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Economia Economia em Movimento

Por que tantas empresas quebram nos primeiros anos

Abrir um negócio é o sonho de muitos brasileiros. É a busca por independência, crescimento e realização pessoal. Mas a realidade mostra um cenário preocupante: muitas empresas não sobrevivem aos primeiros anos.

E a pergunta é inevitável: por que isso acontece?

Dados recentes mostram que o Brasil encerrou 2025 com cerca de 8,9 milhões de empresas inadimplentes, um aumento significativo em relação ao ano anterior. Só no primeiro quadrimestre, quase 100 mil empresas fecharam as portas.

E o mais alarmante: historicamente, 6 em cada 10 empresas não sobrevivem nos primeiros anos.

Mas o problema, na maioria das vezes, não é a falta de esforço.

O empreendedor brasileiro trabalha, se dedica, luta todos os dias. O que falta, muitas vezes, é preparo.

A principal causa está na falta de planejamento financeiro.
Muitos negócios começam sem controle do fluxo de caixa, sem clareza sobre custos, sem organização das entradas e saídas. E sem isso, o empresário perde a capacidade de tomar decisões com segurança.

Outro fator importante são os juros elevados e o acesso restrito ao crédito, que dificultam a manutenção e o crescimento do negócio.

Além disso, a falta de inovação também impacta diretamente. Empresas que não se adaptam ao mercado acabam se tornando irrelevantes.

Mas existe um ponto central que precisa ser reforçado:
Quem quer crescer precisa buscar conhecimento.

Empreender não é apenas vender ou prestar um serviço. É entender números, planejar, analisar, corrigir rotas e tomar decisões conscientes.

E isso exige aprendizado.

Quando trazemos essa reflexão para a realidade do Rio Grande do Norte, percebemos o quanto esse conhecimento pode transformar negócios.

O empreendedor potiguar tem força, coragem e vontade de crescer. Mas, quando une isso à educação financeira, ele muda de nível.

Passa a controlar melhor seu negócio.

Passa a enxergar oportunidades.

Passa a crescer com consistência.

A coluna Economia em Movimento reforça exatamente isso: não basta empreender, é preciso saber gerir.

Porque, no fim das contas, não é a falta de trabalho que faz uma empresa fechar.

É a falta de conhecimento aplicada à gestão.
E conhecimento é o que transforma esforço em resultado.

Rosie Lopes
Consultora de Finanças e Crédito | Mercado Financeiro
Desenvolve RN – Agência de Fomento do RN
Consultora e Instrutora do Sebrae RN
Criadora do projeto Finanças na Vida Real

Rosie Lopes

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