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Parnamirim abre seleção com bolsa para agentes populares de saúde

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do AgPopSUS em Parnamirim, programa de formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde voltado à atuação comunitária no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A seleção é realizada pela Rede Inclusivah!, organização responsável pela execução territorial do programa em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. O AgPopSUS tem como objetivo formar lideranças, agentes comunitários, trabalhadores da saúde e pessoas com atuação social nos territórios para fortalecer práticas de educação popular em saúde, promoção do cuidado, vigilância em saúde e participação social no SUS. Ao todo, são ofertadas 40 vagas gratuitas, distribuídas em duas turmas de até 20 educandos cada, com início previsto para a segunda semana de junho.

Podem se inscrever pessoas com 18 anos ou mais que morem em Parnamirim ou em cidades da Grande Natal, desde que comprovem atuação efetiva no município. O edital também aceita candidaturas de pessoas ligadas a coletivos, movimentos sociais, conselhos, associações, projetos comunitários e iniciativas nas áreas de saúde, assistência social, cultura, educação, direitos humanos e segurança alimentar.

Segundo Luá Belli, diretora executiva da Rede Inclusivah! e coordenadora territorial da execução local do AgPopSUS, o principal critério de seleção será o vínculo concreto com o território. “O principal critério é o vínculo real com o território de Parnamirim. A gente quer pessoas que já estão inseridas na comunidade, que participam de alguma iniciativa, coletivo, serviço ou ação local ou que têm interesse concreto em atuar nisso”, afirma.

Ela explica que a análise das candidaturas não será baseada em formação formal, mas na trajetória e no compromisso de cada pessoa com a realidade local. “Não é sobre ter currículo formal, é sobre ter vivência, compromisso e disponibilidade pra participar de um processo coletivo”, diz.

Do total de vagas, metade será destinada prioritariamente a lideranças comunitárias, representantes de organizações da sociedade civil e pessoas de comunidades tradicionais, como quilombolas, indígenas, povos de terreiro, comunidades pesqueiras e guardiãs de saberes populares. Os outros 50% serão preferencialmente voltados a Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Agentes de Combate às Endemias (ACE), profissionais da saúde e pessoas que atuam em políticas públicas e iniciativas comunitárias correlatas.

O edital também prevê prioridade para candidaturas de grupos historicamente vulnerabilizados, como pessoas trans e travestis, pessoas negras, indígenas e quilombolas, populações pesqueiras e marisqueiras, além de benzedeiras, rezadeiras e representantes de comunidades de matriz africana. Segundo o documento, a medida busca garantir equidade e diversidade na composição das turmas.

A formação será baseada nos princípios da Educação Popular em Saúde e dividida em dois eixos: o Tempo Escola, com encontros presenciais mensais, e o Tempo Comunidade, com atividades práticas desenvolvidas nos territórios. Ao longo do percurso, os participantes devem cumprir sete encontros presenciais obrigatórios, além de ações comunitárias, escuta de lideranças locais, mapeamento de demandas e práticas de promoção da saúde.

Para Luá Belli, o diferencial do curso está justamente na relação direta com o cotidiano dos territórios. “A formação foi pensada justamente pra não ficar só na teoria. Os encontros presenciais trazem os conteúdos, mas uma parte importante acontece no território, no dia a dia”, afirma.

“As pessoas vão trabalhar com a própria realidade: identificar problemas, escutar a comunidade, pensar soluções e desenvolver ações. Então o curso se constrói a partir de Parnamirim, das dificuldades, mas também das potências que já existem por aqui”, completa.

Os educandos selecionados terão direito a uma bolsa de incentivo de R$ 560, paga em duas parcelas, como apoio para deslocamento e participação no curso. O valor será repassado pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), responsável nacional pela execução financeira do programa. O pagamento está condicionado à frequência mínima de 75% nos encontros presenciais.

As inscrições devem ser feitas por formulário eletrônico, disponível no perfil oficial da Rede Inclusivah!, com envio complementar de documentação por e-mail. Entre os documentos exigidos estão RG, CPF, comprovante de residência atualizado e materiais que comprovem atuação no território de Parnamirim. O resultado final da seleção será divulgado em 12 de maio nos canais oficiais da organização. Confira o edital aqui.

A expectativa da Rede Inclusivah!, segundo Luá Belli, é que a formação deixe efeitos duradouros no município. “A gente espera, primeiro, fortalecer pessoas que já estão atuando e, ao mesmo tempo, formar novas lideranças no território”, diz.

Ela afirma que a proposta é que o curso vá além do período de formação. “A gente quer que isso gere continuidade, não seja só um curso que começa e termina, mas que deixe uma rede de pessoas mais preparadas, articuladas e com mais segurança pra atuar na saúde e na comunidade.”

“No fim, o objetivo é que o território ganhe mais gente mobilizada, informada e comprometida com o SUS e com a melhoria das condições de vida das pessoas”, conclui.

SAIBA MAIS:
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Fonte: saibamais.jor.br

Gil Araújo

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