Khrystal prepara as malas para a China. A cantora potiguar vai representar o Rio Grande do Norte e o Brasil no Ano Cultural Brasil-China 2026, dentro do JZ Festival, evento que celebra a parceria entre os dois países entre o dia 30 de abril e o dia 5 de maio de 2026. Aos 44 anos, a artista fala sobre a felicidade de apresentar um show em outro continente e adianta que prepara um novo disco com nove faixas.
A iniciativa na China reúne eventos culturais, artísticos e acadêmicos com o objetivo de ampliar o intercâmbio e aproximar as sociedades brasileira e chinesa. Além de Khrystal, nomes da música brasileira como Ivan Lins, Adriana Calcanhotto e a também potiguar Juliana Linhares estão entre os artistas convidados.
“Para mim é uma honra poder levar a bandeira do nosso estado e do Brasil tão longe. É um momento muito importante da minha carreira e também do nosso país, pois marca o estreitamento das relações diplomáticas com a China, um novo momento da nossa história”, destaca a cantora e compositora potiguar.
No país asiático, Khrystal vai apresentar no festival o show Carvoeirando. A direção musical é de Ricardo Baya, que também é o guitarrista da banda e será acompanhado de Bruno Cirino no acordeom, Darlan Marley na bateria, Paulo Milton no baixo, além do dj Mateus Tinoco.
“É um apanhado das coisas que eu já faço aqui no Brasil, normalmente, para que eles conheçam o nosso jeitinho musical de fazer show ao vivo”, conta Khrystal.
Novo disco
Khrystal tem uma longa carreira na arte brasileira. São 26 anos de estrada, vários projetos lançados, participação no The Voice Brasil e reconhecimentos como Artista do Ano, Intérprete do Ano e Show do Ano no prêmio Hangar de Música.
A potiguar também já se aventurou nos palcos do audiovisual e teatro, sendo indicada ao prêmio Kikito no Festival de Cinema de Gramado como melhor atriz coadjuvante em A luneta do Tempo, filme de Alceu Valença. Ainda levou os prêmios Shell, APTR, APCA Reverência pelo Musical Elza, em que, junto de mais seis artistas, contou a vida e a obra de Elza Soares em uma turnê pelos teatros do país.
Recentemente, lançou alguns EPs, mas seu último álbum foi o “Khrystal – 2007 a 2020 ao vivo”, o primeiro álbum de registros ao vivo da artista. Agora, se prepara para pôr uma nova obra no mundo, o disco “Agora”.
“É um disco que privilegia o som do meu violão. O violão é um instrumento que eu venho amadurecendo ele nesses 26 anos de carreira, e era um projeto que eu queria muito fazer. As pessoas mais próximas que me ouvem tocando são entusiastas do meu violão, e eu queria ouvi-las dessa vez. Então, muito movida por esse sentimento, eu fiz esse disco que se chama Agora. Ele tem nove faixas e são cinco releituras e quatro temas inéditos”, revela a cantora natalense.
O novo lançamento está no forno e o desejo de Khrystal é que saia “loguinho”.
“Como a gente tem essa viagem para China, agora a gente vai esperar um pouquinho, quando a gente voltar, a gente cai de boca nele para para lançar o quanto antes”, diz.
Pertencimento ao RN
Khrystal sente a cultura potiguar em tudo que faz. A cantora atribui o seu vínculo com a cultura do Rio Grande do Norte a um sentimento profundo de pertencimento. Para a artista, não há separação entre ela e o ambiente cultural em que está inserida. “Não posso olhar para a cultura do Rio Grande do Norte como se eu fosse algo à parte dela. Eu sou a cultura do Rio Grande do Norte também, como você é e como os outros artistas são”, afirma.
Segundo Khrystal, esse pertencimento é o que alimenta sua motivação artística e o desejo de cantar o estado, dialogando ao mesmo tempo com referências diversas.
“Eu gosto de jazz, eu gosto de música africana, eu tenho outros interesses. Esses outros interesses se encontram com essa linguagem do Rio Grande do Norte, porque é daqui que eu sou”.
Referenciando a frase “A cabeça pensa onde os pés pisam”, ela diz que seus pés pisam Natal e o RN.
“O meu olhar acaba sendo daqui, mas ele não é purista nesse lugar também. Eu acho que a vocação da música potiguar é ser híbrida mesmo. É conversar com outros estilos e fazer disso um terceiro elemento, algo original, algo interessante. É por isso que é tão difícil a gente dizer o que é que determina a música de Natal e Rio Grande do Norte, porque cada um tem um interesse”, reflete.
“Aqui tem cantoras de jazz, de blues, de forró, de coco, de música experimental, música instrumental. Então, dá para dizer qual é a música do Rio Grande do Norte? Eu não consigo dizer. Eu acho que nosso grande talento é ser híbrido mesmo. É uma vocação para ser misturado. Somos a esquina do continente. Por uma esquina passa de tudo. Então, as coisas que são interessantes que passam por essa esquina me interessam. É isso que motiva a minha sensação e o meu amor pela música do Rio Grande do Norte”, conta.
Fonte: saibamais.jor.br





