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Afrofuturismo pauta 23º Prêmio Hangar; confira a lista de indicados

Afrofuturismo pauta 23º Prêmio Hangar; confira a lista de indicados

A música potiguar contemporânea terá um encontro especial de gerações de artistas na próxima terça-feira (14), com a realização da 23ª edição do Prêmio Hangar de Música, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal. Com o tema “Afrofuturismo”, a premiação reafirma sua vocação de mapear, valorizar e impulsionar a produção artística do Rio Grande do Norte, reunindo nomes consolidados e novas vozes da cena.

Criado em 1999, o Hangar chega à sua 23ª edição como uma das iniciativas mais longevas da música independente no Brasil. Ao longo de mais de duas décadas, o prêmio acompanhou transformações estéticas, tecnológicas e de circulação, consolidando-se como um retrato da diversidade musical potiguar.

Neste ano, a proposta curatorial aposta no afrofuturismo como eixo central. Mais do que um conceito estético, o movimento articula ancestralidade africana, inovação tecnológica e projeções de futuro. Na prática, isso se traduz em experimentações sonoras, fusões de gêneros e narrativas que reposicionam a cultura negra no presente e no porvir.

“O afrofuturismo foi pensado como um eixo curatorial que já dialoga de forma orgânica com o que a cena do Rio Grande do Norte e do Nordeste vem produzindo. Quando a gente observa artistas da música urbana, do jazz contemporâneo, do eletrônico e das experimentações híbridas, percebemos que muitos já trabalham essa ideia de ancestralidade em movimento”, afirma o produtor e idealizador do prêmio, Marcelo Veni em entrevista à Agência Saiba Mais.

Segundo ele, o conceito não foi imposto, mas potencializado. “No Prêmio Hangar, o afrofuturismo não entra como um conceito, mas como uma lente para potencializar algo que já existe: a força das matrizes afro-brasileiras, a inovação sonora e o protagonismo de narrativas negras contemporâneas.”

A edição também presta homenagem ao percussionista Naná Vasconcelos, referência mundial na música experimental e considerado um precursor do afrofuturismo no país. Sua trajetória, marcada pela fusão entre tradição afro-brasileira e experimentação, inspira toda a narrativa estética da premiação.

Protagonismo potiguar

Entre os indicados, dois nomes se destacam com cinco indicações cada: Dani Cruz e o grupo Taj Ma House. A cantora aparece em categorias como Álbum do Ano, Show do Ano e Intérprete do Ano, enquanto o coletivo se firma como uma das forças da cena house nordestina.

Outros artistas também ganham evidência, como Moisés de Lima, Júlio Lima, LEOA, Ale Du Black e Tanda Macedo, todos com três indicações. O conjunto revela uma cena em plena efervescência criativa, com forte presença de linguagens urbanas, música eletrônica e releituras de gêneros tradicionais.

Para Marcelo Veni, esse equilíbrio entre trajetórias consolidadas e novos nomes é um dos pilares do prêmio. “A curadoria parte de uma escuta ampla da cena, contemplando artistas com diferentes níveis de trajetória. A ideia é garantir diversidade estética, territorial e geracional.”

Ele destaca ainda o papel do Hangar como agente de memória e projeção. “Hoje, o prêmio se consolidou como um espaço de memória, reconhecimento e projeção. Ele não apenas celebra artistas, mas registra movimentos, conecta gerações e legitima trajetórias.”

A programação da noite foi concebida como uma experiência artística integrada. A abertura será conduzida pela Banda Base Hangar, em diálogo com o legado de Naná Vasconcelos. Ao longo do evento, artistas como Pâmela Maranhão, Sâmela Ramos, Pedro Fasanaro, Oya Iyalê e Ale Du Black ocupam o palco em performances que transitam entre música, poesia e experimentação.

O encerramento fica por conta do pianista Jonathan Ferr, destaque nacional da premiação, com o espetáculo “Experiência Cura”. O artista é reconhecido por sua fusão entre jazz, hip hop, neo soul e música eletrônica, dialogando diretamente com o afrofuturismo.

“A expectativa é de realizar uma edição muito potente, tanto artisticamente quanto simbolicamente. O tema nos permite construir uma experiência que vai além da premiação, é um espetáculo que propõe reflexão, sensibilidade e conexão”, afirma Veni.

Além da cerimônia, o público poderá acompanhar o lançamento da fotobiografia de Naná Vasconcelos, no jardim do teatro, ampliando o caráter formativo e memorial do evento.

A edição também homenageia nomes como Luedji Luna, Baiana System e celebra os 50 anos da Orquestra Sinfônica do RN, reforçando o diálogo entre o local e o nacional.

Confira a lista completa de indicados:

Álbum do Ano
Canto de Sol, Dani Cruz
Coração de Bolso, Júlio Lima e Diego Francisco
Dentro do Chão, Julhin de Tia Lica
Flagelo, Comando Etílico
O Pior Brega é o que Não se Vê, Yrahn Barreto
Original Malokêra, LEOA

EP do Ano
4, Ale Du Black
A Terra Agora Tem a Cadência de Um Tambor, Nunis
Black In, Moisés de Lima
CandyPunk, Bixanu
Cidade do Só, Caridea
Depois dos 30, Pretta Soul
Frevo do Xico no Reino dos Brincantes, Frevo do Xico
Luz & Sombra, Sun Clàire
Romântica, Potyguara Bardo
Taj Ma House, Taj Ma House

Música do Ano
Black In, Moisés de Lima feat. Edja Alvess
Canto da Sereia, Cami Santiz
Cidade do Sol, LEOA
E o PIX, Nada Ainda?, Forró Meirão
Meu Vulgo é Latrel, MC RB Kabulozo
Só Pra Sobreviver, DuSouto
Tem Que Ter House, Taj Ma House

Produtor Musical do Ano
Gabriel Souto
Jovem Cuca
Jubileu Filho
Júlio Lima
Maestro dos Beats
Walter Nazário
Yves Fernandes

Instrumentista do Ano
Carlos Zens
Chico Bethowen
Darlan Marley
Elisa Bacche
Fernandinho Régis
Joedson Silva Sax
Mônica Michelly
Ozawa Santos

Artista de Samba do Ano
Dani Cruz
Debinha Ramos
Dodora Cardoso
Fernandinho
Ribeira Boêmia
Segunda de Vagabundo
Tornado do Samba
Valéria Oliveira

Artista de Forró do Ano
Deusa do Forró
Forró Meirão
Giannini Alencar
Jarbas do Acordeon
Pe. Caio Cavalcanti
Íris Lima
Circuito Musical
Forró Namanha

Artista Popular
À Vontade
Banda Grafith
Cavaleiros do Forró
Joélika Dinniz
Lucas Boquinha
Roberto Cantor
Vivi Nascimento
Zezo

Artista de Linguagens Urbanas
Breno Slick
DK
Jennify C.
Lalean
Medusas Diretoria
Pablyson Emici
Pajux
VMOTTA

Revelação do Ano
Bixanu
JONGOZÚ
Maria Liz
Nandrill
Peux
YO

Intérprete do Ano
Babá Cláudio
Clara Luz
Dani Cruz
Daniela Fernandes
Marina Elali
Pedro Lucas
Tanda Macêdo
Thullio Milionário

Compositor(a)/Letrista do Ano
Anderson Foca
Dani Cruz
Julhin de Tia Lica
Júlio Lima
Moisés de Lima
Nunis

Videoclipe do Ano
Amor Barato, Ravia
Brejeira Flor, Lisya Condé
Cais/Caos, Jaqq
Flerte Tropical, Maria Liz
Impacto Repentino, Mila Marinho
MALOKERA, LEOA
Um Marzinho e um Violão, Alan Persa

Videoclipe de Linguagens Urbanas
Dominar, Sun Clàire
Ensaio da Agonia, Leozinho do BA
Jah é o Poder, Sister Mika Black
Me Diz Como Tá Seu Coração, Thales Tkzin
PGBS, Ale Du Black
Tempestade Interior, Mano Edu
WEST SIDE, Black Mob 44

Projeto Musical Instrumental
Bando de Sax
Big Band Jerimum Jazz
Choro do Caçuá
Natal Drum Festival
SESI Big Band
Som da Mata
Orquestra Potiguar de Clarinetas

Show do Ano
Ale Du Black convida Bixarte
Dani Cruz, Canto de Sol
Daniela Fernandes, Terráquea
Juliana Linhares e Khrystal
Simona Talma, 25 anos
Sourebel, Festival MADA
Taj Ma House convida Cida Lobo
Tanda Macêdo

Banda/Grupo do Ano
Taj Ma House
Sourebel
Gracinha
Choro do Elefante

Serviço
Data: 14 de abril de 2026
Local: Teatro Alberto Maranhão
Horário: 19h30
Ingressos: disponíveis na plataforma Outgo



Fonte: saibamais.jor.br

Gil Araújo

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