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Acusações entre Carla e Nina expõem “fogo amigo” na direita do RN

Acusações entre Carla e Nina expõem “fogo amigo” na direita do RN

O “fogo amigo” no PL do Rio Grande do Norte ganhou novos capítulos, nesta quarta-feira (22), com a troca pública de acusações entre a deputada federal Carla Dickson e a vereadora Nina Souza. Após Carla afirmar que a máquina da Prefeitura de Natal estaria sendo usada para favorecer a pré-candidatura de Nina à Câmara Federal, a vereadora reagiu, em pronunciamento na Câmara Municipal de Natal (CMN), classificando a declaração como “leviana”, “irresponsável” e “deliberada”. A esposa do prefeito Paulinho Freie (União Brasil) ainda desafiou a deputada a apresentar provas.

Em entrevista à Rádio Difusora de Mossoró, na última terça-feira (21), Carla Dickson usou a expressão “moendo com força” para denunciar o suposto uso da máquina pública da capital em favor da pré-candidatura de Nina Souza.

“Tem a máquina de Natal com Nina, que já tá moendo com força e pessoas sendo faladas ‘é para votar em Nina, tá?’”, disse a deputada, durante a entrevista, ao falar das dificuldades da sua campanha à reeleição.

“Eu estou lutando com a máquina da Prefeitura de Natal, estou lutando com dois grandes deputados federais conservadores, mas, pelo menos, no PL ainda eu tenho chance”, completou a parlamentar, justificando sua saída do União Brasil, onde disse que seria uma “esteira de luxo”, para o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A reação veio rápida. Em seu pronunciamento, Nina Souza subiu o tom e classificou as declarações como “levianas”, “irresponsáveis” e “deliberadas”. A vereadora e ex-secretária municipal de Trabalho de Assistência Social (Semthas), desafiou a colega de partido a apresentar provas das acusações.

“Eu desafio a deputada Carla Dickson: mostre uma pessoa que a vereadora Nina e o prefeito Paulinho coagiram a votar em mim. Não vai encontrar”, declarou.

SAIBA MAIS: Álvaro Dias “orquestrou” o esquema eleitoral para favorecer a eleição de Paulinho

A vereadora disse que os apoios que vem recebendo são fruto do seu “nome limpo” e do “governo bom” que, segundo ela, vem sendo realizado pelo prefeito Paulinho Freire em Natal.

“Todo prefeito tem candidato ou não tem? Diga qual é o prefeito do Rio Grande do Norte que não tem candidato a deputado federal? Todos os prefeitos do Rio Grande do Norte têm candidato a deputado federal e, com certeza, vão pedir voto. Diga qual é a lei que impeça um prefeito pedir voto para um candidato dele? Agora, acusar de forma leviana, irresponsável e deliberada que a Prefeitura [de Natal] está usando a máquina para me beneficiar, é negar a minha história de vida, a minha força de trabalho e a minha legitimidade”, rebateu.

“Não fui escolhida por ser companheira do prefeito Paulinho Freire”. Foto: Elpídio Júnior/Assessoria CMN

Ainda em sua defesa, Nina disse que o prefeito Paulinho Freire poderia ter escolhido “um filho” ou outro vereador para ser candidato a deputado federal, mas afirmou que ela foi escolhida pela sua história, não por ser a companheira do chefe do Executivo de Natal.

“Então, eu não aceito, pode me acusar de qualquer coisa, agora não me acuse de corrupção, não me acuse de forma leviana de algo que eu não faço, eu não preciso fazer isso”, completou.

Tanto Carla Dickson quanto Nina Souza eram filiadas ao União Brasil, mesmo partido do prefeito Paulinho Freire e do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra. As duas, no entanto, se filiaram recentemente ao PL, que tem como pré-candidato a governador o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias.

SAIBA MAIS: PL vive tensão no RN com acusações internas e apoio de vereadores ao PT

Após reação de Nina, Carla Dickson pede perdão: “ato falho meu”, declarou

Depois da reação de Nina Souza, Carla Dickson recusou da acusação, disse que cometeu um “ato falho” e pediu “perdão” à colega do PL.

“Eu estava numa entrevista, me perguntaram o que eu achava de ser considerada pela imprensa como a mais fraquinha e o que eu estava fazendo para deixar de ser a fraquinha”, disse, citando que a nominata do PL conta com nomes fortes, como os dos deputados federais General Girão e Sargento Gonçalves, além da própria Nina Souza.

“Nina é uma grande mulher e eu estou aqui para pedir perdão a ela. Eu quero que ela seja a mais votada do PL. Eu sou amiga de Nina de muito tempo. Eu acho ela uma mulher fantástica. Ela é uma grande mulher, foi uma grande secretária e isso foi um ato falho meu”, disse, em declaração à Rádio 98 FM Natal.

A relação com a denúncia de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024

Foto: Divulgação

Apesar do recuo de Carla Dickson, a acusação de que a estrutura municipal estaria “moendo com força” em favor de Nina Souza remete automaticamente ao caso do suposto esquema de uso da máquina pública da capital pelo ex-prefeito Álvaro Dias para beneficiar a eleição do prefeito Paulinho Freire e da vice-prefeita Joanna Guerra (PL), além dos vereadores Daniell Rendall e Irapoã Nóbrega, ambos do Republicanos, no pleito de 2024.

O caso foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que ajuizou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), no início de fevereiro de 2025, pedindo a cassação dos eleitos e a inelegibilidade, pelo período de oito anos, deles e do ex-prefeito Álvaro Dias.

O pré-candidato a governador do PL, segundo o MPE, foi quem “orquestrou como um todo o esquema eleitoral, valendo-se da máquina pública administrativa municipal” para favorecer as candidaturas de Paulinho, Joanna, Rendall e Irapoã.

O MPE apresentou indícios que apontam que servidores comissionados e funcionários terceirizados foram cooptados para apoiar os candidatos de Álvaro Dias.

De acordo com a ação, as testemunhas ouvidas durante a investigação disseram que o ex-prefeito “pediria os cargos” de quem não apoiasse seus candidatos.

A ação afirma que “todas as suas secretarias municipais, órgãos e entidades” da gestão do ex-prefeito “realizaram reuniões com seus subordinados diretos (cargos em comissão e empregados públicos) de cunho político”.

Além disso, a acusação cita que “moveu-se a máquina pública administrativa municipal para contactar as lideranças comunitárias visando apoiarem o então candidato ao cargo de prefeito, Paulinho Freire, e sua vice, Joanna Guerra, em troca de serviços públicos a serem prestados em suas respectivas comunidades, bem assim de empregos (terceirizados) na estrutura da administração pública municipal”.

Fonte: saibamais.jor.br

Alisson Almeida

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