O umbu e a mangaba foram os frutos nativos mais extraídos no Rio Grande do Norte em 2025, segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento reúne dados sobre a quantidade e o valor da produção obtida com recursos vegetais nativos e cultivos florestais.
O umbu liderou a extração de frutos no estado, com 825 toneladas e valor de produção superior a R$ 1,19 milhão. A atividade foi registrada em 43 municípios potiguares, com São Miguel do Gostoso, com 300 toneladas, e Pedra Grande, com 200 toneladas, entre os municípios com maiores volumes.
A mangaba ficou em segundo lugar, com 605 toneladas extraídas. Nísia Floresta concentrou a maior parte da produção, com 530 toneladas. Apesar do volume menor em relação ao umbu, a mangaba apresentou valor de produção superior, de R$ 2,06 milhões.
A pesquisa considera apenas produtos provenientes da extração vegetal, ou seja, coletados em formações florestais nativas ou espontâneas. Frutas provenientes de atividades agrícolas, como o melão produzido em áreas irrigadas, não fazem parte do levantamento.
Extração de produtos alimentícios cresce 16,59%
De acordo com o IBGE, o Rio Grande do Norte registrou a extração de 1.750 toneladas de produtos alimentícios em 2025. O volume representa crescimento de 16,59% em relação às 1.501 toneladas registradas em 2024.
O valor total da produção desses produtos superou R$ 4,15 milhões.
Além do umbu e da mangaba, os dados incluem:
- Castanha de caju: 107 toneladas e R$ 440 mil em valor de produção;
- Cajá: 22 toneladas e R$ 71 mil;
- Outros produtos alimentícios: R$ 380 mil em valor de produção.
Lenha representa 73,36% do valor da extração vegetal
A extração vegetal no Rio Grande do Norte movimentou mais de R$ 62 milhões em 2025, alta de 5,80% em comparação com os R$ 58,6 milhões registrados no ano anterior.
A lenha respondeu por 73,36% desse valor, com mais de R$ 45,5 milhões em produção. Ao longo do ano, foram extraídos 1,11 milhão de metros cúbicos de lenha no estado.
Os produtos madeireiros, lenha, madeira em tora e carvão vegetal, representaram 82,68% do valor total da extração vegetal potiguar.
A extração de lenha foi registrada em 130 municípios. Alexandria apresentou R$ 8,55 milhões em valor de produção, seguida por Santa Cruz, com R$ 6,50 milhões, e Caraúbas, com R$ 5,25 milhões.
A produção de madeira em tora superou 13,2 mil metros cúbicos e gerou R$ 706 mil. Macaíba concentrou 8,6 mil metros cúbicos, com valor de produção de R$ 344 mil.
Já o carvão vegetal esteve presente em 118 municípios potiguares, com 3.578 toneladas produzidas e mais de R$ 5,07 milhões em valor de produção.
Extração de carnaúba recua
A extração de carnaúba destinada à produção de cera e pó caiu 10,98% em 2025. O volume passou de 428 toneladas em 2024 para 381 toneladas no ano passado.
Do total registrado no estado, 379 toneladas foram produzidas na forma de pó. A atividade foi registrada em 16 municípios, entre eles Upanema, Ipanguaçu e Assú.
O valor da produção de cera de carnaúba, considerando o produto em pó e em cera, foi de R$ 6,59 milhões. O resultado representa redução de 13,40% em relação aos R$ 7,62 milhões registrados em 2024.
A carnaúba é utilizada na fabricação de medicamentos, cosméticos, embalagens e outros produtos.
Pureza e Macaíba concentram produção de eucalipto
A pesquisa também reuniu informações sobre a silvicultura de eucalipto no estado. Em 2025, foram produzidos 1.500 metros cúbicos de lenha de eucalipto, com valor de produção de R$ 120 mil.
- Pureza: 1.200 m³ de lenha, com R$ 96 mil em valor de produção;
- Macaíba: 300 m³ de lenha, com R$ 24 mil em valor de produção.
A produção de madeira em tora de eucalipto destinada a outras finalidades ficou concentrada em Pureza, com 6.000 m³ e R$ 2,4 milhões em valor de produção.
Sobre a PEVS
A Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) investiga a quantidade e o valor da produção obtida por meio da extração de recursos vegetais nativos e dos cultivos florestais plantados.
Entre os produtos pesquisados estão alimentos, borrachas, fibras, ceras, madeiras e oleaginosas provenientes de formações naturais, além de madeira, lenha, carvão vegetal, resina e outros produtos de florestas plantadas.
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Fonte: O Poti

