O que verdadeiramente está por trás da “treta” entre Allyson e Álvaro
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O Partido Novo, da coligação que apoia a candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Estado, entrou com pedido judicial para que perfis de redes sociais de Allyson Bezerra (União Brasil) sejam suspensos.
Álvaro sabe que as chances da demanda jurídica movida por seus aliados tem quase nenhuma chance de prosperar. Allyson também tem certeza de que não corre nenhum risco de ficar offline. O ex-prefeito de Mossoró usa a internet para mentir, infringir a legislação, distorcer fatos, atacar adversários, simular coisas, e mesmo assim segue incólume. Inclusive para seguir mentindo, se vitimando, e atacando os outros. Não foi silenciado pela Justiça. Nem vai.
O interesse de ambos é outro. Álvaro chamou Allyson para a “briga”. Allyson aceitou. O negócio foi tão instantâneo que parece ensaiado. Foi tão “redondinho” que tem aparência de premeditação. E tudo tem a ver com as pesquisas.
Os mais recentes levantamentos eleitorais apontam para o crescimento do candidato Cadu de Lula (PT), inclusive com alguns deles mostrando a liderança do governista. Nos demais, dependendo de quem contratou, Allyson aparece na liderança em uns e Álvaro em outros. Os dados, eno entanto, revelam algo incômodo para os agora “brigões”.
Há tempos Allyson não apresenta crescimento. Mantém um percentual sólido, mas estável. O que aponta para o seu teto. Com o início da campanha, a tendência é que comece a cair. Entre algumas das razões está o fato de Cadu ser o candidato de Lula no Rio Grande do Norte e grande parte do eleitorado potiguar ser majoritariamente lulista.
Álvaro parece também ter um limite: o eleitor bolsonarista. Aliás, os dois também disputam esse eleitorado porque Allyson é bolsonarista como o ex-prefeito de Natal, embora finja que não para tentar fazer o eleitor de bobo.
Aos dois, resta, então, tentar polarizar. Buscar meios – meios que emulatórios – de ficarem em pontos antagônicos para que o eleitor não perceba que ambos são mais do mesmo. Mesmo perfil ideológico, mesmas práticas antidemocráticas, autoritárias e coronelistas. Devem simular uma arenga baseada em acusações, trocas de farpas, sarcasmos e cinismos. Nada de propostas, como é comum a políticos bolsonaristas. Nunca dois candidatos foram tão iguais. Até no fingimento.
Imagem: Pixabay
Fonte: Na Boca da Noite






