Casos de monkeypox voltam a aparecer no RN; Sesap reforça orientações
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou o registro de três novos casos de Monkeypox no estado durante a última semana epidemiológica, compreendida entre os dias 17 e 23 de abril. De acordo com o órgão, os casos estão concentrados em Natal, com duas ocorrências, e em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana, com um caso. Todos os pacientes apresentam quadro leve e seguem em monitoramento domiciliar pelas equipes de saúde.
Segundo a Sesap, o diagnóstico e a vigilância laboratorial da doença no estado são realizados pelo Laboratório Central Dr. Almino Fernandes, referência desde o início da circulação do vírus no Brasil, em 2022. A pasta reforça que casos suspeitos devem ser notificados imediatamente ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, com orientação de isolamento do paciente e encaminhamento, se necessário, para unidades de referência como o Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, e o Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró.
A monkeypox, atualmente denominada mpox, é uma doença viral transmitida principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções corporais, gotículas respiratórias e objetos contaminados. Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, dores musculares, linfonodos inchados e o surgimento de lesões cutâneas características, que evoluem de manchas para bolhas e crostas.
Em entrevista à Agência Saiba Mais, a infectologista Carol Medeiros explica que a identificação precoce dos sinais é fundamental para conter a transmissão.
“O paciente geralmente começa com sintomas inespecíficos, como febre e mal-estar, e depois desenvolve lesões na pele que podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés e também na região genital. Essas lesões têm uma evolução bem característica, o que ajuda no diagnóstico clínico”, afirma.
Ela destaca ainda que, apesar de a maioria dos casos ser leve, o isolamento é essencial.
“Mesmo com quadros leves, a pessoa pode transmitir o vírus. Por isso, ao perceber qualquer lesão suspeita associada a febre, é importante procurar atendimento e evitar contato próximo com outras pessoas”, orienta.
No Rio Grande do Norte, dados recentes da vigilância epidemiológica indicam que, desde o início do monitoramento da doença, os registros têm ocorrido de forma esporádica, sem caracterizar surtos de grande escala. A Sesap ressalta que mantém protocolos atualizados de vigilância e assistência, incluindo orientação para que lesões em áreas expostas sejam cobertas e que o paciente permaneça isolado até a completa cicatrização.
As autoridades de saúde reforçam que a população deve procurar unidades básicas ao apresentar sintomas suspeitos, evitando automedicação e contribuindo para a interrupção das cadeias de transmissão.
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Fonte: saibamais.jor.br





