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Vírus do Nilo Ocidental pode causar epidemia no Brasil? Infectologista explica cenário – NOTÍCIAS SOBRE O RIO GRANDE DO NORTE

Infectologista explica o risco de epidemia do vírus do Nilo Ocidental no Brasil e orienta sobre sintomas e prevenção. Foto: Magnific.

Infectologista explica o risco de epidemia do vírus do Nilo Ocidental no Brasil e orienta sobre sintomas e prevenção. Foto: Magnific.

A circulação do vírus do Nilo Ocidental no Brasil pode provocar novos casos e surtos localizados, mas ainda não há elementos que indiquem uma epidemia no país. A avaliação é do infectologista Leandro Curi, em entrevista ao portal Itatiaia, diante dos dois casos confirmados em São Paulo neste ano e do avanço da doença em países europeus.

Segundo o especialista, o vírus já circula no território brasileiro e a ocorrência de casos humanos exige acompanhamento das autoridades de saúde. “O vírus já circula no Brasil, e casos humanos já foram registrados. Isso significa que podemos ter novos casos e até surtos, mas falar em epidemia, neste momento, seria precipitado”, esclarece o infectologista Leandro Curi.

A febre do Nilo Ocidental é uma infecção transmitida principalmente por mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos. O ciclo de transmissão ocorre sobretudo entre aves e mosquitos. O ser humano é infectado de maneira acidental após a picada de um mosquito que carrega o vírus.

Em São Paulo, os dois casos confirmados neste ano envolvem uma mulher de 34 anos, residente em Ribeirão Preto, e uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto.

Na Europa, a Itália contabiliza 594 casos de infecção pelo vírus e 41 mortes, conforme o último balanço do Instituto Nacional de Saúde italiano (ISS). Entre os registros, cinco foram classificados como importados e estão relacionados a pessoas que estiveram nas Maldivas, França, Bélgica, Grécia e Países Baixos.

Por que uma epidemia não é esperada neste momento?

De acordo com Leandro Curi, a forma de transmissão do vírus reduz a possibilidade de uma cadeia de disseminação semelhante à observada em doenças transmitidas diretamente entre pessoas.

“Diferentemente de vírus respiratórios, por exemplo, o vírus do Nilo não é transmitido de uma pessoa para outra pelo contato cotidiano. O ser humano é considerado um hospedeiro acidental e, em geral, não apresenta quantidade de vírus no sangue suficiente para infectar novos mosquitos e sustentar uma cadeia de transmissão”.

Mesmo sem perspectiva imediata de epidemia, a presença do vírus demanda monitoramento, especialmente em áreas onde há circulação entre aves e mosquitos.

“O cenário mais provável é a ocorrência de casos isolados ou surtos em determinadas regiões, dependendo da circulação do vírus entre aves e mosquitos. O mais importante é manter a vigilância epidemiológica e reconhecer rapidamente casos suspeitos”.

Sintomas da febre do Nilo Ocidental

Na maior parte das infecções, a doença não provoca sintomas aparentes. Entre os pacientes que apresentam manifestações clínicas, os sinais podem incluir “febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, náuseas e manchas na pele”, lista o médico.

Uma parcela menor dos infectados pode desenvolver manifestações neurológicas graves. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente um em cada 150 pacientes evolui para quadros como meningite, paralisia flácida aguda ou encefalite, considerada a manifestação neurológica mais frequente.

Como prevenir a infecção

Não existe vacina disponível para uso humano contra a febre do Nilo Ocidental nem tratamento antiviral específico. Por isso, as medidas de prevenção estão relacionadas principalmente à redução do contato com mosquitos.

“Por isso, a prevenção passa, principalmente, pela proteção contra picadas de mosquitos, com uso de repelente, telas em portas e janelas e controle de locais que favoreçam a proliferação dos vetores”, orienta.

Entre as principais medidas estão:

  • Usar repelente;
  • Instalar telas em portas e janelas;
  • Evitar locais que favoreçam a proliferação de mosquitos;
  • Adotar medidas de controle dos vetores.

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Fonte: O Poti

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