial que viabilizará as ações para fortalecimento e melhoria das condições de saúde dos municípios contemplados.

    Em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, diz que as iniciativas impulsionadas pelo Fundo Rio Doce, “além de viabilizar a recuperação das áreas degradadas e impulsionar a economia local, contribuem de forma decisiva para a reestruturação da rede pública de saúde e para o fortalecimento das comunidades da Bacia do Rio Doce”.

    Já o gestor do Programa Especial de Saúde do Rio Doce do Ministério da Saúde, Sergio Rossi, acredita que os investimentos “fortalecerão a rede assistencial, a vigilância em saúde e a capacidade de resposta, assegurando soluções mais qualificadas às necessidades da população da Bacia do Rio Doce”. 

     


    Resplendor (MG) - Imagem aéra mostra a a lama no Rio Doce, na cidade Resplendor ( Fred Loureiro/ Secom ES)
    Resplendor (MG) - Imagem aéra mostra a a lama no Rio Doce, na cidade Resplendor ( Fred Loureiro/ Secom ES)

    Imagem aéra mostra a a lama no Rio Doce, na cidade Resplendor, após rompimento de barragem Fred Loureiro/Secom ES

    Novo Acordo

    O Novo Acordo foi assinado pela União, pelos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, pela Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, e por instituições de Justiça, como o Ministério Público e a Defensoria Pública.

    O instrumento repactua as ações que vinham sendo executadas desde 2016 e que não asseguraram, à época, a reparação integral dos danos.

    O valor total do acordo é de R$ 170 bilhões, sendo R$ 32 bilhões em indenizações individuais e obrigações de fazer da Samarco e de suas acionistas, Vale e BHP Billiton, além de R$ 38 bilhões já executados anteriormente.

    Os outros R$ 100 bilhões, a serem desembolsados pelas empresas ao longo de 20 anos, são destinados aos poderes públicos. As parcelas que englobam ações de responsabilidade da União somam R$ 49,1 bilhões e são aportadas no Fundo Rio Doce, gerido pelo BNDES.

    Fonte: Agência Brasil de Noticias