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“Espelhos d’água” em Ponta Negra são propositais, diz secretário

“Espelhos d’água” em Ponta Negra são propositais, diz secretário

O titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb), Thiago Mesquita, defendeu que os alagamentos registrados na área da engorda de Ponta Negra, chamados por ele de “espelhos d’água”, são formados propositalmente, fazem parte da drenagem e ajudam a impedir a descida da água em alta velocidade. Dois dias antes, contudo, o secretário de Planejamento, Vagner Araújo, disse que em cerca de dois meses serão iniciadas novas obras de drenagem na orla da praia.

Entre a quinta-feira (23) e o meio-dia da sexta (24), Natal registrou um acumulado médio de 110,9 mm. O volume total deste mês já chega a 375,8 mm, o que representa quase o triplo da média histórica para abril (141 mm). Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alto volume de chuvas provocou uma série de transtornos em diferentes regiões da cidade, como interdições de vias, impacto no trânsito e alagamentos, inclusive na faixa de areia da engorda. 

Thiago Mesquita publicou um posicionamento no Instagram na manhã desta sábado (25) e disse que percorreu toda a bacia de drenagem da orla de Ponta Negra na sexta. A visita técnica começou por volta das 10h em frente ao estádio Frasqueirão, na Rota do Sol, e finalizou próximo às 14h nas áreas dos hotéis no início da Via Costeira. Ele disse que foi constatado o que foi projetado e já era esperado.

“O Aterro Hidráulico que começou pelas áreas dos hotéis em setembro de 2024 e foi finalizado na base do Morro, em 25 de janeiro de 2025, continua firme e cumprindo sua função de impedir qualquer dano erosivo à base do Morro do Careca e a toda linha de Costa, ao Longo da Erivan França, até os hotéis”, disse o titular da Semurb.

Ainda segundo ele, a drenagem finalizada em fevereiro de 2025 cumpre “rigorosamente” sua função ao desacelerar a descida da água de chuva em 16 dissipadores de energia, ao longo de toda orla.

“E formando propositalmente os espelhos de água (rasos em quase sua totalidade, não tendo a lâmina de água nem 20cm de altura na sua maior parte). A formação dos espelhos de água faz parte da nova drenagem de Ponta Negra e isso impede a descida em alta velocidade da carga Hidráulica acumulada nos 400 mil metros quadrados, em declives (diferenças de alturas que chegam a 40 metros) e que antes em 16 pontos na praia de Ponta Negra provocavam uma enxurrada em alta velocidade contribuindo com o arrasto da areia da praia, causando voçorocas, erosão e grande comprometimento da faixa de orla”, justificou Mesquita.

Saiba Mais: Área da engorda de Ponta Negra volta a alagar em manhã de fortes chuvas

Ele disse também que a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) “acertadamente” fez uma intervenção pontual de engenharia com o setor de Manutenção da Orla, e abriu um caminho preferencial, próximo ao dissipador 16, último antes do Morro do Careca, pra facilitar o escoamento superficial da água acumulada nos espelhos de água e diminuir o tempo de acúmulo dessa água, principalmente após as fortes chuvas.

Nova drenagem

Antes das declarações de Thiago Mesquita, o titular do Planejamento, Vagner Araújo, adiantou que a Prefeitura pretende fazer um novo serviço de drenagem na praia. De acordo com ele, as intervenções têm como objetivo minimizar os constantes alagamentos registrados na faixa de areia da praia desde a inauguração do aterro hidráulico no início de 2025. As informações foram repassadas em entrevista à rádio Mix FM na quarta (22). 

Na entrevista, Vagner Araújo citou que o município planeja fazer uma “série de ações, principalmente de drenagem” na orla de Ponta Negra. “Nós estamos iniciando, em um ou dois meses, uma obra de drenagem”, prometeu.

Saiba Mais: Após dizer que estava concluída, Prefeitura anuncia drenagem em Ponta Negra

Perda de areia

Em fevereiro, em entrevista à Agência SAIBA MAIS, o engenheiro João Abner, professor aposentado e fundador do curso de pós-graduação de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), alertou que a areia colocada perto do Morro do Careca não existiria mais. 

Saiba Mais: Não tem mais areia da engorda na área próxima ao Morro do Careca, alerta professor

Apesar da Prefeitura afirmar que concluiu a drenagem, o professor alertou o professor que as caixas dissipadoras instaladas para reduzir a velocidade da água durante o escoamento não aguentam volumes elevados de chuva. Por isso, terminam transbordando e formando lagoas na faixa de areia que foi alargada ao custo de mais de R$ 100 milhões.

“Construíram caixas de descarga para permitir que a água saísse por cima do aterro, o que terminou provocando dois problemas: a criação das lagoas e a pressurização da rede de drenagem. Isso vai se inviabilizar com grandes chuvas e interferir no esgotamento sanitário, porque os reservatórios são conectados e transbordam para o sistema de drenagem”, explicou o professor.

João Abner disse que o problema começou ainda na fase de elaboração dos estudos sobre a engorda, com ausência de informações sobre como seria feita a drenagem da praia. Ele afirmou que faltou um “projeto sério” da Prefeitura de Natal.

Fonte: saibamais.jor.br

Valcidney Soares

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