Nascido em 2006 fruto da ideia do produtor cultural Marcos Sá, o Som da Mata completa 20 anos levando música instrumental para o Parque das Dunas, em Natal. Em duas décadas de existência, o projeto que já deu espaço a inúmeros artistas busca manter a mesma vitalidade, enquanto tenta garantir sua continuidade para o segundo semestre.
Marcos Sá conta que a primeira edição do Som da Mata aconteceu no segundo domingo de junho de 2006. O projeto musical surgiu com um convite do então diretor do Idema, Eugênio Cunha. A ideia era promover eventos no Anfiteatro Pau-Brasil, inaugurado em 2004. Veterano em produção cultural, Sá organiza ainda o Bosque Encena, com atrações infantis, com a mesma ideia: criar espaço para talentos que não são vistos pela maioria das pessoas. O nome Som da Mata foi ideia do próprio Sá.
“Todo mundo adorou esse nome, e uma das coisas que eu insisti muito foi que o projeto fosse instrumental, porque nós temos excelentes músicos instrumentais na cidade, no estado, que não têm lugar para tocar. Não sendo nos auditórios da universidade, das escolas de música, alguma coisa assim, não tem uma coisa que atinja o público”, explica.
Ele diz que, no início, muita gente desacreditava do projeto por propor um domingo de música instrumental no Parque das Dunas. Mas a ideia deu certo. De lá para cá, mais de 400 bandas e artistas solo passaram pelo Anfiteatro Pau-Brasil.
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“Desde o começo ninguém canta. Canário só nas árvores, no palco não. E já tocou de tudo, de samba, de choro, de jazz, de forró, de todo tipo de música, desde que seja instrumental”, diz o produtor.
Ele afirma também que o Som da Mata se tornou referência para os músicos da capital. Neste domingo (28), é a vez do espetáculo “Santos Severinos” tomar de conta do palco com uma homenagem a três nomes que marcaram a história da música instrumental brasileira: Moacir Santos, Severino Araújo e K-Ximbinho. O show começa às 16h30.
O Som da Mata é realizado por meio de incentivo da Lei Djalma Maranhão, com apoio da Prefeitura do Natal e patrocínio de instituições e empresas parceiras. Para 2026, estão previstas até o momento 16 apresentações, em temporada a ser encerrada em julho. No segundo semestre, a continuidade do projeto ainda é uma incógnita, devido à incerteza de novos patrocínios.
“A gente já chegou a fazer 40 domingos seguidos, 35, aí foi 30, 25, e agora 16. Mas a gente está na luta”, afirma Marcos Sá, confiante.
Para Sá, os aplausos ao final de cada apresentação comprovam o sucesso do projeto e mantêm a felicidade do produtor cultural. Ele conta que no domingo passado, com o multi-instrumentista Sérgio Groove, a aclamação vinha até no meio das músicas.
“O que me deixa mais feliz é o aplauso no final do show. O aplauso é o reconhecimento do artista. Se você vai para um filme, vai para um teatro, termina e você não gosta, você não aplaude”, explica.
Fonte: saibamais.jor.br





