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“Vila pela Paz” realiza ato contra violência policial nesta sexta (24)

Moradores da Vila de Ponta Negra, na zona Sul de Natal, realizam nesta sexta-feira (24) o ato “Vila pela Paz”, uma mobilização contra a violência policial na comunidade. A concentração está marcada para as 16h, no terminal de ônibus conhecido como “igrejinha”, de onde sairá um cortejo pelas ruas da Vila, com encerramento no campo do Botafogo, onde haverá programação cultural.

Organizado por moradores, artistas e produtores culturais, o ato surge em meio a uma série de denúncias de abordagens violentas e operações policiais consideradas abusivas por quem vive no território.

Segundo relatos da organização, episódios recentes têm intensificado o clima de medo na comunidade. Um dos casos mencionados é o de um morador que teria sido morto dentro de casa enquanto dormia. A polícia, segundo os relatos, o classificou como suspeito de envolvimento com o crime, mas moradores questionam a ação e defendem que qualquer acusação deveria seguir os trâmites legais.

Outro episódio citado envolve uma mulher que saía para o trabalho quando teria sido agredida por um policial ao tentar proteger uma criança durante uma ação. De acordo com os moradores, além da agressão física, ela teria sido alvo de ofensas verbais. A situação foi registrada por pessoas da comunidade, que também relatam intimidação por parte dos agentes.

Há ainda referências a casos em bairros próximos, como Mãe Luiza, onde adolescentes teriam sido atingidos por disparos enquanto estavam em uma lanchonete, e a uma ocorrência recente na própria Vila envolvendo um homem baleado após entrar em uma residência durante uma ação policial.

Para os organizadores, os episódios não são isolados. “Tem sido recorrente. A gente vive com medo. Não poupa ninguém, nem áreas próximas a escolas ou espaços de convivência”, relata Camila Morais, uma das articuladoras do movimento.

Como forma de sistematizar as denúncias, o grupo está construindo um “mapa da letalidade”, identificando ruas e áreas com maior incidência de ações violentas e mortes associadas a intervenções policiais. Também estão sendo realizados contatos com familiares de vítimas.

Além de denunciar os casos, o movimento defende a desmilitarização da Polícia Militar como pauta central e questiona a eficácia de políticas públicas de segurança em curso. Segundo os organizadores, programas institucionais não têm conseguido alterar a realidade vivida pela população.

Segundo Camila, o ato desta sexta também marca o início de uma articulação mais ampla com moradores de outras comunidades de Natal, com o objetivo de construir uma agenda conjunta de enfrentamento à violência policial.

Fonte: saibamais.jor.br

Jana Sá

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