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Natal terá atos no 1º de maio pelo fim da escala 6×1

A próxima sexta-feira será um dia de luta em Natal. A capital potiguar terá dois atos relativos ao 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador, com foco na defesa da redução da jornada e pelo fim da escala 6×1, além de outros temas.

Um dos atos é convocado pelas centrais sindicais, como CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas, e demais movimentos sociais. A manifestação tem concentração marcada às 8h30 na Ferreira Costa, e caminhada pela Avenida Engenheiro Roberto Freire até o ponto 7, na Cigarreira do Gil. As reivindicações contemplam:

• Redução da jornada e fim da escala 6×1

• Combate ao feminicídio

• Combate à pejotização

• Fortalecimento das negociações coletivas

• Direito de negociação para os servidores

• Regulamentação do trabalho em aplicativos

• Trump, tire suas mãos da América Latina: em defesa da soberania nacional

“O 1º de maio sempre foi um dia de reafirmarmos a defesa dos direitos da classe trabalhadora e ampliação desses direitos”, destaca Irailson Nunes, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Rio Grande do Norte.

Ele afirma que, entre tudo o que é reivindicado, a pauta central é defender projetos da classe trabalhadora que estão em curso e que a sociedade almeja. Um destaque é a defesa pelo fim da escala 6×1.

“Já temos pesquisa de opinião feita pelo Datafolha que 71% da população brasileira apoia o fim dessa escala de trabalho, que é uma escala injusta, exaustiva aos trabalhadores que está trazendo adoecimento. Então, é preciso avançarmos nessa pauta”, aponta.

Alexander Brito, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no RN, afirma que a redução da jornada de trabalho garante mais qualidade de vida para o trabalhador. Ele também destaca a relação com o Abril Verde, uma campanha nacional de conscientização sobre a saúde e segurança no trabalho.

“Estamos discutindo saúde do trabalhador e verificando índices alarmantes de acidentes de trabalho, de afastamentos, em virtude de condições precárias de trabalho. Vamos lutar também contra a pejotização, pela regulamentação dos trabalhadores por aplicativos, a regulamentação da negociação coletiva no serviço público e pela dignidade, pela vida das mulheres, pelo fim do feminicídio e o combate à violência contra a mulher”, diz.

Santino Arruda, da Intersindical, destaca a data histórica do 1º de maio. 

“Foram conquistas adquiridas com o pé no chão na lama. Portanto, a gente quer fazer esse registro da importância desse dia”.

Ele lembra que, neste mês, o presidente Lula enviou ao Congresso o projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1. O sindicalista espera ver a pauta sair vitoriosa do Congresso. Além disso, também cita a relação da proposta com a vida das mulheres e as múltiplas jornadas de trabalho que elas enfrentam.

“É uma proposta da própria classe trabalhadora que o governo adotou. A gente espera vitoriosa no Congresso Nacional”, diz.

Rosália Fernandes, da CSP-Conlutas, diz que a central vai estar em Natal e outros locais dizendo não ao aumento da exploração e da precarização.

“Os trabalhadores, a juventude, os oprimidos e os movimentos populares estão sofrendo uma grande ofensiva da extrema-direita e também das políticas de conciliação que os governos, tanto a nível federal e também estado, vêm fazendo com a classe trabalhadora para poder permanecer no poder”, alerta.

Além das pautas centrais construídas em unidade, a CSP também levanta reivindicações próprias, como a revogação da reforma trabalhista e do Arcabouço Fiscal. 

“É preciso que a classe trabalhadora, a juventude, homens e mulheres estejamos nas ruas para construir essa unidade, essa força que é necessária para enfrentar todos os ataques e avançar nas conquistas”, defende.

UP e movimentos sociais fazem ato na Ribeira

Paralelo ao ato das centrais, a Unidade Popular pelo Socialismo (UP) e movimentos aliados fazem uma manifestação às 9h com concentração no Teatro Alberto Maranhão, bairro da Ribeira. 

A convocatória reúne o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Movimento de Mulheres Olga Benário, Rebele-se, Movimento Luta de Classes (MLC), União da Juventude Rebelião (UJR), Frente Negra Revolucionária (FNR) e Movimento Correnteza.

A pauta deste ato defende:

• Fim da escala 6×1 sem redução dos salários!

• Aumento geral dos salários!

• Fim das guerras imperialistas 

“O 1° de maio carrega um peso histórico importante para a luta das trabalhadoras e dos trabalhadores no mundo, sobretudo no atual momento. Esse dia surge pela incansável batalha para reduzir a jornada de trabalho. Hoje, estamos em uma incansável luta pela redução da jornada e da escala de trabalho 6×1, que escraviza nossa classe trabalhadora”, diz publicação das organizações nas redes sociais.

Fonte: saibamais.jor.br

Valcidney Soares

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